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“Atletas de fim de semana” têm enorme potencial de lesão

A adoção da atividade física como uma prática de prazer tem se tornado cada vez mais comum. Hoje, além da busca por um estilo de vida saudável, muitas pessoas veem no exercício uma forma de alívio das diversas tensões do dia a dia.

No entanto, há uma parcela que não consegue cumprir um cronograma diário, por falta de tempo e, por conta disso, deixam para se exercitar justamente nos finais de semana.

Estes, em uma tentativa – considerada perigosa entre os estudiosos - de recuperar o prejuízo, fazem grandes quantidades de exercícios e/ou com maior intensidade.

Para alguns especialistas, os “atletas de final de semana” podem estar fazendo um desserviço ao organismo. 

“A prática irregular de atividades físicas é um grande alerta entre os profissionais de educação física, justamente, porque hábitos como estes podem tornar o corpo mais propenso a lesões.

De qualquer maneira, se não há possibilidade de se exercitar nos dias úteis, praticar nos finais de semana é melhor do que ser sedentário, desde que bem orientado” explica Guilherme Reis, coordenador geral da rede Alpha Fitness.

Além disso, vale ressaltar que o corpo precisa passar por adaptações cardíacas, metabólicas e ortopédicas, para suportar uma grande carga de atividades.

O aconselhável é que se encontre um ponto de equilíbrio em relação ao volume e à intensidade. Para evitar possíveis problemas, a recomendação é a prática consciente, quanto ao preparo físico e, com o auxílio de um profissional da área.

  “Nenhum extremo é bom! É importante que as atividades sejam graduais e sem exageros para que elas não condicionem o corpo a futuras lesões.

Postado em 22 de Outubro, às 14:08 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Alimentação e exercícios podem prevenir o câncer de mama

Outubro é o mês de lembrar às mulheres a importância da prevenção do câncer de mama, a doença maligna mais comum entre elas, com 56 mil novos casos no Brasil a cada ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).
 
É fato que existem os riscos inerentes à determinadas mulheres, como a genética e a história familiar. Mas o que muitas não sabem é que pode haver uma relação do desenvolvimento da doença com estilo de vida e algumas decisões cotidianas, tais como praticar atividade física, manter peso adequado à altura, ser mãe antes dos 30 anos, amamentar, e ingerir bebida alcoólica moderadamente.

Além disso, é fundamental para a prevenção do tumor de mama se alimentar com produtos de boa qualidade, evitando comidas industrializadas.

“Uma dieta saudável, com pouca gordura e muitas verduras e legumes está relacionada à redução de risco de câncer em geral. Comer bem também evita o ganho de peso, o que está diretamente relacionado com o risco de desenvolver o câncer de mama.

Mulheres obesas ou com sobrepeso têm mais chances de ter tumores malignos na mama ao longo da vida”, afirma a ginecologista e mastologista Juliana Pierobon, da ALTACASA Clínica Médica, na capital paulista.
 
A médica chama atenção também para a necessidade de realização de exames periódicos de mamografia  por mulheres com mais de 40 anos. Esse exame pode detectar a existência de tumores que em muitos casos não são percebidos durante o autoexame. É o caso, por exemplo, do carcinoma oculto de mama. 
 
“Como médica voluntária do setor de mastologia do Instituto do Câncer de São Paulo, acompanho casos frequentes desse tipo de câncer em mulheres acima dos 40 anos encaminhadas do SUS. Já no consultório particular esses casos são raros.

O carcinoma oculto da mama é uma forma rara de câncer de mama caracterizado por sua apresentação inicial com metástases nos linfonodos axilares.

Pode não ser descoberto inicialmente no autoexame da mulher ou mesmo pelo médico ginecologista, por acometer especificamente as axilas e não as mamas.  Muitas vezes a lesão é tão incipiente que somente pode ser detectada com a realização de mamografia, ultrassom de mama e ressonância magnética.

A biópsia do linfonodo axilar confirma o diagnóstico de células mamárias cancerosas”, explica a especialista.
 
O carcinoma oculto de mama se apresenta como tumoração ou massa endurecida na região das axilas, como uma íngua, podendo ou não ser dolorosa. Em certos casos pode ser descoberto por palpação nas axilas ou por causa do aparecimento de gânglios suspeitos em exames de rastreamento, como a mamografia. É um tipo raro, correspondendo a apenas 0,1 a 0,8 % de todos os cânceres de mama.

Mesmo assim, é preciso atenção. 
 
“Devido ao acometimento dos gânglios linfáticos ser uma apresentação pouco frequente de câncer de mama, a maioria dos pacientes já passou por diversos especialistas e fez inúmeros exames antes de chegar ao mastologista. Isso pode retardar o diagnóstico e também o tratamento, afetando o prognóstico da doença”, alerta a médica da ALTACASA.
 
Mas nem sempre o aparecimento de gânglios nas axilas é perigoso. Todos nós temos gânglios de defesa à entrada de infecções nas regiões axilares. Porém, se um desses gânglios está crescendo, é novo ou não desaparece após algumas semanas é necessário investigar.
 
A médica Juliana Pierobon alerta que, mais do que o autoexame das mamas, as mulheres precisam desenvolver o que vem sendo chamado como "breast awereness".
 
“É importante que a mulher conheça suas mamas: o tamanho, se têm algum relevo palpável, se têm alterações na pele, áreas de abaulamento; além de prestar atenção às características de suas axilas.

Deste modo, qualquer mudança no padrão normal pode ser percebido com mais facilidade.

É o chamado " breast awereness"  ou autoconhecimento das mamas. Modificações como áreas de vermelhidão, mudança no aspecto do mamilo, nódulos e feridas na pele podem ser sinais de anormalidade. Percebendo qualquer mudança procure imediatamente um ginecologista ou mastologia. Quanto mais cedo, melhor”, conclui a mastologista.
 
Estudo recente publicado no Journal of Cancer Survivorship comprovou que a prática de atividade física por pelo menos 150 minutos por semana pode reduzir tanto novos casos de câncer quanto recidivas em pacientes que já se submeteram ou que estão em tratamento oncológico.
 
De acordo com a OMS, até 80 % dos casos de câncer estão relacionados ao estilo de vida das mulheres. Por isso, tente incluir estes alimentos em sua dieta, pois eles são fundamentais na prevenção do tumor de mama.
 
- Peixes (atum, salmão, sardinha)
 
- Brócolis, couve, repolho
 
- Frutas (cinco porções diferentes por dia)
 
- Fibras solúveis (encontradas principalmente na aveia e em frutas como abacate, pera e banana)
 
- Menos carne vermelha!
 
- Menos gordura!

Postado em 20 de Outubro, às 10:22 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Outubro Rosa livro resgata relatos de mulheres sobre o câncer de mama

Os projetos Sakura e Sobre Gentes lançam nesta sexta-feira (19), das 18h às 21h, o livro “Mulheres de Peito”, no Palacete das Artes. A obra é composta de vivências e aprendizados de 20 mulheres que tiveram o câncer de mama, desde o trauma do diagnóstico, além da importância da autoestima durante a doença e doação no processo de recuperação. 

A primeira parte da narrativa se constrói entre pequenos relatos através de um perfil do Instagram sobre personagens reais e a segunda destaca a interação de um grupo de pacientes e fisioterapeutas da capital baiana, no intuito de formar uma rede de apoio para mulheres que passam ou passaram pelo câncer.  

Antes mesmo de ser impresso, mais de 70% dos 1.000 livros já foram vendidos. A renda arrecadada com as vendas do livro será destinada para as ações do Projeto Sakura. Após a noite de autógrafos a instituição irá prestar contas e disponibilizar de forma online os documentos. 

O livro custa R$ 20 e para obter informações sobre como adquirir ou participar do movimento, os interessados podem acessar o Instagram do Sobre Gentes ou enviar um e-mail para [email protected]

Postado em 19 de Outubro, às 11:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Dieta do ovo quais são os riscos?

As dietas milagrosas são os carros chefe de muitos sites voltados para o emagrecimento rápido. Vende-se o sonho da perda de peso no curto prazo e com o mínimo de sacrifício, tornando-as possibilidades mais viáveis, aceitáveis e assertivas para os leitores. 

O ovo é um alimento muito nutritivo composto majoritariamente por água, proteínas e gorduras (lipídios). Ainda, de acordo com a MBRAPA, ele não só é rico em proteínas, mas apresenta as de melhor qualidade, contendo uma boa quantidade de aminoácidos essenciais à nutrição humana. 

Por apresentar essas características, foi popularizado como um superalimento e deu origem à dieta que propõe o seu consumo mais frequente. (mais…)

Postado em 19 de Outubro, às 11:10 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Evolução do tratamento de tumores uro-oncológicos em pauta na Bahia

Encontro acontece em Salvador nos dias 26 e 27 de outubro, no Wish Hotel da Bahia, às vésperas do Novembro Azul.

Os avanços no tratamento dos tumores de próstata, bexiga e rim serão o eixo central das palestras e discussões do III Simpósio de Uro-oncologia da Bahia. O encontro, que vai reunir urologistas e oncologistas de várias partes do Brasil no Wish Hotel da Bahia, em Salvador, será realizado nos dias 26 e 27 de outubro, às vésperas do Novembro Azul, mês mundial de combate ao câncer de próstata.

No encontro, que pretende solidificar e fortalecer o grupo de estudos em Uro-Oncologia da Bahia, serão apresentadas as mais recentes técnicas e os mais novos medicamentos utilizados no tratamento de pacientes uro-oncológicos.

As novidades buscam reduzir os riscos de complicações, aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com o urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia – Regional Bahia (SBU-BA), Augusto Modesto, “as inovações que surgiram desde as cirurgias convencionais, passando pelo tratamento laparoscópico, nefrectomia parcial (cirurgias “poupadoras” do rim), uso de drogas imunoterápicas (fortalecedoras do sistema imunológico na defesa de tumores mais avançados), ablação por radiofrequência (agulhas que queimam pequenos tumores) e crioablação (sistema de congelamento contra tumores), até chegar às cirurgias robóticas, revelam que a medicina tem avançado consideravelmente no que diz respeito ao tratamento de tumores uro-oncológicos”.

Inovações - No início, quando um paciente era diagnosticado com um tumor no rim, por exemplo, o órgão inteiro era removido, independentemente do estágio do câncer. “Com o avanço dos estudos, passamos a retirar apenas a parte comprometida. Esta evolução acabou beneficiando os pacientes, sobretudo aqueles que já tinham problemas renais, os mais idosos e os diabéticos”, lembrou o presidente da Sociedade Brasileia de Oncologia Clínica – Regional Bahia (SBOC-BA), Fernando Nunes.

A crioablação e a radiofrequência para tratamento de tumores pequenos, assim como a cirurgia robótica, ilustram outros avanços importantes. “Infelizmente, eles ainda não estão disponíveis na Bahia, nem para os pacientes de convênios e muito menos para os do SUS”, lamentou o oncologista. Além desses, um outro tipo de tratamento inovador para o câncer de próstata, o ultrassom focado de alta intensidade, também não chegou ao estado.

“Este aparelho, que consegue destruir pequenos tumores sem cortes, só está disponível em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Sua principal vantagem é a prevenção de comorbidades como impotência sexual e incontinência urinária, que podem acometer pacientes oncológicos tratados por meio de cirurgia convencional”, pontuou o presidente da SBOC-BA.

Segundo ele, a diferença do tratamento oncológico oferecido a pacientes atendidos por convênios e pelo Sistema Único de Saúde (SUS) vem diminuindo aos poucos. No Aristides Maltez, referência de tratamento oncológico em Salvador, por exemplo, quase todos os tratamentos e cirurgias disponíveis são ofertados pelo SUS.

“O problema da radioterapia no SUS é a carência de máquinas. São muitos pacientes para poucas máquinas. Além disso, as drogas mais novas demoram para chegar à população mais carente. Isso reflete a realidade do SUS em todo o Brasil”, destacou.

Plataforma robótica e vigilância ativa – Os avanços da cirurgia robótica minimamente invasiva, seus benefícios e limites, serão amplamente discutidos no III Simpósio de Uro-oncologia da Bahia.

 “A Bahia vai receber a primeira plataforma robótica em 2019. No Brasil, esta tecnologia tem sido muito utilizada no eixo Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. No Nordeste, cirurgias robóticas já são realizadas em Fortaleza e Recife”, contou o diretor da SBU-BA, Augusto Modesto.

Outro assunto que está na pauta  do encontro organizado pela SBU-BA e SBOC-BA será a vigilância ativa, estratégia utilizada na Europa, no Canadá e nos Estamos Unidos quando o risco para pacientes acometidos de câncer de próstata é classificado como baixo ou baixíssimo. Neste caso, o paciente é inserido em um protocolo restrito que inclui revisões a cada três meses (toque retal e dosagem de PSA), além de biópsias anuais e ressonâncias multiparamétricas, formas diagnósticas que agregam um amplo arsenal de diagnóstico de câncer e de planejamento cirúrgico.

“Este método, que tem sido a primeira escolha dos pacientes nos países onde ele já foi implementado, apresenta como principal vantagem a ausência de morbidade no tratamento.

Contudo, se o tumor avança, o paciente é retirado do protocolo e recebe o encaminhamento adequado para os diversos tipos de tratamentos existentes”, detalhou Modesto. 

Câncer de próstata - Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais comum entre os homens em todas as regiões do Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estimam-se 68.220 casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019, sendo 15.820 na região Nordeste. Para a Bahia, estão previstos 4.280 casos, sendo 718 em Salvador. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens. 

 Dentre os fatores de risco para o câncer de próstata, estão o avanço da idade e o histórico familiar em primeiro grau (pai, irmãos ou filhos). Alguns tumores na próstata podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte.

A maioria, porém, cresce de forma lenta (cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) e não chega a dar sinais durante a vida do homem. 

O aumento das taxas de incidência da doença no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, melhoria na qualidade dos sistemas de informação e aumento na expectativa de vida no país.

“O diagnóstico precoce, facilitado por exames de imagem e laboratoriais, facilita a cura da doença. Por isso, nosso papel é alertar a população e, em especial, os homens, sobre a importância das consultas médicas e exames regulares, sobretudo a partir dos 40 nos de idade. A campanha ‘Novembro Azul’ é uma excelente oportunidade para isso”, destacou o presidente da SBOC-BA, Fernando Nunes. 

Câncer de Bexiga – As discussões do Simpósio sobre o câncer de bexiga também são bastante aguardadas pelos participantes. A doença, que acomete principalmente pessoas expostas ao tabagismo e/ou a produtos químicos como corantes, pesticidas ou arsênico, é considerada um dos tipos mais agressivos de tumor.

 “O poder de recorrência deste tipo de câncer é de 30 a 40%. Quando retorna, geralmente, a doença volta mais agressiva (a taxa de progressão varia entre 15 e 20%). Se não for identificada precocemente, a retirada da bexiga inteira é inevitável.

A morbidade e a mortalidade relacionadas à doença são grandes, sobretudo em pacientes do SUS. Felizmente, as drogas quimioterápicas e imunoterápicas têm aumentado a sobrevida dos pacientes. Além disso, o tratamento trimodal, que inclui a raspagem da bexiga, quimioterapia e radioterapia, tem obtido resultados positivos para os casos em que o tumor não se encontra em estágio avançado.

Postado em 18 de Outubro, às 09:44 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Mais da metade dos jovens acompanhados no SUS têm alimentação inadequada

Os adolescentes acompanhados pelos serviços de atenção básica, do Sistema Único de Saúde (SUS), estão se alimentando mal. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), apontaram que, em 2017, 55% deles consumiram produtos industrializados, como macarrão instantâneo, salgadinho de pacote ou biscoito salgado.

Além disso, 42% desses jovens ingeriram hambúrguer e/ou embutidos; e 43% biscoitos recheados, doces ou guloseimas.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (16/10), data que é comemorada o Dia Mundial da Alimentação, e vem como um alerta para a má alimentação por esta parcela da população.

Postado em 17 de Outubro, às 10:10 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Com programação educativa e artística, HRSAJ comemora mês das crianças

O Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) celebrou, na última semana, o mês e o dia dedicado às crianças (12). Para isso, a unidade desenvolveu atividades educativas e lúdicas com apresentações de teatro, contação de histórias, músicas, brincadeiras e exposição interativa com tema circense.

Além da criançada, a programação, que aconteceu nas unidades de internação da Clínica Pediátrica, de Tratamento de Queimados (UTQ) e Unidade de Emergência Pediátrica, contou com a participação de membros da Comissão de Humanização e profissionais como psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, médicos e enfermeiros.

Pais e acompanhantes também fizeram parte dos momentos de descontração.

Conforme a gerente de enfermagem e integrante da Comissão de Humanização, Edna Aquino, a atividade buscou levar alegria para as crianças internadas e chamar atenção sobre os cuidados necessários com elas.

“Essa ação tem o poder de transformar uma sala de espera silenciosa, tensa e preocupada em um espaço dinâmico, acolhedor e feliz graças à alegria emanada pelos palhaços, tema central da comemoração deste ano.

De modo geral, também melhora a estadia das crianças, tornando mais confortável e melhorando suas relações com os familiares, profissionais de saúde e ambiente hospitalar”, afirmou. 

Postado em 16 de Outubro, às 15:56 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Congresso no Rio propõe redução no número de cesáreas no país

A necessidade de reduzir as elevadas taxas de cesáreas é um dos temas em debate no 32º Congresso Mundial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), aberto ontem (14), no Rio de Janeiro. No Brasil, esses números não são novidade, disse hoje (15) à Agência Brasil o diretor da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Corintio Mariani Neto.

O diretor alertou, porém, que embora as taxas venham se mantendo estáveis nos últimos anos, ainda são muito altas no Brasil. Países como a Holanda, por exemplo, apresentam taxa média inferior a 15%, informou. Na Europa, a taxa alcança 25% e nos Estados Unidos, 32,8%. A Febrasgo vai aproveitar a realização do congresso da FIGO, que se estenderá até o próximo dia 19, para divulgar campanha permanente da entidade sobre o tema. A Febrasgo quer que sejam adotadas no país condutas para reduzir a quantidade de cesáreas, com a adoção de equipes multiprofissionais que incluam a enfermeira obstétrica e a obstetriz.

Cultura

Segundo Mariani Neto, alguns fatores contribuem para a alta taxa de cesáreas no país. A primeira é o desejo da paciente. “Ela querer o parto cesárea.” Outro ponto é que as mulheres estão engravidando pela primeira vez tardiamente, o que aumenta a chance de surgir indicação de cesariana.

De acordo com o médico, o obstetra que faz o pré-natal no Brasil fica disponível para a paciente 24 horas por dia até o momento do parto. "A cultura de assistência integral torna incompatível para um obstetra que faz dez partos por mês manter um consultório de grande movimento", afirmou.

“Nós não temos ainda discriminada a cultura da equipe multiprofissional, que que existe no resto do mundo. Estamos tentando aqui a inserção da enfermeira obstétrica, da obstetriz, para acompanhar o trabalho de parto quando não há intercorrência, o que diminuiria a necessidade de o médico obstetra estar presente durante todo o trabalho de parto”.

Ele comentou que o aprendizado hoje já não é o mesmo de décadas atrás. Por isso, muitos obstetras têm mais habilidade de conduzir uma cesariana do que acompanhar o parto normal “São vários fatores que levam ao aumento dos partos cesáreos. Não há uma causa única”.

Parto Adequado

O diretor da Febrasgo destacou que já existem no país algumas iniciativas, com apoio do Ministério da Saúde, como o Projeto Parto Adequado, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que tenta mostrar como a inserção da enfermeira obstétrica e da obstetriz é importante na equipe, porque acaba diminuindo a taxa de cesáreas. As maternidades brasileiras que participaram na segunda fase do Projeto Parto Adequado aumentaram em 8% o total de partos naturais em um ano, de acordo com resultados referentes a 2017, divulgados em abril passado. Cento e vinte e sete hospitais e 62 operadoras de planos de saúde participaram do esforço.

Outro projeto é o Ápice On, lançado pelo Ministério da Saúde para qualificar e ampliar a atenção obstétrica e neonatal em hospitais de ensino, universitários ou que atuam como unidade auxiliar de ensino. O foco é o ensino adequado da residência obstétrica, como é praticada no mundo inteiro, disse Mariani Neto. “A meta é que os novos obstetras saiam mais conscientes do que a geração atual.”

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecer que a taxa ideal varia entre 10% e 15%, o diretor  informou que no mundo não é mais isso.

Equilíbrio

A maior segurança, visando o bem-estar da mãe e, principalmente, da criança, pode ter ampliado as indicações para as cesarianas, em vez de ficar insistindo no parto por via vaginal a qualquer custo. "Porque isso também é muito ruim", admitiu Mariani. Para ele, é preciso que haja um equilíbrio. “Precisamos continuar batalhando para que alguma coisa a mais seja feita para que não haja tantas cesarianas no Brasil, principalmente na medicina de grupo e na medicina privada. Nos hospitais públicos, esse problema não é tão sério”.

Em relação à remuneração dos médicos obstetras, o diretor da Febrasgo afirmou que é muito parecida no parto normal e no parto cesáreo. Advertiu ainda que muitas cesarianas são mal indicadas. Elas são agendadas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, o que faz aumentar a quantidade de bebês que vão nascer prematuros.

O correto, segundo Mariani, é tanto a gestante como o obstetra terem consciência de que, a princípio, se tudo estiver normal, a lógica é aguardar que a mãe entre em trabalho de parto e que esse parto seja normal. “Quanto menos interferência de um lado e de outro, maior a chance de ter um parto normal”.

Violência

Amanhã (16), médicos que participam do congresso da FIGO farão caminhada contra a violência às mulheres, acompanhados de personalidades internacionais comprometidas com a paz, a igualdade de gênero e os direitos humanos, entre as quais a presidente do Grupo de Trabalho sobre Violência contra as Mulheres da FIGO na Argentina, Diana Galimberti, A passeata tem apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O prêmio Nobel da Paz deste ano, médico Denis Mukwege, de 63 anos, foi convidado a participar do congresso. Ele luta pelos direitos das mulheres e passou grande parte de sua vida adulta ajudando vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo, na África. Mukwege e sua equipe trataram cerca de 30 mil vítimas desses ataques, que apresentavam lesões sexuais graves.

Postado em 16 de Outubro, às 10:31 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Como prevenir uma relação prejudicial a saúde?

Pesquisas já demonstraram que o casamento é capaz de reduzir o risco de ansiedade e depressão, além de diminuir a propensão à tristeza. Fatos comprovados desde que a união seja feliz. 

Um relacionamento ruim é capaz de causar malefícios à saúde, equivalentes ao tabagismo e ao alcoolismo. Um estudo apresentado durante a Conferência da Associação Internacional de Pesquisa de Relacionamento (IARR), ocorrida nos Estados Unidos, serviu de alerta para os casais infelizes.

Divergências nos relacionamentos por um longo prazo podem afetar a saúde mental. Discussões frequentes aumentam a produção do hormônio do stress (cortisol), causam inflamações, distúrbios no apetite e sono, ou seja, afetam a saúde como um todo e influenciam negativamente na rotina pessoal e profissional.

Considerando que a taxa de divórcios no Brasil cresceu 160% na última década, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e que 57% das separações foram motivadas por questões financeiras, o sucesso de uma nova união está relacionado diretamente ao tratamento e importância que o aspecto financeiro terá.

Expectativas honestas, claras e alinhadas desde o início da relação evitam frustrações futuras. Esta é a base do relacionamento sugar, uma tendência que tem sido a opção dos usuários divorciados cadastrados na plataforma de relacionamentos Meu Patrocínio. Paulo M., 45 anos, empresário da área de saúde, afirma que “depois de 20 anos de casamento, com muitas brigas causadas por questões financeiras nos últimos cinco anos, a saída para tantos conflitos foi o divórcio.

Agora, busco outro tipo de relação, onde este tema seja tratado abertamente logo no início. Não quero mais passar por cobranças, divisão de bens. Fiquei doente e tive que buscar apoio na terapia. Hoje, sei bem o que quero e, para tanto, estou disposto a abordar o assunto tão evitado por outros casais, o dinheiro, assim que a relação prosperar. Uma atitude sensata, acredito”.
 

Postado em 16 de Outubro, às 09:37 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Metade dos casos de transtorno mental surge até os 14 anos, alerta OMS

No Dia Mundial da Saúde Mental, lembrado hoje (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que metade dos casos de transtorno mental surge até os 14 anos de vida, mas a maioria não é detectada ou tratada. Dados da entidade mostram que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Já o uso de álcool e drogas ilícitas, segundo a OMS, permanece uma importante questão em diversos países, podendo levar a comportamentos de risco como sexo sem proteção e direção perigosa. Transtornos alimentares, de acordo com a entidade, também são fonte de preocupação.

“Felizmente, há um crescente reconhecimento da importância de ajudar os jovens a construir a resiliência mental, desde as primeiras idades, a fim de lidar com os desafios do mundo de hoje. Crescem as evidências de que promover e proteger a saúde do adolescente traz benefícios não apenas à saúde deles, tanto a curto como a longo prazo, mas também às economias e à sociedade, com jovens adultos saudáveis capazes de fazer contribuições maiores à força de trabalho, famílias, comunidades e sociedade como um todo”, informou a OMS, por meio de comunicado.

Prevenção

Ainda de acordo com a OMS, muito pode ser feito para ajudar a construir resiliência mental desde cedo e contribuir para a prevenção do sofrimento mental entre adolescentes e jovens adultos. A prevenção, segundo a entidade, começa com o conhecimento e a compreensão dos primeiros sinais e sintomas de alerta de transtornos mentais.

“Pais e professores podem ajudar a construir habilidades em crianças e adolescentes para ajudá-los a lidar com os desafios cotidianos em casa e na escola. O apoio psicossocial pode ser fornecido em escolas e outros ambientes comunitários e, é claro, o treinamento de profissionais de saúde para que eles possam detectar e gerenciar transtornos de saúde mental pode ser implementado, aprimorado ou ampliado”, destacou a organização.

“O investimento por parte dos governos e o envolvimento dos setores social, saúde e educação em programas abrangentes, integrados e baseados em evidências para a saúde mental dos jovens é essencial. Esse investimento deve estar vinculado a programas de conscientização de adolescentes e jovens sobre formas de cuidar de sua saúde mental e ajudar colegas, pais e professores a apoiar seus amigos, filhos e alunos”, concluiu a OMS.

Postado em 10 de Outubro, às 16:24 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Brasil tem 2.044 casos confirmados de sarampo

O Brasil registrou até 8 de outubro 2.044 casos confirmados de sarampo, sendo 1.629 no Amazonas e 330 em Roraima. Casos isolados foram identificados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (36), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), em Sergipe (4) e no Distrito Federal (1). Há ainda, de acordo com dados divulgados hoje (10) pelo Ministério da Saúde, um total de 7.966 casos em investigação.

Os surtos, segundo a pasta, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que circula no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta surto de sarampo desde 2017. “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”.

Postado em 10 de Outubro, às 16:10 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Dia Mundial de Combate à Trombose

 Dia 13 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Trombose, data instituída pela International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH) para promover a conscientização da doença, alertando sobre os seus riscos e formas de prevenção. De acordo com pesquisa da instituição, em parceria com a Bayer, a trombose mata uma a cada quatro pessoas no mundo. 

Para o Dr. Kleisson Antônio Pontes Maia, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Mestre em Ciências da Saúde e Professor da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, o primeiro passo para a prevenção é entender como ela se manifesta no corpo.

 “A trombose é a formação de um coágulo (trombo) em um vaso sanguíneo. Quando o trombo se forma em uma veia, a condição é conhecida como Trombose Venosa Profunda (TVP) e, quando acontece na artéria, como Trombose Arterial (TA), impedindo, em ambos os casos, que a circulação flua de maneira correta”, explica.

A doença é comum no mundo inteiro e, no Brasil, estima-se que tenha aproximadamente 400 mil casos de TVP por ano.

“O trombo também pode se desprender e viajar para algum órgão, como o pulmão, impedindo o seu funcionamento, condição conhecida como embolia pulmonar”, afirma o especialista. Além disso, o trombo também pode ir até o coração ou o cérebro, causando complicações como o ataque cardíaco e o acidente vascular cerebral (AVC), que junto com a Trombose Venosa Profunda, popularmente conhecida apenas como trombose, são as doenças cardiovasculares que mais matam no mundo.

Grupos de risco:

Aproximadamente 60% das TVPs acontecem depois ou durante uma hospitalização médica, de acordo com a ISTH. Outro dado importante é que pacientes com câncer têm quatro vezes mais riscos de desenvolver trombose do que a população geral. Isso depende do tipo de câncer, de como ele é tratado e o nível de atividade física. “É importante que o paciente seja proativo e questione os riscos de trombose durante um tratamento, uma internação, ou antes de uma cirurgia, por exemplo”, Dr. Kleisson destaca.

Para as mulheres grávidas, também é necessário atenção. Com a gravidez, uma maior quantidade de hormônios femininos circula no corpo, o que pode causar um aumento da coagulação. Por fim, pessoas sedentárias, que trabalham muito tempo sentadas ou tenham histórico na família têm riscos de desenvolver a doença, que pode se manifestar em qualquer idade.

Sintomas e prevenção:

Caracterizada por dor, inchaço, sensação de queimação e mudanças na cor da pele, a Trombose Venosa Profunda é uma doença perigosa, que pode se manifestar na perna, já que, segundo o médico, as veias da perna têm maior dificuldade de transportar o sangue para o coração. Já os sinais de embolia pulmonar contemplam falta de ar, dor no peito e tosse.

“O alerta vai especialmente para as pessoas que ficam longos períodos sem se locomover, seja sentado no trabalho ou em uma viagem de avião, já que são hábitos que podem causar problemas na coagulação sanguínea”, explica o médico.

O especialista ainda explica que atitudes simples do dia a dia como evitar ficar muito tempo sentado, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o sobrepeso, parar de fumar e fazer uso de meias de compressão caso tenha algum histórico familiar associado a varizes ou à trombose.

Diagnóstico e Tratamento:

O Dr. Kleisson também alerta que ao identificar os principais sintomas de trombose, é necessário procurar imediatamente um especialista. “Pode ser um clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular”, explica. Para o diagnóstico, além do exame físico, alguns exames poderão ser solicitados, como ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, entre outros.

“Ao confirmar o diagnóstico, o tratamento pode contemplar anticoagulantes ou outras opções medicamentosas, inserção de filtros na maior veia do abdômen para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões e meias de compressão para melhorar o edema causado pela trombose. Porém, somente um especialista pode afirmar qual é o melhor tratamento para cada caso”, conclui o médico.

Dentre as terapias disponíveis no Brasil está a rivaroxabana, um anticoagulante oral para o tratamento e prevenção, em adultos, de trombose e embolia pulmonar e para prevenção de AVC em determinados grupos de pacientes com doença cardiovascular.

Bayer: Science For A Better Life (Ciência para uma Vida Melhor)

A Bayer é uma empresa global com competências em Ciências da Vida nas áreas de agricultura e cuidados com a saúde humana e animal.

Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar as pessoas e melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a companhia objetiva criar valor por meio da inovação.

A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e com suas responsabilidades sociais e éticas como uma empresa cidadã. Em 2017, o Grupo empregou cerca de 99 mil pessoas e obteve vendas de € 35 bilhões.

Os investimentos totalizaram € 2.4 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 4.5 bilhões. Para mais informações, acessewww.bayer.com.br.

Postado em 10 de Outubro, às 15:44 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Hospital da Mulher, acolhe mulheres expostas à violência sexual

Uma mulher é violentada sexualmente a cada 11 minutos no Brasil, conforme apontam dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Na Bahia, conforme o Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN), foram registrados, no último ano, 1.184 casos de violência sexual contra a mulher.

O serviço de Atendimento às Mulheres Expostas à Violência Sexual do Hospital da Ms casulher, o AME, localizado no Largo de Roma, em Salvador, presta atendimento 24 horas por dia, durante os sete dias na semana, a parte destas mulheres e adolescentes – a partir de 12 anos – que foram vítimas de abuso.

Conforme o Art. 7º da Lei Maria da Penha, a violência sexual é entendida como qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.

Também é considerada violência sexual atos que a induzam a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.

Para acolher estas mulheres, composto por uma equipe multiprofissional com médicas, enfermeiras, farmacêuticas, assistentes sociais e psicólogas, o serviço AME atua em parceria com o Ministério Público, o Instituto Médico Legal (IML) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM-BA), além de conselhos de saúde regionais. Em 2017, 160 mulheres foram atendidas pelo serviço. De janeiro deste ano até outubro, outros 130 novos casos deram entrada na unidade.

Como funciona?

As pacientes podem chegar ao AME por meio da chamada ‘porta aberta’ – que abrange toda a demanda espontânea do serviço –, através de órgão judicial e policial ou ainda referenciadas pela Central de Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Após passar por atendimento com médica, enfermeira, assistente social e psicóloga, este com duração em média de seis meses, a paciente é direcionada ao atendimento com uma farmacêutica.

Esta profissional fará a dispensação da profilaxia pós-exposição, um tratamento com terapia antirretroviral para evitar a sobrevivência e multiplicação do vírus HIV, além de administrar outros medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e gonorreia.

A pílula do dia seguinte também é indicada caso ainda não tenham decorrido 72 horas do abuso sexual.

Denúncia

Profissionais recomendam que, além de buscar ajuda médica, as mulheres denunciem os casos de violência em centros especializados como as Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam), o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Disque 180, Central de Atendimento à Mulher.

De acordo com a coordenadora da assistência social do serviço, Ivana  Santos, a denúncia é de extrema importância no caso da violência contra a mulher.

“A mulher fazendo o primeiro passo, que é o registro de ocorrência em uma delegacia, ela estará fazendo com que a justiça possa exercer um papel principal na garantia dos seus direitos”, concluiu. 

Postado em 10 de Outubro, às 14:56 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Alimentação rica na infância ajuda a evitar perda auditiva precoce

Quem não conhece uma criança que tem dificuldade para comer mas que se entope de guloseimas? Este hábito ruim, que muitos pais fingem não ver, pode causar uma série de prejuízos à saúde, inclusive danos na formação do sistema auditivo.

Estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, mostrou que jovens adultos, desnutridos na primeira infância, têm duas vezes mais chances de perda auditiva.

Por isso, quanto menor o consumo de frutas, vegetais e proteínas durante os primeiros anos de vida, maior o risco de subnutrição ou mesmo de desnutrição, o que pode levar à perda de audição na idade adulta.

A pesquisa testou a audição de mais de 2.200 jovens adultos. Todos os participantes do estudo tinham feito parte, 16 anos antes, quando crianças, de um teste nutricional realizado no Nepal.

“Nossas descobertas ajudam a esclarecer as consequências do alto nível de negligência das políticas públicas e como uma intervenção nutritiva mais cedo na infância ajudaria a prevenir a perda auditiva”, disse Keith West Jr., professor do International Health at the Bloomberg School, principal pesquisador do estudo.

Ser muito franzino na infância pode ser consequência de má alimentação, tornando as crianças mais suscetíveis a infecções, incluindo a dos ouvidos, que repetidamente podem causar perda de audição. “Muita gente não sabe, mas o labirinto, órgão responsável pelo equilíbrio, fica na parte interna dos ouvidos.

Uma vez inflamado, pode afetar as células ciliadas causando a perda de audição”, explica Isabela Papera, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

Durante a vida adulta não há mais produção das células ciliadas, que ficam na cóclea, logo à frente do labirinto, e são responsáveis pela audição sensorial.

Quando danificadas, não se regeneram. “Dessa forma, o indivíduo vai perdendo a audição ao longo dos anos, dependendo dos hábitos e ambientes - com pouco ou muito barulho - que frequentam. Má alimentação pode agravar a situação”, acrescenta a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

Para evitar a subnutrição das crianças, é importante proporcionar a elas uma alimentação bastante variada, rica em alimentos que possuem potássio e vitaminas (como A, C, E), entre outros, que são importantes para a formação de uma boa saúde auditiva.

 Muitas crianças têm uma alimentação pobre porque os pais não se esforçam para que provem outros nutrientes. Eles precisam ficar mais atentos às dietas alimentares para que os filhos não sofram efeitos negativos em seu desenvolvimento.

"São causas relativamente frequentes de subnutrição infantil: introdução inadequada dos alimentos, hábitos alimentares errados, déficit específico de micronutrientes, alta frequência de infecções, histórico de prematuridade e saneamento básico domiciliar precário ou inexistente.

Nota-se nesse estudo que baixo peso para a idade e baixa estatura durante a infância afetaram profundamente a capacidade física e geraram a perda auditiva”, diz a nutricionista Luciana Coppini, membro da Câmara Técnica do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP-MS. 

Por outro lado, quem pensa que a falta de nutrientes prejudica o indivíduo apenas durante a infância está errado. O jejum prolongado afeta muito a audição. Ficar sem se alimentar por um longo tempo pode acarretar perda auditiva, zumbido e tontura. O mesmo se aplica a uma criança que passa longos períodos sem ingerir água. As células ficam desnutridas, podendo afetar o fluxo de sangue no órgão auditivo. 

“Muitos acreditam que a perda de audição é resultado de ações presentes, mas os danos à audição podem começar nos primeiros anos de vida. Uma dieta pobre na infância é um fator de risco para perda auditiva em outros estágios da vida”. Cuidar bem da alimentação é cuidar também da saúde auditiva, conclui a fonoaudióloga da Telex.

Postado em 10 de Outubro, às 07:39 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Anemia em Crianças é um problema e pode causar doenças do sangue

A anemia é um sintoma de algumas doenças do sangue e é caracterizada pela redução da quantidade de hemoglobina que está dentro dos glóbulos vermelhos do organismo, células responsáveis pelo transporte do oxigênio até os órgãos e tecidos.

Essa condição pode acometer qualquer pessoa, mas principalmente alguns grupos mais vulneráveis, entre eles as crianças. Nessa faixa etária, a anemia causa danos ao crescimento, desenvolvimento e saúde. Ela pode se apresentar de formas variadas: anemia ferropriva, anemia da inflamação ou da doença crônica, talassemia, traço talassêmico e anemia falciforme, entre outras.

O tipo de anemia mais comum entre crianças é a ferropriva, causada pela deficiência de ferro por falta de ingesta alimentar ou por perdas de sangue na urina, fezes ou outro sangramento. 

“A falta de ferro interfere no transporte de oxigênio pelas hemácias, o que altera a energia, interfere na síntese de DNA, resultando em cansaço, apatia, irritabilidade, dificuldade na concentração, queda de cabelo, unhas fracas e até aumento das infecções.

A falta crônica de ferro prejudica o desenvolvimento cerebral, levando a desordens comportamentais ou déficits de memória e aprendizagem”, comenta Sandra Loggetto, coordenadora do Comitê de Hematologia e Hemoterapia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

A prevalência da anemia ferropriva na faixa etária pediátrica, em países em desenvolvimento, é alarmante: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% das crianças menores de 4 anos nesses países apresentam deficiência de ferro. A boa notícia é que a doença não é silenciosa: se os pais notarem que os filhos apresentam alterações no sono, dificuldades na escola, preguiça de brincar, cansaço, taquicardia, falta de ar e de apetite e mucosas das pálpebras e das gengivas descoradas, pode ser que eles estejam com algum tipo de anemia.

Causas diversas

Os outros tipos de anemia têm causas variadas: a da doença crônica, por exemplo, ocorre associada a diversas condições, como doenças infecciosas, inflamatórias e neoplásicas e, nesse tipo de anemia, apesar de a criança apresentar níveis normais de ferro, ocorre um bloqueio na mobilização do nutriente. Já a talassemia, doença hereditária,  diz respeito a pessoas portadoras de alterações genéticas em determinados cromossomos, o que afeta a produção da hemoglobina.

A anemia falciforme, por sua vez, também é hereditária e causada por mutação genética que interfere na produção da hemoglobina, a qual é responsável pela deformidade dos glóbulos vermelhos que adquirem a forma de uma foice. Para ter a doença, é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe.

Tratamento

O tratamento da anemia varia de acordo com o tipo de anemia. Na ferropriva, indica-se reposição de ferro via oral. Quando o caso é anemia da doença crônica, a melhora vem com o tratamento da patologia que está causando a inflamação – que pode ser virose, infecção bacteriana, hipotireoidismo, doença reumatológica, entre outras. O tratamento para doença falciforme e talassemia ou traço talassêmico varia de acordo com o quadro clínico do paciente.

É importante ter em mente que o tratamento da anemia ferropriva deve ser feito acompanhado de uma dieta rica em ferro. Esse tipo de dieta também ajuda em sua prevenção. O aleitamento materno exclusivo, por exemplo, supre a necessidade de ferro do bebê e o leite de vaca não é fonte de ferro e até prejudica a absorção.

Quando a criança for introduzida a alimentos sólidos, é preciso incluir os ricos em ferro, como carnes em geral (sobretudo carne vermelha), caldo de feijão, leguminosas e verduras verde-escuras. Vale lembrar que a absorção do ferro dos alimentos de origem vegetal é menor do que a dos alimentos de origem animal. Associar vitamina C (tomate, frutas cítricas, sucos naturais de frutas cítricas) durante as refeições aumenta a absorção do ferro, inclusive daquele de origem vegetal.

Sobre a ABHH

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) é uma associação privada para fins não econômicos, de caráter científico, social e cultural. A instituição congrega médicos e demais profissionais interessados na prática hematológica e hemoterápica de todo o Brasil. Hoje, a instituição conta com mais de dois mil associados.

Postado em 10 de Outubro, às 07:36 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Outubro Rosa alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

“Eu descobri o câncer de mama em um exame de rotina que realizei no ano passado. Felizmente fiz o tratamento no Hospital da Mulher”.

O depoimento de Adriana Bastos mostra a importância da campanha do Outubro Rosa para alertar a mulher para o cuidado com o seu corpo, sobretudo no que diz respeito ao câncer de mama, segunda causa de morte entre as mulheres. Na Bahia, em 2017, foram 951 óbitos, e os dados preliminares de 2018 já contabilizaram 614.

De acordo com Tais Argolo, médica mastologista do Centro Estadual de Oncologia (Cican), quanto mais precoce se faça o diagnóstico, mais chances a mulher tem de ficar curada da doença. Ela explica que no estágio “1” (a classificação do grau da doença vai de 1 a 4), as probabilidades de cura podem chegar a 95%.

A médica ainda acrescenta que a doença é resultado de uma série de fatores como genética, tabagismo, consumo de álcool, falta de atividade física, dentre outros. Para ela, o peso de cada um desses fatores varia de mulher para mulher, mas ao adotar hábitos mais saudáveis, elas poderão evitar em até 30% o aparecimento da doença.

Tais Argolo também ressalta a importância de a mulher conhecer o seu corpo, “pois quando se conhece bem, qualquer alteração é possível perceber”. E cita o exemplo do exame de toque que deve ser realizado nas mamas pelo menos uma vez ao mês. Foi o que ocorreu com Lucinaide Oliveira Silva, que percebeu um caroço ao apalpar minhas mamas. “Fui buscar atendimento médico para saber realmente o que era e, com o diagnóstico confirmado, comecei o tratamento no Hospital da Mulher”.

Mas a mastologista Tais Argolo deixa claro que o autoexame não substitui a mamografia, que tem a capacidade de detectar o problema muito no início, ao contrário do toque que só é possível perceber quando a alteração está em estágio mais avançado.

Por isso a importância do rastreamento do câncer de mama realizado em unidade móveis da Secretaria da Saúde do Estado, que de 2015 a 2018 já realizou cerca de 1,3 milhão de exames, abrangendo todos os municípios baianos. O programa, além de detectar a doença, encaminha a paciente para tratamento, tendo como referências o Hospital da Mulher e o Centro Estadual de Oncologia (Cican), além das unidades habilitadas para atendimento em câncer no estado (Unacon’s).

E em outubro, mês da campanha, as ações de sensibilização e mobilização são intensificadas com mutirões de mamografia, palestras, iluminação de monumentos históricos das cidades, dentre outras atividades.

Este ano, o mutirão será realizado no Cican todos os sábados, exceto o dia 13/10, sempre das 7 às 13 horas. Para ser atendida, a paciente deverá comparecer com cópia e original da carteira de identidade, CPF, cartão SUS, comprovante de residência e ter idade entre 50 a 69 anos. Na ocasião, enquanto esperam o atendimento, as mulheres terão a oportunidade de assistir às palestras oferecidas na unidade.

Postado em 04 de Outubro, às 15:27 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Governo do Estado inaugura a reforma da Unidade de Emergência de Pirajá

Com o investimento superior a R$ 1,4 milhão entre obras e equipamentos, o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, entregou nesta quinta-feira (27), a reforma da Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, que é referência para aproximadamente 250 mil habitantes da região.

A nova estrutura, agora climatizada e humanizada, tem a capacidade para atender mais de 3 mil pacientes por mês e conta com nove leitos, sendo seis de observação, dois exclusivos para urgência e um de isolamento. Também está disponível salas para a aplicação de medicamentos, curativos, ortopedia, inalação e sutura, além de equipamentos de raio-X, ultrassom, eletrocardiógrafo e laboratório clínico.

A Unidade de Emergência de Pirajá funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana e poderá resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. “Com isso, a unidade ajuda a diminuir as filas nas emergências dos hospitais. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam atendimento, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam ainda se é necessário encaminhar o paciente para uma unidade de maior complexidade ou mantê-lo em observação”, afirma o secretário.

Outra boa notícia refere-se ao atendimento pediátrico. O prédio anexo a Unidade de Emergência de Pirajá será reformado a fim de separar o atendimento adulto e pediátrico. Assim, além de melhor acolher os pacientes, a unidade ganhará quatro novos leitos exclusivos para crianças e adolescentes.

Postado em 27 de Setembro, às 15:30 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

1º de Outubro Dia do Idoso Como driblar a perda auditiva na terceira idade

É preciso saber envelhecer, buscar alegria no convívio com familiares e amigos, estar conectado ao mundo, escutar bem o som das conversas e das músicas. Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um idoso, a surdez é uma das mais cruéis porque pode isolar o indivíduo da vida em sociedade. E o que fazer para evitar isso?

Quanto mais essas células são perdidas, maior é a perda auditiva. Pesquisa realizada pelo site Heart-it comprova: pessoas que não escutam bem têm problemas de relacionamento e ficam isoladas, sem participar dos momentos alegres do cotidiano, o que pode acarretar depressão e até demência.

“Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil. Há muita resistência em admitir a surdez. Mas trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Estudos confirmam que uma das soluções para a perda de audição é o uso de aparelhos auditivos, o que resulta em melhoras significativas na qualidade de vida do idoso”, afirma Isabela Papera, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

São mais de 15 milhões de brasileiros com dificuldades auditivas, segundo a Organização Mundial de Saúde. Neste balanço estão incluídos os 12 milhões com mais de 65 anos.De acordo com especialistas, muitas pessoas já apresentam algum grau de surdez a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas nesta faixa etária já têm dificuldades para ouvir. E depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um médico otorrinolaringologista aos primeiros sinais de surdez.

“O uso diário do aparelho auditivo e o apoio da família são essenciais para que o idoso resgate a sua autoestima. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já está grave. A perda de audição acontece de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado”, explica a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

A maioria das pessoas com presbiacusia começa a perder a audição quando há um declínio na sua capacidade de ouvir sons de alta frequência - uma conversação contém sons de alta freqüência. Portanto, o primeiro sinal de presbiacusia pode ser a dificuldade de ouvir o que as pessoas dizem para você. Os sons da fala com mais alta freqüência são as consoantes, como o S, T, K, P e F.

Cabe ao médico otorrinolaringologista examinar o paciente e ao fonoaudiólogo indicar qual tipo e modelo de aparelho atende às necessidades do deficiente auditivo.

“Cuidar da saúde auditiva é tão importante quanto cuidar do resto do corpo, pois uma boa audição traz mais prazer de viver. E na área auditiva, a tecnologia cada vez mais avançada surge como uma grande aliada do deficiente auditivo. Já existem modernos e discretos aparelhos que garantem uma audição perfeita e sem constrangimentos – alguns aparelhos ficam, inclusive, invisíveis dentro do canal auditivo. O melhor então é procurar ajuda para voltar logo a ouvir os sons da vida”, conclui a fonoaudióloga da Telex.

Segundo dados do IBGE, o número de idosos ultrapassou os 30 milhões, em 2017, no Brasil; um crescimento de 18% nos últimos cinco anos. Na última década, também aumentou a expectativa de vida média do brasileiro, que hoje já passa de 73 anos. Deste modo, é preciso estar alerta para ter uma velhice saudável e, para isso, é fundamental ouvir bem!

Postado em 27 de Setembro, às 15:20 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

No Dia Mundial do Coração, descubra os benefícios da cerveja para a saúde cardiovascular

No dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração. A data é celebrada desde 2000, e foi a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation) que escolheu esse dia.

O que muitos não sabem é que alguns alimentos e bebidas podem ajudar na manutenção desse órgão, alguns até improváveis, como é o caso da cerveja. De acordo com uma pesquisa feita pela revista Nutrition, Metabolism e Cardiovascular Disease, beber uma quantidade equilibrada de cerveja por dia pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%.

O estudo foi elaborado pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo, na Itália, que analisou 150 estudos anteriores sobre o assunto.

De acordo com a pesquisa, o consumo ideal para mulheres é de 330 ml por dia e para os homens, 660 ml. Com essa quantidade, os riscos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial diminuem.

 “Tomar uma quantidade moderada é o ideal, pois a cerveja é uma ótima opção de acompanhamento para diversos pratos, além de ter uma variedade muito ampla de sabores que podem ser apreciados sem precisar exagerar na dose”, explica o gerente da cervejaria Paulistânia, Eryck Machado.

Outro estudo realizado com 6.793 pessoas em três países europeus constatou que consumir doses moderadas da bebida, reduziu em 80% dos consumidores os níveis de fibrinogênio, uma proteína envolvida na coagulação do sangue, que pode resultar no entupimento dos vasos sanguíneos. Além disso, a pesquisa ainda diz que a cerveja diminui os riscos de inflamações que contribuem para problemas cardiovasculares.

Postado em 27 de Setembro, às 15:06 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Médica da Guine Bissau levará experiência do Cedeba para seu País

É assim que a médica  generalista da Guiné Bissau, país muito pobre do continente africano, Maimuna Baldé, resume o trabalho do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), onde passou quase um mês conhecendo os diversos serviços, por conta do Programa de Cooperação técnica que tem o apoio da World Diabetes Foundation (WDF).

De volta amanhã a seu País, a médica formada em Cuba e com especialização em cirurgia maxilofacial, em Portugal, pretende adaptar experiências do Cedeba, principalmente ações focadas no auto-cuidado para os diabéticos, como o trabalho do Centro com o grupo educativo “Doce Conviver”, que a deixou encantada por permitir aos diabéticos  aprender sobre a doença, mas discutindo e participando ativamente.

AVANÇOS

Depois de conhecer os diversos serviços, Maimuna Baldé, 56 anos, destaca que  “o Cedeba, realmente, é um centro de referência.”. Na sua opinião foi uma experiência muito enriquecedora”, porque na Guiné Bissau o diabetes cresce, como em todo o mundo, mas faltam profissionais especializados  - nutricionistas, endocrinologistas. E essa realidade - analisou – torna ainda  mais importante ações de prevenção do diabetes focadas na educação, ainda mais que o País convive com elevadas taxas de analfabetismo.

Na Guiné-Bissau, o diabético não conta com proteção legal, que lhe assegure medicação e insumos como no Brasil, e essa realidade dificulta o  tratamento, ponderou. Por falta de prevenção, é muito elevado o índice de diabéticos diagnosticados já com as complicações da doença, como o pé diabético, que leva a um número muito grande de amputações.

O Hospital Nacional Simão Mendes, onde a médica é diretora do Serviço de Cirurgia Maxilo Facial e de Otorrinolaringologia, conta serviços de emergência, ambulatório e internamento. E lá os diabéticos são atendidos.

Na sua avaliação, “é muito importante ampliar as ações educativas nos corredores e salas de espera, para multiplicar as informações”
Maimuna Baldé pretende sensibilizar seus superiores para enviar uma equipe formada por médico, enfermeira e assistente social para uma visita ao Cedeba, “muito importante para o nosso trabalho”.

Além de muito conhecimento, disse levar na bagagem uma impressão muito positiva da acolhida que recebeu de toda a equipe durante a permanência no Centro de Referência.

Postado em 27 de Setembro, às 14:58 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

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