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3 Regras de Ouro para as mulheres curtirem o Carnaval sem neuras

O carnaval é um feriado para relaxar mesmo se você for da turma das folionas. E, a única maneira de fazer isso é desencanando daqueles pensamentos que podem interferir na sua felicidade no feriadão, afinal, num período marcado pela diversão e pelas fantasias, a hora de vestir-se colocar a sua versão mais poderosa na rua é agora! E quer fantasia mais sexy e soberana que a de uma rainha? “Não é um corpo que te torna incrível, é tudo o que você é, sua história, seus valores, a forma como você age e o que você pensa sobre si mesma. Aprenda a usar todo esse poder para atrair o homem que você quer e deixá-lo louco por você”, alerta a sexóloga Vanessa de Oliveira. “A verdadeira Rainha do Carnaval é você! Reconheça e assuma o seu próprio poder. Seja uma mulher que dita as regras, respeita a si mesma, manda e desmanda e, por isso, se torna magnética, criando o ambiente perfeito para atrair os homens e fazer as escolhas que deseja”.

Expert em conquista e sedução, com mais de 10 mil horas dedicadas ao tema, Vanessa de Oliveira, listou as três regras de ouro para todas as mulheres aproveitarem as festas como verdadeiras rainhas. Confira as regras:

1. Deixe a insegurança em casa

Como curtir os bloquinhos, as festas do carnaval pensando no que as pessoas estão achando de você? Impossível, né? Deixe todos os “e se...” em casa (e lembre-se de jogá-los fora assim que o carnaval acabar!) e vai curtir sem medo! Vamos retomar o assunto mais à frente, mas lembre-se de respeitar suas vontades. Não deixe de fazer algo que queira só porque alguém pode achar errado. Além disso, Vanessa sugere: “faça uma análise de suas qualidades, são graças a elas que você é única, por isso, mantenha o foco nelas!”.

Entenda que nem tudo vai sair como esperado, e, se houver um imprevisto, ria. É libertador rir de si mesma, e, mesmo que não seja sua intenção, você vai atrair olhares com muita facilidade, porque mulheres divertidas e que sabem rir de si mesmas são mais sensuais. O que nos leva à próxima regra.

2. A sensualidade não depende do seu físico atual

Ok, nós sabemos quão errado é ficar se comparando com as outras, principalmente se não estamos completamente felizes com o nosso corpo. Mas agora não é hora de pensar naquela gordurinha localizada que tanto incomoda. Desapegue e desencane! “Amiga, a sensualidade está em como você encara a situação, em como você vai conquistar o cara, e não no fato de o seu corpo estar ideal”, alerta Vanessa. A dica é deixar a auto cobrança e a autocrítica para depois do feriado. É hora de ser positiva!

No entanto, há um truque que vai te dar um poder extra: o batom vermelho. “É o que eu sempre indico para as minhas alunas. O batom vermelho é sensual desde a época das rainhas do antigo Egito, há milhares de anos. Desde então, os lábios vermelhos sempre foram associados a mulheres poderosas e donas de si. O batom vermelho é um reflexo poderoso de toda a sua força interior!”, comenta a sexóloga. Por falar em rainha...

3. A verdadeira rainha do carnaval é você!

Por fim, use a fantasia mais poderosa deste carnaval: a de Rainha Má. E lembre-se: a rainha deste ano não é a atriz do corpo perfeito, não é a atual do seu ex, não é a representante principal de nenhuma escola de samba. A rainha é você!

O primeiro passo para vestir essa fantasia é reconhecer e assumir seu poder: quem manda e desmanda é você e simplesmente você. Respeite suas próprias vontades e desejos e se imponha. Vanessa aconselha: “Desencane dos olhares críticos ou de comentários a julgando, isso vai ter sempre, e, muitas vezes, virão de pessoas que gostariam de estar com a bola toda, assim como você”.

Campanha a favor da autoestima

A especialista, que já escreveu nove livros, entre eles os best-sellers “O Diário de Marise” (Editora Matrix, 2006) e “Mulher Magnética” (Editora Matrix, 2015), criou a campanha #rainhamá, para o carnaval de 2019, uma série de ações que quer promover o empoderamento feminino, para que as mulheres reconheçam a força que têm e entendam que elas não precisam se humilhar para ter uma experiência afetiva ou um relacionamento, nem ficar à mercê da decisão dos homens. Vanessa quer empoderar todas as mulheres para que elevem a autoestima e convida as mulheres a entrarem na campanha de um jeito fácil e leve. “Poste uma foto sua usando o batom vermelho no carnaval usando a hashtag #rainhamá”, convida. “Vamos liberar conteúdos especiais sobre o tema e fazer uma série de sorteios dos meus cursos para quem postar a foto com a hashtag".

Sobre Vanessa de Oliveira

Vanessa de Oliveira é sexóloga expert em conquista e sedução e ajuda as mulheres a tirarem os óculos cor de rosa que as impedem de enxergar a realidade nos relacionamentos, para que se tornem mulheres magnéticas, capazes de deixar qualquer homem aos seus pés, mesmo que elas não acreditem mais no seu valor.

Postado em 21 de Fevereiro, às 10:42 por Yago Lázaro 0 comentários

"A era das transformações", de Monteiro Lobato à escola brasileira

Nada escapa ao poder inexorável do tempo. Recentemente, li que Pedro Bandeira aceitou o desafio de adaptar a obra de Monteiro Lobato. Alinhado às demandas do século XXI, parte da missão consiste em eliminar as expressões racistas, atualizando os textos para jovens e crianças contemporâneas. Os xingamentos que Emília proferia contra Tia Anastácia não têm mais espaço nas novas edições da Editora Moderna, tampouco na sociedade brasileira. Mas, a linguagem, a genialidade e o humor de Lobato serão preservados. A movimentação editorial ocorre no momento em que a obra passa ao domínio público, ou seja, os direitos autorais não pertencem mais exclusivamente aos descendentes, 70 anos após a morte do escritor.

Como pai de quatro filhos e mestre em Educação pela Universidade de Stanford, tenho acompanhado a polêmica em torno dessas novas edições e do conteúdo da obra original. Em 2010, por exemplo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) manteve a obra Caçadas de Pedrinhono Programa Nacional Biblioteca da Escola, desde que houvesse a advertência de condicionar o livro, no contexto de educação escolar, a professores com a devida compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil. Cabe ressaltar que a edição com uma adaptação crítica – similar à proposta de Pedro Bandeira – não é exatamente uma novidade na literatura. O quadrinho “Tintim no Congo” foi objeto de debates públicos na Europa e hoje conta com edições revisadas que eliminaram os resquícios do colonialismo belga; antes, o conteúdo era repleto de estereótipos e preconceitos contra os africanos.

Monteiro Lobato e Hegé (Georges Prosper Remi) nasceram, respectivamente, em 1882 e 1907. São resultado de uma escola e de um modelo de educação pertencente a um mundo muito diferente. E é esse ponto que quero abordar. Da mesma forma como muitas pessoas (educadores, pais e autores) resistem à revisão de obras literárias – feita com respeito e profissionalismo, ressalto –, se opõem à atualização da forma como educamos nossas crianças e da própria escola, que também tem sofrido o peso do tempo. Se nós, pais, já não somos os mesmos... imagine os nossos filhos!

Como especialista em educação e empreendedor da Geekie, tenho rodado o mundo, palestrando sobre o tema com um olhar muito voltado para a escola brasileira e as referências educacionais no exterior. Na edição de 2018 do Fórum Econômico Mundial para América Latina, cujo tema transversal foi a Quarta Revolução Industrial– um momento no qual o mundo está interconectado, mas a organização geopolítica e os problemas globais não correspondem à forma como estamos organizados – a minha colaboração foi levar o olhar da tecnologia e da inovação, dentro de um contexto educacional real e prático. Quando se pensa que a escola atua com o desafio de preparar o aluno para as competências do século XXI – mas, que ainda perpetua um modelo de trabalho baseado nas habilidades necessárias na época da revolução industrial – percebe-se que a proposta educacional adotada por grande parte das escolas está distante de um modelo de trabalho e de vida em sociedade com pensamento crítico, autonomiae visão de futuro.

No cerne do desafio de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro está a necessidade de questionar um sistema educacional no qual as habilidades que ele se propõe a desenvolver – basicamente, memorização e preparação para um exame vestibular – não têm nada a ver com as habilidades e competências que o mercado de trabalho exige (criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e comunicação). Ou seja, o oposto do que o modelo tradicional executa ao manter o aluno sentado em uma carteira, em postura passiva, copiando textos e estudando sozinho para a prova.

Essa falta de sintonia entre a escola e educar para o futuro está custando caro; nossos filhos estão abandonando a sala de aula. No Brasil, de acordo com a PNAD, 50% dos jovens brasileiros não conseguem concluir o Ensino Médio até os 19 anos. A necessidade de trabalhar, que pode vir à mente como principal fator da evasão escolar, não é o primeiro motivo: 40% dos jovens que abandonaram os estudos apontam o desinteresse – de acordo com a pesquisa da Fundação Getulio Vargas.

O problema do acesso universal à uma educação de qualidade não é só social, mas também é uma questão de competitividade! Se o país não garantir que todas as pessoas que passam pelo sistema educacional tenham capacidade de desenvolver plenamente o próprio potencial, corremos o risco de deixar vários “Stephen Hawking” pelo caminho. Se o Brasil quiser ser um país competitivo, precisamos que todas as crianças tenham uma educação de qualidade. Temos que mudar, no mínimo, o Ensino Médio para aproximar essas duas pontas; para que o dia a dia desse aluno na escola seja conectado com o que ele vai ser demandado no mercado de trabalho. O primeiro passo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é direcionar o ensino para habilidades e competências, mas para que isso aconteça há um longo caminho. E esse caminho tem muito a ver com levar inovação, tecnologia, empreendedorismo e noção de cooperação para dentro da sala de aula. 

Hoje, a escola muitas vezes ainda está distante de ser um ambiente de colaboração; o estudante por vezes está sozinho, o pai tem que contratar professor particular para esclarecer dúvidas adicionais. O professor também está em uma jornada solitária, dando aulas em várias escolas e sem tempo de estabelecer vínculos; o coordenador vive uma rotina sobrecarregada e de cobranças. Ou seja, cada um está imerso no próprio cotidiano, sendo que a escola deveria ser por essência um lugar de colaboração e de corresponsabilidade em prol de um objetivo maior – o desenvolvimento das pessoas. Um lugar de encontro para alunos, pais, professores e coordenadores; todos unidos em uma comunidade escolar de fato.  

Óbvio que esse desafio de criar uma “nova edição crítica da escola” passa por toda a comunidade escolar. Mas, acredito que passa necessariamente pela coragem das famílias de exigir a transformação da escola; passa por não ter medo da mudança e de lançar um olhar crítico para esse modelo escolar que tem origem no século XII. E não se trata de jogar tudo fora, como se nada fosse bom ou passível de edição. Estou falando de, como nas novas edições de Monteiro Lobato, reconhecer a genialidade de conteúdos e transformar o que não dialoga com o mundo atual. Essa é uma decisão urgente, pessoal e intransferível. As famílias também precisam assumir o protagonismo na transformação da escola.

Postado em 20 de Fevereiro, às 09:48 por Yago Lázaro 0 comentários

Dia mundial da água, como melhorar o aproveitamento da água

Todos estão cansados de saber que esse é um recuso natural essencial para a vida e, com certeza, a maioria já ouviu avisos sobre sua porção potável ser limitada. Sim, em virtude de poluição, degradação ambiental, mudanças climáticas provocadas pela ação humana, entre outras coisas, a água pode se tornar cada vez mais escassa.

O problema é que a maioria das pessoas parece não se ater a isso por uma diferença de conceito bem simples. A quantidade de água no planeta é estável. Não muda. Assim, quem olha um oceano, não assimila bem a ideia de falta de água. Porém, essas pessoas estão olhando para isso de forma equivocada. O que muda na realidade é a disponibilidade da água. Isso varia, e muito, de região para região, de época do ano, e do cuidado da população ou descaso da mesma.

Cerca de 97,5% de toda água na Terra é salgada. Apenas 2,5% é doce, sendo que desta parcela, 1,72% está congelada nos polos Sul e Norte e geleiras no alto de montanhas, outros 0,75% são águas subterrâneas. Faz parte da constituição das plantas e animais, 0,02%, restando apenas 0,01% de toda água do planeta disponível em rios, lagos e represas. Como agravante, no Brasil, apesar de termos 13% desses 0,01% potável, temos taxas elevadíssimas de desperdício.

Épocas de calor intenso, como o começo do ano, são tipicamente permeadas por discussões a respeito da economia de água. Isso porque, apesar de chuvas intensas do verão, muitas vezes os locais onde a chuva se concentram não atingem os reservatórios municipais. O calor evapora a água, a população tende a aumentar o consumo e nem sempre essa água é reposta.

Isso faz surgir os racionamentos, que inclusive já se tornaram comuns em diversos estados do país. A poluição e descaso ambiental também contribuem para o cenário. Porém, não é preciso gastar mais água ou sofrer com racionamento, ao menos uma vez por ano. É possível ser sustentável.

Uma simples mudança de ponto de vista pode fazer toda a diferença. Claro que é preciso se atentar a diversas ações de conscientização, como a não poluição. Porém, mudar a relação com a água já ajuda o cotidiano, e ainda contribui para a mudança de mindset. E para colocar isso em prática, uma maneira muito simples de começar é observar a quantidade de água disponível em um temporal de verão.

Se aquela água é captada, pode ser utilizada para diversos fins. Em áreas mais secas do país, famílias vivem da água de cisternas, que captam essa água da chuva. Em áreas urbanas, a captação também se tornou muito mais simples, barata e eficiente. A coleta demanda pouco equipamento, um sistema de filtragem simples, e um investimento que varia bastante do mais acessível aos mais complexos. No entanto, em todos os cenários é possível poupar água, impactando o meio ambiente, as contas de casa, e o modo de pensar sustentável.

A água da chuva pode ser usada para diversos fins, como a primeira lavagem de roupas, descargas, lavagem de áreas externas, lavagem de carros e até mesmo irrigação, que é um dos grandes pontos de consumo de água, mas de que dependem plantas vivas e que não podem ser deixadas de lado. Há estudos na Califórnia, inclusive, que destacam que em condomínios de alto padrão, no Brasil, 70% do consumo de água residencial está nos jardins. Dai a importância de ações e tecnologias mais inteligentes para se economizar ao máximo, como o sistema de gotejamento da água da chuva. Dependendo do sistema de captação, filtragem e distribuição, isso pode ser pouco ou mais automatizado. O ponto é ampliar o aproveitamento. Litros e litros de água são desperdiçados quando não aproveitamos o recuso ao máximo. Há sistemas de filtragem que são próprios para casas e até mesmo para condomínios.

Nunca foi tão fácil ser sustentável. A tecnologia está aí para ajudar, mas antes de tudo é preciso se atentar a essas necessidades de mudar o jeito de olhar para coisas tão simples quanto a chuva. Melhorar o aproveitamento da água faz parte de melhorar o aproveitamento do nosso planeta.

Postado em 19 de Fevereiro, às 09:11 por Yago Lázaro 0 comentários

Para inovar, atenção ao mercado confira a coluna de Janguiê Diniz

Inovar não é um processo fácil, é verdade. É preciso pesquisa, esforço, dedicação, vontade, testes, várias interações, validações, mas, principalmente, atenção ao mercado, sob as óticas da concorrência e do público. Uma empresa que quer sobreviver na conjuntura econômica e tecnológica atual precisa, de fato, manter constante estudo sobre as tendências que se apresentam no mercado, sob pena de ficar para trás e, em último caso, ir à falência.

O benchmarking é uma técnica já amplamente utilizada no âmbito empresarial. Consiste, grosso modo, na comparação que uma empresa faz de suas práticas, técnicas, produtos e serviços com os de uma concorrente, a fim de melhorar sua atuação. Acredito que essa deva ser uma conduta ainda mais presente no cenário atual.

É preciso saber o que a concorrência está fazendo, como está lidando com as demandas do mercado, que caminhos toma para atender às necessidades do público. Assim, é possível se aprimorar – e isso não tem a ver com cópia ou plágio. Uma organização que não acompanha a realidade de mercado em que está inserida fica ameaçada de perder espaço.

Estamos na chamada Quarta Revolução Industrial, marcada pelas tecnologias digitais. Nesse contexto, em que já há mais smartphones do que pessoas no mundo e vivemos conectados, com experiências personalizadas, o público é que define as tendências do mercado – o contrário do que acontecia no século passado. Não se pode mais querer ofertar um produto ou serviço e esperar que ele seja aceito de qualquer forma pela clientela.

Hoje, o consumidor é exigente, quer que tudo seja feito do seu jeito. Lidar com esse tipo de demanda é talvez o maior desafio das empresas que querem inovar. Imprescindível se faz ter contato perene com seus clientes, investir em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções cada vez mais adequadas às necessidades. Há que se pensar que um cliente satisfeito tem um grande poder: o de propagar sua marca.

 

O mercado atual não é para amadores. É competitivo, mutável, inconstante e acelerado. Isso exige das empresas e, consequentemente, dos profissionais cada vez mais atenção e profissionalização. A Internet das Coisas, tida como o “futuro”, já é uma realidade do presente que modificará substancialmente as relações de consumo nos próximos anos. Estamos preparados?

Postado em 18 de Fevereiro, às 16:12 por Yago Lázaro 0 comentários

Confira a coluna de Ellen Moraes Senra, Negros no Oscar e incentivo social

Século XXI, mulheres com direitos quase se igualando aos deveres. Negros caminham, ainda sorrateiros, entre a população buscando provar o seu lugar, um lugar nunca antes marcado por outros como nós, o que gera total estranheza e incompreensão por todos os lados. Por um lado, vivemos em época em que um filme protagonizado e produzido por negros concorre a um Oscar, por outro tentam nos marcar a pele com marcas invisíveis que tem por único objetivo nos subjugar através do argumento claro de que pertencemos exclusivamente à periferia.

Viemos de lá, ou melhor, viemos de lugares piores do que aquilo que hoje conhecemos como comunidade, a popular favela. Pertencemos por longos tempos a mãos daqueles que se julgavam superiores pela tez da sua pele, viemos de navios agrupados como lixo, fomos vendidos como mercadorias, levamos chibatadas como se nossa dor não significasse nada. Hoje nossa dor é contada em histórias, em músicas, em telas de cinema, mas estamos longe de reclamar nosso lugar de direito, aquele lugar que insistem em nos dizer que não nos é devido.

Vamos entender que atualmente podemos nos ver representados em filmes sem que sejamos escravos, podemos escrever matérias que serão lidas por toda população. Hoje precisamos reconhecer que alguns de nós já se manifestaram e levantaram a bandeira da liberdade, não apenas a liberdade de ir e vir, mas a de se descobrir capaz de realizar grandes feitos. Precisamos agora aprender a levantar mais alto a bandeira da representatividade, entender que os lugares que conquistamos, por menores que sejam, precisam ser valorizados de forma que outros como nós possam erguer suas bandeiras também.

Como segregados, como fomos, conseguimos alçar voos incríveis, imagina se nos juntarmos e tentarmos levantar uns aos outros. Sim, isso seria incrível. Se hoje alcançamos nomeações, vamos reclamar os prêmios, as recompensas, as posições nas alturas. Vamos ocupar a periferia, mas também os bairros de luxo, vamos trabalhar para pagar contas, mas vamos estudar para que nossas possibilidades não fiquem limitadas.

Vamos vender bala no sinal, mas também estudar medicina e aprender a salvar vidas. Vamos faxinar pelo nosso ganha pão, mas também incentivar aos da próxima geração para que sejam mais do que conseguimos ser, educando-os para que “Wakanda” seja em todo lugar e para que eles, assim como nós, encorajem-se para libertar o Pantera Negra que existe no interior de cada um.

Busco fazer a minha parte numa luta diária que mais parece uma eterna queda de braço, mas sigo lutando para que outros enxerguem o potencial em si e lutem por si tal como eu lutei e continuo lutando.

Fica a esperança de um mundo onde não seja necessário exaltar a possibilidade de um prêmio por uma academia acostumada a concedê-los cada vez mais a nós, negros de pele, de corpo e de alma.

Postado em 15 de Fevereiro, às 15:26 por Yago Lázaro 0 comentários

Variações sobre um mesmo tema, a HOMOAFETIVIDADE

Certo dia, concentrei algumas pequenas reflexões sobre as cartas postadas nos correios, vítimas do processo tecnológico, reduzidas a uma missiva de mensagens virtuais que não oferece os mesmos vestígios da mão, caligrafia e timbre de quem escrevia, em letra miúda ou grossa, sob a convocação emergente de uma folha de papel.

É certo que os e-mails, mensagens espontâneas circuladas em redes sociais oferecem menos encargos financeiros – ou melhor, nenhum – do trabalho de correspondência entre quem registra a experiência e quem recebe notícias.

“De primeiro”, quem se atrevia a redigir cartas tinha de ter a capacidade, de abreviar, em duas laudas, no máximo, aspectos quotidianos da vida humana sem que essa “fala” manifestasse lembranças triviais ou desnecessárias. Fato que encontra seu eco também na forma antiga como as pessoas se comunicavam por meio do telefone ou telégrafo.

Outra grande celebração era receber a visita de um carteiro. Na minha época, em São Miguel das Matas, quem trabalhava nesse ofício era um rapaz chamado Alex; sua presteza ao entregar o material escondido naquela bolsa azul-amarelecida ofertava para qualquer “pagão ou sacristão” uma esperança: a de ser transformado pelo “fuxico” ou “buchicho” que chegava.

Enviei várias cartas e recebi inúmeras, de pessoas fabulosas, estranhas, desconhecidas, religiosas, ateias, cujo afeto traduzia sensações que remetiam a cuidados especiais que se relacionavam ao papel destacado sem as partes excedentes (e que se prendiam ao caderno), ou àquele tipo característico de correspondência, geralmente de escrita feminina ou homoafetiva, em que o material impresso, com pautas e figuras, tinha o nome de “papel de carta”.

O mais primitivo esforço de tradução de minha sexualidade começou a ser produzido a partir das cores que eu consumia dos papéis que comprava. As cartas eram perfumadas. A tinta da caneta tinha de combinar com o tecido mareante do conteúdo urdido não se sabe onde.  Eu me lembro de ter comprado uma pasta através da qual eu colecionava esses “papelotes”, como se isso fosse uma reserva pessoal do afeto recolhido em reação ao medo de ser visto, descoberto, exposto. Então, eu conservava um baú para guardar esse “álbum de memórias”.

Eu venho de uma família viciada em colecionar coisas. Minha mãe, por exemplo, compilava inúmeros tipos de antologias: álbum de figurinhas, bonés, livros de Adelaide Carraro, fitas K7 de Roberto Carlos, frases e textos em cadernos de capa grossa para uso cotidiano como professora primária. O interesse mais recente dela por coleções relaciona-se à cata de moedas de um real fundida para as olimpíadas no Rio de Janeiro.  Já o meu pai, até hoje, cataloga e guarda bíblias e revistas evangélicas.

Volto ao tema inicial de minha coleção: o baú e as cartas acomodadas nas sombras. Eu abria, “dia sim, dia não”, a fim de saber se elas ainda estavam ali e se estavam bem. Quem sabe se, de repente, alguma traça desavergonhada desejasse aparecer para comer o “último frasco de minhas vergonhas” acolhido ao bordado daquelas cores flamejantes no papel timbrado.

Uma vez, atrevi-me ao “segredo da arca” e, em meio ao barulho de minha homossexualidade, escrevi a carta-de-todas-as-cartas que nunca seria postada no correio.

Era para uma travesti de minha cidade que atendia pelo nome de Sheila Preta. Eu não sei, ao certo, se tratá-la como “travesti” revestiria de força o caráter do que Ela significava. Eu só sei que Ela me convocava ao choque de um corpo negro, visto no feminino, ali interpretado, em total vigor e febre, na tentativa de desmembrar os preconceitos racial, classista e de gênero enfrentados em seu dia a dia.

Ela, Sheila Preta – volto a repetir: SHEILA PRETA –, desmontava e escamoteava aquela mitologia, quase renascentista, em torno da imagem projetada sobre uma mulher.

A “bicha” era “babadeira”, “bocuda” e não “desaqüendava” se não perturbasse o juízo das pessoas com seu chocalho falante e desfilante. E fora exatamente para essa entidade, quase ancestral e transexual de minha infância, que eu dediquei algumas palavras em minhas cartas secretas.

A primeira coisa a saber sobre isso é de que eu nunca poria aquele texto no correio; a segunda, era o fato de o conteúdo se lançar a um mar tão desconhecido que nem eu atinava fôlego para nadar na maré das expressões desejantes de resposta.

Sim, eu queria saber se Ela era mulher ou homem, ou uma clivagem entre as duas coisas. Queria respostas no sentido de descobrir o porquê de eu me incomodar tanto com a sua imagem a ponto de me esconder sempre que a via, como a camuflar de mim a potência do que eu seria, ou o medo de a estranheza daquela loucura mexer comigo de tal forma que desejasse pertencer e aderir àquela selvageria e ao atrevimento, como equipamentos sensíveis de luta contra a censura e o preconceito.

A carta que não pus no correio me inquieta até hoje.

No transcurso do papel colorido, uma bicha preta rasurava, manchava, com tinta-cor-de-sangue, o desenho pródigo lançado sobre o que viria a ser uma mulher ou uma bicha pertencente àquela cercania ou a outro lugar equidistante do planeta. E, por isso, Ela era quase uma exilada de si mesmo.

É importante frisar e narrar que seu nome, Sheila Preta, é um subterfúgio que lhe coube ao “nome de guerra” ostentado naquela valentia (...) e que se tornara uma “solução criativa e recreativa” do meu município na faculdade de nomear as mulheres trans que por lá circulavam.

O nome “Sheila Preta” foi-lhe concedido como um atributo de diferenciação de uma outra trans que se chama(va) Sheila e é uma ativista LGBTQ+ de minha terra. Hoje, bastante conhecida como “a Leo Stylos”.

O cognome agregado à etnia e cor, afro-brasileiras, associado à Sheila Preta a distinguia exatamente por evocar uma transexualidade, triplamente, negada, proibida e vinculada ao fato inconteste de ser: preta, pobre e viada.

Acontece que Sheila Preta, por conflitos emocionais desconhecidos – ou melhor, “desreconhecidos” –, acabou atentando, com êxito, contra a própria vida ao tomar uma mistura de chumbinho com aguardente. As narrativas sobre seu suicídio ainda se mantêm atadas a uma espécie de “obscurantismo” memorialista e histórico de minha cidade.

O que chega de informação útil resume-se a dois relatos: o de Ingreed (conhecida, na minha cidade, como Guiu de Dona Lourdes), testemunha ocular da situação suicida, e a Wilka Beyoncé Delylah, uma mulher trans de cidadania miguelense, cujo depoimento, contundente e denunciante, aborda alguns aspectos da causa mortis dessa personagem sobre os quais eu ainda me reservo a interpretar e entender as razões.

Talvez fosse prudente voltar a reescrever a “carta-de-todas-as-cartas” e, dessa vez, postá-la no correio do tempo, junto a seu túmulo; ou, como é de meu interesse atual, coletar informações para, em algum momento, lançar uma embarcação literária em meio ao boom desgastante de biografias e/ou romances de testemunho.

Despeço-me pedindo aos conhecidos, amigos, afetos bondosos (e duvidosos), pessoas simpáticas à questão LGBTQ+: que me enviem depoimentos, documentos, imagens, relatos, desabafos, áudios, vídeos sobre Sheila Preta.

Deixo aqui minha caixa-postal, [email protected], como um dos recursos disponíveis a fim de que sejam enviadas informações sobre essa figura dramática e performática de minha cidade. Caso prefiram, acolho, de bom grado, tanto cartas enviadas através do correio comum ou mensagens trocadas no Instagram e/ou Facebook.

Será de importância capital urdir a trama desses acontecimentos embotada ao balcão de memórias perdidas e esquecidas sobre aqueles e aquelas a quem devemos apoio e solidariedade em razão de terem sido figuras marcantes e atuantes na construção de afetos, expressivamente, políticos de nossas causas coletivas.

Postado em 12 de Fevereiro, às 10:53 por Redação Criativa 0 comentários

Confira o novo artigo de Janguiê Diniz, Ambientes de inovação

Falar sobre inovação ainda é assustador para muitas pessoas e empresas. Claro que inovar não é fácil, mas também não pode ser tão difícil a ponto de ser evitada. O primeiro e maior obstáculo à inovação é o medo, de variadas formas, como aversão ao risco, por exemplo. Entretanto, verdade é que não inovar é um caminho, sem volta, para o fracasso.

 Quando pensamos em inovação tecnológica, a primeira palavra que nos vem à cabeça são as startups, tão em moda nos últimos anos. Porém, não podemos restringir nosso olhar. Existem vários ambientes que são propícios e proporcionam inovação. Empresas, lugares e até programas que ajudam a quebrar as barreiras do medo e transformam pessoas e negócios. O ambiente não só influencia a empresa como costuma ser o causador das demandas de inovação. Afinal, grande parte das empresas precisa inovar em função da concorrência ou precisa se adequar às mudanças externas.

 Com certeza você já ouviu falar de coworking, incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos e ambientes de inovação digital. O primeiro deles, ganhou muita força no Brasil nos últimos anos, principalmente por apresentar resultados positivos de aumento de produtividade e inovação. No coworking, os escritórios coletivos permitem que pessoas de várias áreas trabalhem juntas e acabem trocando ideias e networking.

 As incubadoras e aceleradoras passaram a ter visibilidade com o crescimento do mercado de startups. Nas incubadoras, os empreendedores recebem ajuda para iniciar seu projeto desde o princípio, dando suporte para formatar o negócio, gerir e ajudar o empreendedor a se posicionar no mercado.

 As aceleradoras funcionam como um estágio após a incubação. Nesse caso, as aceleradoras estão focadas no desenvolvimento de startups, ou seja, quando sua ideia já está formatada, mas ainda não tem folego para se sustentar por conta própria. As aceleradoras trazem investimento financeiro às empresas, além de investimento em novos conteúdos, mentoria, etc.. Tudo para fazer com que o negócio possa se desenvolver.

 Entretanto, pensando em um mundo online, também devemos falar dos ambientes de inovação digitais, que ajudam os empreendedores a desenvolver suas ideias através de grupos e fóruns de discussão, onde é possível não apenas realizar networking, mas descobrir soluções tecnológicas e serviços para quem precisa inovar.

 Por fim, outro ambiente de inovação são os parques tecnológicos. Os parques são grandes centros de integração profissional que une diversas esferas de poder e conhecimento para desenvolver ideias. Normalmente, nesse ambiente, há seleção de empresas que trazem propostas de tecnologias viáveis para participar do programa.

O mais importante para registrar é que, seja online, no escritório ou em uma sala compartilhada, o importante é que o ambiente inovador é o lugar para quem quer desenvolver sua ideia, inovar e mostrar ao mundo seu negócio.

Postado em 11 de Fevereiro, às 15:38 por Yago Lázaro 0 comentários

A Terceirização da Infância na vida dos nosso filhos

A vida está cada vez mais corrida. Temos que trabalhar para arcar com as despesas, com a escola, com o curso de inglês, com aquele jogo que queremos dar ao nosso filho e aquela viagem que estamos planejando a algum tempo. Em meio a tantas tarefas, como está sendo o tempo que destinamos aos nossos filhos ou como estamos presentes na vida deles?

Na infância criamos a base de confiança e da participação de qualidade na vida de nossos filhos. É dever dos pais ensinar os limites, regras e ajudar no desenvolvimento das principais habilidades sociais e emocionais dessa criança.

Porém, quando os pais estão no limite de suas tarefas ou do seu tempo, os filhos correm o risco de passar pela terceirização da infância. Significa deixar que outra pessoa – avós, tios, babás e/ou a escola - cuide, eduque, leve para passear ou até mesmo faça coisas simples, como, por exemplo, olhar nos olhos das crianças e adolescentes quando se conversa. Ou seja, os pais deixam que essa outra pessoa seja o referencial único para ele.

Os pais são os espelhos das crianças e adolescentes. É preciso mostrá-los que trabalhar é importante. No entanto, quando decidirmos ter uma família com filhos e cuidar deles, devemos cumprir com isso. Toda criança ou adolescente necessita conversar e escutar. Precisa ter a validação da fala e atitudes. Mas não significa que os pais devam aceitar tudo como forma de compensar a ausência.

Quando falamos de terceirizar a infância ou a adolescência, falamos da falta de participação destes responsáveis na vida escolar, por exemplo. Atualmente é mais comum as crianças ficarem e passarem a maior parte do tempo com os avós ou babá. Estes que acabam sabendo sobre como a criança foi na escola, notas, desenvolvimento social com os colegas entre outros assuntos.

As babás são cuidadoras e não devem fazer o papel do pai e da mãe. E os avós, será que devem fazer papel de pais? Devem educar? Alguns atuam desta forma em parceria com os pais. Mas os pais não devem dar esta responsabilidade a eles. Da mesma forma, eles não devem pegar esta responsabilidade, quando os pais estão vivos. Eles auxiliam nos cuidados, num momento em que os pais precisam, mas não são os responsáveis pela educação. São um apoio. Por isso, não se pode confundir os papéis.

Além do apoio dos avós e babás, temos algumas ferramentas tecnológicas. Uma já velha conhecida é a “babá TV”. Hoje, muitos complementam a atenção das crianças com a TV, internet, vídeo game ou celulares. É só observar os almoços de família. Como esses aparatos eletrônicos tomam o lugar e atenção.

Eu entendo que o ritmo hoje é acelerado. Sou mãe de duas crianças, dona de casa, psicóloga, filha, mãe, escritora, professora universitária entre outras funções. Sim, precisamos realmente trabalhar e termos nossa vida. Mas se decidimos ter filhos, precisamos realmente dar atenção de qualidade e não quantidade sem qualidade.

Educar é difícil. Mas terceirizar pode ser um ponto negativo nesta jornada.

Postado em 11 de Fevereiro, às 09:37 por Toy Guimarães 0 comentários

Professores devem ter atenção para dificuldades de aprendizagem

Mais comuns do que se imagina, as dificuldades de aprendizagem afetam uma em cada 10 crianças em idade escolar. Quando as aulas começam e os alunos retomam ou iniciam suas vidas escolares é o momento de redobrar a atenção para o problema, que pode acarretar grandes prejuízos, mas que, quando detectado pode ser tratado e superado, e é mais comumente detectado na alfabetização.

Nadja Pinho, psicopedagoga da Holiste Psiquiatria, aponta que entre as principais dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes estão as de leitura, de expressão escrita, as gramaticais, de pensamento lógico e de aprendizado da matemática.

Existem fatores biológicos e psicossociais que podem contribuir para a dificuldade de aprendizagem, por isso os sintomas não podem ser interpretados isoladamente.

“A dificuldade de aprendizagem é multicausal, podendo ter origem em causas físicas, emocionais, neurológicas entre outras”, explica a psicopedagoga. A profissional salienta, ainda, que existem os fatores como aspectos emocionais, culturais e intelectuais da criança que podem gerar o problema, bem como pontos mais específicos como a dislexia, a disgrafia, a discalculia e a relação dos pais com o estudo dos filhos.

Nadja aponta que pais e professores devem estar atentos aos primeiros sinais, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, em compreender o que é falado e dificuldades na orientação de espaço e tempo”, explica a psicopedagoga.

As dificuldades passam a ser percebidas, geralmente, na época da alfabetização, quando a leitura e a escrita são formalmente apresentadas à criança. “Um diagnóstico mais preciso é feito a partir do 2º ano, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas, havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização”, aconselha.

Para a especialista, as crianças com alguma dificuldade de aprendizagem devem ser matriculadas em escolas regulares, obedecendo a um direito constitucional.

“O que se faz necessário é que o educando, independente de idade, tenha condições de ser assistido na sua dificuldade por uma equipe multidisciplinar, para auxiliar a criança ou jovem nas suas limitações”, afirma.

Postado em 07 de Fevereiro, às 12:48 por Toy Guimarães 0 comentários

Influenciadora política, Rosangela Lyra, volta a falar

A empresária, ativista e influenciadora política, Rosangela Lyra, inicia na próxima segunda-feira (04), às 20h, a segunda temporada de conversas sobre o atual cenário político brasileiro e o papel da sociedade após as eleições, através de transmissões ao vivo em seu perfil no Instagram - @rolyra.

Paulo Tadeu, apresentador e co-roteirista do canal Política para Menores, é o primeiro convidado do mês, para um bate papo sobre a importância de ensinar política para crianças.

Confira a agenda de convidados confirmados no mês de fevereiro:

04/02 (segunda-feira), 20h

Paulo Tadeu, apresentador e co-roteirista do canal Política para Menores.

Tema: A importância de ensinar política para crianças.

11/02 (segunda-feira), 20h

Elena Landau, economista, advogada e Presidente Nacional do Livres.

Tema: Economia e liberalismo na nova gestão.

18/02 (segunda-feira), 20h

Eduardo Mufarej, empresário.

Tema: Renovação do Congresso e projetos RenovaBr.

25/02 (segunda-feira), 20h

Patrícia Penna, empresária de designer, empreendedora em cursos de formação política para mulheres e umas das pioneiras na economia criativa.

Tema: Design Político para Mulheres e Economia Criativa.

Rosangela Lyra é líder do Movimento Política Viva, que se propõe a aproximar políticos da sociedade. Gerencia grupos de Whatsapp com cinco mil participantes que discutem política de um jeito inteligente e suprapartidário.

Junto com Norton Gomes, ela também apresenta o canal Política Viva, com o objetivo de colaborar com o amadurecimento político da sociedade, ajudar o eleitor a fazer as melhores escolhas, preservar a nossa jovem democracia, construir pontes entre os dois polos e defender bons projetos.

Postado em 01 de Fevereiro, às 12:12 por Toy Guimarães 0 comentários

Entenda cinco formas de lidar com conflitos profissionais

Conflitos nos tempos atuais são inevitáveis nas empresas, principalmente quando essas atravessam por dificuldades. Estar numa situação de conflito provoca um estado de pressão interna não calculado, podendo nos levar à um comportamento errado que pode prejudicar todo processo de trabalho.

Assim, entender e saber as técnicas de administração de conflito são cruciais para adquirir habilidades e maturidade para lidar de forma assertiva em situações de temperatura e pressão fora da normalidade. Tudo focando chegar a um acordo final que satisfaça todas as partes envolvidas.

Com base nesse objetivo existem algumas formas de administrar conflitos. Lembrando que o indivíduo pode estar em duas dimensões básicas, a assertiva, que busca atender os interesses próprios, e a cooperativa (passiva), que procura satisfazer os interesses dos outros.

Com base nosso são cinco formas para o tratamento de conflitos:

Competição - no primeiro estilo o indivíduo está em um nível alto de assertividade, buscando seu interesse próprio, mas com baixa cooperação. Nesse estilo a pessoa é agressiva e prevalece o poder. Sendo assim, o indivíduo não será assertivo, mas agressivo.
Acomodação - já no segundo estilo o indivíduo tem pouca assertividade e alta cooperação. Ele se autossacrifica para satisfazer a vontade de outra parte e abre mão do seu direito, se tornando passivo e não se posicionando com franqueza. Desta forma o indivíduo não é assertivo em seu comportamento.
Afastamento – nesse terceiro estilo, o indivíduo possui pouca assertividade e cooperação. Se afasta do problema e abre mão dos seus direitos. Ele se torna passivo e não é assertivo em seu comportamento.
Acordo - no quarto estilo nem a assertividade e a colaboração estão em seu estágio latente, nesse ponto o indivíduo abre mão de alguma coisa e outra parte também. Não há ação do ganha-ganha cem porcento, e ambos saem perdendo.
Colaboração - quinto e último é o estilo de administração de conflito assertivo. O indivíduo busca entender a outra parte e aprender com os erros, sem deixar que seus direitos sejam suprimidos ou esquecidos. Ao colaborar o indivíduo vê o outro como próximo e busca resolver o conflito de forma satisfatória para ambos os lados.
Como pode ver, das maneiras existentes, é claro que a resposta mais interessante é a última – colaboração, contudo, se não houver uma capacitação para essa postura, partiremos para os tratamentos errados e o resultado não será satisfatório. O caminho é aprender com as dificuldades e fazer com que dos conflitos os indivíduos tirem importantes lições, e isso é papel do gestor.

André Roberto Oliveira da Costa, Diretor Financeiro e de RH da Associação Multimarcas de Farmácias (Farmarcas) e da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) e especialista em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV.

Postado em 31 de Janeiro, às 16:53 por Yago Lázaro 0 comentários

Entenda um pouco sobre a globalização 4.0 e o admirável mundo da colaboração

O Fórum Econômico Mundial, que trouxe este ano como tema principal “Globalização 4.0: Moldando uma Nova Arquitetura na Era da Quarta Revolução Industrial”, foi ideal para que os mais de 65 chefes de Estado discutissem como tornar as interações internacionais mais inclusivas e colaborativas.

Segundo o fundador do evento em Davos e presidente executivo do World Economic Forum (WEC), Klaus Schwab, o encontro criou uma oportunidade para que os líderes globais reflitam sobre a construção de um mundo em que todos possam mudar e crescer juntos.

Após a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional se uniu para construir um futuro compartilhado. Neste momento, é hora de propor algo semelhante para que as diversas organizações possam usufruir de tecnologias revolucionárias, como inteligência artificial, bigdata analytics, computação cognitiva, machine learning e metodologias ágeis, entre tantas outras, para transformar o funcionamento da sociedade, dos negócios e dos governos. 

Apesar da crise econômica mundial, que deixou rastros profundos em muitos países, existe o compromisso de muitos governantes com a democracia e com o incremento de acordos comerciais que possam acelerar o crescimento econômico.

No caso do Brasil, sempre reforçamos a necessidade de estabelecer essas negociações o quanto antes, para que possamos incentivar a utilização de novas tecnologias, beneficiando uma série de setores, como educação, saúde, transporte, segurança, além de ampliar a produtividade em todos os tipos de indústria. 

Como sugere o próprio Klaus Schwab, é preciso pensar em um novo pacto social entre os cidadãos e seus líderes, ao invés de fechar as economias por meio do protecionismo e da política nacionalista.

Como empreendedor que já vivenciou várias crises e superou a maioria delas, acredito na globalização 4.0, não apenas pelo liberalismo que defendo, mas também pelas possibilidades que todo esse processo representa. Na nova economia, precisamos compartilhar conhecimento, tecnologias, produtos e serviços para que possamos nos diferenciar e nos tornar mais competitivos.

A globalização está sendo redefinida neste momento em que as tecnologias avançadas deram início a uma Quarta Revolução Industrial, numa velocidade sem precedentes.  A integração e o trabalho colaborativo podem contribuir de maneira efetiva para abrir mercados e estimular o crescimento econômico – sempre com responsabilidade, respeito aos acordos comerciais e à sustentabilidade.

As tecnologias disruptivas, que marcam a era da digitalização, podem promover inclusão, trazendo mais qualidade de vida às pessoas, ao mesmo tempo em que abrem espaço para novas profissões e novas formas de exercer a empregabilidade.

A globalização 4.0 vem acompanhada de mudanças de mindset, o que requer maior adaptabilidade e resiliênciapara que as pessoas se adaptem às novas tecnologias e formatos de fazer negócios. Com os avanços daautomação, precisamos pensar, também, em um novo modelo de educação, capaz de desenvolver novas habilidades para lidar com um mundo mais global, volátil, incerto, complexo e ambíguo. 

Entendemos que para atender e colaborar com as mudanças da sociedade, precisamos nos posicionar como inovadoras, desenvolvendo soluções que contribuam para mudanças de impacto social, valorizando tanto as pessoas quanto as novas tecnologias. 

Apostamos na globalização 4.0 como um caminho importante para avançar nas esferas econômica e social, combinando a abertura da economia com um ecossistema inovador, que garanta o respeito ao cidadão e ao meio ambiente.

Postado em 31 de Janeiro, às 10:18 por Toy Guimarães 0 comentários

Privatização dos aeroportos fortalece a aviação brasileira

A aviação comercial brasileira se prepara para novos voos com a privatização dos aeroportos. Desde 2008, o modal vem passando por profundas transformações. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o setor do transporte aéreo respondia por 43,9% das viagens interestaduais contra 56,1% do rodoviário. Em 2017, as viagens pela aviação comercial já respondiam por 67,5% de participação nesse mercado contra 32,5% do transporte rodoviário.

A tendência é de crescimento nessa indústria, que alcançou aproximadamente 115 milhões de passageiros em 2018. Esse novo panorama coloca o Brasil como o terceiro maior mercado de transporte aéreo do mundo, superado apenas pelos EUA (cerca de 1 bilhão de passageiros/ano) e a China (quase 550 milhões/ano). Os norte-americanos lideram essa indústria, que passou por profundas mudanças no final da década de 1970. Nesse período, foram estabelecidas as regulamentações que hoje chegam ao mercado brasileiro. A elevada renda da população e a menor opção de modais de transporte terrestre também contribuíram para alavancar a aviação comercial nos Estados Unidos.

O Brasil deve seguir a tendência mundial de crescimento, com projeções na casa de 5% de alta nas próximas décadas. Para sustentar esse crescimento alguns avanços são importantes, um deles é a desregulamentação em curso para o setor, derrubando barreiras que inibem a competição no território nacional. Algumas questões jurídicas precisam ser revistas para reduzir a insegurança, comprometendo a chegada de investidores. 

Outro importante avanço começa a ser percebido pelo consumidor. As companhias aéreas low cost começam a chegar e mostram a possibilidade de oferecer passagens muito mais baratas diante da cobrança de cada item do preço do serviço. A composição e carga tributária no custo dos combustíveis é outro fator que traz impactos diretos no preço das passagens aéreas. O combustível representa mais de 20% dos custos operacionais diretos de um voo.

As privatizações da infraestrutura aeroportuária são essenciais para novos avanços. A entrada da iniciativa privada nesse setor é fundamental para a expansão desse serviço e alivia o governo federal da obrigação de investir nesse setor, liberando recursos preciosos na atual conjuntura. A privatização dos aeroportos é um caminho para oferecer um mercado aéreo saudável e com infraestrutura dotada de modernas tecnologias já presentes em diversos aeroportos internacionais. Além de ampliar a segurança de voos, esses instrumentos são fundamentais para aumentar a capacidade de pousos e decolagens em qualquer situação climática enfrentada pelo aeródromo.

O crescimento da aviação comercial regular vai impactar em outros setores, além de estimular a criação de novos serviços. O mercado regional deverá ser o próximo passo dessa indústria, como já ocorre hoje nos EUA, onde as companhias maiores respondem pelas viagens de longos percursos e as empresas regionais são parceiras na conexão de passageiros entre diversas localidades. Para se ter uma ideia dessas possibilidades, o território brasileiro conta com aproximadamente 2.500 aeródromos registrados pela Anac, mas quase 100% dos embarques e desembarques internacionais, nacionais e regionais ocorrem em apenas 65 aeroportos.                                                                                                                 

O crescimento dessa indústria deve trazer ainda outras boas oportunidades de negócios, a criação de milhares de novos empregos, aumento da arrecadação e a ampliação da malha aeroportuária. Com certeza, o brasileiro vai contar com muito mais opções de voos e serviços de melhor qualidade.

Postado em 30 de Janeiro, às 11:04 por Toy Guimarães 0 comentários

Fim de tributação das permutas "contempla necessidade de revisar modelos tributários

A necessidade de reforma tributária e desoneração fiscal beneficiou as incorporadoras imobiliárias, que vêm comemorando uma recente decisão do STJ, o Superior Tribunal de Justiça: o fim da tributação na permuta de imóveis. O benefício contempla as empresas cujo regime tributário é de lucro presumido, uma vez que as que possuem regime de lucro real já não eram tributadas neste tipo de operação.

Quem explica é o advogado Renato Tardioli, sócio do escritório Tardioli Lima Advogados. “Nos últimos anos, em função da dificuldade para adquirir terrenos, as incorporadoras tiveram de se reinventar. Uma saída foi adotar a permuta: em troca de um terreno para a construção de um imóvel, a incorporadora oferece ao proprietário, em pagamento, unidades do futuro empreendimento - permuta total ou parcial”.

Até então, neste tipo de operação, havia tributação – Imposto de Renda, PIS, Cofins e Contribuição Social, totalizando 6,73% em impostos. Mas no entendimento do STJ, de acordo com o relator Herman Benjamin, “ o contrato de troca ou permuta não deverá ser equiparado na esfera tributária ao contrato de compra e venda, pois não haverá, na maioria das vezes, auferimento de receita, faturamento ou lucro na troca".

“Era uma questão meramente contábil, que gerava a tributação sob uma base de recebimento negativa”, completa Tardioli. “Não havia sentido na cobrança. O que há no momento, e que o STJ contemplou, é uma necessidade de revisar modelos tributários, buscar caminhos para a desoneração fiscal e tributária para que o país cresça”.

Para o advogado, aliás, pode ser este o grande ganho. “As incorporadoras poderão direcionar estes valores, até então pagos em impostos, para novos empreendimentos que, consequentemente, geram mais empregos. Esta, sim, é uma grande carência da atualidade que só poderá ser suprida com a retomada da economia”.

Postado em 28 de Janeiro, às 10:41 por Toy Guimarães 0 comentários

De Mariana a Brumadinho, Brasil segue sendo um país de impunidade

Era agosto de 2015, quando então eu ingressava no Mestrado interdisciplinar em direitos humanos da UnB. Em novembro daquele mesmo ano, ocorreria o maior desastre ambiental da história do país e um dos maiores do mundo. Cursando os primeiros créditos do Mestrado, resolvi que meu objeto de pesquisa seria a vida das vítimas daquele desastre. Aqui, utilizo a palavra desastre em contraponto à palavra acidente, este como fenômeno alheio à vontade humana, não deve ser confundido com uma ação antrópica.

O rompimento da Barragem de Fundão, em novembro de 2015, causou a morte de 19 pessoas e mais de 1200 desabrigados, mas não foi o suficiente para o Brasil aprender como lidar com rompimento de barragens.

Infelizmente, não aprendemos a punir grandes empresas, não aprendemos a responsabilizar o poder público, não aprendemos a reivindicar direitos, não aprendemos a endurecer as regras para grandes empreendimentos. Não. O Brasil não aprende, nem  mesmo com grandes tragédias na proporção que foi a de Mariana.

Pois bem, como estava cursando um mestrado interdisciplinar, orientado por uma geógrafa, conversando com colegas das mais variadas áreas de conhecimentos, resolvi fazer uma pesquisa diferente. Eu que possuo formação jurídica, resolvi pegar minha mochila e ir para a pesquisa de campo. Fui três vezes para Mariana, especificamente, fui ouvir os moradores do Distrito de Bento Rodrigues, totalmente destruído pela lama da Samarco. A minha inquietação se transformava em ouvidos abertos à fala das vítimas sobreviventes.

A bielorrussa Svetlana Alexievich, prêmio Nobel de Literatura no ano de 2015, diz que “me interessam não apenas as tragédias vividas, mas a música, as danças, as roupas, os penteados, os alimentos. Os detalhes diversos de uma maneira desaparecida de viver. Esta é a única maneira de perseguir a catástrofe”.

Então, eu quis perseguir a catástrofe de Mariana, quis ouvir as vítimas. Ouvi. Emocionei-me e consegui transcrever suas falas. Falas estas que não eram de ódio, não eram de descontentamento. Não era de vingança. Era, contudo, a fala com cheiro de saudade, com choro da impunidade e, também, com a esperança de que aquilo não mais ocorresse em suas vidas nem tampouco na vida de mais ninguém.

Nada mudou. O desastre de Mariana continua impune. A Samarco juntamente com a Vale e BHP Billiton utilizam de todas as estratégias jurídicas para descumprir o acordo feito com o governo brasileiro. As famílias continuam mal alojadas no centro de Mariana. Os familiares das vítimas fatais continuam sem receber quaisquer indenizações. Memórias culturais e histórias de vidas interrompidas pelo mar de lama permanecem impunes.

Essa narrativa que aqui trago não ocorre em um dia qualquer. Ocorre no dia que brasileiros veem nos noticiários do país, com indignação de saltar aos olhos, ocorrer mais um desastre envolvendo mineradora no estado de Minas Gerais. Os noticiários de todo o país e do mundo, estampam o rompimento da Barragem de Brumadinho, de propriedade da Vale do Rio Doce. Até o momento, fala-se em cerca de 200 desaparecidos, sem se especificar o número de mortes.

O soar de uma sirene têm diversos significados, mas a maioria deles está associado à ideia de risco, sinal de alerta; de que algo de errado aconteceu ou está prestes a acontecer. Quando se trata de segurança de barragem, o tocar de uma sirene é a metáfora de um dia sombrio.

Após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a notícia datada de 24 de fevereiro de 2018 é de que o Brasil registrava um novo vazamento em barragem localizada no estado do Pará, na cidade de Barcarena. Estudos técnicos revelaram que não havia sequer um plano de alarme em caso de desastre ou acidente para a referida Barragem.  

Cerca de quatrocentas famílias do município paraense de Barcarena foram atingidas pelo vazamento de rejeitos de bauxita da mineradora norueguesa Hidro Alunorte, que teve rejeitos da refinaria transbordados com chuvas intensas.

Novamente, o mundo se depara com a notícia de mais um rompimento de barragem, três anos após a maior tragédia ambiental do país ocorrer no estado mineiro.

Segundo Mansur, Milanez e Santos, trata-se de um verdadeiro comportamento semelhante conduzido por diversas mineradoras implantadas no Brasil, evidenciando a possibilidade de novos rompimentos durante um período de fim de determinados ciclos econômicos envolvendo a mineração no mundo. “A confrontação entre o endividamento e a receita operacional da companhia aponta para uma pressão crescente pela elevação da produtividade como forma de manutenção dos níveis de remuneração aos acionistas.”

Os jornais destacam que esta mineradora de Brumadinho corresponde a 7% da produção da Vale. Destaca-se ainda o quanto as ações da empresa despencaram no mercado internacional. Esqueceram de destacar o quanto o brasileiro se sente indignado com este triste episódio. Definitivamente, o Brasil não pune empresas responsáveis por desastres ambientais. E, para tanto, nem mesmo grandes tragédias serviram como meio de se atingir uma nova era pautada na seriedade e na responsabiliza ambiental. Fico com as palavras de Tom Jobim que, sempre ressaltando as belezas do Brasil, alerta que o país não era para principiantes. É necessário estar calejado, acostumado, adestrado para tanta impunidade.

Postado em 28 de Janeiro, às 09:35 por Toy Guimarães 0 comentários

Novos Mercados e Marketing Digital em pauta, no Hotel Ibis

Marketing digital, mídias sociais e novos mercados serão as pautas do workshop Marketing Sem Limites, que ocorrerá no próximo dia 30 de janeiro, das 17h às 21h30, no Hotel Ibis – Feira de Santana.

Abordando os principais conceitos do marketing, com foco na definição de estratégias e na criação de valor para as empresas, o workshop – ministrado pela professora Msc. Priscyla Caldas, atende aos anseios de profissionais, empreendedores e estudantes interessados em temas relacionados às áreas de Gestão, Marketing e Mídias Sociais.

A intenção é apresentar ações e táticas de gerenciamento e promoção através do Marketing Digital e das Mídias Sociais, possibilitando uma integração e ampliação da rede de relacionamento e de novos negócios entre os participantes.

Para participar, as inscrições podem ser feitas através do link http://www.priscylacaldas.com.br/curso-marketing-sem-limites-feira-de-

santana-2/

Já em fevereiro, Priscyla embarca para a Califórnia - EUA, numa imersão em estudos e análise de tendências sobre a área de comunicação digital, além de visitar algumas das principais empresas de negócios do mundo.

SAIBA MAIS

Workshop

·         Marketing Digital: aumente a visibilidade do seu negócio e atenda em novos mercados!

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Priscyla Caldas

Mestre em Comunicação nas Organizações pela Universidade Lusófona (Portugal), Pós-Graduada no MBA Executivo em Gestão de Negócios pela Faculdade Ruy Barbosa e graduada em Marketing pelo Centro Universitário da Bahia. Possui grande experiência acadêmica como também profissional com mais de 15 anos envolvida com Marketing, Comunicação e Gestão de Negócios.

Atuou como gerente de Marketing e Comercial, coordenou equipes e grandes contratos, é palestrante e professora universitária de disciplinas voltadas para as áreas de Marketing e Comunicação e escreve artigos sobre estes temas, reunidos em seu Blog. Atualmente à frente da ÊXITO Marketing, acredita que o grande diferencial das empresas que querem ter destaque em um mercado tão competitivo, é investir em estratégias de Marketing.

Postado em 24 de Janeiro, às 10:50 por Toy Guimarães 0 comentários

Confira a coluna de Ellem Moraes Senra, Inclusão no mercado de trabalho

Quando falamos de inclusão, muitas vezes, pensamos em inserir uma pessoa com características vistas como fora do padrão num contexto de mercado de trabalho de maneira a promover direitos iguais aos demais trabalhadores, seja no âmbito empresarial, industrial ou até mesmo em campos como magistério e outras profissões onde há a possibilidade de atuação autônoma. Todavia, antes de darmos continuidade, precisamos destacar o significado literal da palavra inclusão.

No dicionário inclusão quer dizer “Integração absoluta de pessoas que possuem necessidades especiais ou específicas numa sociedade: políticas de inclusão; inserção, incluir em algum contexto (...).”.

Devemos destacar que a visão social que temos de inclusão é um tanto injusta desde a infância quando falamos em campos acadêmicos, pois em nosso país, incluir alguém em algum lugar significa nada mais do que inserir o indivíduo num contexto onde ele possa ser visto como “normal”, ou seja, recebendo as mesmas condições que qualquer outra pessoa no mesmo contexto.

Para incluir um indivíduo no mercado de trabalho, não podemos simplesmente jogá-lo num ambiente que não oferece os recursos necessários ao mesmo. Isso seria uma segregação ao invés de uma política inclusiva, algo equivalente a uma medida paliativa para cumprir a obrigatoriedade de colocar no quadro de funcionários pessoas que atendam critérios de necessidades especiais.

Essa análise nos leva a perceber que ainda há um longo caminho a percorrer para que as tais políticas se tornem eficazes e condizentes com significado literal do termo.

Postado em 22 de Janeiro, às 12:03 por Toy Guimarães 0 comentários

Cuidados que devemos ter ao passear com os cães em dias mais quentes

Para aqueles que possuem um pet em casa, passear com o animalzinho acaba virando um hábito diário. Porém, com o calor que ultrapassa os 30 graus nos últimos tempos, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente com os cães, no passeio na cidade, praia ou parque.

Um dos primeiros pontos que se deve ter cuidado é com a temperatura do piso, seja do asfalto, do concreto e até mesmo da areia da praia, já que os cães podem sofrer ferimentos graves nos coxins, ou seja, nas almofadinhas das patas. O ideal é sempre realizar o passeio em horários mais frescos como no início da manhã ou no fim da tarde. Além disso, a hidratação do animal não deve ser esquecida. Ofereça água constantemente ao cão durante o passeio.

Além de todos esses cuidados, é preciso ficar atento também o quanto seu parceiro consegue passear. Pode ser que ele não esteja adaptado para passear a quantidade de tempo que queremos. Um detalhe importante é checar a coloração da língua do animal. O ideal é que ela esteja sempre com um tom rosado - se estiver muito escura ou arroxeada, é sinal de que ele fez muito esforço, para evitar isso mantenha seu cãozinho sempre com a respiração tranquila, evitando que ele fique ofegante e com excesso de salivação.

E para aqueles donos que gostam de praticar exercícios físicos como corrida ao ar livre, junto com o cão, é muito importante fazer uma adaptação e um aquecimento de início, correndo primeiro alguns minutos no dia e nunca de uma vez só.

Para se ter um passeio efetivo, a duração pode variar de acordo com o tamanho do cão. Para os de pequeno porte, o ideal é realizar a caminhada até uma hora por dia. Já para os maiores, o tempo pode se estender um pouco mais, principalmente para aqueles animais que possuem muita energia e são mais elétricos.

Não podemos esquecer que é preciso ficar de olho em cães braquicefálicos, ou seja, aqueles de focinho achatado como o Bulldog Francês ou Boxer. Essas raças contam com uma capacidade respiratória menor, por isso, o cuidado com a prática de exercícios físicos deve ser redobrado.

Levando-se em consideração todos esses cuidados, você poderá aproveitar muito mais a companhia do seu cão!

Postado em 21 de Janeiro, às 12:10 por Toy Guimarães 0 comentários

E a corrupção no Brasil? Mais uma capítulo vais surgindo e outros tantos virão

O combate a corrupção como pano e fundo, uma velha e conhecida desculpa da elite que conseguiu derrubar Getúlio Vargas, que golpeou João Gullar em 1964, que depois se refletiu contra Lula e desfecho em Dilma Rousseff.

Mas a elite está mesmo preocupada com a corrupção no Brasil. Quem mais lucra que está roubalheira que fazendo trocadilho, “aqui não se rouba desde Garotinho, mas desde Cabral”?

E o problema está em quem? No negro que ocupa as vagas nas faculdades dos limitado filhinhos de papais que vivem às custas das riquezas de suas famílias? Das cotas que mesmo que ficassem em evidência por anos e anos, não conseguiria reparar equívocos históricos desde a “Descoberta do Brasil para o mundo”, por Portugal em 1500?

E como estamos falando em corrupção, onde o motorista de Bolsonaro conseguiu aquela grana com o salário relativo a sua profissão?

A personal trainer de Bolsonaro que servia o então Deputado na época em Brasília e acompanhava onipresente Bruna Marquezine no Rio de janeiro?

O funcionários do Gabinete de Bolsonaro Rio de Janeiro que passou quase um ano morando Portugal?

Recentemente a Carta Capital publicou: “O Mito está Trincado”.

Em breve cenas do próximo capítulo de uma corrupção que tem assolado o país.

Postado em 21 de Janeiro, às 10:48 por Magno Bastos 0 comentários

Marco legal do saneamento na berlinda com a Medida Provisória 868/18

No apagar das luzes de 2018, o presidente Michel Temer publicou a Medida Provisória (MP 868/18) que altera o marco legal do saneamento básico do país. A atitude nada mais é do que uma tentativa de ressuscitar a MP 844/18, editada pelo governo em julho e que perdeu a validade em novembro por falta de acordo para votação. 

Considerada polêmica, a MP 868/18 traz os mesmos vícios da anterior como a falta de um amplo debate democrático com entidades de saneamento, setores público e privado, além de especialistas. Ela mantém ainda grande insegurança jurídica ao legar à Agência Nacional de Águas (ANA) a responsabilidade pelo gerenciamento dos recursos hídricos e regular a prestação dos serviços públicos de saneamento, competências constitucionais dos municípios. Esta MP está ainda em conflito com as mudanças definidas pelo presidente Bolsonaro, que determinou que a ANA será subordinada ao Ministério de Desenvolvimento Regional, sendo que a medida provisória define que a agência ficará vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. 

Outro ponto a ser discutido da medida é a forma como está estabelecida a possibilidade de financiamento e parcerias. Da maneira como está, a MP pode desequilibrar os investimentos na área de saneamento no país. A aplicação de recursos financeiros por parte de companhias privadas é positiva para desenvolver o setor, mas, da forma como está, a MP faz com que os grandes municípios sejam muito mais atrativos do que as pequenas cidades. O saneamento básico precisa de uma modelagem que contemple, de forma mais equilibrada possível, os municípios de médio e pequeno porte. 

Uma solução para este problema seria criação de uma modelagem regional. Com um sistema integrado entre municípios, é possível ampliar a escala com prestação de serviço e construção de empreendimentos reunindo essas localidades por bacias hidrográficas, unidades regionais e até mesmo estaduais, dependendo da avaliação técnica para cada caso. A revisão na legislação do setor precisa deixar claro a possibilidade dessa formatação. 

Os representantes do setor esperam que o novo governo acerte o passo com o saneamento brasileiro. A escolha de Gustavo Canuto para o Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta criada no atual governo e que reuniu os antigos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, é uma boa sinalização. De perfil técnico, o novo ministro conhece a importância do planejamento e a necessidade de evitar decisões de afogadilho.   

Os governos anteriores deixaram uma herança para ser aprendida e não repetida. A falta de planejamento de curto, médio e longo prazos esteve presente nas últimas gestões, com prioridades para atender a clientela de prefeitos e governadores, com o único intuito de fazer política. Por outro lado, o atual governo já sinalizou por um viés técnico, com as prioridades sendo definidas tecnicamente. 

O próprio Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) é um instrumento de planejamento e que deve ser referência para a nova gestão. Ele ainda é embasado em informações não confiáveis, por serem declaradas pelos municípios e não auditadas pelo SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). Para resolver essa questão, o próprio plano estabelece que 23% do valor previsto para o saneamento devem ser aplicados em ações estruturantes, como planejamento, projetos, capacitações e assistência técnica, que são as primeiras ações que devem ser priorizadas para garantir a efetiva implementação do sistema de saneamento.

Postado em 21 de Janeiro, às 07:44 por Toy Guimarães 0 comentários

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