Notícias

Carnaval exige cuidado redobrado com as infecções sexualmente transmissíveis

Nos últimos anos, os casos de sífilis, HIV, clamídia, HPV, entre outros, têm aumentado no Brasil.  Na Bahia, por exemplo, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado, em 2018, foram notificados 4.460 (37,8%) casos de sífilis em homens e 7.350 (62,2%) em mulheres e, de acordo com dados preliminares, foram registradas 2322 novas ocorrências de HIV. 

Em meio a este cenário, A Dra. Carolina Lázari, assessora médica em infectologia do Grupo Fleury, detentora da Diagnoson a+ na Bahia, alerta para o cuidado redobrado durante o Carnaval, quando, em meio à folia dos blocos e ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, há quem acabe se descuidando da proteção durante a relação sexual.

Além do risco das ISTs, é importante lembrar que o beijo também pode ser uma porta de entrada para agentes de doenças infecciosas, como herpes, sífilis e mononucleose. “Por isso o cuidado na hora de beijar é fundamental”, alerta a médica, que esclarece, a seguir, as dúvidas mais comuns.

É possível contrair uma infecção sexualmente transmissível (IST) pelo beijo? Quais?

Sim. Sífilis e herpes simples do tipo 1.

Sífilis

A sífilis pode ser transmitida pelo beijo se a outra pessoa estiver infectada e com uma lesão ativa na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. Nesse caso, não é necessário que ocorra penetração ou ejaculação, o contato entre mucosas durante preliminares ou durante o sexo oral possibilitam a transmissão. A doença é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum e pode se manifestar em diferentes partes do corpo, de uma a duas semanas após o contágio.

Herpes

Mesmo que o parceiro do beijo não tenha feridas ou indício de herpes, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo. Depois do contágio, o vírus permanece no indivíduo por longos períodos, e pode se manifestar anos mais tarde, de maneira recorrente, geralmente durante fases em que estiver com a imunidade baixa. O herpes pode aparecer como pequenas bolhas na boca, no nariz ou até mesmo em outras partes do corpo.

Há risco de transmissão com a prática de sexo oral?

Sim. A sífilis pode ser transmitida via sexo oral, além do herpes simples e do HPV.

Herpes só passa quando um dos parceiros está com feridas?

Não. O vírus herpes simples pode ser transmitido mesmo na fase entre as crises, quando não há feridas. Por essa razão, o cuidado tem de ser contínuo, ainda que o paciente-fonte não tenha lesões aparentes naquele momento.

Sexo anal amplia o risco de contrair ISTs?

Sim, pode aumentar. Como nessas situações, habitualmente, a lubrificação é muito menor, o risco de transmissão aumenta. A utilização de lubrificantes artificiais não necessariamente reduz esse risco, devido ao tipo de mucosa que reveste o canal anal, mais suscetível à invasão por esses agentes infecciosos. O uso de preservativo é a única forma de garantir a proteção.

O uso de preservativo diminui em 100% o risco de contaminação dessas doenças?

Não, mas reduz substancialmente. A data de validade e as instruções de uso devem ser atentamente seguidas, para evitar que o preservativo se rompa ou que haja vazamentos. Seu uso deve ser fortemente estimulado, pois é um dos métodos mais efetivos para a prevenção da transmissão de todas as ISTs, inclusive do HIV.

Quais são os outros riscos que o beijo na boca pode oferecer?

Embora não seja classicamente considerada uma IST, é importante mencionar que a mononucleose, também conhecida como “doença do beijo”, é uma doença viral que tem uma característica curiosa: depois que a pessoa adquire essa infecção, nunca mais se livra completamente do vírus. Ele fica “morando” na garganta ou nas amígdalas do indivíduo que, periodicamente, o elimina na saliva. E caso você entre em contato com uma pessoa que o esteja eliminando, ainda que não tenha sintomas naquele momento, poderá adquirir a infecção, se ainda não a teve. Até mesmo uma criança pequena pode pegar a doença se entrar em contato com uma gotícula da saliva do adulto ou outra criança que esteja em fase de transmissão do vírus.

Quais são seus principais sintomas?

Adolescentes e adultos jovens, na faixa de 15 a 25 anos, costumam apresentar sintomas como febre, dor de garganta e aumento de linfonodos – popularmente conhecidos como gânglios ou ínguas – na região do pescoço. Podem aparecer também manchas vermelhas pelo corpo, além de aumento do fígado e do baço. Esses sintomas podem durar de duas a três semanas. É uma doença prolongada. Nos mais jovens, as manifestações são mais leves, enquanto nos mais velhos costumam ser mais intensas.

Como é o tratamento?

Os beijoqueiros devem ser cautelosos. Caso possuam feridas ou qualquer tipo de sangramento na boca é melhor não beijar ninguém ou, pelo menos, evitar beijar muitas pessoas durante o carnaval, até porque não existe um remédio específico para mononucleose. Portanto, são tratados apenas os sintomas. É indicado o repouso, porque o indivíduo sente fadiga e indisposição. O repouso é fundamental nos casos em que ocorre grande aumento do baço porque, em situações extremas, como, por exemplo, de uma batida, ele pode se romper. São casos raros, mas quando acontecem são muito graves, o que justifica a precaução.

É possível pegar Aids ou outras ISTs ao sentar em sanitários públicos, dividindo o mesmo copo ou abraçando?

Embora esse seja um dos maiores mitos da história das infecções sexualmente transmissíveis, não se transmite sífilis, gonorreia, clamídia ou ainda herpes simples pelo contato social corriqueiro. Entretanto, a sífilis, o herpes genital e o HPV podem ser adquiridos pelo contato sexual ainda que não seja completo. “Brincadeiras sexuais” que não envolvam o coito propriamente dito, mas que permitam o contato entre mucosas, ou mesmo a utilização de objetos e das mãos, podem carregar os agentes infecciosos de uma pessoa para outra, mesmo que de forma menos eficiente.

Postado em 14 de Fevereiro, às 18:59 por Yago Lázaro 0 comentários

OMS alerta para possível 3ª onda de surto de febre amarela no Brasil

Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Os casos se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmadas infecções em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação.

Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Números
Dados da OMS apontam que, na primeira onda de febre amarela, entre 2016 e 2017, foram confirmados 778 casos em humanos e 262 mortes. Já na segunda onda, entre 2017 e 2018, foram contabilizados 1.376 casos em humanos e 483 mortes. O período classificado como sazonal para o aparecimento ou aumento de casos da doença no Brasil geralmente ocorre entre dezembro e maio.

Vacina
A orientação da entidade, enviada a todos os estados-membros no último dia 25, é que os esforços para vacinação em áreas consideradas de risco sejam mantidos e que viajantes sejam orientados e imunizados pelo menos dez dias antes de visitar o local onde a dose é recomendada.

“A OMS recomenda a vacinação de viajantes internacionais com idade acima de 9 meses e que estiverem se dirigindo ao Brasil”, destacou a nota.

A dose é indicada para todas as pessoas que visitam os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Postado em 14 de Fevereiro, às 11:37 por Toy Guimarães 0 comentários

Brasileiros ocupam todas as vagas do Programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde informou que as últimas 1.397 vagas do Programa Mais Médicos foram escolhidas por brasileiros formados no exterior antes das 9h de hoje (13). O prazo final para inscrição no site do programa se encerra amanhã (15), às 18h. Estavam disponíveis 8.517 vagas em todo o país desde a saída dos médicos cubanos do programa.

O ministério divulgará, em 19 de fevereiro, a lista completa com a localidade onde cada profissional formado no exterior trabalhará. Os candidatos selecionados deverão se apresentar nas cidades escolhida para trabalhar até o dia 22 de fevereiro. 

De acordo com o ministério, com a manifestação de interesse por médicos brasileiros formados no país ou no exterior, não será necessário convocar profissionais estrangeiros para preencher as 8.517 vagas abertas após o fim da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a consequente saída do país dos médicos cubanos que atuavam no programa.

Postado em 14 de Fevereiro, às 11:24 por Toy Guimarães 0 comentários

BRF recolhe carne de frango por risco de contaminação por salmonella

A empresa brasileira de alimentos BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, anunciou hoje (13) o recolhimento de aproximadamente 164,7 toneladas de carne de frango in natura destinadas ao mercado doméstico, e de outras 299,6 toneladas do produto que seriam vendidas para outros países. Em comunicado ao mercado, a companhia informa que a carne pode estar contaminada pela bactéria Salmonella enteritidis.

Já estão sendo recolhidos do mercado nacional coxas e sobrecoxas sem osso, meio peito sem osso e sem pele (em embalagens de 15kgs), filezinhos de frango (embalagem de 1kg), filé de peito (embalagem de 2kg) e coração (embalagem de 1kg).

Os lotes possivelmente contaminados foram produzidos nos dias 30 de outubro de 2018 e entre 5 e 12 de novembro de 2018, na unidade de Dourados (MS), e receberam o carimbo de inspeção do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F. 18 ), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que pode ser verificado na embalagem dos produtos.

Por precaução, a BRF optou por recolher todos os lotes. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram informadas do ocorrido e da decisão da empresa.

A empresa já iniciou o inventário e recolhimento dos produtos que se encontram em rota ou junto aos clientes no mercado interno e externo. Além disso, destacou um grupo de especialistas para investigar as origens do problema a fim de adotar  medidas para que a contaminação não volte a ocorrer.

A produção da fábrica de Dourados está mantida, mas, de acordo com a BRF, “sob um processo rigoroso de manutenção e liberação dos produtos”. O objetivo é assegurar que a ocorrência foi pontual e não se repetirá.

A BRF garante que a Salmonella enteritidis não resiste ao tratamento com calor, sendo eliminadas quando os alimentos são cozidos, fritos ou assados – o que, lembra a empresa, é a regra no consumo de produtos de frango in natura. Caso os alimentos não sejam devidamente preparados, a bactéria pode causar infecção gastrointestinal.

Postado em 13 de Fevereiro, às 12:11 por Toy Guimarães 0 comentários

Pesquisa indica que 5,6 milhões de brasileiras não vão ao ginecologista

Pelo menos 5,6 milhões de brasileiras não costumam ir ao ginecologista-obstetra, 4 milhões nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 16,2 milhões não passam por consulta há mais de um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com o Datafolha, divulgada hoje (12).

Segundo a pesquisa Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o país.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. 

"Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista", explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez brasileiras costumam ir ao ginecologista - principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.

Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%). Normalmente quem as motivou a procurar o médico foram mulheres próximas (57%), a mãe (44%) ou mesmo a iniciativa própria (24%).

"Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual ou até antes disso para entender quais são os eventos de amadurecimento puberal que ela tem para que possa ter noção de como deverá ser a sua habitualidade menstrual, para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos", ressaltou Fernandes.

De acordo com as informações da pesquisa, entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’. Há ainda aquelas que dizem não ter acesso ao médico ginecologista ou não haver esse especialista na localidade onde residem (12%), ter vergonha (11%), ou não ter tempo (8%).

Relação médico-paciente
Todas as brasileiras entrevistadas (98%) consideram importante que o ginecologista dê acolhimento, realize exames clínicos, dê atenção, aconselhe, passe confiança e forneça informações claras. Nove em cada dez dizem estar satisfeitas com esses atributos em seus médicos.

"Esse é o dado que mais nos envaidece. Os números são extremamente favoráveis à atenção dos ginecologistas. Essa é uma especialidade que precisa ser resgatada, porque ela é fundamental para a boa assistência à mulher. Claro que há especialistas que merecem condenação, mas essa não é a realidade da maioria dos ginecologistas e obstetras", disse o presidente das Febrasgo.

Em uma situação de parto, 89% declararam que se sentiriam seguras com a assistência de um ginecologista/obstetra, percentual que cai para 54% se o atendimento fosse feito por um plantonista, 49% se fosse uma doula, 43% se fosse uma enfermeira e 42% caso o parto fosse acompanhado por uma parteira.

"Existe uma confusão conceitual por parte das pessoas, especialmente da mulher, com relação ao que é uma boa assistência ao parto. Então, ela pede à doula, que não é profissional de saúde, apesar de ser importante para oferecer suporte emocional e físico. Mas a doula não pode fazer o parto. Quem pode fazer o parto é uma enfermeira com formação obstétrica, desde que acompanhada por um médico", disse Fernandes.

Interrupção da gravidez
A pesquisa mostrou ainda que sete a cada dez brasileiras acreditam que a decisão sobre a interrupção da gravidez cabe somente à mulher. Outras 25% disseram que a questão deve ser decidida pelas leis da sociedade. A Febrasgo destacou que não é nem contra nem a favor do aborto, mas luta pela descriminalização.

"Nós entendemos que essa é uma decisão da mulher. E isso está alinhado ao que 70% das mulheres pensam. Nossa legislação é da década de 40 e manda prender a mulher que faz o aborto e qualquer pessoa envolvida em ajudar essa mulher", lembrou o presidente da Febrasgo.

Segundo Fernandes, a orientação da entidade é a de que os médicos não soneguem a informação e orientação sobre os prós e contras no momento em que forem indagados pela paciente que manifestar desejo bem discutido. "Mas a decisão não nos cabe e nem devemos induzi-la a tomar uma ou outra decisão. O problema começa quando ela nos pergunta para onde a encaminhamos porque não temos para onde encaminhar".

Postado em 13 de Fevereiro, às 11:24 por Toy Guimarães 0 comentários

Médicos farão o Revalida no próximo dia 10 de março em Brasília

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que 46 participantes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2017 terão de refazer a prova no próximo dia 10 de março, em Brasília.

Segundo o Inep, a prova será reaplicada porque foi constada uma irregularidade “de natureza ainda não esclarecida, que inviabilizou a gravação da avaliação, das estações 1 e 6, em uma sala” do teste no Hospital Universitário de Brasília. Os médicos que farão o Revalida novamente representam 4% dos 947 que prestaram o exame em novembro do ano passado.

O Inep informou que, no último dia 8 de fevereiro, foi avisado do problema e acionou a Polícia Federal “para apuração dos fatos, que pode indicar imperícia, imprudência, negligência ou dolo nos procedimentos adotados”. A prova de Habilidades Clínicas foi aplicada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Conforme o Inep, os custos de toda a reaplicação, incluindo deslocamento, hospedagem e alimentação dos 46 participantes serão integralmente cobertos pelo Cebraspe, sem ônus para o instituto. O Inep vai notificar os participantes afetados.

Resultados

Na prova de Habilidades Clínicas, o médico percorre dez estações para resolução de tarefas sobre investigação de história clínica, interpretação de exames complementares, formulação de hipóteses diagnósticas, demonstração de procedimentos médicos e aconselhamento a pacientes ou familiares.

Para o Inep, o problema na aplicação da prova prejudica o desempenho dos 46 participantes, “uma vez que o edital do Revalida 2017 prevê que, em cada estação, todos seriam submetidos a uma avaliação presencial e a outra com base nas filmagens produzidas”.

Além disso, a apresentação de recursos contra o resultado preliminar fica prejudicada, “tendo em vista que os participantes que fizeram as provas nos citados módulos não terão as suas filmagens disponíveis para fundamentar” a contestação.

O exame sustenta o processo de revalidação dos diplomas de médicos formados no exterior, feito por algumas universidades públicas. O Revalida destina-se a brasileiros e estrangeiros que querem exercer a profissão no Brasil.

Postado em 12 de Fevereiro, às 11:04 por Toy Guimarães 0 comentários

ANS faz oficinas para tirar dúvidas de usuários de plano de saúde

Para tirar dúvidas dos consumidores sobre planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) preparou uma série de oficinas voltadas a representantes do setor e ao público em geral. Os encontros começam hoje (12) no Rio de Janeiro. Estão previstas também oficinas em Fortaleza, Goiânia, Vitória e Ribeirão Preto. Detalhes sobre inscrições estão no site da ANS.

"Em 2018, tivemos três grandes temas que merecem ser mais aprofundados: a nova metodologia de cálculo do reajuste dos planos individuais; a ampliação das regras para a portabilidade de carências e a norma sobre os processos de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS", disse o diretor Rogério Scarabel.

Um dos pontos em que haverá mudanças é o da portabilidade. De acordo com a nova norma, a partir de junho, deixa de ser exigido do consumidor compatibilidade entre os planos.

Postado em 12 de Fevereiro, às 09:43 por Toy Guimarães 0 comentários

João Egídio apresenta 4 maneiras de evitar pedra nos rins

O cálculo renal, conhecido popularmente como pedra no rim, costuma causar dores muito fortes na região lombar. Ao se movimentar para sair do rim, o cálculo bloqueia o ureter, canal por onde passa a urina, e o rim fica dilatado. Mas existem formas simples e eficientes de prevenção do cálculo renal.

João Egídio Romão Junior, chefe de equipe de Nefrologia da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, listou abaixo 4 medidas para evitar a formação de cálculo renal.Beber muita água para auxiliar na filtragem do sangue nos rins e eliminar os resíduos tóxicos que podem formar as pedras.
 
Reduzir o consumo de sódio, principal ingrediente do sal de cozinha, para não aumentar a quantidade de cálcio na urina.
 
Ingerir menos proteína animal para evitar o aumento de ácido úrico, que também contribui para a formação de pedras nos rins.
 
Evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em oxalato, um tipo de sal encontrado em espinafre, chocolate, batata doce, nozes e beterraba, entre outros.

Para falar mais sobre esse e outros assuntos, a BP possui um time reconhecido de profissionais atuantes em várias especialidades médicas. Não deixe de nos procurar quando necessitar de uma fonte médica para sua pauta.

Postado em 11 de Fevereiro, às 16:48 por Yago Lázaro 0 comentários

Fevereiro Roxo Aborda o diagnóstico precoce em doenças incuráveis

A campanha do Fevereiro Roxo tem o objetivo de conscientizar a população sobre três doenças incuráveis e com altos números no Brasil. Atualmente, cerca de 6.5 milhões de pessoas sofrem com lúpus, fibromialgia ou mal de Alzheimer, sem perspectivas para uma solução. Cada um dos transtornos tem suas peculiaridades, mas todos requerem atenção e cuidados que podem, inclusive, diminuir as dores e desconfortos de seus respectivos sintomas. Confira abaixo informações sobre cada um deles.      

Lúpus é uma doença autoimune, ou seja, que ocorre quando o próprio sistema imunológico de uma pessoa ataca órgãos e tecidos do corpo, como a pele, articulações, rins e até mesmo o cérebro. Os sintomas incluem fadiga, dores e rigidez muscular, vermelhidões na face em forma de borboleta sobre as bochechas e o nariz, sensibilidade à luz do sol, feridas na boca e queda dos cabelos, entre outros. O lúpus é mais comum entre mulheres e pessoas de etnias afro-americanas, hispânicas e asiáticas, e a maioria dos diagnósticos ocorrem antes dos 40 anos. A verdade é que pouco se sabe, no geral, sobre doenças autoimunes e suas causas, mas pesquisadores acreditam que a exposição extrema aos raios solares podem ser um dos fatores contribuintes ao transtorno.

A fibromialgia é a condição mais comum entre as discutidas durante o Fevereiro Roxo. No Brasil, por exemplo, cerca de 2,5% da população sofre deste mal, o equivalente a cerca de cinco milhões de pessoas. Esta síndrome é caracterizada por dores pelo corpo inteiro durante longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos, nos tendões e em outros tecidos moles. Junto com a dor, a fibromialgia também causa fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade. Mais uma vez, as mais afetadas com o transtorno são mulheres, que representam de 70 a 90% das pacientes. E, assim como o lúpus, cientistas e médicos ainda não sabem ao certo quais são as causas da fibromialgia, porém suspeitam que traumas físicos e emocionais, distúrbios de sono, sedentarismo e questões genéticas podem estar relacionados à doença.

 O mal de Alzheimer, talvez a mais comum entre as doenças citadas no Fevereiro Roxo, afeta mais de um milhão de brasileiros, com cerca de 100 mil novos casos anualmente. Este transtorno neurodegenerativo provoca o declínio das funções cognitivas, geralmente na terceira idade, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade da pessoa. Um dos primeiros sintomas é a perda de memória mais recente. Com a evolução do quadro, o Alzheimer afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem, até que o paciente fique cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação. Pesquisas recentes indicam que o agente causador da doença é a bactéria Porphyromonas gingivalis, que costuma ficar na gengiva do ser humano e tem a capacidade de invadir e inflamar as regiões do cérebro afetadas pelo mal de Alzheimer. Enquanto pesquisadores ainda tentam descobrir mais sobre o transtorno, uma boa higiene bucal pode ser essencial para quem quer evitar qualquer dano no futuro.

 O Fevereiro Roxo tem o objetivo de conscientizar a população sobre estes distúrbios incuráveis que tanto abalam o Brasil. Enquanto as causas de cada uma delas ainda são um mistério para cientistas ao redor do mundo, viver uma vida saudável é a melhor maneira de prevenção. Se você ou um familiar apresentar algum dos sintomas descritos acima, procure um médico o quanto antes. O diagnóstico precoce é a chave para um ganho enorme de qualidade de vida.

*Dr Ulisses dos Santos é gestor médico do HSANP, centro hospitalar da Zona Norte de São Paulo (SP)

Postado em 11 de Fevereiro, às 16:41 por Yago Lázaro 0 comentários

Idosos também podem pular o Carnaval e curtir a folia, veja dicas de Marco Otani

Devido ao baixo índice de massa corpórea, processo natural do envelhecimento, e à redução da coordenação motora e do equilíbrio, os idosos necessitam de mais cuidados, o que faz com que muitos pensem que não podem aproveitar as comemorações, como, por exemplo, pular o Carnaval.
 
Entretanto, cada vez mais, a terceira idade está integrada em diversas atividades, como danças, desfiles, bailes, viagens, dentre outras práticas. “A atividade física a partir dos 60 anos se torna indispensável, pois é nesta fase da vida que o índice de massa corpórea começa a diminuir e essa é a principal vilã ao risco de quedas e lesões”, afirma Dr. Marco Paulo Otani, ortopedista do Centro de Qualidade de Vida (CQV).
 
Segundo o especialista, beber muita água e usar roupas leves e confortáveis são práticas que auxiliam os idosos a aproveitar o Carnaval em segurança. Além disso, a fim de prevenir lesões, o idoso deve priorizar o uso de calçados adequados, se alongar antes e depois das atividades e ter cuidado ao andar em terrenos irregulares. “Ao aquecer o corpo por meio do alongamento, o idoso estará mais apto a realizar os movimentos exigidos durante a festa. O ideal é que esse aquecimento seja feito para membros superiores, inferiores e pescoço”, diz.
 
Ainda conforme o Dr. Marco, o uso de meias de algodão limpas e secas é essencial. “Os pés costumam sofrer nesses dias de folia, pois carregam toda a estrutura corporal, fato que resulta em bolhas e em dores fortes. Assim, é necessário usar meias adequadas, limpas e secas, para proteção da pele com relação ao calçado. Deve-se manter os pés bem lavados e secos, especialmente entre os dedos, usar cremes hidratantes e ter as unhas aparadas para evitar inflamações no seu entorno”, indica.
 
Após se acabar na folia, os idosos também podem tomar algumas atitudes para evitar os efeitos pós-Carnaval. Colocar um tijolo nos pés da sua cama, deixando-a mais alta, favorece o retorno venoso e do sistema linfático, que proporciona uma diminuição do inchaço e uma sensação agradável de descanso no dia seguinte. “Outra dica para pessoas de meia idade, que vão ficar muito tempo em pé, é o uso de meias elásticas, aconselhadas por seu médico, o que fará com que evite o inchaço”, reforça.
 
Mesmo com todos esses cuidados, ainda há risco de lesões ocorrerem naqueles que exagerarem durante a festa. Distensões musculares, ocorridas quando há um esforço excessivo realizado por um músculo; estiramento e o rompimento dos ligamentos entre o músculo e o tendão, estão entre as possibilidades. “Se o idoso for afetado pela lesão, será necessário consultar um especialista e se preparar para muito repouso, bolsas de gelo, compressão para evitar a circulação sanguínea e a formação de edemas, além da elevação do membro lesionado” afirma o Dr. Marco Otani.

Postado em 11 de Fevereiro, às 16:24 por Yago Lázaro 0 comentários

Atividade física pode ajudar a prevenir o Alzheimer, aponta estudo

Além de proporcionar uma maior qualidade de vida e reduzir o alto índice de pessoas sedentárias; segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a atividade física é também uma das formas de retardar o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT).

Recentemente, um estudo liderado por brasileiros, publicado na revista “Nature Medicine”, apontou a irisina (hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos) como uma grande aliada na prevenção do Alzheimer.

A reposição do hormônio no cérebro pode reverter a perda de memória causada pela doença. Para Guilherme Reis, coordenador geral da rede Alpha Fitness, a atividade física é sempre um bom caminho para aqueles que querem manter qualidade de vida, e os estudos cada dia mais só fortalecem essa ideia.

“Reservar uma parte do dia para praticar algum exercício vai muito além do resultado estético, principalmente, para quem tem idade mais avançada; ajuda na prevenção de doenças e no envelhecimento saudável”, explica Guilherme.

“Apesar dos dados do último censo publicado pelo Ministério da Saúde apontarem o crescimento no número de brasileiros praticando atividade física, o número de pessoas sedentárias no país ainda é grande, por isso, é sempre bom conscientizá-las sobre o assunto!”, completa o especialista.

Neste sentido, as novas descobertas acerca dos benefícios da prática regular do exercício físico, ajudam a reforçar a importância da atividade física na prevenção de doenças, e também, dão ainda mais esperança para novos tratamentos.

Postado em 11 de Fevereiro, às 11:40 por Toy Guimarães 0 comentários

Atividades físicas e sociais protegem cérebro de danos do Alzheimer

Atividades físicas, sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doença de Alzheimer podem ajudar a preservar funções cognitivas e a retardar a perda da memória, mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os estímulos promovem mudanças morfológicas e funcionais no cérebro, que protegem o órgão de lesões que causam as perdas cognitivas.

A descoberta foi feita por meio de um experimento com camudongos transgênicos, os quais foram alterados geneticamente para ter uma super expressão das placas senis no cérebro. Essas placas são uma das características da doença de Alzheimer. Os animais foram separados em três grupos: os transgênicos que receberiam estímulos, os transgênicos que não receberiam e os animais-controle que não têm a doença.

“Quando eles estavam um pouquinho mais velhos, por volta de 8 a 10 meses, colocamos parte desses animais em um ambiente enriquecido, que é uma caixa com vários brinquedos, e fomos trocando os brinquedos a cada dois dias”, explicou Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e coordenadora do projeto.

O experimento durou quatro meses e, após esse período, eles foram submetidos à avaliação de atividade motora, por meio de sensores, e de memória espacial, com um teste chamado labirinto de Barnes. Os resultados mostram que os camudongos transgênicos que foram estimulados com os brinquedos tiveram uma redução de 24,5% no tempo para cumprir o teste do labirinto, na comparação com os animais que não estiveram no ambiente enriquecido.

Também foram analisados os cérebros dos camundongos. Ao verificar as amostras do tecido cerebral, os pesquisadores constataram que os animais transgênicos que passaram pelos estímulos apresentaram uma redução de 69,2% na densidade total de placas senis, em comparação com os que não foram estimulados.

Além da diminuição das placas senis, eles tiveram aumento de uma proteína que ajuda a limpar essa placa. Trata-se do receptor SR-B1, que se expressa na célula micróglia. O receptor faz com que essa célula se ligue às placas e ajude a removê-las. “Os animais-controle, sem a doença, tinham essa proteína que ajuda a limpar a placa, inclusive todo mundo produz essa proteína. Os animais com Alzheimer tiveram uma redução bem grande dessa proteína e os animais do ambiente enriquecido [que tiveram estímulos] estavam parecidos com os animais-controle”, explicou Viel.

A pesquisadora diz que o trabalho comprova hipóteses anteriores e que agora o grupo trabalha para ampliar a verificação em cães e seres humanos. Para isso, será necessário, inicialmente, descobrir marcadores no sangue que apontem a relação com a doença de Alzheimer.

“Em ratos, a gente analisa o cérebro e o sangue para ver se esses biomarcadores estão tanto no cérebro quanto no sangue. Quando a pessoa perde a memória, há algumas proteínas que aumentam no cérebro e outras que diminuem. Nos cães e nos seres humanos, a gente está vendo só no sangue”, justificou. Com a descoberta desses marcadores no sangue, será possível fazer experimentos similares ao do camundongo, com testes motores e de memória, para confirmar ou descartar as alterações em cães e seres humanos após os estímulos.

Para Tânia Viel, como não se sabe qual ser humano desenvolverá a doença, quanto mais aumentar a estimulação na vida dele, melhor vai ser para a proteção do cérebro. “É mudar a própria rotina. Muita gente fala que não teve tempo para fazer outras coisas, mas se a pessoa tiver condições e puder passear no quarteirão, já começa por aí, fazer uma atividade física e uma atividade lúdica, passear com cachorro, com filho, curso de idiomas, de dança. Isso ajuda a preservar o cérebro”, sugere.

Postado em 08 de Fevereiro, às 10:49 por Toy Guimarães 0 comentários

Pesquisa aponta que o número de brasileiros que praticam atividades físicas cresceu

De acordo com o relatório elaborado pelo Ministério da Saúde, houve um aumento de 24%, entre os anos de 2006 e 2017, de brasileiros que praticam algum tipo de exercício físico.Para Guilherme Reis, coordenador geral da Rede Alpha Fitness, a prática de atividade física muitas vezes é impulsionada pela necessidade de ter uma vida mais saudável. Mas não é regra, já que no verão muitas pessoas querem exibir boa forma, principalmente por conta dos festejos que acontecem na estação.

“A prática de exercícios é muito importante, especialmente para quem quer adotar um estilo de vida saudável; podendo ajudar também na prevenção de doenças, como o câncer”, explica o especialista.

Outro fator importante é que a prática regular evitaria 39% das mortes por doença crônica, número que corresponde 76% das causas de morte no Brasil. Segundo dados da pesquisa, atividades como a corrida e artes maciais foram as que tiveram maior crescimento nos últimos anos, desbancando até a grande “paixão nacional” – o futebol. “Vale lembrar também que o exercício auxilia no controle de peso, melhora o condicionamento físico e a qualidade do sono, entre outros benefícios”, completa o coordenador da Rede Alpha Fitness.

Postado em 07 de Fevereiro, às 12:37 por Toy Guimarães 0 comentários

Número de clientes de planos de saúde tem primeira elevação desde 2014

Os planos de saúde fecharam 2018 com alta de 0,4% no número de clientes, em comparação ao ano anterior. Os números são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). 

Os planos médico-hospitalares encerraram 2018 com 47,4 milhões de clientes. No total, foram firmados 200,2 mil novos contratos de janeiro a dezembro, segundo o IESS. O instituto atribuiu o impulso para a recuperação do setor às regiões Centro-Oeste e Nordeste. No Centro-Oeste, foram registrados 111,8 mil novos vínculos ao longo de 2018, incremento de 3,6% e um total de 3,2 milhões de pacientes atendidos.

O superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, destacou que dos novos vínculos, 49,9 mil estão concentrados no Distrito Federal, que encerrou dezembro com 917,8 mil pessoas assistidas por planos médico-hospitalares, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao período anterior.

Outro destaque é o Nordeste, onde foram firmados 82,8 mil novos vínculos. A região contabiliza 6,6 milhões de beneficiários, com aumento atingiu 1,3%.

No Sudeste, o destaque foi São Paulo que, mesmo sendo o maior mercado de planos de saúde do Brasil, fechou o ano com evolução de 0,3% no total de planos médico-hospitalares, o que equivale a 58,3 mil novos contratos. "O estado representa mais de um terço, ou o equivalente a 36,3% do total do mercado nacional. Com esse tamanho, é natural que qualquer processo de retomada seja mais lento. Mas, uma vez 'engatada', a tendência é que a saúde suplementar volte a apresentar resultados positivos", avaliou Carneiro.

Crescimento

O superintendente do IESS indicou que o processo de recuperação de consumidores de planos de saúde está atrelado ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos formais, especialmente nos setores de comércio e serviço dos grandes centros urbanos. "Esperamos ter indicadores econômicos positivos, mas se isso não acontecer, o setor pode permanecer estagnado por mais um tempo", advertiu. 

A expectativa é que o setor volte a crescer de modo mais efetivo quando o mercado formal de trabalho voltar a contratar, porque é o mercado formal que oferece planos de saúde e odontológicos como benefício a seus colaboradores.

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas no país.

Postado em 07 de Fevereiro, às 11:54 por Toy Guimarães 0 comentários

População de Brumadinho deve avaliar necessidade de tomar vacinas

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais recomendou que a população da região atingida pelo rompimento da barragem B1, da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), busque a Unidade Básica de Saúde mais próxima, para avaliar, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, se há necessidade de tomar vacinas.

De acordo com o governo mineiro, em situações de emergência, em que um número expressivo de pessoas não está de posse do cartão, em um primeiro momento, se recorre ao chamado cartão espelho nas unidades básicas e secretarias municipais de Saúde. É a partir deste documento, que é aplicada a vacinação de acordo com o registrado na cópia do cartão.

Hoje (5), o porta-voz da Presidência da República, Otavio do Rêgo Barros, disse que o Ministério da Saúde está realizando visitas domiciliares com busca ativa das pessoas que tiveram contato com a lama na região do Parque Cachoeira ed o Córrego do Feijão, com o objetivo de identificar possíveis sinais de contaminação e orientar as pessoas quanto aos cuidados que se deve tomar com alimentos e produtos oriundos daquela região.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para a possibilidade de agravamento de doenças crônicas na população de Brumadinho e dos arredores, sobretudo em locais isolados e sem acesso aos serviços de saúde, em decorrência do rompimento da barragem.

Postado em 07 de Fevereiro, às 11:49 por Toy Guimarães 0 comentários

Curso de especialização aborda envelhecimento e saúde da pessoa idosa

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para a especialização em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Em sua décima edição, o curso é destinado a profissionais de Fisioterapia, Gerontologia, Educação Física, Enfermagem, Terapia Ocupacional e outros da área da Saúde para atuação na prevenção e na minimização dos efeitos do processo de envelhecimento e no cuidado sobre deficiências e incapacidades já instaladas, comuns na população geriátrica.

"O objetivo do curso é preparar o profissional para lidar adequadamente com todas as situações presentes na assistência à saúde do idoso e, ao mesmo tempo, relacionar-se com outros profissionais da área e mesmo propor projetos institucionais nesse campo", explica José Rubens Rebelatto, professor do Departamento de Fisioterapia (DFisio) e Coordenador Geral do curso.
A oferta é na modalidade a distância, com três encontros presenciais, em um total de 360 horas-aula.

A partir de um método de educação flexível, o aluno pode gerenciar com autonomia o seu horário e o seu local de estudo.

"As atividades a distância são feitas por meio de webconferências e videoaulas. Nas primeiras, os alunos têm contato direto com o professor que, ao mesmo tempo em que dá a aula, responde a perguntas. Nas videoaulas, o tema é gravado e o aluno assiste quantas vezes quiser. Em ambos os modelos, existem exercícios a serem feitos e enviados via web", detalha Rebelatto.

A especialização está organizada em disciplinas que abordam desde a Epidemiologia do Envelhecimento (os principais fatores que determinam o processo de envelhecer), passando pelos vários problemas decorrentes do envelhecimento humano e das providências que podem e devem ser tomadas.

Além disso, prepara o profissional para empreender negócios que proponham uma assistência qualificada para os idosos.

O corpo docente é composto por professores com mestrado ou doutorado na área, da UFSCar e de outras universidades brasileiras de referência, e reconhecidamente autoridades no assunto.

Inscrições

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até o dia 5 de março. Mais informações, incluindo valores, descontos e documentos necessários para inscrição, devem ser consultadas no site www.portaldoidosoativo.ufscar.br.

A especialização é promovida pelo Laboratório Multidisciplinar de Pesquisa em Saúde do Idoso (LaPeSI) do DFisio da UFSCar, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) e da Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) da Universidade. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (16) 99309-0665.

Postado em 07 de Fevereiro, às 10:29 por Toy Guimarães 0 comentários

Conheça as principais lesões no joelho e como tratá-las

Traumas no joelho são popularmente conhecidos por serem difíceis de tratar. Porém, o ortopedista e fundador da SOU, rede de clínicas médicas paulistana especializada em ortopedia, Dr.º Pedro Baches Jorge, pontua que pessoas com diversos problemas como lesão no menisco, artrose e rompimento do ligamento cruzado anterior podem voltar a ter o mesmo padrão de vida após seguirem o tratamento médico adequado.

Pensando nisso, o profissional explica abaixo os traumas mais recorrentes no joelho que podem afetar a qualidade de vida das pessoas e os respectivos tratamentos:

Lesão no menisco: é uma estrutura fibrocartilaginosa em forma de “C” que funciona como amortecedor no joelho. “O menisco é capaz de suportar toda carga que passa pela articulação, mas pode apresentar lesões no caso de atletas, excesso de peso, movimentos em falso e prática esportiva sem uso de tênis adequado”, alerta. O profissional complementa que o tratamento varia de acordo com cada caso e pode ser feito com a administração de antiinflamatórios específicos, infiltração de ácido hialurônico e até cirurgia.

Artrose: é uma doença que pode afetar todas as articulações e se caracteriza pelo desgaste de cartilagens que protegem essas articulações. No joelho o problema causa dor, inchaço e a perda progressiva do movimento. O tratamento também pode ser feito com analgésicos, antiinflamatórios, infiltrações, além de fisioterapia e hidroterapia, para alívio da dor e fortalecimento muscular. Em último caso, é realizada a cirurgia de artrose, conhecida como a colocação de prótese no joelho, que restabelece o alinhamento da articulação e a estabilidade.

Rompimento do ligamento cruzado anterior: o ligamento está localizado em um ponto central no joelho e é responsável por unir o fêmur à tíbia. A lesão ocorre quando há torsão do joelho com o pé fixo no chão, fazendo com que o ligamento não suporte a rotação da articulação e se rompa. “Esse tipo de lesão é mais comum em atletas amadores pela falta de condicionamento físico. O único tratamento recomendado na maioria dos casos é a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior”, informa.

Por fim, o profissional ressalta a importância de procurar ajuda médica de ortopedistas especialistas em joelho ao menor sinal de desconforto ou dor na articulação, que podem sinalizar problemas como os citados acima. “Seguir à risca as recomendações médicas e os tratamentos indicados é a melhor forma de se recuperar 100% das lesões no joelho, respeitando sempre o período de recuperação e de retorno às atividades”, completa.   

Dr.º Pedro Baches Jorge – Mini CV:

O diretor clínico e fundador da SOU também é membro-fundador do Núcleo de Medicina Esportiva do Hospital Sírio Libanês, assistente do Grupo do Trauma Esportivo da Santa Casa de SP e diretor científico da Sociedade Brasileira de Astroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE), além de ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

Sobre a SOU: 
Fundada em 2008 pelo Dr. Pedro Baches Jorge, mestre e doutorando em Ortopedia pela Santa Casa de São Paulo e Diretor científico da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte (SBRATE), a SOU é uma clínica médica especializada em ortopedia e medicina do esporte, com equipe médica composta por profissionais altamente capacitados para diagnosticar e tratar desde esportistas amadores à atletas de alto rendimento. Possui três unidades na capital paulista, respectivamente nos bairros Bela Vista, Vila Mariana e Ipiranga. Para saber mais, acesse: www.clinicasou.com.br.

Postado em 07 de Fevereiro, às 10:25 por Toy Guimarães 0 comentários

Doenças complexas de pele podem impactar no comportamento social e psicológico dos pacientes

No mês de fevereiro é comemorado o Dia de Dermatologista, profissional responsável pela saúde da pele: o maior e mais exposto órgão do corpo humano1.  Muito além dos cuidados estéticos, o Dermatologista é o profissional que se concentra no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças e afecções relacionadas à pele, pelos, mucosas, cabelo e unhas2. São mais de 3 mil doenças dermatológicas que afetam a pele de crianças, adultos e idosos2.

Segundo investigação liderada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, as doenças da pele representam a quarta maior causa de incapacitação no planeta3. O dado, publicado recentemente, é resultado de uma robusta revisão de registros hospitalares e mais de 4 mil pesquisas publicadas entre 1980 e 2013 ao redor do mundo3.

Segundo o Dr. Ricardo Romiti, chefe do ambulatório de psoríase do Hospital das Clínicas da USP de São Paulo, as doenças de pele consideradas complexas são aquelas que impactam diretamente na qualidade de vida, no convívio social e na autoestima dos pacientes. Entre elas, estão:

Psoríase

A psoríase não é, exclusivamente, uma doença de pele.2 É uma enfermidade sistêmica que afeta todo o nosso organismo, com enorme impacto sobre o bem-estar físico e psíquico dos pacientes – muitas vezes levando ao isolamento social4,5. “Quem não conhece a enfermidade, muitas vezes acredita - de forma equivocada - que se trata de uma doença infecciosa e contagiosa com risco de ser transmitida. Este risco não existe”, explica Dr. Romiti. 

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, decorrente de alterações do sistema imunológico, sem nenhuma chance de contágio4,5. A doença causa lesões na pele, não contagiosa, não se sabe ao certo as causas5. A psoríase atinge cerca de 3% da população mundial.

Postado em 07 de Fevereiro, às 09:50 por Toy Guimarães 0 comentários

Médicos paralisam atendimento ao Planserv na Bahia

Sem definir um acordo com o governo do estado, os médicos que atendem ao Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv) vão paralisar o atendimento. A exceção são casos de urgência e emergência. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (6) pelo Sindicatos do Médicos da Bahia (Sindimed-BA).

A assessoria da entidade explica que a tabela de honorários de pessoal está “totalmente defasada”, com valores referentes ao ano de 1992. Segundo o sindicato, algumas especialidades tiveram o pagamento atualizado, mas o reajuste foi equivalente a tabelas de 2005 e 2007, no mínimo 12 anos atrás.

“Embora estas discussões com os representantes do Planserv estejam sendo pautadas, desde dezembro de 2018, nenhum avanço foi obtido, limitando-se o Governo do Estado, ao invés de buscar soluções para o impasse, a encaminhar notas para a imprensa instruindo os usuários do plano a não pagar pelos procedimentos realizados”, afirmou o Sindimed em nota.

Postado em 06 de Fevereiro, às 20:53 por Manoel Gusmão 0 comentários

Todo homem precisa saber um pouco mais sobre testosterona

Os exemplos são daAssociação Americana de Urologia (AUA) – 2018 - e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – 2017 -, que publicaram normas e recomendações para boas práticas no uso da testosterona. Ambas preconizam o diagnóstico e tratamento de reposição de testosterona de forma eficaz e segura.

Nos Estados Unidos, a AUA fez uma revisão sistemática e criteriosa a partir de pesquisas de artigos científicos publicados no período de 1980 a 2017, que rendeu 15.217 referências e envolveu  aproximadamente 350.000 homens. Dessa análise, ficou evidenciado que os testes de testosterona e prescrições quase triplicaram nos últimos anos. Muitos homens estão usando testosterona sem uma indicação clínica precisa. Alguns estudos estimam que até 25% dos homens que recebem terapia com testosterona não têm testosterona testada antes do início do tratamento. Dos homens que são tratados com testosterona, quase metade não tem seus níveis de testosterona verificados após o início da terapia. Estima-se que até um terço dos homens que são colocados em terapia com testosterona não atendem aos critérios para serem diagnosticados como deficientes em testosterona. 

Os sinais e sintomas do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) podem ser sexuais e não sexuais, como diminuição ou perda de libido (perda do interesse sexual); disfunção erétil; ereções matinais menos frequentes e de menor qualidade; obesidade abdominal; baixa densidade mineral óssea; depressão; fadiga; perda de pelos corporais; redução da sensação de vitalidade ou de bem-estar; anemia; presença de níveis alterados de colesterol, triglicérides e glicemia.

O declínio da função gonodal é parte do processo normal de envelhecimento masculino. Estima-se que os níveis de testosterona em homens com mais de 40 anos diminuam a uma taxa de 1% ao ano. O diagnóstico do DAEM requer a presença de sinais e sintomas característicos em combinação com níveis baixos de testosterona. Para isso, deve-se realizar a coleta da amostra de sangue para dosagem da testosterona pela manhã e são necessárias pelo menos duas dosagens em dias diferentes, quando a primeira dosagem for baixa. Quando se faz o diagnóstico de hipogonadismo (baixos níveis de testosterona), os níveis séricos de hormônios luteinizantes e prolactina devem ser medidos.

Vale ressaltar que, recentemente, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) emitiu nota apoiando a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), reforçando a publicação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que não reconhece a especialidade intitulada “Modulação Hormonal”. Esse posicionamento vem ao encontro da Resolução do CFM, segundo a qual a reposição de deficiências de hormônios e de outros elementos essenciais se fará somente em caso de deficiência específica comprovada e que tenha benefícios cientificamente comprovados. Portanto, a reposição hormonal é um ato médico e somente pode ser feita por profissionais médicos, preferencialmente um especialista.

*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP, titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia

Postado em 06 de Fevereiro, às 16:46 por Yago Lázaro 0 comentários

Próximo








Enquetes


Categorias

Áudios Cidades Colunas Educação Entretenimento Esportes Mensagens PodCast Polícia Política Publicidade Saúde Tempo

Rede Criativa

Mídia Notícias Rádio Hoje Brasil Repórter Hoje

Cidades

Amargosa Baixo Sul Brejões Elísio Medrado Itatim Laje Milagres Piemonte do Paraguaçú Recôncavo Baiano Salvador e RMS Santo Antonio de Jesus São Miguel das Matas Ubaíra Vale do Jiquiriçá Varzedo Vitória da Conquista e Sudoeste
Anunciar | Você Repórter | Termos de Uso | Contato | Expediente
©Copyright - Criativa On Line - Rede Criativa de Comunicação
A Força da Comunicação na Internet! 18/02/2019 00:16