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Qual é a relevância dos presidenciáveis nas redes sociais?

A corrida presidencial está a todo vapor nas redes sociais. Um exerce mais influência que os outros, porém candidatos que não aparecem no ranking dos primeiros colocados em intenção de votos estão chamando atenção ao se destacarem em crescimento de seguidores em seus perfis, enquanto alguns são campeões em produção de conteúdo.

A Airfluencers, empresa de marketing de influência, fez um levantamento sobre a relevância dos candidatos no mundo virtual.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) é o que lidera em número de seguidores nas três principais redes (Facebook, Twitter e Instagram).

Somando todas, no total são 10,4 milhões de seguidores. Após o atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), no dia 06 de setembro, Bolsonaro conquistou 202.296 mil novos seguidores no Facebook, entre os dias 06 e 15 de setembro - essa, aliás, é a rede com maior expressão do candidato. Nos últimos três meses ele registra 16% de aumento de base.

Fazendo um comparativo anterior, Bolsonaro já apresentava ascensão em seguidores. Entre os dias 27 de agosto a 05 de setembro, ele conquistou 215.899 mil fãs, com um pico entre os dias 28 e 29 de agosto (111.358), após sua entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

No mesmo período de 06 a 15 de setembro, João Amoêdo (Novo) foi o segundo a crescer em número de seguidores, com 152.038 novos fãs nas redes em que se faz presente. Nos últimos 90 dias, Amoêdo aumentou em 124% sua base, que registra 2,5 milhões de seguidores e/ou fãs.

Esse ranking entre Bolsonaro e Amoêdo se estende para o número de compartilhamentos de publicações feitas no Facebook.

O presidenciável do PSL exerce mais influência no quesito de compartilhamento, tendo uma média de 15,2 mil compartilhamentos, nos últimos três meses. Enquanto o candidato do Novo, gera 7,4 mil compartilhamentos, nos últimos 90 dias.

No quesito comentários, Jair Bolsonaro é o que mais gera comentários, média de 7 mil por post nos últimos 90 dias, seguido por Cabo Daciolo, candidato do Patriota, com 1.712 mil comentários.

Esse é um dado muito importante na questão de relevância. O algoritmo do Facebook leva em consideração o número de interação, seja negativa ou positiva, que quanto maior for a interação, maior será a exposição no feed de notícias.

De acordo com a notificação do próprio Facebook, páginas cujos posts promovem conversas entre amigos terão exposição e aumento de tráfego.

O Twitter é uma das redes sociais que mais permite publicações de texto e que gera conversa. O campeão de publicação, nos últimos 90 dias, é Henrique Meirelles (MDB). Seu perfil registrou 2,5 mil tuítes nos últimos 90 dias.

O segundo que mais produz conteúdo nesta rede é Álvaro Dias (Podemos), com 1,5 mil publicações. Entretanto, ambos são os que menos geram retuítes, um importante fator sobre exercer influência nos seguidores. A média é de apenas 20 retuítes para cada.

Nessa rede social quem apresenta maior base de seguidores é Marina Silva (Rede Sustentabilidade), com 1,9 milhão de seguidores, e o que mais gera retuítes é Jair Bolsonaro, com 2,5 mil compartilhamentos de suas publicações.

Um dado importante é a perda de seguidores no Twitter. Entre os candidatos à presidência, Álvaro Dias foi o que registrou maior queda, perdendo 43,7 mil perfis entre os dias 11 e 12 de julho, e Marina Silva é a segunda a registrar maior queda, com 37,7 mil seguidores a menos entre os dias 12 e 13 de julho.

Contudo, Marina tem recuperado seguidores de forma tímida, porém voltou a registrar queda de 1%, enquanto Dias continua em declínio de 15%.  

Retomando o quesito de publicações, no Instagram, plataforma focada em fotografias e hashtags, o que mais fez postagens nos últimos 90 dias foi Guilherme Boulos (PSOL), com 1 mil posts, seguido de Álvaro Dias, com 691.

No Instagram, após o atentado contra Jair Bolsonaro, que conquistou mais de 437 mil seguidores, o segundo que mais cresceu depois desse fato foi Ciro Gomes (PDT). No período de 06 a 15 de setembro, o candidato obteve 80.840 mil novos perfis. Hoje Gomes tem 340 mil seguidores.

Entre os dias 17 e 19 de setembro, a Airfluencers analisou 500 mil posts no Twitter. Desses, citaram 181.563 mil vezes “Bolsonaro”, 106.999 mil mencionaram “Haddad” e 45.889 marcaram “Ciro”. Alckmin é mencionado 30.091 mil vezes.

De acordo com a análise da empresa, Jair Bolsonaro continua movendo o maior volume de associação de votos e consolidando como estável, seguido pelo Fernando Haddad (PT), que cresce expressivamente. A #elenao foi citada 28.855 vezes.

Para cada cenário, é desenvolvido um grid de pontuação: somam-se os quadros de favoritismo, aceitação, associação de votos e subtraí o quadro negativo (medo, rejeição e comentários negativos).

Tendo esses pontos avaliados entre 8 a 15 de setembro, a performance dos presidenciáveis nas redes sociais forma o ranking abaixo:

Postado em 24 de Setembro, às 11:00 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Homens também são vitimas de relacionamentos abusivos

A violência contra mulher é um tema amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Esta pauta social é de extrema relevância para sensibilizar a sociedade e buscar punição para os agressores. Entretanto, ainda pouco debatido, os homens também sofrem violência física e psicológica, entre estes, a agressão dificilmente toma os mesmo contornos, alguns destes fatores, é o machismo, o mesmo que vitimiza tantas mulheres, mas em um efeito reverso - como vergonha de denunciar sua companheira, chantagens emocionais, e caso envolva filhos ou bens materiais. 

Nem sempre as agressoras usam da força física, seria desproporcional. Além de bofetadas, arranhões, e uso de arma branca, como facas e objetos domésticos, muitas se empoem de calúnia, difamação, e fofoca familiar para destruir o companheiro, muitas vezes, motivadas por ciúmes e desconfianças.
 
"A cultura popular brasileira banalizou os casos de agressões com os homens, inclusive, tornando crimes, meras brincadeiras, como ameaças das esposas de envenenar a comida, jogar óleo ou água quente enquanto o companheiro estiver dormindo, e até mesmo “cortar o pênis” caso, o “cara” “faça algo errado”. É inadmissível qualquer tipo de tortura (física ou psicológica), independente do gênero", reitera a psicóloga.
 
Alguns países levam a sério o atendimento aos homens vítimas de relacionamentos abusivos, como, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. As ONGs internacionais Men's Advice Line e ManKind Initiative também prestam auxilio. No Brasil, a Lei Maria da Penha, já foi aplicada para proteger homens de suas conjugues, a justiça julgou essa importância, em casos extremos. 10% das denúncias na rede portuguesa de apoio a vitima são de homens.
 
Assim como os homens, muitas mulheres também não aceitam o final de um relacionamento, e passam perseguir e “infernizar” a vida do ex- companheiro. Inventam falsa gravidez para tentar “manter o relacionamento”.  Se for um casal que tiver filhos “ dificulta visitas,  e, podem até mesmo criar uma imagem negativa do ex companheiro para as crianças. Outras mulheres ameaçam entrar na justiça, como punição, para  conseguir bens materiais, com a famosa frase “ Vou tirar tudo que você tem”.
 
O American Journal of Preventive Medicine, coordenada pelo médico americano Robert J. Reid, ouviu mais de 400 homens aleatoriamente, por telefone, em 2017, 5%  deles afirmaram terem sido vítimas da violência doméstica no último ano;10% nos últimos cinco anos e 29% em algum momento da vida.
 
Pesquisa brasileira
 
Diante da ausência de dados oficiais no Brasil sobre a violência conjugal contra os homens, realizou-se um questionário no google forms, e disponibilizado em redes sociais (páginas e grupos do Facebook), para o público masculino responder, com a participação de 833 homens, entre o dia 14/04/2018 e 24/04/2018. O resultado foi  publicado pela Revista Eletrônica Âmbito Jurídico. Entre as perguntas:
 
Já sofreu algum tipo de violência nas relações intimas de afeto? 63,6% sim (521 pessoas); 15,6% talvez (128 pessoas) e 20,8% não (170 pessoas)

Justifica tudo o que faz, e quando se  esquece ou não tem tempo, ocorrem brigas? (ou já passou por isso em algum relacionamento?) 78,6% sim (629) e 23,3% não (190)
 
Não pode estar com amigos ou sua família porque ela tem ciúmes? (ou já passou por isso em algum relacionamento?) 63% sim (516) e 37% não (303)
A mesma mulher praticou mais de uma dessas condutas e em momentos diversos? 81,4% sim (667) e 18,6% não (152)
Pode relatar o que sentiu após a violência sofrida, praticada ou retribuída? Recebi só no espaço aberto do questionário 464 relatos, além de outros em redes sociais.

Por meio do questionário verificou-se que os próprios homens não sabem identificar a violência afetiva – na primeira pergunta 63,6% (521) disse que sofreu violência afetiva, já ao final do questionário o número elevou-se para 75,3% (615) – e que um grande percentual naturaliza como comportamento feminino a invasão de privacidade, perseguição, posse, tapas, ser atingido por objetos e destituído de contato com a própria família, amigos e lazer individual.

Postado em 20 de Setembro, às 10:12 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Como não deixar a turbulência eleitoral atrapalhar suas vendas

O Brasil vive mais um momento de tensão política. O período eleitoral, na maioria dos países, já é considerado uma época complicada. Mudanças de administração geram inseguranças, muitas vezes infundadas, mas por vezes justificáveis. 

Justamente por isso, a despeito das eleições, é preciso que empresários de todo o país tenham planos para blindar suas empresas para o período de incerteza, e se foquem na continuidade dos negócios. A verdade é que problemas econômicos não são novidade, e o Brasil sempre os superou, e continuará superando. Parte disso se deve justamente aos empresários que quebram o ciclo de inação e de forma planejada e segura lidam com qualquer crise, e não simplesmente a temem.

A situação política tende a tomar destaque na mídia e na mente dos cidadãos, mas na maioria das vezes ela nem mesmo é a culpada por uma queda de vendas. Na maior parte das vezes as eleições não apresentam se quer uma ameaça, independente de qualquer vencedor. O problema é que é mais fácil culpar a tensão política, do que prestar atenção na própria empresa, estar bem planejado e pronto a se esforçar para consertar problemas sistêmicos de épocas muito anteriores ao ano eleitoral.

Um exemplo claro é que na época das “vacas gordas” as empresas tendem a não dar a devida importância à prospecção ativa de clientes. Nessa época onde as pessoas estão mais tranquilas, elas costumam vir às empresas, e isso gera uma falsa segurança de que não há necessidade de ativamente buscar novos clientes. É somente quando a situação aperta que as empresas voltam a buscar clientes, porém, o timming de iniciar relacionamentos já passou, e a prospecção se torna mais difícil.

Ao invés de aproveitar o bom tempo para ter contatos devidamente próximos e relacionados com a empresa, para enfrentar o tempo de dificuldade, os gestores costumam relaxar. Parte do problema é justamente essa falta de visão planejada a longo prazo, que precisa começar imediatamente a tomar conta dos empresários. Se pararmos para refletir, é justamente no momento em que as coisas vão bem que as empresas deveriam atuar mais fortemente na busca por clientes.

Dessa maneira, cria-se mais condições de se sustentar e um plano financeiro para segurar em épocas de baixa. Aquela famosa sensação de “nadar e não sair do lugar” pode surgir, enquanto se investe esse saldo de emergência na empresa, mas muitas vezes não sair do lugar é o necessário para não ir para trás ou afundar de vez, se mantendo até que novas oportunidades surjam.

Claro que esses são apenas dois pontos de atenção e ação para lidar com o período eleitoral, existem muitos outros movimentos possíveis, inclusive coisas que parecem intimidadoras, como investimento em capacitações novas, novos produtos, estudo, e até mesmo um auxílio na gestão empresarial. Essas ações podem ajudar a melhor direcionar a empresa para fazer mais com menos inclusive superar a crise de maneira mais competitiva. 

Postado em 19 de Setembro, às 11:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O que é Gestão de Clientes e porque é bom para as empresas que 'fazem direito'

“Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”, disse Philip Dormer Stanhope, 4º Conde de Chesterfield (estadista britânico do século XVIII). Traduzindo para um estilo mais direto: fazer as coisas direito deveria ser o único jeito de fazer as coisas. Mas, infelizmente, nem todos vivem por esse princípio.

Gestão de Clientes é um conjunto de práticas destinadas a melhorar a relação com os clientes, compreendê-los e oferecer soluções personalizadas. Mais do que isso, é uma estratégia que uma empresa decide assumir e que coloca o cliente no centro da organização. O foco está nele e em como a empresa pode fazer para atendê-lo da melhor maneira.

Essa é a teoria, mas, na prática, a “síndrome de não fazer direito” assola o mercado. Especificamente, muitas empresas investem em tecnologias como CRM para Vendas ou Marketing Digital, mas não fazem a lição de casa para ter o resultado esperado.
 
Como a Gestão de Clientes deve funcionar

Saber gerir clientes é um dever de pequenas, médias e grandes organizações, até mesmo das startups. Tudo começa por saber quem é o cliente. Diversas informações são oferecidas por consumidores e muitas vezes não são devidamente coletadas pelas empresas. Poucas delas conseguem coletar e organizar dados básicos como nome, endereço, telefone e e-mail.

Além disso, deveriam saber quais são os produtos ou serviços adquiridos por cliente, seus pontos de contato preferidos com a empresa, dúvidas e reclamações, entre outros. Perceba que todas essas informações são individuais. Não são médias, não são “principais”, ou “típicas”, são exclusivas de cada cliente.

E quando uma empresa se propõe a tratar seus clientes de forma personalizada, a partir do conhecimento do histórico de relacionamento e dos feedbacks recebidos, ela precisa de uma boa preparação. “Tratar clientes diferentes de forma diferente” parece óbvio, mas envolve dois grandes desafios para qualquer empresa:
 
1º: Clientes diferentes? Como assim?

Isso significa classificar os clientes em grupos definidos pela própria empresa, de forma adequada ao seu negócio e mercado. Para chegar nisso, é preciso ter a informação necessária muito bem organizada e em seguida definir os critérios de classificação.

Qualquer pessoa na empresa deve saber responder, preferencialmente de cabeça, “Quem são nossos dez melhores clientes?”. Melhor ainda, deve saber porque são esses dez. E isso – claro – tem de estar alinhado com a estratégia e as metas da empresa. Não conheço muitas organizações onde isso acontece. E você?
 
2º: Tratar de forma diferente

Sabendo quem são os melhores clientes, quais são os mais promissores (com maior potencial) e porque queremos conquistar e mantê-los, começa o segundo desafio – tratá-los de forma diferente.

Isso não significa discriminar ou se relacionar bem com os melhores clientes e mal com os demais. Toda empresa tem que estar comprometida com a qualidade de sua oferta e com a ética de seus negócios.

Tratar diferente significa conhecer o valor e as necessidades de cada cliente (ou grupo de clientes) e oferecer produtos, serviços e atendimento personalizados. O desafio é ajustar a oferta e o próprio custo de cada interação ao valor atual e o valor que se espera no futuro de cada cliente ou grupo. Isso não acontece ‘como mágica’ depois de instalar um software de CRM ou um novo pacote de Marketing Digital.
  
Como se preparar

            As “novidades” tecnológicas levaram muitas empresas a implementar pacotes de software sem antes fazer um bom planejamento. E essas companhias se veem diante de uma enxurrada de informações e sem saber o que fazer com elas.

Portanto, é essencial que a empresa já tenha seus processos muito bem definidos e uma base sólida antes de adotar novas tecnologias. É necessário, também, definir como os resultados serão mensurados, quais problemas as ferramentas de tecnologia precisarão resolver na empresa e quais nem dependem desses recursos.

            Definir estratégia, redesenhar processos e fazer um roadmap para o futuro, incluindo a tecnologia, não precisa ser um exercício demorado. O importante é fazer uma boa preparação para a Gestão de Clientes e ter ciclos rápidos de implementação. Ao final de uma jornada bem-sucedida, sempre ouvimos dos nossos clientes: “investir nessa preparação foi a melhor coisa que a gente fez!”

Postado em 18 de Setembro, às 09:32 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Profissional generalista ou especialista?

Essa é uma dúvida que sempre gera questionamentos em muitos profissionais. Embora a grande maioria das formações disponíveis no mercado estejam direcionadas para preparar especialistas, o mercado tem valorizado cada vez mais os profissionais generalistas, aqueles que tem uma visão mais holística.
 
Um estudo realizado pela Columbia Business School e a Tulane University, acompanhou mais de 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, entre 2008 e 2009, e seguiram carreira em bancos de investimento. A amostra foi dividida em dois.

O grupo dos especialistas era formado por pessoas que já trabalhavam com investimentos antes do MBA, fizeram estágio na área e se aprofundaram em finanças.

Os generalistas atuaram em outras áreas antes do curso, como publicidade, fizeram estágio em uma consultoria e só mais tarde foram para o mundo dos investimentos. O resultado foi que os bônus recebidos pelos especialistas eram até 36% mais baixos do que os generalistas.
 
A pesquisa analisou mais de 76 milhões de vagas de emprego nos Estados Unidos para selecionar aquelas que teriam maiores salários e melhores condições de ascensão profissional entre 2016 e 2024. A conclusão é a de que as oportunidades mais promissoras exigem competências multifuncionais, em detrimento de habilidades técnicas ou específicas. Novamente, os generalistas aparecem como os mais valorizados.
 
Contudo, cabe destacar que os profissionais generalistas não são melhores que os especialistas. A diferença, basicamente, está no fato de que são os generalistas costumam assumir os cargos mais elevados, como, diretoria e presidência. Esses cargos exigem, além de conhecimento técnico, habilidades em comunicação, negociação, inteligência emocional, empatia e, logicamente, uma ampla visão do mercado em que se atua. Entretanto, sempre haverá espaço para os especialistas, afinal, as questões técnicas devem ser executadas por eles.
 
Para minimizar as desigualdades entre os dois perfis profissionais, é importante que as empresas possibilitem a gestão de carreiras em Y. Nesse sentido, esse novo modelo visa uma maior valorização do conhecimento técnico, entendido, atualmente, como tão importante quanto o conhecimento estratégico e gerencial. Nesse formato, especialistas podem ganhar tanto quanto generalistas e os dois profissionais são reconhecidos de acordo com a sua relevância.

Colocar os dois perfis em pé de igualdade é fundamental para criar um ambiente de trabalho harmônico e que favoreça uma competição saudável entre todos, independentemente da função que desempenhem.
 
Também é possível que um especialista se torne um generalista e um generalista, um especialista. A transição entre os perfis pode ser muito enriquecedora nos dois casos.

O mundo corporativo é muito volátil e tudo muda o tempo todo. Com foco e determinação, é possível se preparar para assumir funções diferentes, mesmo depois de tantos anos executando a mesma função.

Os profissionais devem estar antenados nas oportunidades, estando sempre preparados para quando elas surgirem, seja como especialista ou como generalista.

Postado em 17 de Setembro, às 16:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

De pequena para média ou grande empresa: como se preparar para crescer?

O crescimento de uma empresa é sempre algo muito positivo aos olhos de seus proprietários. Geralmente, trabalha-se muito para que novas esferas de negócios sejam atingidas. Entretanto, com esse desenvolvimento, é comum aparecerem também as chamadas dores do crescimento. Muita coisa precisa mudar para que a empresa acompanhe a nova demanda.

Assim, o que era para ser um momento feliz e de prosperidade, muitas vezes, acaba se tornando mais um problema nas costas do empreendedor.

Pensando dessa forma, é preciso ficar atento aos indicadores de crescimento constantemente, mantendo um planejamento que preveja as ações necessárias para acompanhar as mudanças. Quando uma empresa está crescendo, ela apresenta alguns indícios.

O estoque fica baixo, o trabalho se torna mais intenso, há um aumento no faturamento, entre tantas outras variações.

Nessas horas, é importante estar atento a algumas situações específicas.

Por exemplo, será que o aumento na demanda é apenas uma questão sazonal do mercado ou a empresa está efetivamente vislumbrando um crescimento em médio e longo prazo? Ter essa resposta é crucial para não tomar decisões equivocadas.

Se o crescimento for resultado de algo que não tende a ser permanente, não cabe fazer investimentos a fim de ampliar a capacidade produtiva. Caso contrário, o que seria um lucro extra pode se tornar um grande prejuízo.

Descartada essa hipótese, aí sim é hora de repensar a empresa a partir de um novo panorama. Primeiramente, a companhia precisa analisar sua saúde financeira. Para crescer, é necessário investir.

Assim, é preciso analisar o fluxo de caixa e planejar os investimentos estruturais que serão necessários. Aqui, estamos falando na compra de novos maquinários, ampliação do espaço físico, contratações e tantos outros recursos necessários para aumentar a oferta de produtos ou serviços de uma empresa.

Nesse sentido, é imprescindível que a equipe esteja muito ciente do momento que a empresa enfrenta para que todos possam se ajudar.

Nessa fase, é comum vermos alguns problemas, em especial na parte de processos, já que são necessárias muitas adequações para acompanhar o ritmo de crescimento.

Se em uma empresa com 10 funcionários as informações são rapidamente disseminadas, o mesmo não acontece em uma com 50.

Dessa forma, é preciso estruturar novos processos e, principalmente, capacitar as pessoas para que as mudanças sejam tranquilas e saudáveis em vez de traumatizantes.

Assim, o RH assume um papel fundamental e muito estratégico.

Além de investir nas contratações, buscando preencher as novas vagas que foram abertas, é necessário que esse departamento se mantenha atento, à fim de que a cultura, o DNA original da empresa, não se perca em meio a tantas novidades.

Promover a integração entre os que já estavam e os que estão chegando é apenas uma parte do processo. É preciso que, juntos, todos se ajudem nessa fase de adaptação.

Outra necessidade que muitas empresas acabam deixando de lado é a inteligência de negócio. Se para crescer é preciso investir na parte física, não podemos deixar de lado a parte mais “mental” da empresa, que seriam os softwares.

Muitas soluções tecnológicas são capazes de automatizar processos burocráticos, de baixo valor agregado, que tomam muito tempo dos colaboradores e ainda ampliam os riscos de erros banais. Buscar a digitalização da empresa é um dos passos fundamentais para quem está em crescimento.

Para orquestrar todas essas mudanças, é muito importante que o empreendedor busque ajuda. Sem dúvida, esse desafio vai demandar mais preparo do líder. Cabe destacar a necessidade de se manter atualizado, buscando cursos e até a participação em eventos do seu setor a fim de descobrir novas oportunidades e possibilidades de mercado.

Um apoio fundamental pode ser advindo de um processo de coaching empresarial, onde o empreendedor é treinado para lidar com todos os desafios que a nova fase lhe impõe.

Planejamento será sempre a melhor opção para quem deseja se livrar ou pelo menos reduzir as tão temidas dores do crescimento.
Denis Luna é empresário, treinador de empresários e sócio da ActionCOACH São Paulo.

Postado em 14 de Setembro, às 15:17 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

A importância da inclusão no mercado de trabalho

Falar sobre inclusão nas empresas nos dias de hoje, pode parecer algo muito simples. Porém, não é algo tão fácil assim. Quando falamos sobre inclusão não falamos apenas das cotas que as empresas precisam, por lei, preencher para pessoas Portadoras de Necessidades Especiais.
 
Quando faço consultorias e ministro minhas aulas, questiono se a empresa possui ou não estrutura de pessoal e física também para fazê-lo. Pois, somente contratar não quer dizer que sendo feito realmente o trabalho de inclusão*. É importante incluir verdadeiramente e fazer com que a sociedade, como um todo, respeite e saiba que essas pessoas são muito capazes.
 
Inclusão é bonito de se falar. Mas hoje ainda é pouco falada e debatida nas empresas. Hoje, muitos profissionais ainda possuem dificuldades e estão às cegas nesta questão.
 
A questão de inclusão de forma verdadeira é um outro ponto que podemos e devemos começar a falar e discutir nas empresas, em congressos em sala de aula. Em minha monografia de MBA falei sobre o " Preconceito e o Racismo nos Processos de Recrutamento e Seleção". Sim, isso existe e é muito triste.
 
Na época em que fiz este trabalho, estava acontecendo das pessoas processarem empresas por conta de não terem passado no processo seletivo. Lembro que algumas pessoas descobriram que não passaram na entrevista por conta de serem obesas, negras, homossexuais e não por uma lacuna a ser preenchida em alguma competência técnica para a vaga. Isso deve ser debatido por nós.
 
Assim acontece com outras situações. Uma empresa deseja uma recepcionista. Mas ela não pode pelo fato de ser negra, moradora de comunidade, ter cabelo afro. Mas será que fazem essas solicitações nas requisições de vagas? Fazem, infelizmente. Já passei por situações assim. Em que até o número da roupa da pessoa era solicitado. Felizmente, consegui mostrar que isso não era interessante no processo. E em processo algum.
 
Quando falamos de inclusão precisamos rever nossos conceitos e nos despirmos de muitas questões. Precisamos trabalhar com Recursos Humanos. Fazer com que a empresa entenda que hoje contratamos talentos e que a marca da instituição precisa ser trabalhada de forma verdadeira para o mercado de trabalho e para seus colaboradores.
 
Empresa que deseja crescer, ter visibilidade, produção e colaborador satisfeito precisa entender que, hoje, vivemos em outros tempos. Essas pessoas, antes à margem da sociedade, estão ocupando espaços e devem ser respeitadas e possuem grande capacidade. Devemos sempre contextualizar, explicar a vaga, falar de forma clara. Para nosso candidato e, também, para o nosso cliente (externo ou interno).

Postado em 13 de Setembro, às 14:51 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Eleitores impacientes e mimados

Segundo dados do TSE - referentes a Jul./2018 (http://www.tse.jus.br/eleitor/estatisticas-de-eleitorado ), aproximadamente 53,4 milhões de eleitores brasileiros tem entre 16 e 34 anos de idade. No Nordeste eles representam 39,5% do eleitorado e na Bahia são 37,6%.

Vale ressaltar que dentre estes, as mulheres são maioria em qualquer dos cenários apresentados.

Quando se observa o grau de instrução do eleitorado, tem-se que aqueles que ainda não completaram o ensino fundamental representam 25,8%, enquanto que apenas 4,96% possuem nível superior completo. Do total de eleitores: 54% estão entre analfabetos e os que não possuem o ensino médio completo, dentre estes ressalta-se que 6,5 milhões de eleitores se declaram analfabetos.

Por outro lado, no que tange à participação política, observa-se que no Brasil o voto tende a ser pessoalizado ao invés de programático.

Aqui, os eleitores votam em pessoas, isto é, agentes políticos cujos discursos se aproximam de um perfil de “consumo político ideológico” do eleitor. Diz-se consumo, pois o eleitor brasileiro compreende o “agente político” como uma mercadoria, cujo valor é mensurado pela capacidade de obtenção de benefícios individuais e, cuja relação de troca é orientada pelo voto individual e da família.

Essa relação instrumental prioriza os fins em detrimento dos meios e esvazia o debate político, enfraquecendo os laços de solidariedade, o fortalecimento do bem comum e o engajamento político.

Neste contexto, o eleitorado que se apresenta para o pleito de 2018 é formado por jovens impacientes e mimados que têm medo de ficar de fora daquilo que está “acontecendo” ou de estar perdendo algo interessante que os outros estão experimentando ou vivendo.

Essas características que circundam parcelas das juventudes estimulam o crescimento da ansiedade e fazem com que as angústias ocasionadas por possíveis frustações orientem as tomadas de decisões, que não necessariamente representam o interesse do indivíduo ou de sua coletividade, mas, aquilo que pode expressar uma opinião da moda, algo que é compartilhado e curtido por uma dada maioria, que neste caso não é quantitativa, mas representativa daquilo que o indivíduo compartilha em suas redes sociais.

A juventude é como o espectador impaciente do cineasta Gérard Mordillat, ela se senta diante da televisão com mais de 250 canais, altera compulsivamente os canais e descobre que não tem nada que lhe interesse para assistir, ainda que disponha de canais específicos de reprodução de filmes e séries com centenas de títulos em distintos gêneros.

Nesse sentido, a juventude como espectadora, não demonstra paciência para sentar e ouvir, falar e refletir acerca de determinados temas ou assuntos.

O tempo é algo efêmero e seu ciclo de existência e de observação torna-se cada vez menor, como consequência, as relações face a face tornam-se instantâneas e voláteis, os diálogos rápidos e as frases ditas, são como mensagens de whatsApp. As horas são vencidas pelos segundos.

Como espectador impaciente, ela, a juventude, transforma-se num consumidor mimado, de tempo integral e insaciável, alguém que a todo tempo é seduzido pelo fetiche continuo das mercadorias disponíveis para o consumo.

A vida cotidiana é o fetiche da política, aquela que seduz esses impacientes e mimados consumidores, e os políticos são as mercadorias, cujos profissionais do marketing político querem vender como algo que o jovem não pode perder ou deixar de curtir, algo que se não consumido gera ansiedade e frustação.

Esta geração em foco é aquela que experimentou nos últimos anos, desde a implantação do plano real, o crescimento no poder de consumo e da qualidade de vida.

Compartilhou não somente acesso a bens e serviços, como também acesso às novas tecnologias. Presenciou a migração para classe média e a redução dos índices de pobreza.

É uma geração que não experimentou a crise, como nos anos 80 e 90 do século XX, e cresceu diante da existência do emprego e das descobertas do Pré-Sal.

Este conjunto do eleitorado cresceu em paralelo ao crescimento das redes sociais e tornou-se apêndice destas redes, e responsável por inúmeras “verdades” compartilhadas e que estão expostas ao toque no plano das telas dos smartphones, onde o conhecimento é substituído pela informação, pela frase de impacto e pelo dito dos influenciadores digitais.

Desta forma está fora ou deixar de experimentar algo que as outras pessoas fazem e demonstram ser gratificantes causa frustação e gera depressão e, neste caso, cria eleitores manipulados, mimados e impacientes.

Mas, se cada político fosse um canal de televisão disponível, o que seria necessário para que o eleitor jovem sintonizasse em um dos canais? Esta questão é norteadora das práticas políticas e das estratégias de venda da mercadoria, candidato, para os eleitores. Essa mesma questão é a que esvazia o sentido da democracia representativa e a importância do voto.

Ela desvia os olhares da população jovem para agendas de interesses daqueles que dominam as estruturas políticas do país. Elas propagam o medo e fomentam o debate público sobre temas como a violência pelo mote da segurança pública, ao tempo em que esvaziam o debate sobre as desigualdades sociais ou as políticas de redistribuição de renda. Elas tapam o sol com a peneira e fazem crer num segundo sol.

Por fim, a juventude que irá as urnas é vítima das relações efêmeras que se estabeleceram nas redes sociais e que se multiplicaram na vida cotidiana dos selfies e likes, como uma necessidade premente para existir e coexistir na sociedade.

As identidades e as distintas formas de reconhecimento se transformaram em fetiches, e os agentes políticos que reivindicam para si essas identidades e reconhecimentos, foram modelados para serem mercadorias, enquanto que o político e a política tornaram-se etérea para a maioria da população. 

Postado em 13 de Setembro, às 14:21 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Jogando a sujeira pra debaixo do tapete

Já se passaram oito anos da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lançada com a promessa de importantes instrumentos que permitissem o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Pelo texto inicial, todos os lixões do Brasil deveriam ter sido fechados até 2014.

Porém, isso não aconteceu e, hoje, a maioria das cidades brasileiras ainda mantém depósitos de lixo sem qualquer tratamento.

E estudos indicam que, se continuarmos nesse ritmo, o Brasil só cumprirá o objetivo de reduzir os impactos ambientais do lixo nas cidades em 2060. Contudo, o prazo estabelecido para tal, pela Organização das Nações Unidas (ONU), é até 2030.

            Pela PNRS, a inobservância da obrigação de encerramento das atividades dos lixões poderá implicar na responsabilização dos municípios por diversas formas, inclusive por crime ambiental, sendo possível, ainda, a punição dos agentes políticos responsáveis pelo inadimplemento.

 Além disso, a PNRS impõe a obrigação de os Municípios apresentarem um Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos como condição para terem acesso a recursos da União destinados a empreendimentos relacionados ao setor. Sendo que, os Municípios que não apresentarem o Plano poderão ter suspensos os repasses de recursos federais, o que poderá causar impacto considerável em seus orçamentos, dependendo do caso.

            De acordo com dados do Perfil dos Municípios Brasileiros, de 2017, computados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 54,8% dos municípios têm uma Plano Municipal.

Por outro lado, essa questão do repasse (ou da falta de) para a implantação de uma política concreta de descarte adequado do lixo é justamente a principal justificativa para o cenário atual. Para 61,6% dos municípios brasileiros, a arrecadação para concretizar essa política é insuficiente.

Fora isso, em muitos lugares, outro obstáculo é também a falta de profissionais qualificados para criar e, ainda que fosse o caso, implementar os Planos Municipais. Estima-se que mais de um terço dos municípios não têm sequer um profissional técnico na área ambiental no seu quadro de funcionários.

            A realidade, hoje, é que a solução para o problema tem se arrastado ano a ano. Até que, em julho de 2015, o Senado estendeu ainda mais a data-limite para o fim dos lixões.  

Além das capitais e regiões metropolitanas, os municípios de fronteira e os que contam com mais de 100 mil habitantes, com base no Censo de 2010, ganharam prazo até 2019.

Cidades com população entre 50 e 100 mil habitantes têm até 31 de julho de 2020 para resolver essa questão. Já os municípios menores, com menos de 50 mil habitantes, devem estar de acordo com a lei até 31 de julho de 2021. 

            Recentemente foi aprovada a Medida Provisória nº 844/2018 com o objetivo de enfrentar problemas no serviço de saneamento no Brasil, como a baixa cobertura e tratamento da rede de esgoto e coleta de lixo.

O texto afeta a Lei nº 11.445/2007 (lei de diretrizes nacionais para o saneamento básico) e a Lei nº 9.984/00 (lei de criação da Agência Nacional de Águas - ANA), além de modificar a Lei nº 11.107/2005 (lei de consórcios públicos).

A esse respeito, de que a aprovação da Medida Provisória vem trazendo inúmeras discussões no setor, nesse momento é prudente aguardar os próximos dias, a fim de verificar se a MP será convertida em lei.

Postado em 06 de Setembro, às 17:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Lei Geral de Proteção de Dados: como fica a situação das empresas que mantêm banco de dados de clientes?

No dia 15 deste mês, foi publicada a Lei no. 13.709 de 2018, mais conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passou a regulamentar o uso, proteção e transferência de dados pessoais, seja por meios digitais ou não. Inspirada em regulações europeias sobre esse mesmo assunto, a lei deve mudar a forma como são tratados os dados pessoais de consumidores pelas empresas – e o seu descumprimento resultará em sérias sanções aos infratores.

“A LGPD prevê que o tratamento de dados pessoais – nome, CPF, e-mail, telefone ou quaisquer outros dados que tornem a pessoa identificável - somente poderá ser realizado mediante o consentimento do titular em casos de cumprimento de obrigação legal ouquando necessário para a execução de contrato do qual seja parte o titular, além de outras hipóteses restritas previstas na lei”, esclarece a advogada do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica, Nari Lee Cerdeira.

“Entende-se por tratamento toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem à coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração”.

De acordo com a advogada, o consentimento do titular dos dados poderá ser fornecido às empresas por escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de sua vontade, cabendo ao controlador da informação o ônus de provar que recebeu tal consentimento. “No caso de dados de crianças, devem ser tratados mediante consentimento específico e em destaque, dado por pelo menos um dos pais ou responsável legal”, completa.

A empresa que descumprir a LGPD receberá desde uma advertência até a aplicação de multas de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50 milhões por infração.

A previsão de entrada em vigor da Lei é de dezoito meses após a sua publicação, ocorrida, como já mencionado, em 15 de agosto de 2018. “Apesar do prazo aparentemente extenso para as empresas se adaptarem, as regras criadas pela LGPD exigirão investimentos e treinamentos, portanto, é importante não deixar para a última hora”, aconselha Nari.
 
Sobre o escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica

O escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica está no mercado há quase 30 anos prestando consultoria jurídica empresarial. Atua nas áreas de Franquia (com expertise em relacionamento de redes); Direito Empresarial, Imobiliário e Societário; Tributário e Contencioso Cível; Contratos, Compliance e Varejo e Propriedade Intelectual.

Foi fundado por Melitha Novoa Prado, um dos nomes mais importantes do franchising no Brasil, e tem como sócios Felipe Frossard Romano e Thais Kurita. Juntos, eles coordenam uma equipe dinâmica, comprometida e capacitada para oferecer aos clientes as melhores soluções jurídicas para seus negócios. 

Postado em 05 de Setembro, às 09:32 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Professor detalha resultados do Ideb no Vale do Jiquiriçá

Ontem (03/09), foi o Dia D da educação em 2018, em especial para os Dirigentes de Educação, que deram uma pausa na sua agenda, sempre lotada, para tomar ciência dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2017. 

O índice, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é calculado de dois em dois anos, de acordo com os resultados das médias de desempenho do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e com as taxas de aprovação das escolas e redes de ensino obtidos no Censo Escolar. O índice varia de 0 a 10 e a combinação entre fluxo e aprendizagem tem o mérito de equilibrar as duas dimensões.

Neste texto, quero me deter a uma breve exposição dos dados referente aos resultados do IDEB dos municípios do Vale do Jiquiriçá, levando em consideração os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental.

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

O IDEB médio da educação pública do Brasil nos anos iniciais do Ensino Fundamental atingiu 5,5. Nenhum dos 20 municípios do Vale do Jiquiriçá conseguiu atingir a média brasileira. Em relação a média do Estado da Bahia, que ficou em 4,7, 11 municípios atingiram ou superaram a média do Estado (Quadro 1), com destaque para cinco municípios que ficaram nota igual ou superior a 5: Nova Itarana (5,4), Itaquara (5,4), Planaltino (5,2), Brejões (5,1) e Amargosa (5,0).

QUADRO 1

Quando ao indicador de aprendizado em Língua Portuguesa, de uma escala de 9 níveis de aprendizado, sendo 9 o nível mais alto, 4 municípios alcançaram o nível 4 (Nova Itarana, São Miguel das Matas, Itaquara e Amargosa), 15 ficaram no nível 3 de aprendizado (Cravolândia, Planaltino, Brejões, Jiquiriçá, Irajuba, Maracás, Ubaíra, Lafaiete Coutinho, Elísio Medrado, Milagres, Lajedo do Tabocal, Laje, Santa Inês, Jaguaquara e Mutuípe) e apenas 1 município ficou no nível 2 de aprendizado (Itiruçu).
No indicador de aprendizado de Matemática, em uma escala com 10 níveis de aprendizado, sendo 10 o nível mais alto, 9 municípios atingiram o nível 4 (Irajuba, Itaquara, Amargosa, São Miguel das Matas, Nova Itarana, Planaltino, Cravolândia, Jiquiriçá e Brejões). Os demais ficaram no nível 3 (Elísio Medrado, Maracás, Lajedo do Tabocal, Ubaíra, Jaguaquara, Mutuípe, Laje, Santa Inês, Milagres, Lafaiete Coutinho e Itiruçu).

Levando em consideração a série histórica de cálculo do IDEB, iniciada em 2005, o município que percentualmente, mais melhorou seu desempenho de 2005 à 2017, foi Nova Itarana, saindo de 1,7 em 2005 para 5,4 em 2017, um aumento de 217,6%. O segundo município com melhor desempenho ao longo deste período foi Irajuba, saindo de 1,6 em 2005 e chegando a 4,8 em 2017, um aumento de 200%. Já o município que menos cresceu no período foi Laje, saindo de 3,4 em 2007 e chegando a 4,3 em 2017, um aumento de 26,5%.

No comparativo com os resultados da edição anterior do IDEB (2015), 13 municípios melhoraram seus resultados. Destaque para Itaquara que, percentualmente, foi o município que mais cresceu, saindo de 4 (2015) e chegando a 5,4 (2017), 35% de aumento, seguido por Nova Itarana, que saiu de 4,1 (2015) para 5,4 (2017), 31,7% de aumento. Além de Itaquara e Nova Itarana, os demais municípios melhoraram seu índice em relação à 2015 foram Jiquiriçá, Brejões, São Miguel das Matas, Amargosa, Santa Inês, Elísio Medrado, Planaltino, Irajuba, Milagres, Ubaíra e Maracás. 4 municípios ficaram com o mesmo IDEB, Lafaiete Coutinho, Cravolândia, Laje e Itiruçú). 3 municípios pioraram seu índice, Lajedo do Tabocal de 4,7 (2015) para 4,6 (2017), Jaguaquara de 4,2 (2015) para 4,1 (2017) e Mutuípe de 4,7 (2015) para 4,2 (2017).

ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Nos anos finais do Ensino Fundamental, o IDEB médio da educação pública do Brasil foi de 4,4. Apenas o município de Elísio Medrado superou a média nacional, ficando com 4,6. A média da educação pública na Bahia ficou em 3,4, sendo que 9 municípios do Vale ficaram acima desta média (Elísio Medrado, Amargosa, Nova Itarana, Santa Inês, Cravolândia, Mutuípe, Planaltino, Maracás e Lajedo do Tabocal). 9 ficaram abaixo da média do Estado (Ubaíra, Milagres, Brejões, Laje, Itaquara, Jaguaquara, São Miguel das Matas, Itituçu e Irajuba). 2 municípios não tiveram IDEB para os anos finais divulgados (Lafaiete Coutinho e Jiquiriçá).

Veja Quadro 2.

Quanto ao aprendizado em Língua Portuguesa nos anos finais, de uma escala de 9 níveis de aprendizado, sendo 9 o nível mais alto, apenas 3 municípios atingiram o nível 3 (Amargosa, Cravolândia e Elísio Medrado). 12 municípios ficaram no nível 2 de aprendizado (Itaquara, Jaguaquara, Maracás, Lajedo do Tabocal, Santa Inês, Ubaíra, Nova Itarana, Mutuípe, Planaltino, Milagres, São Miguel das Matas e Brejões). 4 registraram aprendizado no nível 1, o mais crítico (Laje, Irajuba, Lafaiete Coutinho e Itiruçú).
Em Matemática, em uma escola de 10 níveis de aprendizado, sendo 10 o nível mais alto, 2 municípios atingiram o nível 3 (Elísio Medrado e Amargosa). 11 ficaram no nível 2 de aprendizado (Cravolândia, Nova Itarana, Mutuípe, Jaguaquara, Maracás, Ubaíra, Itaquara, Santa Inês, Milagres, Lajedo do Tabocal e Planaltino. 6 ficaram no nível 1 de aprendizado (São Miguel das Matas, Irajuba, Laje, Brejões, Lafaiete Coutinho e Itiruçu).

Quanto a série histórica de cálculo do IDEB, iniciada em 2005, o município que percentualmente, mais melhorou seu desempenho nos anos finais do Ensino Fundamental de 2005 à 2017, foi Cravolândia, saindo de 1,7 em 2005 para 3,8 em 2017, um aumento de 123,5%. O segundo município com melhor desempenho ao longo deste período foi Amargosa, saindo de 2,1 em 2005 e chegando a 4,3 em 2017, um aumento de 104,8%. Os municípios que menos cresceram no período foram Laje e Brejões, que saíram de 3,1 em 2005 e chegando a 3,3 em 2017, um aumento de 6,5%.

No comparativo com os resultados da edição anterior do IDEB (2015), 10 municípios obtiveram resultados melhores em 2017. Destaque para Milagres que, percentualmente, foi o município que mais cresceu, saindo de 2,4 (2015) e chegando a 3,3 (2017), 37,5% de aumento, seguido por Elísio Medrado, que saiu de 3,4 (2015) para 4,6 (2017), 35,3% de aumento. Os demais municípios foram Amargosa, Itaquara, Mutuípe, Jaguaquara, Brejões, Ubaíra, Lajedo do Tabocal e Planaltino. O município de Cravolândia manteve o mesmo IDEB de 2015, e 4 municípios pioraram seu índice (Laje, São Miguel das Matas, Maracás e Itiruçú). Nova Itarana, Santa Inês e Irajuba ficaram de fora do comparativo, por não terem tido IDEB dos anos finais divulgados em 2015, e Jiquiriçá e Lafaiete Coutinho não tiveram IDEB divulgados em 2017.

FINALIZANDO A BREVE EXPOSIÇÃO

Apesar de não ser divulgado com os resultados oficiais uma média do IDEB dos municípios levando em consideração os anos iniciais e anos finais, ousei realizar a média do IDEB dos 18 municípios do Vale do Jiquiriçá que tiveram resultados dos anos iniciais e finais divulgados. Ficaram de fora apenas os municípios de Jiquiriçá e Lafaiete, que tiveram apenas dados dos anos iniciais.
O município de Nova Itarana obteve a melhor média do IDEB 2017, com 4,75, seguido por Amargosa (4,65), Elísio Medrado (4,6), Planaltino (4,4), Itaquara (4,3), Cravolândia (4,25), Brejões (4,2), Maracás e Santa Inês (4,15).

Confiram Quadro 3 abaixo.

Agora, cabe ao conjunto dos municípios e a cada rede de ensino realizar as análises pertinentes aos resultados divulgados. O fluxo merece também uma atenção especial nesta análise, pois influenciou ou para mais ou para menos no IDEB de muitos municípios. Tivemos municípios com um aprendizado menor do que outro, mas o fluxo (maior) proporcionou um IDEB maior do que município com maior aprendizado. No entanto, cabe destacar que, apesar de alguns avanços importantes em alguns municípios, que devem sim comemorar, ainda temos muitos desafios para garantir efetivamente o direito de aprendizagem de todos.
Sabemos que o IDEB não representa por si só a qualidade da educação de nossas escolas e redes de ensino, uma vez que vários fatores importantes não são levados em conta na composição do índice, mas, ele se apresenta como um indicador, que indica alguns aspectos que são importantes de serem analisados para melhoria da qualidade da educação.
Espero que a exposição destes dados ajude nesta tão importante análise.

Renê Silva, Pedagogo, Mestre em Educação, Professor Substituto da UESB e Coordenador Pedagógico do município de Nova Itarana.

Postado em 05 de Setembro, às 08:56 por Magno Bastos 0 comentários

Os municípios na berlinda

A Constituição de 1988 trouxe importantes avanços para o cidadão brasileiro, mas permitiu a rápida expansão do número de municípios brasileiros. Para barrar a farra, foi preciso uma emenda à Constituição, em 1996, para limitar a criação de novas cidades.

Além disso, a Nova Carta Magna impôs novas responsabilidades à municipalidade, mas não indicou as fontes de recursos e não estruturou o apoio técnico necessário para o cumprimento destas obrigações.

Mas, após 30 anos da promulgação da Constituição, um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) aponta que 1.872 municípios ainda dependem das transferências de Estados e da União para garantir o funcionamento da máquina pública.

A expansão do número de novos municípios avançou nas últimas três décadas. São 1.578 novas cidades e a maioria sequer consegue gerar receita suficiente para pagar o salário de prefeito, vereadores e secretários.

Apesar da emenda limitadora, está em tramitação no Congresso um projeto de lei que poderá permitir a criação de 400 novos municípios.

Por isso, precisamos repensar o papel dos municípios e as condições mínimas para sua criação. Devemos, inclusive, reavaliar as atuais condições atuais dessas localidades.

Caso necessário, defendemos a possibilidade de fusões para reduzir custos e melhorar as finanças. Assim, haverá possibilidade de novos investimentos na melhoria da infraestrutura e ampliação de serviços à população.

Outro ponto importante é a criação de parâmetros técnicos para a criação de novos municípios, com indicadores mínimos que não dependam apenas da vontade política.

Caso contrário, continuaremos a conviver com as precárias condições atuais. Para se ter uma ideia, em 2016, 2.091 municípios descumpriram várias obrigações legais simplesmente por registrar restos a pagar superiores aos recursos em caixa, ultrapassando o limite de 60% das receitas com despesas de pessoas.

A penúria das cidades precisa ainda de uma atuação urgente de Estados e da União, não apenas na oferta de recursos financeiros. A maioria dos municípios padece da falta de mão de obra qualificada capaz de produzir planos e também elaborar documentos para a solicitação de verbas federais.  

O resultado nesses 30 anos de Constituição mostra que uma boa parcela dessas cidades continua enfrentando as mesmas condições de precariedade. Avançar é rever e propor mudanças.

Postado em 03 de Setembro, às 15:41 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Como o Pilates pode auxiliar no desenvolvimento emocional e na saúde mental

Não é novidade que o estilo de vida da atualidade exige maior inteligência emocional. Não é fácil conciliar tudo ao mesmo tempo, o que favorece o desenvolvimento do desconforto emocional.

Devido à rotina desgastante de trabalho, cobrança extrema, jornadas prolongadas e falta de tempo ocioso, as pessoas acabam por tornar-se estressadas, ansiosas, tensas e desmotivadas.

Mesmo com as adversidades do dia-a-dia, é importante manter o equilíbrio, seja através de terapia, exercícios físicos, hobbies, entre outros. Se a busca é por algo para ajudar a reencontrar esse balanço pessoal, saiba que o Pilates pode auxiliar no desenvolvimento emocional e beneficiar a saúde mental.

O Autêntico Método Pilates trabalha não só o vigor do corpo físico.

Ele também tem uma forte atuação na capacidade mental: ajuda a desenvolver as competências de concentração, criatividade, força de vontade, memória e as inteligências visual, auditiva e sinestésica. Como o Sr. Pilates falava, a prática ajuda a desenvolver o sexto sentido, que é a intuição.

O Método desenvolvido por Joseph Pilates há mais de 100 anos é um dos mais completos já criados – atua na saúde corporal, mental e espiritual.

Como os exercícios exigem controle do corpo e da mente, foco e concentração para sua realização, a pessoa precisa manter-se no “aqui e agora”.

O resultado é que o Pilates resgata e potencializa a consciência corporal e desenvolve o equilíbrio interno e a harmonia da pessoa como um todo.

O Pilates trabalha muito a função tônica muscular, que está diretamente relacionada com o centro emocional do indivíduo. Ao trabalhar o Power House – região central do corpo, também chamada de "Core", que envolve músculos abdominais, assoalho pélvico (região responsável pela sustentação dos órgãos do sistema reprodutor) e musculatura das costas – junto com a respiração, a concentração e a motricidade, estamos levando essa pessoa a também melhorar sua inteligência emocional.

Durante a prática, corpo e espírito trabalham de uma maneira unificada para atingir o objetivo pessoal de cada aluno.

O aluno aprende a inspirar e expirar corretamente e a utilizar a respiração como um modo de controle da força. Durante toda a prática, o aluno deve estar atento aos movimentos respiratórios, aumentando sua consciência sobre os mesmos não só durante os exercícios, mas trazendo esse aprendizado para o seu cotidiano.

Aprender a ter esse controle é fundamental para pessoas que sofrem com crises de ansiedade e pânico, por exemplo, pois focar na respiração pode ajudar a aliviar esses momentos de tensão.

No geral, o exercício físico melhora as conexões do cérebro e regula os neurotransmissores, equilibrando a química cerebral como um todo. A prática também libera substâncias prazerosas no cérebro, como a endorfina, que aumentam o relaxamento, o bem-estar e melhoram o humor.

Por trabalhar a parte motora, o Pilates favorece a função cognitiva, melhorando a capacidade de aprendizado, a memória e a qualidade do sono. Para pessoas idosas, o Método pode ajudar a neutralizar o declínio mental, que vem naturalmente com a idade.

Os benefícios não param por aí: a prática ainda aumenta a autoestima, o vigor físico, a disposição e a capacidade de relaxamento. Para quem busca uma atividade física completa, o Autêntico Pilates é uma excelente opção.

Postado em 31 de Agosto, às 15:16 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Saneamento nas eleições

Durante a campanha eleitoral, a população tem a oportunidade de conhecer os programas dos candidatos e quais as soluções que eles oferecem para os problemas brasileiros. A universalização dos serviços de saneamento é uma dessas prioridades que vem sendo adiadas durante décadas.

O crescimento da infraestrutura de abastecimento de água e tratamento de esgoto traz benefícios como a redução da mortalidade infantil e internações por doenças infectocontagiosas, entre outras melhorias. Para cada US$ 1,00 dólar investido em saneamento podemos economizar US$ 4,3 dólares em despesas com saúde pública, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Infelizmente, os números do saneamento apontam que os governos têm pecado pela falta de planejamento na implantação de empreendimentos no setor.

Como resultados, deparamos com o desperdício de dinheiro público com exemplos que se multiplicam de Norte a Sul do país. Os entraves também afetam prefeitura, estados e União.

Como exemplo, vale lembrar que aproximadamente 30% dos municípios brasileiros realizaram o Plano Municipal de Saneamento, que foi uma obrigatoriedade estabelecida pela Lei do Saneamento Básico, promulgada em 2007.

Para as localidades em atraso, a benesse federal tratou de resolver a situação com uma canetada.

O presidente Michel Temer assinou, no final de 2017, decreto prorrogando por mais dois anos o prazo de entrega do documento. Caso contrário, os municípios corriam o risco de deixar de receber recursos federais.

Apesar dos novos prazos, a maioria dos cinco mil municípios brasileiros não tem condições de produzir o seu plano por falta orientações técnicas adequadas. Ainda hoje, mais de 80% das prefeituras do pais não contam com um profissional de engenharia capaz de orientar uma licitação na área de saneamento.

Essas localidades não conseguem até mesmo obter recursos financeiros para esses empreendimentos pela incapacidade de produzir projetos de engenharia adequados.

Para reverter essa situação com determinação, cabe ao próximo presidente oferecer orientação técnica aos municípios e manter a obrigatoriedade com o novo calendário estabelecido.

Caso contrário, vamos continuar relegando o saneamento para segundo plano de prioridades do país.

O setor demanda ainda maior segurança jurídica para atrair investimentos privados. Será preciso resolver esse emaranhado, começando com a questão da titularidade do saneamento, que é municipal e cabe a esse ente toda a responsabilidade sobre o setor.

A solução passa pela reorganização da gestão do saneamento na operação e regulação de forma que estas ações comportem um número maior de municípios.

É possível criar organizações que respondam por bacias hidrográficas, regiões ou até mesmo por estados. Ganha-se em uma estrutura com maior eficiência e também em escala.

A revisão tarifária dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário também é quesito fundamental para o desenvolvimento do setor. A maioria das companhias de saneamento trabalha com déficit orçamentário.

Os recursos arrecadados são destinados para a manutenção dos serviços básicos e insumos como o pagamento dos funcionários, de energia elétrica, produtos químicos, entre outros.

Com isso, o setor não dispõe de recursos financeiros para investir em novos empreendimentos e ampliação dos sistemas de água e esgoto.

O futuro presidente tem a árdua missão de quebrar paradigmas na área de saneamento e transforma-lo em política pública de Estado. Somente por esse caminho avançaremos na melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Postado em 27 de Agosto, às 15:00 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

"Depressão tem solução" coluna de Itamir Pereira

Século da depressão é o que ouvimos nestes dias atuais, e parece ser verdade, pois os usos de antidepressivos e calmantes aumentam a cada dia. A depressão surgi quando o desejo de realizações e outros objetivos não são alcançados. Alguns autores preferem entender que a depressão surgem por alguns motivos outros também: Acontecimentos marcantes na vida, bulling ou chantagem emocional, doenças graves, alterações hormonais e até certos medicamentos. Contudo, existem também outros motivadores, a exemplo de problemas sentimentais, falta de condições econômicas, desejos desenfreados de consumo, ansiedade, etc.  Mas, a grande pergunta não é as causas e sim a cura.

Em casos mais agravantes melhor mesmo é procurar logo um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra, pois com problemas da mente não se pode brincar. Quando a depressão se torna alternável, ou seja, bipolar hora está alegre, hora estão tristes os riscos são grandes.

De acordo com estudo do IBGE, 7,6% da população adulta do Brasil já foi diagnosticada com a doença. Isso corresponde a 11 milhões de pessoas. É quase a população inteira de Cuba. Os estudos ainda apontam que há mais depressão entre mulheres, mas, tudo tem cura ou no mínimo orientações e tratamento.

Existem medicamentos para a depressão, contudo só um psiquiatra poderá prescrever, há vários sites dizendo que certas comidas podem ajudar.

Mas, na bíblia um homem se curou com ajuda de Deus, orações ajudam. Agora, como psicanalista a recomendação é CONVERSAR e muito. Desparecer já diziam os mais velhos. Atividades esportivas, andar, músicas educativas, viajar ajuda muito, querer mudar a situação buscando auxilia no seio familiar, isso se estão preparados para entender a situação. Há enumeras receitas, mas, não pode desprezar um acompanhamento de um profissional. É preciso entender que você não está sozinho.

Vamos lá, vamos praticar algum esporte saudável, contudo, antes consulte seu médico.

Por Itamir Pereira

Postado em 26 de Agosto, às 22:13 por Redação Criativa 0 comentários

Precisamos restaurar o orgulho de nossos professores

Professor: profissão das mais nobres, cujo exercício no passado era motivo de extremo orgulho, respeito e apreço. Pois bem; pelo que temos visto, não é mais assim.

Hoje a profissão passa longe dos sonhos da maioria de nossos jovens. Por que tamanho desdém pela arte responsável por transmitir o saber que nos possibilita abrir a janela para o mundo? Podemos enumerar diversas razões, mas a que mais me chama atenção – e do Censo Escolar também – é a desvalorização profissional em todos os aspectos. E não estou falando apenas do aspecto financeiro.

A pesquisa “Profissão Docente”, realizada pelo Ibope Inteligência e divulgada recentemente, comprova o que estou dizendo. Dos 2160 professores de educação básica ouvidos, 33% afirmaram estar totalmente insatisfeitos com a profissão.

O motivo mais citado? A desvalorização profissional. Ela é tanta que quase metade desses docentes não recomenda a própria atividade para um jovem.

Os outros motivos também não são novidade: excesso de trabalho, falta de reconhecimento e baixa remuneração. Infelizmente, esses fatores só reiteram a quão menosprezada vem sendo a arte de educar em nosso país.

Os professores são fundamentais na nossa formação enquanto cidadãos pensantes e essa depreciação tem efeitos no desenvolvimento do Brasil. A falta de uma política de investimentos na área pode estagnar ou atrasar um país, uma vez que uma nação não pode ser considerada social e economicamente desenvolvida sem ter um padrão educacional decente.

O educador precisa ser o elemento central de um plano de gestão que valorize a educação. Ele precisa ser ouvido, pois é quem faz o dia a dia, conhece seu público e todas as peculiaridades das áreas em que atua.

Ele precisa ser tratado com dignidade, pois é o principal agente transformador, motivador e passível de referência para seus alunos.

É preciso valorizar essa atividade, uma vez que ainda temos pessoas apaixonadas pela arte de ensinar. A pesquisa citada acima comprova nossa percepção quando aponta que a maioria daqueles que decidiram continuar na carreira o fizeram pelo prazer de transmitir conhecimento.

Disseminar essa paixão, porém, tem sido difícil, admito.

O problema começa ainda nos anos de formação básica do futuro docente que, uma vez aluno de uma escola pública, como 80% dos estudantes brasileiros hoje, sofre com a falta de professores especializados.

Quantas histórias ouvimos de alunos que nunca tiveram aula de geografia, física ou química.

Mesmo nestas condições precárias este aluno se torna professor movido somente pela vontade de fazer diferente, de levar aos alunos algo que ele não teve. Ele geralmente inicia sua carreira também em escolas públicas e se depara com uma vasta dimensão de desafios inerentes ao outro lado da carteira.

A baixa remuneração, que faz com que ele tenha que complementar sua renda; a falta ou atraso no repasse de recursos; estruturas de trabalho sucateadas, que não oferecem espaços e materiais adequados para desenvolver as atividades que tanto ansiou em tirar dos livros que passou anos estudando.

Ao longo dos anos, a motivação vai por água abaixo; o dia a dia estressante finda com o sonho e ele acaba por procurar emprego em outras áreas ou fora do país.

Sobreviver no magistério é difícil no Brasil, mas tem solução.

Não se sobrevive por mágica, mas a receita é simples.

A meu ver, programas de educação continuada alinhados à realidade escolar e ao cenário tecnológico que vivemos são os pontos-chave. Em todo o país, e não só nas zonas mais carentes como se pensa, há profissionais com déficit de conteúdo e eles têm consciência disso. Tanto que 76% dos participantes da pesquisa acreditam que é necessário, sim, passarem por atualizações frequentes.

A implantação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vem como a grande promessa para uma nova era na educação brasileira, já bate à nossa porta e o que tem sido feito para qualificar os docentes?

A educação mudou, os meios mudaram e o conteúdo a ser transmitido precisa acompanhar tudo isso.

O Brasil tem quase 50 milhões de alunos matriculados em pouco mais de 180 mil escolas particulares e públicas e é o professor quem vai preparar esses jovens para mudar a sociedade.

Postado em 24 de Agosto, às 16:01 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

As inovações da Lei Geral de Proteção de Dados (PL 53/2018)

Impulsionada por escândalos como aqueles relacionados ao vazamentos de dados de usuários do Facebook e no caso da Cambridge Analytica, na consultoria política do então candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump, foi publicada no DOU de 15/8/18 a Lei 13.709/18, oriunda do projeto de lei 53/2018, sancionado pelo Presidente da República em 14/8/18, com alguns vetos, e que dispõe acerca da proteção de dados.

Em que pese ainda penda de publicação e do transcurso de 18 meses para adquirir eficácia, a conhecida lei geral de proteção de dados é, esfuziantemente, comemorada por trazer significativos avanços, além de complementar outras leis já existentes como por exemplo, a Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet), a Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), a Lei 12.737/12, que criminalizou delitos informáticos (conhecida como lei Carolina Dieckmann) e a própria Constituição Federal.

O objetivo da nova lei é conferir ou aumentar a transparência e a segurança no tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, seja na coleta ou na utilização. Sua importância é indiscutível, já que se destina a garantir a proteção desses dados fundamentais, especialmente na sociedade digital e globalizada atual, onde a informação tornou-se o principal ativo para concretização de acesso a bens, serviços, conveniências, política e tudo aquilo mais que se possa imaginar.

O marco determinante da novel legislação, entre outras nove hipóteses previstas na lei, refere-se à exigência de que para o tratamento dos dados exige-se prévio consentimento do seu titular, que para os efeitos da lei, é somente a pessoa natural, e não empresas, além das razões da utilização dos mesmos.

Merecem destaque, ainda, na nova lei, i) as definições por ela trazidas, ii) o público a quem se destina, iii) os princípios que a informam, iv) as condições para uso desses dados, v) as penalidades e a fiscalização por parte da administração pública.

Espera-se, assim, criar um novo ambiente de negócios, através de melhores práticas e de total compliance, fortalecendo a proteção do consumidor e evitando a concorrência desleal.
 
Luiz Fernando Salles Giannellini: Advogado.  Professor Convidado da ESA – Escola Superior da Advocacia. Sócio fundador de Pio Santos & Salles Giannellini Sociedade de Advogados.

Postado em 24 de Agosto, às 10:55 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Em agosto, prévia da inflação na RM Salvador é a 2ª maior do país (0,24%)

Apesar de ter desacelerado em relação a julho (quando foi de 0,40%), IPCA-15 de agosto, na RM Salvador, ficou acima da média nacional (0,13%) e abaixo apenas de São Paulo (0,44%);

De janeiro a agosto de 2018, o IPCA-15 acumula aumento de 3,43% na RMS; nos 12 meses encerrados em agosto, fica em 3,77%, ainda menor que o índice nacional (4,30%);

Houve altas em sete dos nove grupos pesquisados, na RMS, em agosto. Apenas Alimentação e Bebidas (-0,52%) e Comunicação (-0,01%) 

 Após registrar queda de 0,23% em julho, o grupo Transportes voltou a subir (0,47%) em agosto, na RM Salvador, influenciado pela alta na gasolina (5,00%) e no ônibus interestadual (4,49%);

A queda de 0,52% no grupo Alimentação e Bebidas ajudou a conter a prévia da inflação em agosto, na RM, e foi influenciada pela variação negativa de produtos como cebola (-29,71%) e tomate (-19,95%).
 
Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação, ficou em 0,24% na Região Metropolitana de Salvador, apresentando desaceleração em relação ao registrado em julho (0,40%).

Ainda assim, foi a segunda maior variação entre as 11 regiões pesquisadas, ficando abaixo apenas da registrada na Região Metropolitana de São Paulo (0,44%) e acima da média nacional (0,13%).

De janeiro a agosto de 2018, o IPCA-15 acumula alta de 3,43% na RM Salvador, variação que se mantém maior do que o acumulado em todo o ano de 2017 (2,35%).

Nos 12 meses encerrados em agosto, o IPCA-15 está em 3,77% na RMS, abaixo do índice nacional (4,30%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de agosto para Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Transportes (0,47%) e Habitação (0,50%) são principais responsáveis pela alta da prévia da inflação na RMS

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, sete tiveram altas em agosto, na Região Metropolitana de Salvador.

Após registrar queda em julho (-0,23%), o grupo Transportes voltou a aumentar (0,47%), sendo a maior influência para a alta na prévia da inflação na RMS, em agosto.

A alta no grupo foi influenciada, principalmente, pelas variações na gasolina (5,00%) e no ônibus interestadual (4,49%).

Nos oito primeiros meses deste ano, os transportes acumulam alta de 5,14% na RMS, variação maior do que a acumulada em todo o ano de 2017 (3,59%). Só a gasolina acumula alta de 17,16%, mais que o dobro do acumulado em todo o ano de 2017 (8,57%), na RMS.

O grupo Habitação (0,50%) foi a segunda maior influência para cima no IPCA-15 de agosto, na RMS, puxado pelas variações no gás de botijão (2,37%) e na energia elétrica residencial (1,29%), que continuam entre as principais pressões inflacionárias na Região Metropolitana de Salvador.

Nos oito primeiros meses deste ano, o gás de botijão já acumula alta de 7,79%, acima do acumulado em todo o ano de 2017 (6,76%).

Já a energia elétrica residencial acumula neste ano (21,17%), na RMS, mais que o dobro do acumulado em todo o ano de 2017 (10,04%).

Outro destaque na prévia da inflação de agosto foi o grupo Vestuário (0,95%), que apresentou a maior alta em termos percentuais na RM Salvador, influenciado, principalmente, pelos aumentos em itens como short e bermuda masculina (3,60%) e na blusa (1,94%). Pelo IPCA-15, desde janeiro, foi a primeira alta no grupo, que acumula variação de 0,38% no ano, na RMS.

Alimentação e Bebidas (-0,52%) ajudam a conter IPCA-15 na RMS em agosto

Influenciado pela queda em produtos como cebola (-29,71%) e tomate (-19,95%), o grupo Alimentação e Bebidas (-0,52%) voltou a cair após três aumentos sucessivos e foi a principal influência no sentido de conter o IPCA-15 na RMS em agosto.

Ainda assim, os alimentos acumulam, no ano, alta de 2,35% na RMS, muito acima do registrado em 2017 como um todo (-2,20%).

Além do grupo Alimentação e Bebidas (-0,52%), Comunicação (-0,01%) também teve uma leve deflação.
 

Postado em 24 de Agosto, às 10:05 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Por um Estado laico de Direito, com diálogo inter-religioso e defesa da paz

Vivemos tempos desafiadores nas mais diferentes esferas, e uma delas, especialmente, merece a nossa atenção: intolerância religiosa.

Sim, este assunto também necessita ser tratado com desvelo aqui no Brasil, e não somente nos países onde os conflitos desta natureza são mais evidentes como no Oriente Médio, por exemplo.

Clero e Estado não se envolvem em assuntos um do outro e não há, nesta relação, nenhum tipo de sujeição.

Ser um Estado laico, porém, não significa ser “antirreligioso”. Significa, ao menos em teoria, assumir uma postura neutra perante qualquer credo, respeitando até o ateísmo ou agnosticismo.

No Brasil, segundo sua própria Constituição, a religião não é vista como algo negativo ou algo a ser combatido. No artigo 5º, inciso VI, fica claro o posicionamento brasileiro sobre a religião: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

A realidade, porém, é sempre muito diferente da teoria, mas pode ser transformada quando a sociedade se mobiliza e exige as mudanças necessárias. Religiões de matriz africana, por exemplo, vêm se mobilizando, junto ao Supremo Tribunal Federal, para garantir o direito de manter práticas e rituais próprios de sua crença que correm o risco de ser proibidos por lei.

Muitos muçulmanos, inclusive brasileiros, também padecem com atos islamofóbicos. Há relatos de mulheres cujo hijab, o véu muçulmano, foi arrancado em via pública.

Outros, são considerados ‘violentos’ ou ‘terroristas’ sem qualquer justificativa, apenas pela associação equivocada a grupos extremistas que aterrorizam o mundo usando a religião islâmica como justificativa.

Em se tratando dos muçulmanos, o que posso afirmar, sem medo de errar, é que o Islam é uma religião que prega a paz e defende o diálogo com as demais religiões.

Desmistificar o Islam não é uma preocupação apenas dos brasileiros. Há alguns dias recebemos, aqui no Brasil, uma visita de extrema importância: o vice-Sheikh da instituição religiosa Al-Azhar do Egito, Abbas Shuman. Ele é uma autoridade religiosa bastante respeitada em todo o mundo, não só entre os muçulmanos.

Al-Azhar é a mais antiga das escolas islâmicas no mundo, e é uma referência para a comunidade muçulmana de todo o planeta. Por meio de seus estudos, é uma diretriz que nos ilumina no sentido deadotar uma visão adequada acerca do Islam, sempre com respeito às demais crenças.

Shuman tinha, basicamente, dois objetivos aqui no Brasil: visitar e avaliar frigoríficos brasileiros que praticam o abate Halal – o Egito é um dos principais destinos da carne brasileira Halal ou seja, permitida para o consumo dos muçulmanos – e colocar-se à disposição das lideranças de todas as religiões que aqui são professadas para um verdadeiro diálogo inter-religioso.

Durante uma visita ao Mosteiro de São Bento, onde foi recebido pelo abade titular da instituição, Dom Mathias Tolentino Braga, e pelo Padre Lucas, um chinês radicado no Brasil que vem dando apoio à comunidade chinesa instalada no entorno do Mosteiro,  Shuman explicou que seu trabalho é desmistificar o Islam junto aos que associam a religião com atos extremistas.

“O radicalismo tem um propósito político e usa a religião erroneamente para atingir seus objetivos. Nossa responsabilidade é coibir este movimento que gera preconceito e mostrar quem, na verdade, são os muçulmanos”.

É o que também fazemos por aqui, por meio da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil. Inspirados pelo mesmo ideal do vice-Sheikh, estamos sempre buscando meios de abrir o diálogo com as demais religiões e mostrar o verdadeiro Islam a quem se interessar.

Na última Bienal Internacional do Livro de São Paulo, inovamos ao lançar o gibi “Khalil”, que traz a história de um brasileirinho muçulmano, que adora futebol, e se entristece quando os amigos o ofendem por não conhecer sua religião.

 Voltado para crianças e pré-adolescentes, o gibi mostra, de forma bem-humorada, que todos são iguais, independentemente da religião que professam.

Desde de seu lançamento, a Federação vem sendo procurada por escolas interessadas em utilizar a publicação em ações contra a intolerância religiosa. Isso nos mostrou que criar publicações que desmistifiquem a religião e combatam estereótipos e julgamentos é urgente!

Vale ressaltar que todo o trabalho em prol do discurso inter-religioso é feito sem proselitismo.

Parte da premissa de disseminar informações corretas e de qualidade sobre a religião islâmica para acabar com a islamofobia.

Como sabemos que isto é possível, ainda que seja um esforço constante e desafiador, apoiamos as demais religiões que sofrem algum tipo de preconceito a fazer o mesmo.

E conclamamos: o Brasil precisa que as religiões se unam em torno de suas igualdades, não das diferenças. Há muita carência de solidariedade, de caridade e de humanidade que, certamente, as verdadeiras religiões podem amenizar.

E mais: que não permitamos que nos seja tirado o direito de professar nossa fé.

Algo que todo Estado laico de Direito, como é o Brasil, deve garantir a quem aqui nasce e vive.
 

Postado em 24 de Agosto, às 09:58 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

"EU NÃO VOU VOTAR!" Por Itamir Pereira

Aqui acolá, ouço frases como esta: Eu não vou votar. Contudo, ao ouvir fico perplexo, com tanta ignorância ou simplesmente inocência de tal. Ao dizer uma frase como esta ou dizer sou apolítico não o exime das responsabilidades civis que cabe a cada um dos cidadãos e cidadãs brasileiros.

Eu não vou votar. Não lhe tira do processo de precisar usar o SUS (Sistema Único de Saúde) que precisa ter qualidade, medicamentos, profissionais educados e qualificados. Eu não vou votar não lhe tira da necessidade de ir e vir locomovendo-se de cidade a cidade ou dentro dela e para isso precisa de boas estradas, transporte, e não esquecendo da segurança.

Apenas dizer essa frase não tira sua brasilidade e seus deveres cívicos, você, nós moramos aqui, e aqui precisamos conscientemente saber usar nosso voto em pessoas que realmente possam fazer a diferença.

Não basta dizer que não vai votar, é preciso tomar atitudes que façam ou no mínimo ajudem melhorar. Edmund Burke disse: “Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada.” Vamos deixar de ser brasileiro só porque decidi não votar? É preciso assumir responsabilidade e escolher representantes que pensem no povo.

EU VOU VOTAR SIM. E tentar fazer a diferença. Pense nisso.

Por Itamir Pereira

Postado em 20 de Agosto, às 21:41 por Ivanildo Bastos 0 comentários

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