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Conjunto Penal em Conquista da Conquista promove a IIª Exposição de Artes

Nesta data (17/01) ocorreu o lançamento da IIª Exposição de Artes do Conjunto Penal de Vitória da Conquista – CPVC, com o tema “A arte pode traçar novos destinos”, a qual conta com obras produzidas pelos próprios internos, e que estão sendo comercializadas no local.

O evento contou com apoio da Superintendência do Shopping Conquista Sul, através do Sr César Zollin, através da cessão de 02 (duas) salas no empreendimento, além de total apoio na logística.

Estiveram presentes no evento, entre diversas personalidades da sociedade conquistense, entre elas, o Exmº Dr Reno Viana, Juiz da Vara de Execuções Penais e o Sr Cel PM Ivanildo da Silva, Comandante do Policiamento da Região Sudoeste, os quais sempre contribuem de forma positiva, dentro das suas competências, com as demandas do sistema prisional da região.

Durante o evento foi prestada uma homenagem aos familiares da Profª Heleusa Câmara, falecida no último dia 06/01, um ícone da educação e uma das grandes colaboradoras do sistema prisional brasileiro, escritora e uma das idealizadoras do Projeto Remição pela Leitura, onde obras produzidas pelos internos com o rosto de Heleusa foram entregues aos familiares da mesma.

Uma dos pontos altos do evento foi a participação dos próprios internos no local da exposição, apresentando seus trabalhos, os quais entregaram algumas produções e pintaram diversos quadros e distribuíram entre os presentes. A iniciativa partiu do Diretor da Unidade, Cap PM Gilberto Silva e contou com a autorização do Exmº Juiz da Vara de Execuções Penais, Dr Reno Viana.

A Exposição permanecerá até o dia 20/01 (domingo) e contou com cerca de 100 (cem) obras, e é fruto do Projeto Oficina de Tela e Pintura, que é coordenado pela Psicóloga Mércia Gonçalves, funcionária da unidade, e tem por objetivo desenvolver nos internos o sentimento de readequação social e reabilitação, além de proporcionar um desenvolvimento dessas habilidades, para que se torne uma profissão no momento do seu retorno a sociedade.

Sobre o evento, o Cap PM Gilberto Silva, Diretor do CPVC, diz que: “ações como essas tem o intuito de mostrar para toda a sociedade um pouco do trabalho que é desenvolvido no CPVC, as quais são buscadas a todo instante, para que o reeducando possa cumprir a sua pena de forma digna e justa, retornando para o seio da sociedade devidamente capacitado e certificado, sendo uma poderosa ferramenta nesse processo de reinserção social, se tornando uma das premissas básicas do Governo de Estado, através da SEAP.”

O Diretor da Unidade ainda ressalta que a realização deste evento só foi possível pela parceria entre a Direção da Unidade e a Empresa Socializa (cogestora do CPVC), a qual não evidou esforços para a implementação deste acontecimento, bem como do apoio imprescindível da Polícia Militar do Estado da Bahia.

O Conjunto Penal de Vitória da Conquista foi inaugurado em agosto/2016 e é administrado no modelo de cogestão, entre o Governo de Estado e a Empresa Socializa.

Postado em 18 de Janeiro, às 13:44 por Manoel Gusmão 0 comentários

Brasil enfrenta superlotação em presídios e violência doméstica, diz ONG

Nesta quinta-feira (17), a ONG divulgou os resultados de um relatório anual sobre problemas no respeito aos direitos humanos em 90 países.

O Brasil enfrenta uma epidemia de violência doméstica e a superlotação do sistema carcerário, aponta a ONG Human Rights Watch.  O estudo destaca o problema da violência generalizada contra as mulheres no Brasil. Ele indica que a polícia não investiga devidamente milhares de casos de agressões, de maneira que muitos dos responsáveis não são processados. No fim de 2017, mais de 1,2 milhão de casos estavam pendentes nos tribunais.

O diretor para a divisão das Américas da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, denunciou ao Bom Dia Brasil uma “epidemia de violência contra a mulher”. Segundo ele, a Lei Maria da Penha, de 2006, é uma das melhores do mundo para combater esse tipo de violência, mas a estrutura precária não consegue fazer com que ela seja aplicada como deveria.

“Lamentavelmente, podemos dizer que no Brasil há uma epidemia de violência doméstica, que não é suficientemente abordada, protegida, atendida pela parte do Estado”, afirmou Vivanco ao Bom Dia Brasil.

O relatório cita dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que indicam 4.539 mortes de mulheres em 2017, sendo que a polícia registrou 1.133 como feminicídios (ou seja, casos em que a morte da mulher foi motivada pela condição de gênero). O relatório aponta que o número de feminicídios está provavelmente subnotificado.

Em todo o país, onde vivem mais de 200 milhões de habitantes, o número de casas que oferecem acolhimento para as mullheres vítimas de violência caiu de 97 para 74.

A Human Rights Watch destacou que, em junho de 2016, mais de 726 mil pessoas estavam presas no Brasil. Porém, o sistema carcerário só tinha capacidade para abrigar a metade deles. No fim de 2018, o número de presos era estimado em mais de 841 mil.

Na avaliação da ONG, essas falhas no sistema carcerário aliadas à deficiência no número de agentes penitenciários tornam impossível que o estado brasileiro mantenha controle sobre as prisões.

Postado em 17 de Janeiro, às 14:17 por Manoel Gusmão 0 comentários

Trio é preso após estuprar adolescentes de 13 anos em Eunápolis

Dois homens e uma mulher foram presos na manhã desta quarta-feira, 16, após serem investigados por estuprarem garotas de 13 anos em Eunápolis (a 647 quilômetros de Salvador).

Os crimes ocorreram em locais e datas diferentes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em março do ano passado, onde os acusados teriam oferecido bebidas alcoólicas para uma adolescente de 13 anos e abusado sexualmente dela.

Os crimes aconteceram em agosto de 2018. O suspeito ainda teria confessado que utilizou a condição de líder religioso para coagir aos adolescentes a participarem de orgias.

Os suspeitos serão apresentados em audiência e custódia e permanecerão a disposição da justiça.

Postado em 17 de Janeiro, às 13:22 por Manoel Gusmão 0 comentários

Suspeito de atear fogo em ônibus e cobrar propina de vans é preso

Um indivíduo de prenome foi capturado pela Rondesp Sudoeste,após denúncia que o mesmo estaria fazendo cobranças indevidas aos proprietários de “Vans” da cidade à mando de traficantes da região.

Quando a guarnição se aproximou de onde o indivíduo estava,o suspeito empreendeu fuga em posse de uma bolsa. O mesmo foi perseguido e alcançado.

Ao ser consultado no CNJ ( Conselho Nacional de Justiça) foi constatado que o mesmo possui mandado de prisão em aberto, e no momento estava em posse do valor que é cobrado das “Vans”.

Além de ser suspeito de cobrar propina dos vanzeiros, Gilmar também é apontado como um dos suspeitos de ter ateado fogo em um ônibus da Viação Cidade Verde,no dia 10 de Novembro de 2018,no bairro Santa Mônica próximo à fábrica Dass.

O suspeito e o material apreendido com ele, foi apresentado no DISEP ficando à disposição das autoridade competente para que sejam tomada as medidas cabíveis.

Postado em 17 de Janeiro, às 12:37 por Manoel Gusmão 0 comentários

Repercute em todo país o muro da União derrubado em Vitória da Conquista

O caso do muro construído em uma área federal, derrubado pela Prefeitura, repercute em todo Brasil. O Portal G1 destacou mais esse imbróglio envolvendo o executivo conquistense.

O muro foi construído na área onde é construída a nova sede do Ministério Público do Trabalho, sendo derrubado, na terça-feira (15), pela prefeitura de Vitória da Conquista. A obra era de uma empresa, que foi notificada, mas não teria seguido a orientação do município, alega a Prefeitura.

Após a derrubada, a Polícia Federal foi ao local e convidou o gerente de fiscalização a prestar depoimento na delegacia. Porém, o gerente foi para Prefeitura, o que mobilizou agentes da PF, que foram a sua procura e intimaram o Prefeito Herzem Gusmão Pereira. Horas depois, o gerente de fiscalização e Pereira Gusmão teriam sido ouvidos por aproximadamente três horas.

De acordo com a prefeitura, a área é de interesse municipal para a preservação do Rio Verruga, onde está sendo implantado o Parque Municipal Ambiental, única área verde existente na zona urbana de Vitória da Conquista, entretanto, outros empreendimentos estão muito mais próximos ao leito do Rio. A exemplo da guarita no Caminho do Parque, um condomínio fechado clandestino, que é ignorado pela administração municipal.

O prefeito do município, Herzem Gusmão, e o gerente de fiscalização da Secretaria Municipal de Infraestrutura, foram ouvidos na Polícia Federal (PF), ainda na terça-feira, por causa da área ser federal e a prefeitura não ter gerência sobre o espaço.

A PF não informou o conteúdo dos depoimentos. Entretanto, a prefeitura divulgou uma nota no site do órgão afirmando que determinou o embargo da construção em alvenaria, pois ela estava sendo realizada sem alvará, na Avenida Luis Eduardo Magalhães.

A prefeitura alega que, após constatar que a obra estava sendo construída irregularmente, notificou a empresa para a não continuidade do levantamento do muro, mas as obras seguiram.

Fontes afirmam que o gerente de fiscalização deve responder pelos crimes de abuso de autoridade e dano ao patrimônio público.

Postado em 17 de Janeiro, às 10:38 por Manoel Gusmão 0 comentários

De Itabuna para Conquista, PM prende grande quantidade de drogas e prende suspeitos

A apreensão iniciou no momento que os militares avistaram um táxi em atitude suspeita, na Ba 263. Durante abordagem, foram encontrados, no veículo conduzido por Claudio Roberto, mais de 20 barras de maconha.

De acordo com a polícia, o suspeito teria informado que o material foi pego em Itabuna e seria entregue no bairro Jurema. A polícia teria identificado os receptadores do entorpecente, que estavam a bordo de outro veículo.

Vitor Santana e David Rômulo foram abordados e no interior do carro, segundo a polícia, foram encontrados 28 embalagens de cocaína e um cigarro de maconha.

Foram apreendidos aproximadamente 30 quilos de entorpecentes. A droga, os suspeitos e os veículos foram apresentados no Disep.

Postado em 17 de Janeiro, às 10:31 por Manoel Gusmão 0 comentários

Faça sempre o bem e o mal não te atingirá

Meus amigos, abrace sempre o bem e desista da tentação de revidar o mal. Diante de qualquer situação e perseguição buscai o Senhor e nele encontrará refúgio e proteção.

O Senhor está contigo sempre e luta em seu favor. Mesmo se o mundo te convide a revidar qualquer mal feito contra ti não entre por esse caminho, o bem é a melhor resposta contra tudo.

Feche os seus ouvidos e coração para qualquer convite que te tire da presença de Deus, fora de Deus tudo é vão e leva a morte. Deus é aquele que verdadeiramente guarda a sua vida.

Não tenha medo e nem se assuste se disserem que estão tentando fazer o mal contra você, Deus é quem te guarda e acampa ao teu redor os seus anjos para te proteger.


Fazei o bem e o não te atingirá!


Te desejo uma quinta-feira abençoada para você e toda a sua família. Abraços fraternos do amigo Manoel Gusmão da Silveira.


Amigos Sempre, pois juntos somos mais fortes.

Postado em 17 de Janeiro, às 10:08 por Manoel Gusmão 0 comentários

Vitória da Conquista em Luto, Morre o cineastra Gildasio Amorim Leite.

É com pesar que o nosso site informa o falecimento do ator, diretor teatral e cineasta Gildásio Amorim Leite, figura bastante conhecida da cena artística de Vitória da Conquista.

O comunicado sobre seu falecimento foi informado pela sua filha, Pauline Leite.

“É com grande tristeza que comunicamos o falecimento de meu pai Gildasio Amorim Leite, ator, diretor teatral, aos 73 anos. O velório e enterro acontecerá em Vitória da Conquista. Em breve comunicamos o local .

A família em luto antecipa os agradecimentos”. disse ela.

O local do velório e sepultamento não foram divulgados.

Leia uma entrevista histórica feita pelo jornalista Fábio Sena com Gildásio:

 

Filho de Janoca, neto de Tecla, filho de Zé Gonçalves, neto de Inocêncio, pai de Pauline, Paulo Tiago, Gabriele e João Gabriel, garoto precoce e dono de uma extraordinária inteligência, Gildásio Leite integra aquele grupo seleto e raro de intelectuais que conseguiram dar o salto nas gerações, que teve a habilidade para reinterpretar os movimentos sociais, políticos e culturais, incluir-se nesses movimentos pela porta da frente, e que, especialmente, não perdeu o brilho nem a mais sofisticada arma do ser humano contra as opressões cotidianas: a capacidade de sonhar.

Em uma deliciosíssima entrevista ao Blog do Fábio Sena – à qual deram auxílio luxuoso com suas inteligências os jornalistas Paulo Nunes e Luis Fernandes, Gildásio Leite dá uma aula de otimismo, de humanidade, de elegância com as palavras, mas principalmente, faz emergir conteúdos reveladores, conteúdos somente possíveis na cabeça de quem mergulhou fundo na história de sua época – e, no caso de Gildásio Leite, a época é esta contemporânea também –, da qual ele não se aparta. Dono de uma prodigiosa memória e singular inspiração para tratar dos temas mais delicados de forma sempre simpática, Gildásio Leite assegura, entre outras coisas, que seu legado para Vitória da Conquista foi a sua inteira devoção ao teatro como instrumento libertador.

Foi em clima descontraído e saboreando uma daquelas cervejas somente encontráveis no Bar de Paulinho que Gildásio Leite conversou conosco. Trata-se de parte de uma memória cuja leitura vai agradar a gregos e troianos.

Segue:

– Gildásio Leite… cineasta, né?

– É…

– Cineasta!

– É… na verdade, eu sou ator e documentarista.

– Pronto: cineasta, ator e documentarista.

– Cineasta é um nome que… eu não assino. Embora tenha escrito vários roteiros de longa metragem, não realizei nenhum longa- metragem como diretor. Só tenho realizado curtas metragens, então eu não sou cineasta, eu sou ator teatral e cinematográfico. Eu não posso ser cineasta por eu ser ator de cinema.

– Ok. Você venceu. Quer começar falando pra gente sobre Zé Ninguém?

– O Zé Ninguém?

– Sim. De Reich.

– De Reich? Hummm… (faz cara de espantado…)

– Por quê? Você não acredita mais em Zé Ninguém?

– Eu acredito. Inclusive eu adaptei até pro teatro o Zé Ninguém, pra ser encenado aqui em Conquista, e foi um projeto que não foi adiante porque eu tive dificuldade de elenco, de ator pra fazer o personagem, mas isso eu admiro, acho interessante. Tem um filme, um longa- metragem, que é “Quando Nada Acontece”, que é exatamente dentro do arquétipo do Zé Ninguém, um cara que luta a vida inteira para atingir o ápice, que a sociedade gosta de ver o eleito, vitorioso, e ele não consegue, ele não é nada. O filme chama “Quando Nada Acontece”. E por isso o pessoal da Salvador, onde eu tenho mais acesso, muito acesso, né, eu convivi muito tempo em Salvador fazendo teatro, fazendo cinema, eles acham que o filme é uma autobiografia minha, e não é (risos…), mas é interessante.

– Você ficou surpreso com essa de perguntar sobre o Zé Ninguém, não é?

– Fiquei, fiquei bastante surpreso.

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O escritor e historiador Luis Fernandes fazendo suas indagações ao Calando da Véa Galdina

– Me diz uma coisa: você consegue se adequar a essas novas gerações? Você consegue… digamos… você acha que ficou no tempo e no espaço ou que conseguiu se adaptar a essa realidade nova, à contemporaneidade?

– Olha, no momento, na atualidade, a única dificuldade que eu tenho é de abordar uma linguística que a juventude articula hoje, através do facebook, da internet, porque eu não tenho o hábito de manipular, e eu não manipulo essa linguagem, mas eu entendo/compreendo. Agora, linguisticamente, dentro do contexto atual, eu não me distancio da molecada, da juventude. Meus filhos são todos jovens, eles desenvolvem uma prática de percepção do contexto em que vivem, e eu compreendo com facilidade, e tenho feito muito teatro voltado para a juventude, não só nos anos sessenta como hoje, toda a minha prática de teatro tem sido voltada para a educação dos jovens, e não eu não tenho dificuldade de entendê-los e compreendê-los, até dentro das possibilidades… porque tem coisas que…

– Você consegue enxergar de qualquer forma uma diferença entre a sua juventude, entre o pensamento de sua juventude, entre a ação da juventude do seu tempo e a juventude de hoje? Que tipo de comparação você faria?

– Ah, sim, é muito difícil hoje compreender esse comportamento da juventude, porque nós vivemos no terceiro milênio, em que todas as conquistas desejadas nos anos sessenta, na minha adolescência, foram alcançadas. Mas é muito difícil hoje a juventude desenvolver um discurso dialético, analítico, dentro do contexto, porque eles não têm o referencial que nós tivemos. O nosso referencial nessa época era Sartre, Bertold (Brecht), o socialista, a gente… nós líamos, eu li Marx com 17 anos… e hoje o pessoal não tem… não sei se eles desenvolvem esse discurso nos cursos que fazem na universidade, no terceiro grau.

– Nessa época quem era marxista tinha lido Marx mesmo, né?

– Tinha lido Marx… é… Chegamos a Marx, Hegel, então a gente trabalhava com a filosofia, né… de alcance, perceptivo; analítico; crítico. E é o que domina até hoje. Quem escreve hoje, quem faz jornalismo hoje, se não tiver esse referencial ele não sabe o que tá dizendo. Não sabe o que diz.

– Bom, Gildásio, já que estamos falando de juventude, de mudança de tempo, de períodos históricos, você que viveu um período intenso da política partidária no Brasil, você acha que hoje é possível definir o que é esquerda e o que é direita?

– Rapaz… eu fui militante político na Bahia, fui aqui em Conquista como adolescente, quando se criou a UBES aqui eu era moleque, adolescente, era mais novo do que esse Oswaldo aí que foi o primeiro presidente – Oswaldinho Ribeiro, estava com ele agora. Eu era moleque, menino, mas já tínhamos a preocupação de sabermos o que que era o contexto político, social da época. Agora, em Salvador, quando eu fui pra Salvador pra fazer universidade, então eu fui militante lá em Salvador e acompanhei os anos amargos da ditadura, as brigas da ditadura, 67, 68, 69, não só na Bahia como no mundo, porque a gente se articulava com a problemática toda não só na América como na Europa, e no sul do país, Rio e São Paulo. Então toda, essa militância eu conheci, eu convivi com “eles”, e hoje eu me decepciono quando eu vejo o líder do PT no Congresso, que chama Carregosa, defender a base aliada do governo como ele defende, defender o (Carlos) Lupi!… Pô, não tem sentido; então não dá pra entender, pra eu compreender o que é isso.

– Você teve uma vida marcada pela arte, pela produção artística, pela produção cultural. Como você se situa nessa história cultural de Vitória da Conquista, qual é a contribuição que Gildásio Leite deu à Vitória da Conquista?

– Trabalhando com jovens, só. Os grandes espetáculos que eu idealizei, que eu quis fazer em Conquista não foi possível fazer porque não tem incentivo, não tem como realizar. Eu realizei alguns em Salvador, não todos, né, mas em Conquista eu realizei pouco. Mas trabalhei muito com jovem, com moleque, com adolescente e para o adolescente. Então, essa é a grande contribuição. Tem amigos meus aqui formados em Engenharia, em Medicina, em Direito que viram teatro na sua adolescência me assistindo, e eu representando. Então isso é uma coisa que me deixa muito envaidecido, porque eu não sabia que isso ia acontecer.

– (Luis Fernandes) Gildásio Leite é mais teatro ou mais cinema?

– Hoje eu sou audioartevisual! Hoje eu sou visual, artevisual, eu congrego nas três linguagens, né, mas a minha prática é teatral. Eu comecei aqui fazendo teatro porque idealizava, sonhava em fazer cinema! Nós, moleques, aqui, adolescentes, a gente idealizava fazer cinema porque a gente assistia muito os filmes aqui no Cine Glória, no Cine Conquista, no Cine Poeira, e a gente saía da sala imitando os personagens, querendo ser Durango Kid, entende?, desenvolvendo o discurso do personagem. Eu nem sabia qual era o arquétipo de um personagem, mas a gente saia imitando os personagens dos bang-bang, dos filmes clássicos que a gente assistia. E a prática para se chegar a isso, pra se chegar ao cinema tinha que ser a representação, o teatro. Saber o que que é representar um personagem. Então eu fui procurar uma escola de teatro. Eu fiz teatro aqui, na adolescência, e depois eu fui me formar. Eu me formei, eu sou ator e sou diretor teatral graduado pela UFBA, certo. Não tenho orgulho disso, não, mas eu fiz isso (irônico…). Mas consegui entrar, fazer o cinema, que eu queria. Logo que chego em Salvador eu fiz meu primeiro filme. O primeiro filme que eu fiz foi um filme italiano, da Fama Filmes, sobre o cangaço, um filme com Thomás Milliam. Esse filme passou aqui em Conquista, eles anunciavam, que Raimundo exibia no Cine Glória “com artista conquistense” (rsrsrsrs). Era um Bang Bang Nordestry, com Tomas Milian, era a Rebelião dos Brutos*, não pôde ser registrado no Brasil como “O Cangaceiro” então ficou o título “Rebelião dos Brutos”. E é um filme extraordinário de interessante. E eu tenho a cópia em italiano, não tenho ela dublada – dublada não foi, foi telecinada com legenda. Eu não tenho essa cópia, tá no Museu de Imagens de São Paulo. Mas em italiano eu tenho a cópia, é interessante, é o primeiro filme que eu fiz. E fiz outros filmes na Bahia, filmes baianos e filmes do Rio e São Paulo. Então eu consegui realizar alguns filmes como ator, entendeu, na minha verve deve ter 15 ou 16… 16! 16 filmes longa metragem. E curta metragem eu fiz uma série, dirigi alguns e trabalhei com outros como participação de equipe, mais de trinta! É… ‘tá tudo arquivado e guardado esse material, entendeu?

– (Luis Fernandes) Você pretende, quem sabe… lançar um livro contando a história do teatro de Conquista, sua vida em teatro, sua vida em cinema, o cinema em Conquista?

– Eu comecei até a escrever como foi que surgiu o teatro na nossa geração, mas me perdi, era uma revista, Mas é interessante contar a arte em Conquista, não só dessa época, desse período da minha adolescência, que é 1960, como a de hoje. Hoje se desenvolve uma arte mais concreta, mais objetiva, mais racional. Nosso tempo também era uma arte muito subjetiva, mas a gente sabia o que queria, é uma arte mais limitada, mas hoje com o domínio dos “acessos” da comunicação, então… o teatro de Conquista não tá mal, agora falta incentivo pra que ele possa produzir um bom resultado.

– Gildásio, você consegue fazer uma análise também subjetiva do que foi que lhe conduziu à arte, ao teatro, ao cinema. Você tem alguma reminiscência de quando foi que você deu o estalo pra isso?

– Olha, eu sempre fui um menino precoce. Eu fui criado por meus avós. Quando nasci, a minha mãe não pôde me alimentar porque meu parto foi muito complicado, foi aqui na fazenda Volta Grande, do meu avô, a três km de Conquista. Aí, a minha tia me levou pra casa do meu avô, para poder me amparar. Então, daí eu não voltei mais pra casa de minha mãe, eu fiquei, fui criado por minha tia e meus tios e meus avós. Eu conheci meu avô, minha avó. Eu convivi com meu avô e minha avó e eu fui muito precoce, eu fui muito criado solto mas compreendendo as limitações que estabeleciam pra gente, meu avô, minha avó, meus tios. Mas era isto precoce, e aí eles me puseram o apelido de “Calango da Véa Galdina”, porque eu era um cara cômico, era, era um dos cômicos que facilitava a alegria na casa, nos eventos, acontecimentos, acharam eu parecido com um cara que era quase um palhaço e isso não me saiu da memória, né, e a minha avó sempre me codenominava de “Calango da Véa Galdina”, e logo depois eu conheci o circo, aqui em Conquista, o meu tio me levava pro circo e eu assistia todos os espetáculos do Circo Nerino e os dramas, eu moleque, 3 anos, 4 anos, eu descia com meus tios pra vir aqui fazer o cabelo na banca de Estelina, aqui no Beco da Tesoura, Valdemar nesse tempo já era cabeleleiro. Veja só! Já tá de cabelo branco, bicho (riso), já deve ter uns oitenta (mais risos…); então eu assisti muito. Eu fiz muito espetáculo, eu vi muito espetáculo no Circo Nerino*, grandes dramas da representação, e o palhaço Picolino, então isso foi bacana pra minha compreensão, e logo depois eu entro para a Cruzada, no Salão Paroquial, que já vinha do teatro do salão paroquial, já existia o grupo de teatro salão paroquial; como eu era menino eu, na cruzada, dona Geraldina desenvolvia uma prática de encenação de peças teatrais. Então, eu comecei praticamente moleque no salão paroquial. Depois passamos a encenar pequenos textos e, logo então, passamos a encenar textos… Saímos do teatro catequético, o teatro do salão paroquial era muito catequético, mostrando as contradições dos efeitos da religião do pecado, do bem e do mal, então nós passamos a fazer um teatro para discutir o contexto social da realidade, e isso já no salão paroquial. Isso com muita influência do Padre Benedito.

– É muita precocidade mesmo.

– É. A gente já tinha essa preocupação social, não é, e ao mesmo tempo, na escola, a gente desenvolveu a militância política, o surgimento do PCzão aqui, do PC, das lideranças políticas, essa influência toda no início dos anos sessenta, no final dos anos cinquenta pra sessenta, então houve muito essa influência e a gente participava. Então, o que é que íamos: discutir a realidade brasileira. Então, passamos a ter essa preocupação de fazer um teatro voltado…

– Você já era ator?

– Sim, eu já era ator, já tava trabalhando, mas quando eu decidi mesmo ser ator, não fazer outra carreira acadêmica, então eu já tava querendo decidir pra que caminho eu deveria seguir. Eu já tava com 14 anos, eu já tinha ultrapassado a adolescência. Eu já tinha saído da idade do perigo, porque eu já era, né, 16 anos, com 17 anos eu já tava em Salvador, 18 anos eu já tava em Salvador, tentando vestibular, já tinha escolhido teatro.

– E o cinema? O Gildásio do cinema? Dos longas que você acabou citando aí, dos curtas, tem algum filme que você fez que o deixou bastante realizado?

– Tem… não… no começo, esses filmes foram interessantes pra mim… esses foram muito interessantes, esse primeiro que eu fiz com 22 anos de idade, você não me conhece no filme, você vê o filme e você não me conhece, mas ‘cê sabe que sou eu, né, esse filme eu tava com 22 anos de idade. Logo depois eu passei a…

– Você fez que papel nesse filme?

– Eu fiz um bandido que se torna cangaceiro; é interessante esse filme até, é interessante esse filme. E é a narrativa – inclusive, o roteiro é de Agnaldo Silva, ele praticamente começou a trabalhar com dramaturgia na Itália, ele começou lá. E eles vieram filmar aqui no Brasil um roteiro dele, que tem uma adaptação também dos italianos, do pessoal que fazia bang-bang italiano, da Fama Filmes. Então, logo em seguida eu fiz um filme com Nelson Pereira, que é da obra de Jorge Amado, Tenda dos Milagres, que é um filme interessante, e que…

– Ainda na condição de ator…?

– Sempre como ator. Sempre como ator. E mais outros filmes baianos, que foram até laureados, premiados, nos festivais nacionais, e eu tive oportunidade de ir pro festival de Brasília, no Festival do Rio Grande do Sul, Gramado, tá entendendo, participando, eu já andei um pouco, né, já andei, e daí dos documentários eu fiz muito documentário em Salvador sobre a problemática cultural, fazia uma abordagem sobre a cultura baiana, as festas populares, que é interessantíssimo, todo o período de festas populares da Bahia, e o interior da Bahia, eu conheço muito aquele reduto ali de Salvador, o Baixo Sul, Cachoeira, Nazaré, essa região toda ali próxima a Salvador até Sergipe, documentando o costume do povo nordestino. Eu, como assistente, como câmera, até como eletricista, puxando cabo de fio, microfone, eu fazia isso, eu participava. Eu fazia de tudo, eu sei fazer de tudo no cinema, sei exercer toda essa prática. E depois passei a dirigir aqui, fiz alguns curtas, fiz um filme aqui que é muito interessante que é sobre uma crônica da cidade, que o personagem é Gaguinho.

– Eu lembro.

– Viu? Esse filme é interessante. Foi mostrado em muitos lugares e estou finalizando outro.

– Tem projeto engavetado aí?

– Tem. Eu ‘tou finalizando um agora, que eu comecei a gravar em 85, quando estava fazendo a barragem de Anagé. Eu já fiz esse filme, já foi editado…

– Que interessante… você tem imagens daquele período?

– Tenho. E aí eu estou reeditando, eu ‘tou fazendo um retratamento de todo esse documentário que é “Os pobres do campo”, que é o surgimento da luta dos posseiros, dos sem terra. É o começo da luta dos posseiros, então eu ‘tou dando um tratamento nesse material, que é “Os pobres do campo”. Inclusive, eu digo pra vocês, tenho depoimento de Everardo (Públio de Castro), entendeu, de todos esses políticos, é interessante essa abordagem… e ‘tá perfeito, foi gravado em “U-Matic”, que era a linguagem que dominava na época, e VHS, Super V. Nós não tínhamos de hoje o recurso digital, mas o que foi feito era U-Matic, eram câmeras profissionais e que tinham um bom recurso.

– Você está em que fase desse documentário?

– Eu ‘tou retratando, dando um tratamento no áudio, e as imagens já estão recuperadas, já ‘tou querendo reeditar elas, já finalizar.

– Quem é o grande cineasta brasileiro na sua visão e por quê que é este?

– Olha, dizem que citar Glauber é chavão, mas é um grande cineasta, né, o Glauber é um grande cineasta, eu ainda conheci Glauber, eu conheci Glauber ele já cineasta, ele com 22 anos fazendo Deus e o Diabo (na Terra do Sol), e, de vez em quando, ele vinha aqui em Conquista e andava muito com uma bíblia preta debaixo do braço, que era o livro de Eisenstein, que é um dos maiores cineastas russos…

– Sergei Mikhailovitch Eisenstein

– É, Sergei Eisenstein. Ele andava muito com o Eisenstein. E muito tempo depois eu conheci Glauber assim, de bater papo, igual nós estamos aqui. Quando ele fez o último filme dele, nós fomos lá no set, que era na Vila Romana, em Salvador, na Barra, eu ia fazer com ele… duas vezes tentei trabalhar com ele mas não deu certo… Ele fez o “Dragão da Maldade contra o santo guerreiro”, que é um dos primeiros roteiros cinematográficos dele, que ele faz uma abordagem sobre Conquista, o discurso dele todo é conquistense. O Dragão, o personagem dele, Antônio das Mortes, é um arquétipo conquistense, de um pistoleiro que matou Esmeraldino, que era casado com uma parenta da mãe dele; Esmeraldino era casado com a irmã ou a tia de dona Lúcia (Rocha) e foi um crime que arrasou a família, um crime que causou pânico, discussões, e Glauber era menino, tinha 4 anos de idade, então Antônio das Mortes é o arquétipo desse pistoleiro, é um pistoleiro que era exatamente como o Antônio das Mortes se vestia. então o Glauber era um cara que… e depois, os filmes de Glauber são filmes que fazem uma abordagem do contexto brasileiro, da realidade brasileira, e são filmes inteligentíssimos, porque ele faz um discurso não-maniqueísta , com início, meio e fim, Glauber faz um discurso que se você não tiver uma boa percepção você não entende, não sabe o que é que ele tá dizendo.

– Se cansa logo.

– É… cansa logo e sai fora, entendeu? E ele, como muitos outros cineastas desse período, contribuiu muito para o cinema brasileiro. Você não pode deixar de citar o Nelson Pereira, né, e até o Cacá Diegues, entendeu? É… o Jabor… tem muitos cineastas que eu gosto, são meus amigos, e eu acho interessante. Como tem cineastas agora recente novos, moleques, que fazem um bom cinema. O cinema brasileiro não está mal, está muito bem, né. Só que é um outro discurso, é um outro contexto. Mas é isso aí.

– E que discurso é esse, esse novo discurso?

– Contemporâneo, discurso da contemporaneidade, que entra não só o problema existencial como o problema psicológico, psicanalítico, né, porque hoje o que predomina é a existência, é o ser, o que você é, “nesse momento você é o que?”, “você quer ser o que?”, então esse é que é o grande mote, e a maioria dos filmes, não só brasileiros como os filmes europeus e americanos, desenvolvem esse discurso, do sentido, da existência, não é?, do sentido da existência, que são essas crises existenciais que não só o homem tem como a mulher, de definição. Agora, isso tudo, diz a história, que já existiu no passado, é que nós não conhecemos a história, nós conhecemos a nossa realidade que é agora, então achamos que está acontecendo agora, mas tudo isso já foi discutido e já foi vivenciado no passado. Eu não sei bem definir mas é uma repetição, a vida é dinâmica, é constante, né.

– Você falou aí numa safra nova. Você participou de Central do Brasil. Fala um pouco aí sobre essa participação sua.

– Foi a safra novíssima, porque o cinema tava morto. Quando o Collor entrou na sistemática da conjuntura ele destruiu com a Embrafilmes, então tudo o que vinha até então do Cinema Novo e o cinema da Embrafilmes que queria desenvolver e implantar a indústria nacional, aí acabou. Então o cinema ficou um período, morto. Uns sete anos, seis anos sem acontecer nada… e o Waltinho (Walter Sales), quando Waltinho surgiu como documentarista, e aí quando veio fazer o Central do Brasil ele trouxe um gás novo, uma energia nova, não é? Ele foi um cara que queimou um fogareiro, fumaçou e deu um bom resultado, então foi a partir desse momento que o cinema revigorou-se, né, para produção nacional. Então foi muito importante. E eu estava aqui de bobeira, conheci o pessoal que trabalhava com ele, o pessoal da produção, e aí ele falou assim: “Pô, Gildásio, eu já fiz tudo o que tinha que fazer com você, eu filmei em Milagres, em Salvador, e eu não tenho nada pra te oferecer, eu só tenho uma aparição de um personagem de uma figura num ônibus”; e eu digo: “mas não tem problema não, Walter, eu faço com o maior prazer”. E aí nós fomos lá, foram dois dias de filmagem, e a aparição desse personagem virou… ele falou “Ó, Gildásio, depois que você apareceu, virou personagem. Você é um personagem no filme”. E eu apareço um minuto e meio, e é marcante minha aparição. Eu recebi cartões de amigo meu da Europa, da América, amigos da minha área, falando assim: ‘porra, bicho, eu lhe vi hoje no Central do Brasil’; e fazem algumas abordagens sobre a minha participação, porque só houve um corte: eu estou lendo um jornal – eu me tornei um personagem que era um vendedor de remédio, que tava dentro do ônibus, viajando juntamente com a Dora e com o menino; o menino, ela ia em viagem ao norte em busca do pai do menino, e ela toma um goró, fica bêbada, o menino bebe a metade e começa a peruar dentro do ônibus. Eu estou no ônibus lendo um jornal. Eu virei um personagem, um vendedor de remédio. Eu olho pra ela e digo: “gostosa”. Ela me chama de palhaço. Só que o ‘gostosa’ eles cortaram. O Walter disse: “ó, eu tive que cortar porque foi uma tomada só”, e aí ele conservou e disse: “você virou personagem do filme”. Então foi bom a participação, agora, eu acho o seguinte: é um grande filme, é um filme interessante. O Waltinho desenvolveu um discurso sobre a questão do menino, da infância, quando ele poderia também ter desenvolvido um discurso sobre a Dora, que é uma mulher sexagenária, professora, pobre, miserável, sem marido, sem nada, e sofrendo, que é a realidade hoje da mulher, então ele não aprofundou nisso aí, ele disse que não tinha como, que não tinha limites pra poder aprofundar nesse discurso…

– Ele escolheu o garoto…

– É… e o foco foi o garoto, mas o personagem de Dora é interessantíssimo, e você percebe, como eu percebi, fazendo essa leitura, por isso ela foi indicada pra disputar o Oscar, e foi a primeira vez que eu disputei o Oscar em Hollywood (risos).

– Me diga uma coisa: quem é Gildásio Leite por Gildásio Leite.

– (Pausa dramática e meditativa…) Eu sou um conquistense, que passou a racionalizar e a visualizar a minha cidade, o meu pião, eu rodo em cima do meu pião, por isso eu estou aqui hoje sentado falando com vocês. E tô sempre aqui em Conquista, rodando em cima do meu pião, e querendo entender o meu contexto, a minha realidade, porque foi daí que eu surgi, que eu passei a ser eu. Porque se não fosse isso, se eu não tivesse essa percepção, eu não seria Gildásio Leite, eu não teria essa preocupação com o momento atual, com a realidade brasileira, e nem esse contexto em que nós vivemos.

– Me dá um pouquinho da sua biografia pra mim, o dia que você nasceu, data, nome de pai, nome de mãe, nome dos avós que te criaram…

– Rapaz… o meu avô era um coronel conquistense, Inocêncio Alves Botelho. Ele usava botina até o joelho, era muito amigo de dr. Crescêncio (Silveira), do seu Cazu, anterior à geração de Crescêncio Silveira, mas era contemporâneo de dr. Régis seu Cazu. E ele veio pra Conquista como todos os conquistenses que fizeram essa cidade, né, porque ninguém nasceu do ovo, né, veio pra cá pra fazer essa cidade, e ele também veio nessa cidade. Meu avô era tropeiro e aí e veio pra Volta Grande aqui, indo pra Barra do Choça… Essa geração do Choça, desse lado de cá, tem uma cultura, o lado de baixo tem outra cultura, sabia? Aqui nos… descendo pro Rio, indo pra Itambé, tem outra cultura, indo pra Anagé tem outra cultura, é um um feixe, são quatro raios, que pra você entender Conquista, entender a suas história, é preciso entender isso aí: do Choça, essa região aqui de Itambé, né, que é dos Jiboeiros, a saída aqui de Anagé.. é… essa região, e dominava aqui nesse reduto aqui de do Choça, é onde tinham muitos coronéis que dominavam, então… a geração foi muito grande, meus tios foram muito influentes aqui na cidade, influentes politicamente, foi através de meu tio, irmão de minha mãe, (?) Botelho que eu conheci, eu comecei a fazer política com Pedral.

– Ok…

– A minha avó era Tecla Amorim Botelho.

– Tecla?

– Tecla. Tecla. É dos Amorins do Choça e os Botelhos vieram pra cá de origem portuguesa, tem muitos Botelhos em Anagé, aqui em Conquista e no Rio de Janeiro, em Salvador tem muitos Botelhos, que são da família do meu avô, eram sete irmãos. É interessante: eu andei pesquisando, porque eu não sabia, não conhecia a minha família, não conhecia a minha árvore, meu pai é Leite, meu pai é de Minas Gerais, de Monte Verde, veio via Brumado, Ituaçu, pra Conquista…

– Qual é o nome dele?

– Teódolo de Oliveira Leite, “seu Duzinho”, pai de Bráulio Leite, Arménio, Cremílda e Altína, pois ele era viúvo e já tinha esses quatro filhos que são meus irmãos. Depois campiando uma namorada conheceu minha mãe Dona Janoca, Joana Alves Botelho, filha de seu Inocêncio Alves Botelho, gerando mais três rebentos que somos nós: Geovane, Grimaldo e eu Gildásio leite. Eu fui criado nesse contexto aí, de família, e ele não teve influência de mando, de mandonismo em Conquista. É tanto que eu comecei logo garoto, com quatro, cinco anos, em 58, fazendo política de Pedral! Meu tio era fã e era partidário do grupo PSD em Conquista. E eu andava com eles, e a cartilha que eu lia era essa cartilha deles. Então eu já tava no palanque, eu fiz muito discurso produzido por Everardo, e eu fazia muito discurso, é… eu gostava de representar e já discursava, nos palanques de esquerda, contestando a realidade. Eu tive essa influência. Mas logo depois eu fui embora e a coisa gerou por outros caminhos aqui e eu fiz outro caminho, de Salvador. Mas no começo, eu tive essa participação, 58, 62, quando Pedral foi cassado, nós estávamos no Jardim das Borboletas, assistimos tudo, a prisão, a missa de Ação de Graças na Catedral, né, e os acontecimentos, que geravam em torno dos fatos políticos nessa época. Mas quando eu fui pra Salvador já foi em 60… eu fui em 65, depois retornei, voltei, em 67 eu já tava na faculdade, tinha feito vestibular e em 67 já estava cursando universidade, então eu saí daqui e fiquei fora 20 anos. Mas sempre sabendo dos acontecimentos da cidade. Sempre vinha aqui. Eu morei no Rio, morei em São Paulo, mas não deixava de vir no Natal, vir no São João em Conquista, e por dentro de todo esse fervilhar político daqui. Agora, em 80, de 80 pra cá, eu vim fazer um espetáculo e dei um tempo aqui em Conquista, fiquei por aqui… Antes da Abertura tava impossível viver na Bahia, porque a ditadura, a censura era ferrenha, foi o período que muitos contemporâneos meus saíram de Salvador e foram pra Chapada, pro Rio, desceram, foram pra Chapada, por exemplo: Pola, Edgar Navarro, muitos cineastas, sabe, saíram de Salvador e foram pra Chapada, e eu fui um dos que vim pra Conquista. Fui morar onde: dentro da fazenda. Eu tinha uma gleba de terra, fiz uma casinha e aí, fui morar na fazenda e foi onde gerei meus filhos, nasceram 4 filhos meus aqui, nessa época.

– Quais os nomes deles, de seus filhos… ?

– Pauline, Paulo Tiago, Gabriele e João Gabriel, todos da área de cinema ou de televisão. Todos eles trabalham na área.

– Você não falou o nome da sua mãe…

– Minha mãe é Janoca. Joana Botelho Leite.

– Você está à caça do filme “O Tropeiro”. Porque você quer tanto esse filme?

– Porque, bicho, eu vivenciei esse período, entendeu, eu já conhecia Aécio, eu era muito curioso, eu conhecia Glauber como eu conhecia Aécio. Aécio é primo de Glauber; Aécio (Andrade) saiu daqui moleque e foi pro Rio de Janeiro, estudou no Conservatório Nacional de Teatro. Quando eu saí daqui pra fazer teatro, eu fui pro Rio, aí eu fui pro conservatório que era a única escola de artes cênicas e artes do Brasil. Lá, Aécio estudava cinema, depois disse: “bicho, eu vou fazer um filme em Conquista”, e aí ele veio em 61 fazer esse filme aqui, “O Tropeiro”, que é um argumento em cima do Tamanduá, que é o retorno pra vingar a morte dos dois irmãos. O tropeiro é exatamente isso. E aí vem muita gente de Pernambuco, do Rio, de São Paulo, do Rio Grande do Sul… eu convivia com esse pessoal todo e acompanhei todo o processo de filmagem, do set, acompanhei algumas seqüências de filmagem, com Aécio e com a equipe, né, então participei até de instantes; tem uma seqüência de uma luta lá no Iguá que eu participei, eu estou atrás de uma cerca, numa luta de facão, e é o único momento que eu estou no filme, nas primeiras versões do filme eu estava, agora a última eu não sei. Aécio me disse que o filme estava telecinado pra fazer uma cópia em DVD, e não foi feita até hoje, e eu fico brigando, catando Aécio em todo canto pra poder fazer, porque esse filme é importante pra história de Conquista e do cinema baiano. Embora seja um filme que tenha, assim, uma certa apelação na linguagem, porque foi um filme que deu público, o pessoal ia pro cinema pra ver o tropeiro, não só pelo tropeiro em si, né, pela história em si, como a exploração que existia no filme da chanchada, da pornochanchada, ele utilizou muito isso. As personagens andavam seminuas, entendeu? Tinha uma personagem que chamava “Ingrid L’amour que era uma atriz francesa que não veio, mas ele trouxe uma atriz do Rio de Janeiro…

– É uma francesa genérica…

– É, genérica (risos) com o nome “L’amour”, que é interessantíssimo, e quem usufruía dela era o ator conquistense que fazia o personagem, que era filho de… irmão de… um ator baiano que, quando participou do filme… o Osaná, Osaná Rocha, que é um ator… não era um ator, era um conquistense que…

– Fez uma ponta…

– Não, ele é ator, porque ele contribuiu com a produção do filme e virou ator. Era ‘posudo’ e virou ator. Mas esse filme é interessante. Estão brigando, tão dizendo que o filme vai surgir aí e eu tou cobrando; agora no final do ano eu tava em Salvador com um amigo meu que tinha o endereço de Aécio, nós tentamos falar com Aécio mas não atendeu, não respondeu, então passamos um e-mail, ele ficou de responder e eu não sei do resultado. Mas estamos querendo ver porque a gente tem condição de fazer a cópia, já que tá todo com o roteiro em negativo com tratamento, em telecine dá pra sair. Não dá pra sair película porque é muito caro.

– Quem foi o maior pilantra da história do Brasil? Assim, o mais vagabundo?

– Da história do Brasil?

– Pode ser contemporânea, também…

– Porra, bicho… não diga isso.

– Aquele pilantra, assim, que ‘cê fala assim…

– Bom, na política, eu acho o paulista, né, o que era prefeito, que foi governador de São Paulo…

– Maluf?

– Maluf.

– Você acha que ele supera Collor?

– É… ele supera Collor. Agora, Collor não foi tão malandro assim, não, certo; o Collor… ele não foi. A pilantragem maior… A pilantragem maior dentro do contexto brasileiro, da conjuntura brasileira, foi o Mensalão! Foi pior do que os trinta mirrèis que a tiazinha do Collor puxou pra poder fazer a casa da Dinda.

– Você já passou poucas e boas nesse negócio de cinema político, não é?

– Olha, eu estava em… em 69, eu tava gravando uma passeata na praça Castro Alves, com João Jorge Amado, o filho de Jorge Amado, ele com uma Super 8, eu com ele gravando, eu gravava e ele gravava, é muito meu amigo o João Jorge Amado, filho mais velho de Jorge… aí, nós estávamos de frente ao A Tarde, a polícia tinha atirado em um garoto e tinha matado um garoto, de frente ao Cine Guarani. Então nós estávamos no A Tarde, diante daquele tumulto, toda aquela discussão, vinha a viatura, leva pro IML, e prende, e tal, e nós estávamos gravando esse material. Aí chega sabe quem? Ettiene, coronel da PM, pica-lhe a Fanta aqui no meu pescoço, a câmera cai, João Jorge pega a câmera, ele toma a câmera de João Jorge e pega uma sacola de fita que nós gravamos toda a passeata. Eu só fiquei com a fita pequena de super 8 que é 400 pés, cinco minutos, só, nó bolso da camisa, e ele levou tudo, e não recuperamos. E prenderam a mim e João Jorge. Na Tarde ali da praça Castro Alves, dona Regina, o pessoal, liga pra ACM… Quem atende é Luis Eduardo Magalhães. Aí Luis aparece lá e consegue contornar a situação. Solta João Jorge e aí quer me levar preso. João Jorge falou: “Não, Gildásio está comigo, eu só vou se Gildásio tiver solto”; e aí foi que eu saí. Mas se não eu seria preso. Foi interessante esse fato (risos…).

– Então foi o dia em que ACM te salvou?

– Foi… Luis Eduardo. Eu conhecia muito Luis Eduardo. Mas foi dona Regina que ligou pra poder resolver a situação por causa de João Jorge. né. Jorge Aamado… ninguém mexia com Jorge Amado. Mas João Jorge indo preso… e era Ettiene, bicho, eu conhecia Ettiene. Eu conheci aqui, e aparece o fantasma lá em Salvador, de frente ao A Tarde.

NOTAS DO EDITOR-BLOGUEIRO:

* O Circo Nerino esteve em Vitória da Conquista em 1958 entre 18 de junho e 12 de agosto. O Circo Nerino nasceu em Curitiba, PR, no ano de 1913, e apresentou seu último espetáculo em 1964, na cidade de Cruzeiro, SP. Durante quase 52 anos, num vai e vem contínuo, circulou por todo o Brasil: sul, sudeste, norte, nordeste, centro-oeste. Viajou de trem, navio, barcaça e, por fim, de caminhão em estradas de terra que na época eram de terra mesmo. E numa época em que o circo era o maior , quando não o único, espetáculo das terras do Brasil.

** Serguei Mihailovitch Eizenshtein foi um dos mais importantes cineastas soviéticos. Foi também um filmólogo. Relacionado ao movimento de arte de vanguarda russa, participou ativamente da Revolução de 1917 e da consolidação do cinema como meio de expressão artística. Notabilizou-se por seus filmes mudos Strike, O Couraçado Potemkin e Outubro: Dez Dias que Abalaram o Mundo, assim como os épicos históricos Alexander Nevsky e Ivan, o Terrível. Sua obra influenciou fortemente os primeiros cineastas devido ao seu uso inovador de escritos sobre montagem.

*** Seu Cazu: Casemiro Gomes Cardoso, geralmente conhecido como “Seu Cazu”, nasceu no município de Urandi (BA), quando ainda pertencia a Caetité (BA), no dia 4 de março de 1876. Chegou a Conquista no dia 11 de agosto de 1911 e dedicou toda sua atividade de trabalho a sua fazenda de pecuária e ao comércio de gado. Casou-se com D. Cândida Silveira (irmã do médico Crescêncio Silveira) no dia 23 de fevereiro de 1907, com quem teve 10 filhos, todos conquistenses, com exceção do primogênito (Moderato). Faleceu nesta cidade em 3 de abril de 1979, aos 103 anos de idade. A sua longevidade o fez presenciar o crescimento e o desenvolvimento de Vitória da Conquista (Taberna da História).

**** Quem se lembra de O tropeiro, de Aécio F. Andrade, que parece ser oriundo de Vitória da Conquista? Realizado em 1964, conta com Mozart Cintra, Elizabeth Imperial, Carlos Aquino, Jurema Penna (grande atriz baiana da Escola de Teatro de Martim Gonçalves), Mozael Silveira. Vale observar que a direção de arte deste filme vem assinada por Agnaldo Siri Azevedo, que mais tarde é o diretor de produção preferido de Glauber Rocha. E a música do grande Remo Usai. A fotografia de Waldemar Lima, o mesmo iluminador de Deus e o diabo na terra do sol. Filme raro e desaparecido, portanto, que está apenas na memória daqueles que participam de sua elaboração muitos dos quais já mortos. Curioso é constatar que a montagem é de Calazans Neto, artista plástico de renome. Fonte: http://setarosblog.blogspot.com/

Postado em 17 de Janeiro, às 09:20 por Manoel Gusmão 0 comentários

Detento volta de saída temporária com nove celulares e 52 objetos no estômago em SC.

Um detento da Colônia Agrícola Penal de Palhoça, em Florianópolis, voltou de uma saída temporária com nove celulares e outros 52 objetos, entre cabo USB, isqueiro, drogas, e outros, dentro do estômago.

O homem de 24 anos foi flagrado ao passar por um scanner de revista corporal. Ele foi submetido a uma cirurgia para retirada dos objetos.

Os agentes penitenciários desconfiaram do comportamento do detento assim que ele entrou na unidade, de acordo com o G1.

O homem é portador de necessidades especiais e usa muletas e quando foi submetido ao detector, o equipamento sinalizou a presença de metal.

Os agentes levaram o preso até o Complexo Penitenciário do Estado, em São Pedro de Alcântara, onde realizaram nova inspeção de imagens com o aparelho de scanner e detectaram os objetos metálicos no estômago.

Ainda conforme apurado pelo G1, o detento passou por um procedimento cirúrgico, e nesta quarta-feira (16) segue internado e passa bem. A Secretaria de Justiça e Cidadania de Florianópolis informou que o preso, que já respondia por porte ilegal de arma, roubo e tráfico de drogas, também vai responder criminalmente pelo caso.

Postado em 16 de Janeiro, às 23:16 por Manoel Gusmão 0 comentários

Suspeito de estupros foge da cadeia pública de Guanambi

Vagner Alves dos Santos, vulgo “Donizete”, de 37 anos de idade, que estava preso por acusação de ter praticado vários estupros na cidade de Guanambi, fugiu por volta das 11h50 desta quarta-feira (16), da cadeia pública, situada no bairro Alvorada, em Guanambi (BA). A informação foi confirmada pelo delegado Clécio Magalhães, coordenador da 22ª Coorpin.

Segundo informações obtidas, o fugitivo empreendeu fuga após quebrar uma barra de ferro da cela, e logo em seguida pular o muro. As Polícias Militar e Civil já estão fazendo diligências na tentativa de capturar o indivíduo, que é considerado de alta periculosidade. Ainda conforme informações, no momento da fuga, Vagner estava trajando uma camisa branca, de listra verde e bermuda Tactel, cor escura.

Ele estava encarcerado desde o dia 19 de outubro, quando foi preso por policiais civis em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, no bairro Morada Nova, durante a Operação Alcinema, que visa apurar investigações relacionadas a estupros e roubos ocorridos no referido município.

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do criminoso deve entrar em contato com a polícia, através 190 da Polícia Militar, 3451-7761 / 999758502 Disque denúncia da Polícia Civil. O sigilo é garantido.

Postado em 16 de Janeiro, às 21:41 por Manoel Gusmão 0 comentários

Ministério Público apura possíveis irregularidades nas placas Mercosul

O imbróglio envolvendo a implantação do emplacamento de veículos no padrão Mercosul na Bahia ganhou mais um capítulo nos último dias,  quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu início a série de audiências para apurar possíveis irregularidades.

Atualmente, há apenas uma fabricante de Minas Gerais atuando em todo o estado e recebe acusações de impor contratos abusivos às emplacadoras que atuam na Bahia. Na análise preliminar do MP, ao permitir que apenas a Promac Industrial forneça material para as empresas emplacadoras, o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) contribui para a criação de um “monopólio”.

Após audiência realizada ontem com representantes da Associação Baiana de Empresas Estampadoras de Placas e Tarjetas Automotivas (Abeep), a promotora Rita Tourinho disse que “o que o Detran está fazendo é uma irresponsabilidade”.

“Inicialmente foram cadastradas duas empresas como fabricantes, por uma portaria que não era de Mercosul. Aparentemente só uma atua. O contrato apresentado pela única empresa fabricante é absurdo. A empresa está cadastrada por quatro anos, mas quer contrato com as emplacadoras por cinco anos, sob pena de pagar R$ 1 milhão em quebra de contrato. Também há denúncias nos valores praticados pela Promac, de que são acima do mercado, e estamos colhendo provas. O que o Detran está fazendo é uma irresponsabilidade com esse tipo de contrato”, explicou a promotora em entrevista à Tribuna da Bahia.

De acordo com ela, um representante da da Promac, fabricante de Minas Gerais, compareceu na audiência realizada nessa quarta e se mostrou disposto a discutir os termos do contrato imposto às empresas emplacadoras. Ao todo na Bahia existem 16 emplacadoras, mas apenas quatro fecharam acordo com a Promac e estão autorizadas a atuar com o novo padrão Mercosul.

“Essas empresas deviam estar desesperadas para terem aceito [o contrato]. Chega essa fabricante, com esse contrato leonino em cima das estampadoras, e só tem ela. Ou seja, as estampadoras têm dois caminhos: ou não prestam o serviço e fecham as portas ou são obrigadas a firmar esse contrato com essa fabricante. É praticamente um monopólio”, declarou Rita Tourinho.

CSO – Outro impasse que envolve a parceria entre as emplacadoras e fabricantes é a implantação do sistema CSO (Central de Serviços Online) implantado pelo Detran-BA, que já vem sendo objeto de diversas denúncias no Ministério Público, como revela a promotora.

“Como tem que integrar todas as questões das placas, as fabricantes têm que estar vinculadas ao Denatran, através do Renavan. Então já existe esse sistema. Só que aqui na Bahia essas empresas tiveram que se adequar ao CSO que já é do Detran. As emplacadoras têm que pagar mais 21 para esse CSO. Os serviços do Detran, eles englobam tantas taxas, situações questionáveis cobradas, que, no final, quem paga é o usuário. Tem placa ficando por R$ 240”, disse.

Postado em 16 de Janeiro, às 21:13 por Manoel Gusmão 0 comentários

Painel em muros homenageia personagens da cultura conquistense

Uma das características das artes urbanas, como o grafite, é que elas são perenes, vão se desfazendo com o tempo. Mesmo assim, um painel colorido no meio da cidade transforma a paisagem e impressiona quem passa por ele. De abril de 2017 até o final do ano passado, Vitória da Conquista ganhou 10 painéis assinados pelo grafiteiro Tiano Vilarino, por meio do projeto “A Voz do Muro”.

Os painéis retratam personagens que fizeram parte da cultura da cidade e contribuíram, da sua forma, com a promoção das artes, em suas diversas linguagens. “Essas pessoas escolhidas pela curadoria do projeto levavam o nome de Vitória da Conquista por onde passavam e deixaram seu legado e seu exemplo para a cidade. A homenagem, por meio do grafite, é mais que merecida”, afirma a secretária municipal de Cultura, Tina Rocha.

Nomes como a escritora Lêda Nova, a baiana de acarajé Dona Dió, o escultor Cajaíba e o pintor J. Murilo foram homenageados. “Passei a conhecer outros artistas, a vida, a história, o contexto deles. Fazer esse tipo de trabalho, de artista para artista, é muito gratificante. Isso também enriquece o meu trabalho, pois tenho que fazer um estudo mais avançado de técnicas, por exemplo”, declarou Tiano, quando estava finalizando o painel de Altino Araújo.

O último painel desta etapa do projeto, pintado no final de dezembro, homenageou a professora e escritora Zélia Saldanha, dentro do campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Falecida em 2000, ela foi uma das primeiras professoras do ensino superior na cidade e incentivadora da arte-literária, tanto que seu nome é dado ao concurso literário que publica novos autores, promovido pela universidade.

A Voz do Muro tem entre seus objetivos dar mais visibilidade aos artistas do grafite e revitalizar espaços públicos e construções históricas, homenageando personalidades conquistenses, para que possam ser lembradas diariamente por quem transitar por Conquista. A expectativa é que uma nova etapa do projeto aconteça em 2019.

O projeto “A Voz do Muro” é realizado com apoio da Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e do Governo do Estado.

Saiba os locais onde estão os painéis:

J. Murilo – Feirinha do Alto Maron
Cajaíba – Av. Integração (Próximo a Av. Brumado)
Dona Dió – Rua Coronel Gugé (Esquina da Trav. Zumiro Nunes)
Geraldo Sol – Praça Guadalajara (Centro de Cultura)
Miguel Côrtes – Praça João Gonçalves (em frente à Cotefave)
Altino Araújo – Praça Sá Barreto (Antigo Clube Social)
Lêda Nova – Ibirapuera (Escola Municipal Profª Ridalva Correa)
Jorge Melquisedeque – Inocoop (Colégio Modelo)
Paulo Mascena – Praça Guadalajara (Escola Normal)
Zélia Saldanha – UESB (Biblioteca).Lêda Nova ilustra muro de escola municipal.

Postado em 16 de Janeiro, às 21:06 por Manoel Gusmão 0 comentários

Suspeito é preso após vítima reagir a assalto em Vitória da Conquista

Um jovem tentou assaltar um casal de turistas na tarde dessa quarta-feira (16), no Centro de Vitória da Conquista, próximo a Praça Barão do Rio Branco.

Armado com uma faca, o jovem tentou render o casal. Uma vítima reagiu e entrou em luta corporal com o suspeito, mas havia uma guarnição do Peto da 77ª Cipm na Praça e imediatamente o suspeito foi detido, sendo encaminhado ao Disep.

Postado em 16 de Janeiro, às 21:00 por Manoel Gusmão 0 comentários

Drama de neto e avó comove toda a cidade de Vitória da Conquista

A situação de uma avó e do seu neto está comovendo toda a população de Vitória da Conquista. Dona Maria José é avó de Diego, de 21 anos. Ele sofre de problemas mentais e há 05 anos teve um AVC.

Dona Maria José é quem criou e cuida do neto como se fosse um filho desde criancinha. Mas os problemas neurológicos do jovem têm piorado, e por conta disso, algumas vezes ele fica muito agressivo.

Atualmente o jovem toma mais de 10 remédios, alguns deles tarja preta, por conta disso outro problema de saúde já está surgindo, agora, no fígado. O jovem recebe tratamento no CAPS e no Hospital Crescêncio Silveira, ambos em Vitória da Conquista.

No entanto, por causa do AVC, ele precisa de uma cirurgia que já luta há mais de anos para conseguir ser realizada, mas até agora nada, e o problema se agrava.

Em nota enviada pela prefeitura a Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso de Diego Gomes Nascimento está sendo acompanhado pela defensoria pública, junto com o município e também pelo estado. Ainda segundo a prefeitura, para que a cirurgia possa ser feita é preciso uma nova avaliação, já que a cirurgia não faz parte dos procedimentos do SUS, mas não deu prazo de quando será de fato solucionado o problema do jovem.

Postado em 16 de Janeiro, às 20:56 por Manoel Gusmão 0 comentários

Não Julgueis para que não sejais julgados

Não julgue o seu próximo: Não pense mal das pessoas. Quantas vezes as aparências enganam, e o que pensamos ser um erro é o que está certo nos outros.

Não julgue para não ser julgado. Se você estivesse na situação "dele", talvez fizesse pior, e não gostaria que o julgassem mal.

Não faça aos outros o que não gosta que os outros façam a você.

Senhor. Abençoado seja esse dia que acaba de iniciar, em Tuas mãos entrego minha semana. Ensina-me a lidar com tudo e todos, dê-me Sua paz e não permita tropeçar em nada que eu fizer.

Livra-me do mal, e me dê a sabedoria necessária para vencer cada dia em Sua presença. Que prevaleça sempre a Sua vontade e direção em todas as nossas decisões.

Eu te desejo uma ótima e abençoada quarta-feira, abraços fraternos do amigo Manoel Gusmão da Silveira.
Amigos sempre, pois juntos somos mais fortes.

Postado em 16 de Janeiro, às 09:23 por Manoel Gusmão 0 comentários

Oração da Manhã

Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, Venho pedir-te a Paz, a Sabedoria, a Força. Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor. Ser paciente, compreensivo, manso e prudente.


Ver além das aparências teus filhos, Como tu mesmo os vês, e assim, não ver senão o bem em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda a maldade. Que só de bênçãos se encha meu espírito.


Que eu seja tão bondoso e alegre, Que todos quantos se achegarem a mim, Sintam sua presença. Reveste-me de tua beleza, Senhor, E que, no decurso deste dia, "Eu Te Revele a Todos."

Eu te desejo um bom dia e um forte abraço do amigo Manoel Gusmão da Silveira.
Amigos sempre, pois juntos somos mais fortes.

Postado em 15 de Janeiro, às 08:57 por Manoel Gusmão 0 comentários

Assista Live Direto da Redação com Ivanildo Bastos nesta segunda - feira, 14

O Programa Direto da Redação desta segunda-feira (14) contou com diversas informações e dentre elas, vídeos de um acidente grave que acontreceu em Teolândia, entrevistas na Posse do Padre Cristóvão Brito, internauta homem grava vídeo alertando para perigo das drogas, curiosidades dos internautas, tempo e temperatura em várias cidades da região, acidente na BA 539 em São Miguel das Matas, Barragem das Sete Voltas em Amargosa, opção de lazer neste verão, dentre outras notícias.

Postado em 14 de Janeiro, às 19:02 por Ivanildo Bastos 0 comentários

Nenhum obstáculo será tão grande se a sua vontade de vencer for maior

Meus amigos. Deus habita dentro de você, então deixe, que sua bondade se manifeste através de seus olhos, tornando-os brandos de compreensão, quentes de compaixão, ternos pelo perdão constante a todos.

Que nenhum olhar de impaciência ou condenação tolde a beleza de sua vida. Que sua fisionomia irradie contentamento de felicidade, de tal forma que todos os que se aproximarem de você sejam contaminados por seu otimismo.

Pois a humildade é sempre necessário para corrigir e reparar nossos erros, pessoas rancorosas e com atos de superioridade nunca consegue o melhor da vida, que admiração, amizade e respeito do seu próximo.

Quem tem humildade, perdoa e aceita as pessoas como elas são de verdade, e a verdadeira essência para ser realmente grande é a humildade.

E se pararmos para refletir por tantas vezes ofuscamos nosso brilho, estancamos nossa essência, nos escondemos na forma de sombra de alguém ou de algo e não é tão simples assim sair da sombra, dar-se ouvido, reencontrar-se, mas é encantador voltar a brilhar e entender que só devemos ser sombra é de nós mesmos.

Tenha um bom dia. Uma segunda feira iluminada. E uma semana abençoada por Deus. Forte abraço do amigo Manoel Gusmão da Silveira.
Amigos Sempre, pois juntos somos mais fortes.

Postado em 14 de Janeiro, às 07:00 por Manoel Gusmão 0 comentários

Deus habita dentro de você

Meus amigos, Deus habita dentro de você. Deixe, então, que sua bondade se manifeste através de seus olhos, tornando-os brandos de compreensão, quentes de compaixão, ternos pelo perdão constante a todos.

Que nenhum olhar de impaciência ou condenação tolde a beleza de sua vida. Que sua fisionomia irradie contentamento de felicidade, de tal forma que todos os que se aproximarem de você sejam contaminados por seu otimismo e que você possa agradecer por mais um amanhecer.

Eu te desejo um Bom dia repleto de bênçãos e vitórias. Abraços fraternos domamigo Manoel Gusmão da Silveira.
Amigos sempre, pós juntos somos mais fortes.

Postado em 13 de Janeiro, às 10:33 por Manoel Gusmão 0 comentários

Policia investiga vandalismo em galpão destinado a empresa de calçados em Itapetinga

A Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) está investigando os atos de vandalismos e roubo de equipamentos no galpão do governo, localizado no bairro Quintas do Morumbi, em Itapetinga.

A depredação ocorreu no início da semana e foi denunciada às autoridades policiais e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) na quinta-feira (10). No local, será implantada uma fábrica de calçados, com previsão de instalação até março deste ano.

 De acordo com Almir Santos, presidente do grupo Suzana Santos, empresa detentora da concessão para o uso do galpão, arrancaram as janelas, quebraram as pias e sanitários dos banheiros e roubaram os quadros elétricos e fiação. Segundo o empresário, que já registrou boletim de ocorrência, os prejuízos chegam a R$ 140 mil.

 “Assim que fomos informados deste ato criminoso, acionamos a SSP. Não podemos permitir que um local que vai abrigar uma nova empresa no município de Itapetinga, gerando emprego e renda na região, seja alvo de uma ação deste tipo. A investigação será rigorosa para chegarmos aos autores”, afirmou Luiza Maia, titular da SDE. Confira a reportagem completa.

Emprego

A fábrica de calçados da Suzana Santos, que será instalada no município ainda no primeiro semestre deste ano, terá um investimento de R$ 4 milhões e vai gerar 400 novos empregos. O governador Rui Costa e a secretária Luiza Maia se reuniram com o presidente da empresa, essa semana, para alinhar os termos do protocolo de intenções.

“O Governo está focado em desenvolver o interior e gerar novos postos de trabalho. Tanto que, serão oferecidas outras áreas no estado para demais empresas do setor de Calçados, interessadas em se implantar na Bahia. O governador também vai se reunir com outros empresários interessados em investir neste segmento, tanto em Itapetinga, quantos em outras regiões”, explicou a secretária Luiza Maia.

Postado em 12 de Janeiro, às 15:20 por Manoel Gusmão 0 comentários

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