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75% das MPE baianas utilizam a internet para potencializar os negócios

Um levantamento realizado pelo Sebrae apontou que a internet é o principal meio de potencializar os negócios para 75% dos micro e pequenos empresários baianos. O número é da Pesquisa sobre Transformação Digital, realizada pelo Sebrae Nacional, que celebra o Dia da Micro e Pequena Empresa nesta sexta-feira (5), em comemoração à aprovação do Estatuto da MPE, por meio da Lei 9.841, de 1999.

Outro dado importante diagnosticado pelo Sebrae foi a relevância da internet na busca por soluções. Pelo menos 41% dos micro e pequenos empresários na Bahia procuraram informações na rede mundial de computadores para resolver problemas do negócio (o Google é principal fonte de ajuda) e 16% contrataram ou tentaram contratar um serviço financeiro, como empréstimos e financiamentos, pela internet.

A pesquisa realizada pelo Sebrae apontou também que grande parte (89%) das micro e pequenas empresas baianas se comunicam com clientes e fornecedores através da web. O estudo indica que 17% dos micro e pequenos negócios possuem página na internet e 31% utilizam Facebook, sendo o WhatsApp (68%) o principal meio de comunicação.

A transformação digital das micro e pequenas empresas baianas também se mostrou na busca pela diversificação de canais para ampliação das vendas. A pesquisa apontou que 24% dos empresários entrevistados tentou vender seus produtos ou serviços pela internet.

Mesmo com grande número de micro e pequenos empresários conectados no estado, pouco mais da metade (53%) faz a gestão financeira do negócio em um caderno ou papel e apenas 21% utilizam uma planilha eletrônica. Dos empreendedores entrevistados, 26% utilizam softwares para gerir suas empresas.

A Pesquisa sobre Transformação Digital entrevistou 229 empresários baianos, cujos negócios estão enquadrados como empresa de pequeno porte (EPP), microempresa (ME) e microempreendedor individual (MEI). De abrangência nacional, o levantamento ouviu 6.022 empresários.

Postado em 10 de Outubro, às 15:48 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O parlamentarismo disfarçado no Brasil

O Brasil, adotou o sistema de governo presidencialista desde sua primeira Constituição que aconteceu no ano de 1891, no pós Monarquia.

Este regime está presente, também, em nossa Constituição, vigente de 1988. Esse sistema só foi interrompido em nossa história, após 1891, no governo do então presidente João Goulart, de 1961 a 1963.
Mesmo que o parlamentarismo já tenha sido rejeitado por duas vezes em plebiscitos, nos anos de 1963 e 1993, é forçoso reconhecer que o Brasil já vive, há muito tempo, mas especialmente hoje, uma forma improvisada de desse regime.

O espírito parlamentarista parece se impor, na prática, porque o sistema presidencialista ora em vigor atrela o presidente e por conseguinte, os governadores e prefeitos ao Congresso, Assembleia e Câmaras e à geralmente instável base de apoio.
Não se pode falar que na prática em sua totalidade, vigora no País a plena separação dos Poderes Executivo e Legislativo que caracteriza o regime presidencialista. Prova disso foi o que aconteceu recentemente com Dilma Roussef que não teve seus direitos políticos cassados, mesmo tendo sido "impeachmada".

A experiência do presidencialismo brasileiro tem sido enviesada, no sentido de que o Executivo governa e, ao mesmo tempo, legisla. No Brasil, os executores (presidente, governadores e prefeitos), em vários momentos e situações, agem como se fosse um primeiro-ministro, interferindo no processo legislativo por meio de medidas provisórias, portarias, decretos, etc, que podem ser reeditadas enquanto não forem votadas, que configuram a essência desse poder de legislar.

Postado em 10 de Outubro, às 10:45 por Magno Bastos 0 comentários

É possível gerar felicidade

Todos nós, ao nível mais profundo, queremos ser felizes e estamos dispostos a fazer de tudo para conseguir. Mas se esta premissa é verdadeira, por que vemos tanta gente triste? Por que, algumas vezes, ficamos abatidos ou desiludidos com a carreira, com o emprego ou com a família?
 
Uma das razões para a infelicidade, desmotivação e frustração, em contexto de trabalho, é justamente a péssima capacidade de liderança e a falta de direção nas atitudes do cotidiano. Este padrão de comportamento gera um ambiente de grande desgaste e descontentamento nas organizações.
 
O pensamento e a postura do “deixa andar”, do “é o que há” ou do “sempre foi assim” são fatores que contribuem para tal infelicidade e frustração generalizada, que causa a perda de motivação.
 
Mas nada está perdido. É possível reverter essa situação. E esse poder está dentro de nós mesmos. No entanto, só acontece quando adotamos condutas que contribuam para um ambiente feliz e positivo. Isso compete a cada um de nós, e em nós como um todo, em contexto de sociedade.
 
Por exemplo, uma liderança que promete e cumpre, que é coerente com o que diz e faz, que dá bom exemplo. Uma pessoa que vive com quem quer e ama, com quem a faz feliz e a realiza. E que está junto porque quer construir um futuro, e não porque “tem de ser”. Uma escola que valoriza o empenho, o trabalho e é capaz de reconhecer o mérito.
 
Estes são apenas alguns exemplos de comportamentos, posturas e sistemas que ajudam a alinhar as pessoas com o melhor de si mesmas. O resultado são ambientes felizes. Este é o caminho que deve ser seguido.
 
Empresas felizes só são possíveis com pessoas felizes e realizadas. Por esse motivo, as instituições têm de estar atentas, muito além do que acontece dentro do ambiente de trabalho.
 
Muitos não conseguem melhorar o seu desempenho devido aos seus problemas pessoais. É uma ilusão pensar que é apenas dentro de uma empresa que se melhoram as pessoas. Para garantir e contribuir para a felicidade dos colaboradores, é preciso enxergar além dos espaços físicos. Busque também envolver a família mais próxima nesse processo de geração de felicidade.
 
Vale ressaltar que as empresas são formadas por pessoas. Empresas felizes só são possíveis com pessoas felizes e realizadas nas mais diferentes áreas das suas vidas. 

Postado em 09 de Outubro, às 11:31 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O segundo turno e o impacto da eleição na geração de empregos

No último domingo, o Brasil inteiro foi às urnas votar e eleger os políticos que irão governar o país nos próximos quatro anos. Se entre os representantes do legislativo o próximo governo já está definido o mesmo não aconteceu para o cargo executivo do palácio do planalto. Em três semanas iremos votar novamente para escolher o próximo presidente do Brasil e no cenário escolhido ontem temos a escolha entre o candidato do PSL - Partido Social Liberal, Jair Messias Bolsonaro e o candidato do PT - Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad.
 
Os dois candidatos à presidência com maior rejeição irão se enfrentar no segundo turno, o cenário de ódio e polarização tem dado o tom no debate democrático. O fato é que, após o dia 28 de outubro, independente do resultado das urnas, todos perderemos de alguma forma, uma vez que uma grande parcela da população não aceitará o resultado e não se sentirá representada pelo próximo governo. Esse cenário de polarização já conhecemos, é ele quem acentua a instabilidade e a crise econômica que estamos vivendo nos últimos anos.
 
Embora o período eleitoral seja um momento importantíssimo para debater ideias e projetos do país, pouco se vê sobre o plano estratégico de cada candidato. Foi pensando nisso que escrevi esse artigo. Proponho uma reflexão sobre os cenários possíveis imaginando o governo que está sendo proposto por cada um dos presidenciáveis e qual o impacto que veremos na geração ou na diminuição de empregos no Brasil. 
 
Por ordem prática vamos avaliar primeiro o cenário com Jair Messias Bolsonaro, já que esse liderou as urnas com 46% dos votos válidos. No caso de Bolsonaro o que mais assusta o mercado é o medo do desconhecido, que na verdade, não é tão desconhecido assim por já ser deputado desde 1991.

O candidato é visto como uma incógnita cercado de instabilidades e polêmicas. Apesar disso, a indicação do economista Paulo Guedes para o ministério da fazenda, é bem vista por parte do mercado e traz certa segurança quanto as capacidades de escolha do “futuro presidente”. O candidato do PSL defende o livre mercado, é a favor das reformas: trabalhistas, previdenciárias e tributárias, além de propor a desburocratização do governo e a redução de ministérios.
 
Pouco antes do primeiro turno, Jair Bolsonaro recebeu apoio da bancada evangélica e da bancada agropecuária indicando certa governabilidade caso venha a ser eleito no 2o. turno. Outro fator que fez com que o mercado econômico reduzisse a desconfiança no candidato foi a queda do dólar e o aumento da bolsa de valores logo após as pesquisas de IBOPE e DATAFOLHA que mostraram um aumento da intenção de votos ao candidato na última semana pré-eleição.

Dentro desse espectro, o mercado se sente mais confiante e podemos então esperar uma maior geração de empregos e uma retomada econômica ainda que com boa dose de “pés no chão”.
 
Do outro lado, com 29,3% dos votos válidos, Fernando Haddad. Quando se compara carisma e discurso o candidato do PT ganha de seu oponente. Mas, seja por decisões de campanha ou por simplesmente ser o candidato que representa o governo dos últimos 16 anos e, consequentemente, todos os escândalos de corrupção que assolaram o Brasil recentemente, Haddad tem configurado um risco muito grande para o mercado.

Em todo o primeiro turno, o candidato ignorou propostas para retomar a economia e mais do que isso, o plano de governo apresentado deixou o mercado assustado quando abertamente criticou reformas importantíssimas para tirar o Brasil da crise. Não fosse esse completo silêncio para o mercado econômico, talvez Haddad diminuísse o medo de alguns setores. Acredito que no segundo turno essa movimentação será feita e então teremos uma previsão sobre sua capacidade de governar junto com a câmara e com os senadores.
 
Ao declarar a convocação de possíveis plebiscitos e/ou referendos caso haja discordância entre executivo e legislativo, o candidato criou um clima de insegurança que aumenta o medo de alguns setores, e afasta, ainda mais, os investimentos internacionais. Caso venha a ser eleito, veremos em um primeiro momento o mercado paralisado, aguardando as cenas e as decisões dos primeiros cem dias de governo. Espera essa que pode ser extremamente crítica para o avanço do país. Apesar de sua disposição social, ignorar a economia e posicionar-se contra as reformas da previdência e trabalhista custou caro, e pode significar mais medo e receio nos empresários e, portanto, uma maior recessão.

O fato é que até uma semana antes de irmos para as urnas o risco de eleger qualquer um dos dois (Bolsonaro e Haddad) era o mesmo. Mas, algumas movimentações às vésperas da eleição mudaram o cenário. Se de um lado temos o medo do incerto, do outro temos o medo do que já conhecemos como sendo governo.

O segundo turno passa a ser uma guerra entre o maior e o segundo maior partido do país, respectivamente o ANTI-PT personificado na figura de Bolsonaro e o PT de Haddad.
 
Iremos acompanhar os próximos dias de campanha, a movimentação que será feita por cada um dos candidatos e de suas bases, isso deve transformar o cenário. Ao meu ver a polarização se acentua em uma economia onde as pessoas não tem emprego, renda e segurança.
 
Uma coisa é certa a democracia se faz com visões opostas debatendo e negociando. Enquanto vivermos esse cenário polarizado, onde todos gritam e ninguém se escuta, estaremos fadados a enxergar o outro como inimigo. Mesmo com visões opostas sobre como construir um país mais justo eu acredito que todos queremos a mesma coisa.

Não dá para participar do debate político coberto de certezas e de razão, é preciso deixar espaço para a dúvida e dessa forma construir pontes onde todos sejam representados.
 
No final das contas, nos resta torcer para que tanto uma como outra opção utilize esses quatro anos para colocar o Brasil de volta nos trilhos e adotar um tom pacificador e conciliador. Desta forma, com o retorno do emprego e do crescimento da economia teremos um ambiente favorável para a diminuição da polarização, caso contrário veremos ainda mais pensamentos extremos, radicalismo e segregação.
 
Marcelo Olivieri é bacharel em psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é diretor da Trend Recruitment.

Postado em 09 de Outubro, às 10:47 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Oito motivos para usar hortas escolares na educação ambiental

Até poucos anos atrás, a preocupação com o meio ambiente era algo que se via apenas em pequenos grupos. Porém, das diversas mudanças que sofremos como sociedade nos últimos tempos, um dos destaques é justamente o ganho de importância da consciência ambiental no nosso cotidiano e comportamento político social.

A educação ambiental tem sido incutida como valor desde a infância para que deixe a esfera do ativismo e abrace a naturalidade do hábito.
Dado o contexto, o ensino ambiental ganha foco como uma importante ferramenta para levar às mentes em formação um mindset de ecologia que ajudará a trazer melhora e desenvolvimento sustentável para o futuro. Pensando nisso, listei oito motivos da importância do ensino ambiental na prática, dentro das escolas, se utilizando de uma ferramenta simples: a horta escolar.

Proximidade: o ser humano é um animal empático. Sendo assim, seus valores se moldam muito através daquilo que ele consegue sentir, do que seu cérebro consegue assimilar através da empatia. É por isso que se você quer ensinar sobre meio ambiente e a preocupação com ele, não basta expor ideias, é preciso vivenciá-las, senti-las, gerando empatia. Claro que se falamos de crianças, esse ambiente precisa ser seguro e controlado, assim o uso da horta escolar proporciona proximidade sem riscos para cultivar essa empatia da criança com a natureza.

Primeiros valores: se tem algo que valorizamos são os conceitos que nos são ensinados na infância. Eles tendem a nos acompanham por quase toda a vida. Levar um valor de consciência ambiental a mentes em formação é fomentar bons valores desde cedo, fazendo com que isso realmente faça parte da personalidade da criança em formação. A horta proporciona que a criança viva esses valores na prática, com suas próprias mãos, fixando conhecimento com a ação, e não só com a teoria.

Aprofundamento do conhecimento: quando criança, a maioria dos adultos de hoje plantaram um feijãozinho em um algodão. Quase todo mundo fez isso, e se recorda. O problema é que paramos aí. Era o máximo que chegávamos perto de entender como funciona a vida natural. O uso de uma horta nas escolas permite que a compreensão de como a vida funciona seja muito mais ampla. A criança pode observar o ciclo natural ao vivo, o que a faz valorizar aquela experiência e as próprias plantas.

Consciência sobre a água: há algum tempo, venho fazendo a implementação de sistemas de irrigação, captação de água e reuso em escolas, e pude observar que a consciência que a criança ganha com relação à vida verde, também se estende ao uso da água. Como a horta se utiliza da água da chuva, as crianças ganham consciência do uso adequado desse recurso tão precioso, evitando assim o desperdício. Já houve relatos de crianças que falaram para os pais não demorarem no banho, demonstrando a consciência desenvolvida.

Conhecimento que se leva para casa: como citei, conhecimento quando realmente aprendido, vai para casa. O cuidado com água, alimentação, respeito ao desperdício, tudo isso se torna parte da vida dessas crianças, formando pessoas que já pensam no ambientalismo como algo intrínseco. Nasce assim uma geração mais consciente, e com uma prática simples de plantar, cuidar, colher e viver do que a natureza proporciona.

Alimentação mais saudável: tudo que é plantado é consumido. Em tempos de luta contra comidas industrializadas e agrotóxicos, que melhor alimentação uma criança pode ter do que a que ela mesma produziu com nada além de atenção e cuidado? Isso proporciona saúde que se reflete no corpo e na mente.

O ser humano é natureza: muitos de nós crescemos filhos da televisão. Crianças de casa, que não são muito “fãs” de ir para a natureza.

A simples ação de ensinar a criança a vivenciar o ciclo natural, e se entender como parte dele, amplia os horizontes e permite que as pessoas cresçam com maior consciência de que são parte do todo. Perde-se aquele “medo” da natureza, com que muitos de nossa geração cresceram.

Responsabilidade: talvez o que resuma tudo que a criança aprende com essa experiência é justamente a palavra responsabilidade. Ser responsável por uma vida, pelo seu próprio papel na natureza, pelo planeta, pela sua vida, pelo ciclo natural, tudo isso se aprende com passos tão simples quanto plantar, cuidar, colher, comer e recomeçar.

As hortas não são apenas uma ferramenta de ensino, são a vivência do que se aprende em sala de aula. É a construção de um ser humano mais dedicado ao mundo em que vive.

Danny Braz é engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

Sobre a Regatec: http://www.regatec.com.br/

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estágios, campos de futebol.

Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação.

Postado em 09 de Outubro, às 10:45 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Uma curiosidade que sempre se perguntam: gravidas podem se depilar?

Uma dúvida recorrente entre mulheres é se grávidas podem ou não fazer depilação. Regina Jordão, fundadora e CEO da rede Pello Menos, explica que sim, durante todo o período gestacional o procedimento é liberado.

“O único alerta é que as alterações hormonais do período deixam a pele mais sensível, podendo ocorrer uma fragilidade capilar. Porém, algumas medidas podem evitar esses problemas”, explica a empresária.

O aumento da circulação sanguínea nessa fase também deixa as mulheres mais suscetíveis a dor. “Em todos os casos, é importante evitar o uso de roupas apertadas e exposição ao sol logo após o procedimento, assim como priorizar a higiene do corpo, fazer uma boa hidratação e esfoliar a pele”, complementa.

Os procedimentos feitos com lâmina têm chance muito maior de causar inflamações e métodos como laser e cremes depilatórios devem ser evitados, por não existir estudos que comprovem a segurança para o bebê.

O melhor procedimento, além de mais duradouro, é a cera. Seguindo essas dicas, é possível manter a depilação em dia durante a gravidez sem se preocupar.

SOBRE A REDE PELLO MENOS

A rede Pello Menos começou em junho de 1996, em um salão em Copacabana, para oferecer um serviço diferenciado de depilação, minimizando as dores e o desconforto de salões de beleza pouco intimistas.

Postado em 09 de Outubro, às 10:31 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Uma eleição marcada pelo extremismo

As eleições estão aí e neste domingo (07), 147.302.354 eleitores estão aptos a votarem, conforme números do Tribunal Superior Eleitoral.

Um cenário atípico, tem tomando conta das discussões e o que antes era pouco perceptível nas cidades pequenas, como é o caso dos municípios dos Territórios do Vale do Jiquiriçá, alguns do Recôncavo e Piemonte do Paraguaçú, a polarização entre dois candidatos à presidência permeia os debates.

Essa contra-mão, pode ser explicada por uma série de questões. A realização da Copa do Mundo, e por conseguinte a deflagração da Operação lava Jato,que colocou em cheque candidatos e partidos que estão no poder (PT) e outros que já estiveram como é o caso do PSDB. O PMDB, hoje MDB sempre foi governo.

Muitas incertezas por todos os lados, candidatos que não representam a maioria e uma eleição marcada pelo extremismo, que consiste em tomar uma posição política radical, geralmente marcada por uma grande inflexibilidade, fomentada pela falta de reflexão. "Neste momento, o menos pior, melhor".

Posturas radicais normalmente levam as pessoas a uma certa dificuldade de convivência, porque a sociedade tende a normatizar os padrões de comportamento e tudo aquilo que se afasta em certa medida dos padrões da normalidade tende a ser repelido pelo conjunto.

Dessa maneira, o radicalismo tende a se agrupar em comunidades menores à margem da sociedade e aí está o perigo.

Por um lado, o afã do crescimento das armas de fogo, inclusive com aumento das ações da Tauros em cerca de 180%, enquanto que a caderneta de poupança, é de 6% ao ano.

Por outro, uma base política que distribuiu a fatia do bolo, por meio de diversos programas sociais e fez uma série de coalizões, sobretudo com o Congresso, 'necessárias' para administrar o país, mas a fatura chega e a conta precisa ser paga.

Em meio há tantas incertezas e extremismos nos discursos, muitos deles que não se equivalem, principalmente quando se trata de municípios menores onde todos se conhecem, o eleitor segue sem uma luz no fim do túnel.

Postado em 05 de Outubro, às 15:24 por Magno Bastos 0 comentários

Lei que criminaliza atos de importunação sexual já vem sendo aplicada

Na última semana, a Presidência de República sancionou a lei que criminaliza atos de importunação sexual e divulgação de cenas de estupro, nudez, sexo e pornografia. A pena para as condutas, que antes não eram consideradas crime, agora, já vem sendo aplicadas, por meio da nova lei, de forma bem mais rigorosa e severa, com possibilidade de reclusão de 1 a 5 anos.

Anteriormente se utilizava o tipo penal previsto na Lei de Contravenções Penais. Desde a entrada em vigor da referida Lei (01/01/1942) até semana passada, os atos de inconveniência sexual tipificados em seu art. 65 eram punidos unicamente com pena de prisão simples de 15 dias a três meses ou multa.

O advogado especialista em direito penal, Yuri Sahione , considera a nova Lei adequada para esse tipo de situação.

"Temos que analisar que, anteriormente, não se tratava esses casos de assédio como crime, se utilizava da contravenção ofensiva ao pudor, ou tínhamos uma aplicação exagerada da Lei, enquadrando o criminoso na Lei de estupro, e embora seja, sim, um crime ele deveria ser tipificado de modo coerente".

Embora seja conquista de grade importância, para o advogado, a sociedade deve questionar não somente a fragilidade da Lei, mas também uma questão que está relacionada à conduta social do criminoso.

Segundo ele é necessário atentar também ao perfil das pessoas que praticam esse crime e o que leva essas pessoas à prática.

"O que se passa na cabeça de uma pessoa que tem uma mentalidade que quer importunar alguém sexualmente?

O crime do ato libidinoso em si, se qualifica quando a pessoa pensa em satisfazer um ato sexual. E no meu entendimento, uma pessoa que não tem esse autocontrole tem sérios problemas de ordem questão psicológica, muito mais por falta de uma boa criação e de educação, do que falta de punição efetiva", destaca.

A importância dessa nova norma é prevenir e evitar esse tipo de crime nos coletivos e de certa forma minimizar esse tipo de importunação. Para o jurista, é importante lembrar , ainda, que não somente a vítima, mas qualquer pessoa que presencie esse tipo de ato pode fazer uma denúncia ou ocorrência contra o assediador, e a mobilização das pessoas tem ajudado muito nesse sentido.

Desde a sanção da nova Lei, pelo menos quatro homens foram presos em flagrante, suspeitos de assédio contra mulheres em transportes públicos paulistas. Um dos casos ocorreu em um ônibus e outros três em estações do metrô e da CPTM. Novos casos tem sido reportados todos os dias.

O jurista alerta que, atualmente, a maioria das pessoas tem em suas mãos um celular, o que se tornou uma ferramenta acessível para registrar os fatos como prova do crime em si, produzindo um documento importante para ajudar na investigação e até mesmo na identificação e punição desse infrator.

Na Internet

Além da importunação sexual, a determinação aumenta a punição para casos de estupro coletivo e também torna crime a divulgação, por qualquer meio, vídeo e foto de cena de sexo ou nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima, além da divulgação de cenas de estupro.

A lei aumenta a pena em até dois terços se o crime for praticado por pessoa que mantém ou tenha mantido relação íntima afetiva com a vítima, como namorado, namorada, marido ou esposa. A intenção é evitar casos conhecidos como pornografia de vingança.

Postado em 04 de Outubro, às 16:56 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Guerras políticas uma agressão à economia psíquica

Há alguns anos podemos observar o quanto as discussões políticas têm afetado a saúde psíquica das pessoas, seja pelo excesso de esforço mental que tais discussões acarretam ou pelos frequentes rompimentos em relacionamentos relevantes, em decorrência de divergências político-partidárias. Brigas, desenlaces, ofensas e até situações envolvendo agressões físicas têm sido assunto frequente em consultórios psiquiátricos e psicológicos.

A primeira razão que pode explicar esse fato é pensar que somos imaturos politicamente enquanto povo de um país jovem; povo esse que atravessou décadas estrategicamente sendo alienado, com livros de História insipientes, que mais reproduziam “contos” de uma brasilidade inventada de completa harmonia e uma ausência de conflitos.

 Os anos se passaram e o povo cresceu - um pouquinho de nada - em sua consciência política e o mundo contemporâneo nos presenteou com a internet e suas redes sociais; o equivalente a dar a um garoto ou garota de onze anos a liberdade de beber, fumar, dirigir e fazer sexo, tudo ao mesmo tempo.

O resultado não poderia ser menos catastrófico: o adolescente político se sente adulto e capaz, acha-se entendedor da matéria, mesmo tendo apenas as suas primeiras peripécias em experiências tão pouco profundas. Pré-púberes políticos, movimentam-se pelas redes sociais em típicos agrupamentos juvenis, reproduzindo conceitos e opiniões, ofendendo divergentes como adversários dos jogos da aula de Educação Física. Doutos escolares.

Não digo isso de todos os que ousam a discutir a matéria política; há sim aqueles que, mesmo jovens, são capazes de ir além do frouxo conhecimento político cujas fontes são “memes” e enunciados de redes sociais.

Independente do “time” ao qual pertença, uma vez que, ao menos por enquanto, vivemos num país democrático cuja liberdade de opinião e expressão ainda estão asseguradas, deveria ser possível “discutir sem brigar”, sem ofender, sem invadir o espaço - ainda que cibernético - do outro com cuidado. Invadir posts na timeline alheia e entrar na casa do outro sem pedir licença, é abrir a geladeira na casa da visita sem permissão, é usar a privada e não dar a descarga.

E tudo isso ocasiona um desequilíbrio enorme em nossa economia psíquica. Todo esse aporte de ofensas, notícias falsas sendo replicadas instantaneamente e rompimentos entre pessoas, são importantes geradores de ansiedade e descontentamento.

E qual a solução para esse problema? Não há como propor que as pessoas se calem, deixando de emitir sua opinião. Enquanto não amadurecemos, o ideal é nos valermos de artifícios de controle - e não repressão - social.

Eu, por exemplo, costumo apagar comentários ofensivos em minhas redes sociais, ao invés de discutir com a pessoa ou deixar que as pessoas fiquem discutindo. Se a pessoa não for capaz de manter um diálogo saudável com diferenças e divergências, eu a bloqueio.

Quando em discussões presenciais, costumo evitar o embate quando percebo que aquele interlocutor não é capaz de respeitar o meu ponto de vista e saber ouvir, mesmo que discorde. Parto da premissa que eu não sou capaz de mudar a opinião do outro e se este outro não está disposto a dialogar, não desejo perder tempo útil de vida com discussões sem rumo.

Para mim, há apenas um sério limite cuja transposição considero inaceitável: não aceito racismo, misoginia, homofobia, transfobia e muito menos apologia à violência, à ditadura e à tortura, porque entendo que expressar esse tipo de opinião não se trata apenas de liberdade de expressão; para mim são comportamentos criminosos.

Postado em 04 de Outubro, às 16:34 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Gamil Foppel será um dos palestrantes de evento que discute o Direito Penal em Salvador

O advogado criminalista Gamil Foppel será um dos palestrantes do Novas Teses das Ciências Criminais - Ano XVI, que acontece nos dias 19 e 20 de outubro, no Fiesta Convention Center, em Salvador. 

O evento - realizado pela Múltipla Difusão do Conhecimento, especializada no desenvolvimento de projetos educacionais na área jurídica - é voltado para estudantes e demais profissionais da área jurídica da Bahia, e vai discutir as novas mudanças no cenário do Direito Penal brasileiro, e seus reflexos na sociedade.
 
Os interessados em participar do evento podem aproveitar os valores promocionais, por tempo limitado, acessando o site http://www.portalmultipla.com.br

Postado em 03 de Outubro, às 15:51 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Qual é a relevância dos presidenciáveis nas redes sociais?

A corrida presidencial está a todo vapor nas redes sociais. Um exerce mais influência que os outros, porém candidatos que não aparecem no ranking dos primeiros colocados em intenção de votos estão chamando atenção ao se destacarem em crescimento de seguidores em seus perfis, enquanto alguns são campeões em produção de conteúdo.

A Airfluencers, empresa de marketing de influência, fez um levantamento sobre a relevância dos candidatos no mundo virtual.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) é o que lidera em número de seguidores nas três principais redes (Facebook, Twitter e Instagram).

Somando todas, no total são 10,4 milhões de seguidores. Após o atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), no dia 06 de setembro, Bolsonaro conquistou 202.296 mil novos seguidores no Facebook, entre os dias 06 e 15 de setembro - essa, aliás, é a rede com maior expressão do candidato. Nos últimos três meses ele registra 16% de aumento de base.

Fazendo um comparativo anterior, Bolsonaro já apresentava ascensão em seguidores. Entre os dias 27 de agosto a 05 de setembro, ele conquistou 215.899 mil fãs, com um pico entre os dias 28 e 29 de agosto (111.358), após sua entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

No mesmo período de 06 a 15 de setembro, João Amoêdo (Novo) foi o segundo a crescer em número de seguidores, com 152.038 novos fãs nas redes em que se faz presente. Nos últimos 90 dias, Amoêdo aumentou em 124% sua base, que registra 2,5 milhões de seguidores e/ou fãs.

Esse ranking entre Bolsonaro e Amoêdo se estende para o número de compartilhamentos de publicações feitas no Facebook.

O presidenciável do PSL exerce mais influência no quesito de compartilhamento, tendo uma média de 15,2 mil compartilhamentos, nos últimos três meses. Enquanto o candidato do Novo, gera 7,4 mil compartilhamentos, nos últimos 90 dias.

No quesito comentários, Jair Bolsonaro é o que mais gera comentários, média de 7 mil por post nos últimos 90 dias, seguido por Cabo Daciolo, candidato do Patriota, com 1.712 mil comentários.

Esse é um dado muito importante na questão de relevância. O algoritmo do Facebook leva em consideração o número de interação, seja negativa ou positiva, que quanto maior for a interação, maior será a exposição no feed de notícias.

De acordo com a notificação do próprio Facebook, páginas cujos posts promovem conversas entre amigos terão exposição e aumento de tráfego.

O Twitter é uma das redes sociais que mais permite publicações de texto e que gera conversa. O campeão de publicação, nos últimos 90 dias, é Henrique Meirelles (MDB). Seu perfil registrou 2,5 mil tuítes nos últimos 90 dias.

O segundo que mais produz conteúdo nesta rede é Álvaro Dias (Podemos), com 1,5 mil publicações. Entretanto, ambos são os que menos geram retuítes, um importante fator sobre exercer influência nos seguidores. A média é de apenas 20 retuítes para cada.

Nessa rede social quem apresenta maior base de seguidores é Marina Silva (Rede Sustentabilidade), com 1,9 milhão de seguidores, e o que mais gera retuítes é Jair Bolsonaro, com 2,5 mil compartilhamentos de suas publicações.

Um dado importante é a perda de seguidores no Twitter. Entre os candidatos à presidência, Álvaro Dias foi o que registrou maior queda, perdendo 43,7 mil perfis entre os dias 11 e 12 de julho, e Marina Silva é a segunda a registrar maior queda, com 37,7 mil seguidores a menos entre os dias 12 e 13 de julho.

Contudo, Marina tem recuperado seguidores de forma tímida, porém voltou a registrar queda de 1%, enquanto Dias continua em declínio de 15%.  

Retomando o quesito de publicações, no Instagram, plataforma focada em fotografias e hashtags, o que mais fez postagens nos últimos 90 dias foi Guilherme Boulos (PSOL), com 1 mil posts, seguido de Álvaro Dias, com 691.

No Instagram, após o atentado contra Jair Bolsonaro, que conquistou mais de 437 mil seguidores, o segundo que mais cresceu depois desse fato foi Ciro Gomes (PDT). No período de 06 a 15 de setembro, o candidato obteve 80.840 mil novos perfis. Hoje Gomes tem 340 mil seguidores.

Entre os dias 17 e 19 de setembro, a Airfluencers analisou 500 mil posts no Twitter. Desses, citaram 181.563 mil vezes “Bolsonaro”, 106.999 mil mencionaram “Haddad” e 45.889 marcaram “Ciro”. Alckmin é mencionado 30.091 mil vezes.

De acordo com a análise da empresa, Jair Bolsonaro continua movendo o maior volume de associação de votos e consolidando como estável, seguido pelo Fernando Haddad (PT), que cresce expressivamente. A #elenao foi citada 28.855 vezes.

Para cada cenário, é desenvolvido um grid de pontuação: somam-se os quadros de favoritismo, aceitação, associação de votos e subtraí o quadro negativo (medo, rejeição e comentários negativos).

Tendo esses pontos avaliados entre 8 a 15 de setembro, a performance dos presidenciáveis nas redes sociais forma o ranking abaixo:

Postado em 24 de Setembro, às 11:00 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Homens também são vitimas de relacionamentos abusivos

A violência contra mulher é um tema amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Esta pauta social é de extrema relevância para sensibilizar a sociedade e buscar punição para os agressores. Entretanto, ainda pouco debatido, os homens também sofrem violência física e psicológica, entre estes, a agressão dificilmente toma os mesmo contornos, alguns destes fatores, é o machismo, o mesmo que vitimiza tantas mulheres, mas em um efeito reverso - como vergonha de denunciar sua companheira, chantagens emocionais, e caso envolva filhos ou bens materiais. 

Nem sempre as agressoras usam da força física, seria desproporcional. Além de bofetadas, arranhões, e uso de arma branca, como facas e objetos domésticos, muitas se empoem de calúnia, difamação, e fofoca familiar para destruir o companheiro, muitas vezes, motivadas por ciúmes e desconfianças.
 
"A cultura popular brasileira banalizou os casos de agressões com os homens, inclusive, tornando crimes, meras brincadeiras, como ameaças das esposas de envenenar a comida, jogar óleo ou água quente enquanto o companheiro estiver dormindo, e até mesmo “cortar o pênis” caso, o “cara” “faça algo errado”. É inadmissível qualquer tipo de tortura (física ou psicológica), independente do gênero", reitera a psicóloga.
 
Alguns países levam a sério o atendimento aos homens vítimas de relacionamentos abusivos, como, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. As ONGs internacionais Men's Advice Line e ManKind Initiative também prestam auxilio. No Brasil, a Lei Maria da Penha, já foi aplicada para proteger homens de suas conjugues, a justiça julgou essa importância, em casos extremos. 10% das denúncias na rede portuguesa de apoio a vitima são de homens.
 
Assim como os homens, muitas mulheres também não aceitam o final de um relacionamento, e passam perseguir e “infernizar” a vida do ex- companheiro. Inventam falsa gravidez para tentar “manter o relacionamento”.  Se for um casal que tiver filhos “ dificulta visitas,  e, podem até mesmo criar uma imagem negativa do ex companheiro para as crianças. Outras mulheres ameaçam entrar na justiça, como punição, para  conseguir bens materiais, com a famosa frase “ Vou tirar tudo que você tem”.
 
O American Journal of Preventive Medicine, coordenada pelo médico americano Robert J. Reid, ouviu mais de 400 homens aleatoriamente, por telefone, em 2017, 5%  deles afirmaram terem sido vítimas da violência doméstica no último ano;10% nos últimos cinco anos e 29% em algum momento da vida.
 
Pesquisa brasileira
 
Diante da ausência de dados oficiais no Brasil sobre a violência conjugal contra os homens, realizou-se um questionário no google forms, e disponibilizado em redes sociais (páginas e grupos do Facebook), para o público masculino responder, com a participação de 833 homens, entre o dia 14/04/2018 e 24/04/2018. O resultado foi  publicado pela Revista Eletrônica Âmbito Jurídico. Entre as perguntas:
 
Já sofreu algum tipo de violência nas relações intimas de afeto? 63,6% sim (521 pessoas); 15,6% talvez (128 pessoas) e 20,8% não (170 pessoas)

Justifica tudo o que faz, e quando se  esquece ou não tem tempo, ocorrem brigas? (ou já passou por isso em algum relacionamento?) 78,6% sim (629) e 23,3% não (190)
 
Não pode estar com amigos ou sua família porque ela tem ciúmes? (ou já passou por isso em algum relacionamento?) 63% sim (516) e 37% não (303)
A mesma mulher praticou mais de uma dessas condutas e em momentos diversos? 81,4% sim (667) e 18,6% não (152)
Pode relatar o que sentiu após a violência sofrida, praticada ou retribuída? Recebi só no espaço aberto do questionário 464 relatos, além de outros em redes sociais.

Por meio do questionário verificou-se que os próprios homens não sabem identificar a violência afetiva – na primeira pergunta 63,6% (521) disse que sofreu violência afetiva, já ao final do questionário o número elevou-se para 75,3% (615) – e que um grande percentual naturaliza como comportamento feminino a invasão de privacidade, perseguição, posse, tapas, ser atingido por objetos e destituído de contato com a própria família, amigos e lazer individual.

Postado em 20 de Setembro, às 10:12 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Como não deixar a turbulência eleitoral atrapalhar suas vendas

O Brasil vive mais um momento de tensão política. O período eleitoral, na maioria dos países, já é considerado uma época complicada. Mudanças de administração geram inseguranças, muitas vezes infundadas, mas por vezes justificáveis. 

Justamente por isso, a despeito das eleições, é preciso que empresários de todo o país tenham planos para blindar suas empresas para o período de incerteza, e se foquem na continuidade dos negócios. A verdade é que problemas econômicos não são novidade, e o Brasil sempre os superou, e continuará superando. Parte disso se deve justamente aos empresários que quebram o ciclo de inação e de forma planejada e segura lidam com qualquer crise, e não simplesmente a temem.

A situação política tende a tomar destaque na mídia e na mente dos cidadãos, mas na maioria das vezes ela nem mesmo é a culpada por uma queda de vendas. Na maior parte das vezes as eleições não apresentam se quer uma ameaça, independente de qualquer vencedor. O problema é que é mais fácil culpar a tensão política, do que prestar atenção na própria empresa, estar bem planejado e pronto a se esforçar para consertar problemas sistêmicos de épocas muito anteriores ao ano eleitoral.

Um exemplo claro é que na época das “vacas gordas” as empresas tendem a não dar a devida importância à prospecção ativa de clientes. Nessa época onde as pessoas estão mais tranquilas, elas costumam vir às empresas, e isso gera uma falsa segurança de que não há necessidade de ativamente buscar novos clientes. É somente quando a situação aperta que as empresas voltam a buscar clientes, porém, o timming de iniciar relacionamentos já passou, e a prospecção se torna mais difícil.

Ao invés de aproveitar o bom tempo para ter contatos devidamente próximos e relacionados com a empresa, para enfrentar o tempo de dificuldade, os gestores costumam relaxar. Parte do problema é justamente essa falta de visão planejada a longo prazo, que precisa começar imediatamente a tomar conta dos empresários. Se pararmos para refletir, é justamente no momento em que as coisas vão bem que as empresas deveriam atuar mais fortemente na busca por clientes.

Dessa maneira, cria-se mais condições de se sustentar e um plano financeiro para segurar em épocas de baixa. Aquela famosa sensação de “nadar e não sair do lugar” pode surgir, enquanto se investe esse saldo de emergência na empresa, mas muitas vezes não sair do lugar é o necessário para não ir para trás ou afundar de vez, se mantendo até que novas oportunidades surjam.

Claro que esses são apenas dois pontos de atenção e ação para lidar com o período eleitoral, existem muitos outros movimentos possíveis, inclusive coisas que parecem intimidadoras, como investimento em capacitações novas, novos produtos, estudo, e até mesmo um auxílio na gestão empresarial. Essas ações podem ajudar a melhor direcionar a empresa para fazer mais com menos inclusive superar a crise de maneira mais competitiva. 

Postado em 19 de Setembro, às 11:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O que é Gestão de Clientes e porque é bom para as empresas que 'fazem direito'

“Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”, disse Philip Dormer Stanhope, 4º Conde de Chesterfield (estadista britânico do século XVIII). Traduzindo para um estilo mais direto: fazer as coisas direito deveria ser o único jeito de fazer as coisas. Mas, infelizmente, nem todos vivem por esse princípio.

Gestão de Clientes é um conjunto de práticas destinadas a melhorar a relação com os clientes, compreendê-los e oferecer soluções personalizadas. Mais do que isso, é uma estratégia que uma empresa decide assumir e que coloca o cliente no centro da organização. O foco está nele e em como a empresa pode fazer para atendê-lo da melhor maneira.

Essa é a teoria, mas, na prática, a “síndrome de não fazer direito” assola o mercado. Especificamente, muitas empresas investem em tecnologias como CRM para Vendas ou Marketing Digital, mas não fazem a lição de casa para ter o resultado esperado.
 
Como a Gestão de Clientes deve funcionar

Saber gerir clientes é um dever de pequenas, médias e grandes organizações, até mesmo das startups. Tudo começa por saber quem é o cliente. Diversas informações são oferecidas por consumidores e muitas vezes não são devidamente coletadas pelas empresas. Poucas delas conseguem coletar e organizar dados básicos como nome, endereço, telefone e e-mail.

Além disso, deveriam saber quais são os produtos ou serviços adquiridos por cliente, seus pontos de contato preferidos com a empresa, dúvidas e reclamações, entre outros. Perceba que todas essas informações são individuais. Não são médias, não são “principais”, ou “típicas”, são exclusivas de cada cliente.

E quando uma empresa se propõe a tratar seus clientes de forma personalizada, a partir do conhecimento do histórico de relacionamento e dos feedbacks recebidos, ela precisa de uma boa preparação. “Tratar clientes diferentes de forma diferente” parece óbvio, mas envolve dois grandes desafios para qualquer empresa:
 
1º: Clientes diferentes? Como assim?

Isso significa classificar os clientes em grupos definidos pela própria empresa, de forma adequada ao seu negócio e mercado. Para chegar nisso, é preciso ter a informação necessária muito bem organizada e em seguida definir os critérios de classificação.

Qualquer pessoa na empresa deve saber responder, preferencialmente de cabeça, “Quem são nossos dez melhores clientes?”. Melhor ainda, deve saber porque são esses dez. E isso – claro – tem de estar alinhado com a estratégia e as metas da empresa. Não conheço muitas organizações onde isso acontece. E você?
 
2º: Tratar de forma diferente

Sabendo quem são os melhores clientes, quais são os mais promissores (com maior potencial) e porque queremos conquistar e mantê-los, começa o segundo desafio – tratá-los de forma diferente.

Isso não significa discriminar ou se relacionar bem com os melhores clientes e mal com os demais. Toda empresa tem que estar comprometida com a qualidade de sua oferta e com a ética de seus negócios.

Tratar diferente significa conhecer o valor e as necessidades de cada cliente (ou grupo de clientes) e oferecer produtos, serviços e atendimento personalizados. O desafio é ajustar a oferta e o próprio custo de cada interação ao valor atual e o valor que se espera no futuro de cada cliente ou grupo. Isso não acontece ‘como mágica’ depois de instalar um software de CRM ou um novo pacote de Marketing Digital.
  
Como se preparar

            As “novidades” tecnológicas levaram muitas empresas a implementar pacotes de software sem antes fazer um bom planejamento. E essas companhias se veem diante de uma enxurrada de informações e sem saber o que fazer com elas.

Portanto, é essencial que a empresa já tenha seus processos muito bem definidos e uma base sólida antes de adotar novas tecnologias. É necessário, também, definir como os resultados serão mensurados, quais problemas as ferramentas de tecnologia precisarão resolver na empresa e quais nem dependem desses recursos.

            Definir estratégia, redesenhar processos e fazer um roadmap para o futuro, incluindo a tecnologia, não precisa ser um exercício demorado. O importante é fazer uma boa preparação para a Gestão de Clientes e ter ciclos rápidos de implementação. Ao final de uma jornada bem-sucedida, sempre ouvimos dos nossos clientes: “investir nessa preparação foi a melhor coisa que a gente fez!”

Postado em 18 de Setembro, às 09:32 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Profissional generalista ou especialista?

Essa é uma dúvida que sempre gera questionamentos em muitos profissionais. Embora a grande maioria das formações disponíveis no mercado estejam direcionadas para preparar especialistas, o mercado tem valorizado cada vez mais os profissionais generalistas, aqueles que tem uma visão mais holística.
 
Um estudo realizado pela Columbia Business School e a Tulane University, acompanhou mais de 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, entre 2008 e 2009, e seguiram carreira em bancos de investimento. A amostra foi dividida em dois.

O grupo dos especialistas era formado por pessoas que já trabalhavam com investimentos antes do MBA, fizeram estágio na área e se aprofundaram em finanças.

Os generalistas atuaram em outras áreas antes do curso, como publicidade, fizeram estágio em uma consultoria e só mais tarde foram para o mundo dos investimentos. O resultado foi que os bônus recebidos pelos especialistas eram até 36% mais baixos do que os generalistas.
 
A pesquisa analisou mais de 76 milhões de vagas de emprego nos Estados Unidos para selecionar aquelas que teriam maiores salários e melhores condições de ascensão profissional entre 2016 e 2024. A conclusão é a de que as oportunidades mais promissoras exigem competências multifuncionais, em detrimento de habilidades técnicas ou específicas. Novamente, os generalistas aparecem como os mais valorizados.
 
Contudo, cabe destacar que os profissionais generalistas não são melhores que os especialistas. A diferença, basicamente, está no fato de que são os generalistas costumam assumir os cargos mais elevados, como, diretoria e presidência. Esses cargos exigem, além de conhecimento técnico, habilidades em comunicação, negociação, inteligência emocional, empatia e, logicamente, uma ampla visão do mercado em que se atua. Entretanto, sempre haverá espaço para os especialistas, afinal, as questões técnicas devem ser executadas por eles.
 
Para minimizar as desigualdades entre os dois perfis profissionais, é importante que as empresas possibilitem a gestão de carreiras em Y. Nesse sentido, esse novo modelo visa uma maior valorização do conhecimento técnico, entendido, atualmente, como tão importante quanto o conhecimento estratégico e gerencial. Nesse formato, especialistas podem ganhar tanto quanto generalistas e os dois profissionais são reconhecidos de acordo com a sua relevância.

Colocar os dois perfis em pé de igualdade é fundamental para criar um ambiente de trabalho harmônico e que favoreça uma competição saudável entre todos, independentemente da função que desempenhem.
 
Também é possível que um especialista se torne um generalista e um generalista, um especialista. A transição entre os perfis pode ser muito enriquecedora nos dois casos.

O mundo corporativo é muito volátil e tudo muda o tempo todo. Com foco e determinação, é possível se preparar para assumir funções diferentes, mesmo depois de tantos anos executando a mesma função.

Os profissionais devem estar antenados nas oportunidades, estando sempre preparados para quando elas surgirem, seja como especialista ou como generalista.

Postado em 17 de Setembro, às 16:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

De pequena para média ou grande empresa: como se preparar para crescer?

O crescimento de uma empresa é sempre algo muito positivo aos olhos de seus proprietários. Geralmente, trabalha-se muito para que novas esferas de negócios sejam atingidas. Entretanto, com esse desenvolvimento, é comum aparecerem também as chamadas dores do crescimento. Muita coisa precisa mudar para que a empresa acompanhe a nova demanda.

Assim, o que era para ser um momento feliz e de prosperidade, muitas vezes, acaba se tornando mais um problema nas costas do empreendedor.

Pensando dessa forma, é preciso ficar atento aos indicadores de crescimento constantemente, mantendo um planejamento que preveja as ações necessárias para acompanhar as mudanças. Quando uma empresa está crescendo, ela apresenta alguns indícios.

O estoque fica baixo, o trabalho se torna mais intenso, há um aumento no faturamento, entre tantas outras variações.

Nessas horas, é importante estar atento a algumas situações específicas.

Por exemplo, será que o aumento na demanda é apenas uma questão sazonal do mercado ou a empresa está efetivamente vislumbrando um crescimento em médio e longo prazo? Ter essa resposta é crucial para não tomar decisões equivocadas.

Se o crescimento for resultado de algo que não tende a ser permanente, não cabe fazer investimentos a fim de ampliar a capacidade produtiva. Caso contrário, o que seria um lucro extra pode se tornar um grande prejuízo.

Descartada essa hipótese, aí sim é hora de repensar a empresa a partir de um novo panorama. Primeiramente, a companhia precisa analisar sua saúde financeira. Para crescer, é necessário investir.

Assim, é preciso analisar o fluxo de caixa e planejar os investimentos estruturais que serão necessários. Aqui, estamos falando na compra de novos maquinários, ampliação do espaço físico, contratações e tantos outros recursos necessários para aumentar a oferta de produtos ou serviços de uma empresa.

Nesse sentido, é imprescindível que a equipe esteja muito ciente do momento que a empresa enfrenta para que todos possam se ajudar.

Nessa fase, é comum vermos alguns problemas, em especial na parte de processos, já que são necessárias muitas adequações para acompanhar o ritmo de crescimento.

Se em uma empresa com 10 funcionários as informações são rapidamente disseminadas, o mesmo não acontece em uma com 50.

Dessa forma, é preciso estruturar novos processos e, principalmente, capacitar as pessoas para que as mudanças sejam tranquilas e saudáveis em vez de traumatizantes.

Assim, o RH assume um papel fundamental e muito estratégico.

Além de investir nas contratações, buscando preencher as novas vagas que foram abertas, é necessário que esse departamento se mantenha atento, à fim de que a cultura, o DNA original da empresa, não se perca em meio a tantas novidades.

Promover a integração entre os que já estavam e os que estão chegando é apenas uma parte do processo. É preciso que, juntos, todos se ajudem nessa fase de adaptação.

Outra necessidade que muitas empresas acabam deixando de lado é a inteligência de negócio. Se para crescer é preciso investir na parte física, não podemos deixar de lado a parte mais “mental” da empresa, que seriam os softwares.

Muitas soluções tecnológicas são capazes de automatizar processos burocráticos, de baixo valor agregado, que tomam muito tempo dos colaboradores e ainda ampliam os riscos de erros banais. Buscar a digitalização da empresa é um dos passos fundamentais para quem está em crescimento.

Para orquestrar todas essas mudanças, é muito importante que o empreendedor busque ajuda. Sem dúvida, esse desafio vai demandar mais preparo do líder. Cabe destacar a necessidade de se manter atualizado, buscando cursos e até a participação em eventos do seu setor a fim de descobrir novas oportunidades e possibilidades de mercado.

Um apoio fundamental pode ser advindo de um processo de coaching empresarial, onde o empreendedor é treinado para lidar com todos os desafios que a nova fase lhe impõe.

Planejamento será sempre a melhor opção para quem deseja se livrar ou pelo menos reduzir as tão temidas dores do crescimento.
Denis Luna é empresário, treinador de empresários e sócio da ActionCOACH São Paulo.

Postado em 14 de Setembro, às 15:17 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

A importância da inclusão no mercado de trabalho

Falar sobre inclusão nas empresas nos dias de hoje, pode parecer algo muito simples. Porém, não é algo tão fácil assim. Quando falamos sobre inclusão não falamos apenas das cotas que as empresas precisam, por lei, preencher para pessoas Portadoras de Necessidades Especiais.
 
Quando faço consultorias e ministro minhas aulas, questiono se a empresa possui ou não estrutura de pessoal e física também para fazê-lo. Pois, somente contratar não quer dizer que sendo feito realmente o trabalho de inclusão*. É importante incluir verdadeiramente e fazer com que a sociedade, como um todo, respeite e saiba que essas pessoas são muito capazes.
 
Inclusão é bonito de se falar. Mas hoje ainda é pouco falada e debatida nas empresas. Hoje, muitos profissionais ainda possuem dificuldades e estão às cegas nesta questão.
 
A questão de inclusão de forma verdadeira é um outro ponto que podemos e devemos começar a falar e discutir nas empresas, em congressos em sala de aula. Em minha monografia de MBA falei sobre o " Preconceito e o Racismo nos Processos de Recrutamento e Seleção". Sim, isso existe e é muito triste.
 
Na época em que fiz este trabalho, estava acontecendo das pessoas processarem empresas por conta de não terem passado no processo seletivo. Lembro que algumas pessoas descobriram que não passaram na entrevista por conta de serem obesas, negras, homossexuais e não por uma lacuna a ser preenchida em alguma competência técnica para a vaga. Isso deve ser debatido por nós.
 
Assim acontece com outras situações. Uma empresa deseja uma recepcionista. Mas ela não pode pelo fato de ser negra, moradora de comunidade, ter cabelo afro. Mas será que fazem essas solicitações nas requisições de vagas? Fazem, infelizmente. Já passei por situações assim. Em que até o número da roupa da pessoa era solicitado. Felizmente, consegui mostrar que isso não era interessante no processo. E em processo algum.
 
Quando falamos de inclusão precisamos rever nossos conceitos e nos despirmos de muitas questões. Precisamos trabalhar com Recursos Humanos. Fazer com que a empresa entenda que hoje contratamos talentos e que a marca da instituição precisa ser trabalhada de forma verdadeira para o mercado de trabalho e para seus colaboradores.
 
Empresa que deseja crescer, ter visibilidade, produção e colaborador satisfeito precisa entender que, hoje, vivemos em outros tempos. Essas pessoas, antes à margem da sociedade, estão ocupando espaços e devem ser respeitadas e possuem grande capacidade. Devemos sempre contextualizar, explicar a vaga, falar de forma clara. Para nosso candidato e, também, para o nosso cliente (externo ou interno).

Postado em 13 de Setembro, às 14:51 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Eleitores impacientes e mimados

Segundo dados do TSE - referentes a Jul./2018 (http://www.tse.jus.br/eleitor/estatisticas-de-eleitorado ), aproximadamente 53,4 milhões de eleitores brasileiros tem entre 16 e 34 anos de idade. No Nordeste eles representam 39,5% do eleitorado e na Bahia são 37,6%.

Vale ressaltar que dentre estes, as mulheres são maioria em qualquer dos cenários apresentados.

Quando se observa o grau de instrução do eleitorado, tem-se que aqueles que ainda não completaram o ensino fundamental representam 25,8%, enquanto que apenas 4,96% possuem nível superior completo. Do total de eleitores: 54% estão entre analfabetos e os que não possuem o ensino médio completo, dentre estes ressalta-se que 6,5 milhões de eleitores se declaram analfabetos.

Por outro lado, no que tange à participação política, observa-se que no Brasil o voto tende a ser pessoalizado ao invés de programático.

Aqui, os eleitores votam em pessoas, isto é, agentes políticos cujos discursos se aproximam de um perfil de “consumo político ideológico” do eleitor. Diz-se consumo, pois o eleitor brasileiro compreende o “agente político” como uma mercadoria, cujo valor é mensurado pela capacidade de obtenção de benefícios individuais e, cuja relação de troca é orientada pelo voto individual e da família.

Essa relação instrumental prioriza os fins em detrimento dos meios e esvazia o debate político, enfraquecendo os laços de solidariedade, o fortalecimento do bem comum e o engajamento político.

Neste contexto, o eleitorado que se apresenta para o pleito de 2018 é formado por jovens impacientes e mimados que têm medo de ficar de fora daquilo que está “acontecendo” ou de estar perdendo algo interessante que os outros estão experimentando ou vivendo.

Essas características que circundam parcelas das juventudes estimulam o crescimento da ansiedade e fazem com que as angústias ocasionadas por possíveis frustações orientem as tomadas de decisões, que não necessariamente representam o interesse do indivíduo ou de sua coletividade, mas, aquilo que pode expressar uma opinião da moda, algo que é compartilhado e curtido por uma dada maioria, que neste caso não é quantitativa, mas representativa daquilo que o indivíduo compartilha em suas redes sociais.

A juventude é como o espectador impaciente do cineasta Gérard Mordillat, ela se senta diante da televisão com mais de 250 canais, altera compulsivamente os canais e descobre que não tem nada que lhe interesse para assistir, ainda que disponha de canais específicos de reprodução de filmes e séries com centenas de títulos em distintos gêneros.

Nesse sentido, a juventude como espectadora, não demonstra paciência para sentar e ouvir, falar e refletir acerca de determinados temas ou assuntos.

O tempo é algo efêmero e seu ciclo de existência e de observação torna-se cada vez menor, como consequência, as relações face a face tornam-se instantâneas e voláteis, os diálogos rápidos e as frases ditas, são como mensagens de whatsApp. As horas são vencidas pelos segundos.

Como espectador impaciente, ela, a juventude, transforma-se num consumidor mimado, de tempo integral e insaciável, alguém que a todo tempo é seduzido pelo fetiche continuo das mercadorias disponíveis para o consumo.

A vida cotidiana é o fetiche da política, aquela que seduz esses impacientes e mimados consumidores, e os políticos são as mercadorias, cujos profissionais do marketing político querem vender como algo que o jovem não pode perder ou deixar de curtir, algo que se não consumido gera ansiedade e frustação.

Esta geração em foco é aquela que experimentou nos últimos anos, desde a implantação do plano real, o crescimento no poder de consumo e da qualidade de vida.

Compartilhou não somente acesso a bens e serviços, como também acesso às novas tecnologias. Presenciou a migração para classe média e a redução dos índices de pobreza.

É uma geração que não experimentou a crise, como nos anos 80 e 90 do século XX, e cresceu diante da existência do emprego e das descobertas do Pré-Sal.

Este conjunto do eleitorado cresceu em paralelo ao crescimento das redes sociais e tornou-se apêndice destas redes, e responsável por inúmeras “verdades” compartilhadas e que estão expostas ao toque no plano das telas dos smartphones, onde o conhecimento é substituído pela informação, pela frase de impacto e pelo dito dos influenciadores digitais.

Desta forma está fora ou deixar de experimentar algo que as outras pessoas fazem e demonstram ser gratificantes causa frustação e gera depressão e, neste caso, cria eleitores manipulados, mimados e impacientes.

Mas, se cada político fosse um canal de televisão disponível, o que seria necessário para que o eleitor jovem sintonizasse em um dos canais? Esta questão é norteadora das práticas políticas e das estratégias de venda da mercadoria, candidato, para os eleitores. Essa mesma questão é a que esvazia o sentido da democracia representativa e a importância do voto.

Ela desvia os olhares da população jovem para agendas de interesses daqueles que dominam as estruturas políticas do país. Elas propagam o medo e fomentam o debate público sobre temas como a violência pelo mote da segurança pública, ao tempo em que esvaziam o debate sobre as desigualdades sociais ou as políticas de redistribuição de renda. Elas tapam o sol com a peneira e fazem crer num segundo sol.

Por fim, a juventude que irá as urnas é vítima das relações efêmeras que se estabeleceram nas redes sociais e que se multiplicaram na vida cotidiana dos selfies e likes, como uma necessidade premente para existir e coexistir na sociedade.

As identidades e as distintas formas de reconhecimento se transformaram em fetiches, e os agentes políticos que reivindicam para si essas identidades e reconhecimentos, foram modelados para serem mercadorias, enquanto que o político e a política tornaram-se etérea para a maioria da população. 

Postado em 13 de Setembro, às 14:21 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Jogando a sujeira pra debaixo do tapete

Já se passaram oito anos da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lançada com a promessa de importantes instrumentos que permitissem o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Pelo texto inicial, todos os lixões do Brasil deveriam ter sido fechados até 2014.

Porém, isso não aconteceu e, hoje, a maioria das cidades brasileiras ainda mantém depósitos de lixo sem qualquer tratamento.

E estudos indicam que, se continuarmos nesse ritmo, o Brasil só cumprirá o objetivo de reduzir os impactos ambientais do lixo nas cidades em 2060. Contudo, o prazo estabelecido para tal, pela Organização das Nações Unidas (ONU), é até 2030.

            Pela PNRS, a inobservância da obrigação de encerramento das atividades dos lixões poderá implicar na responsabilização dos municípios por diversas formas, inclusive por crime ambiental, sendo possível, ainda, a punição dos agentes políticos responsáveis pelo inadimplemento.

 Além disso, a PNRS impõe a obrigação de os Municípios apresentarem um Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos como condição para terem acesso a recursos da União destinados a empreendimentos relacionados ao setor. Sendo que, os Municípios que não apresentarem o Plano poderão ter suspensos os repasses de recursos federais, o que poderá causar impacto considerável em seus orçamentos, dependendo do caso.

            De acordo com dados do Perfil dos Municípios Brasileiros, de 2017, computados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 54,8% dos municípios têm uma Plano Municipal.

Por outro lado, essa questão do repasse (ou da falta de) para a implantação de uma política concreta de descarte adequado do lixo é justamente a principal justificativa para o cenário atual. Para 61,6% dos municípios brasileiros, a arrecadação para concretizar essa política é insuficiente.

Fora isso, em muitos lugares, outro obstáculo é também a falta de profissionais qualificados para criar e, ainda que fosse o caso, implementar os Planos Municipais. Estima-se que mais de um terço dos municípios não têm sequer um profissional técnico na área ambiental no seu quadro de funcionários.

            A realidade, hoje, é que a solução para o problema tem se arrastado ano a ano. Até que, em julho de 2015, o Senado estendeu ainda mais a data-limite para o fim dos lixões.  

Além das capitais e regiões metropolitanas, os municípios de fronteira e os que contam com mais de 100 mil habitantes, com base no Censo de 2010, ganharam prazo até 2019.

Cidades com população entre 50 e 100 mil habitantes têm até 31 de julho de 2020 para resolver essa questão. Já os municípios menores, com menos de 50 mil habitantes, devem estar de acordo com a lei até 31 de julho de 2021. 

            Recentemente foi aprovada a Medida Provisória nº 844/2018 com o objetivo de enfrentar problemas no serviço de saneamento no Brasil, como a baixa cobertura e tratamento da rede de esgoto e coleta de lixo.

O texto afeta a Lei nº 11.445/2007 (lei de diretrizes nacionais para o saneamento básico) e a Lei nº 9.984/00 (lei de criação da Agência Nacional de Águas - ANA), além de modificar a Lei nº 11.107/2005 (lei de consórcios públicos).

A esse respeito, de que a aprovação da Medida Provisória vem trazendo inúmeras discussões no setor, nesse momento é prudente aguardar os próximos dias, a fim de verificar se a MP será convertida em lei.

Postado em 06 de Setembro, às 17:14 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Lei Geral de Proteção de Dados: como fica a situação das empresas que mantêm banco de dados de clientes?

No dia 15 deste mês, foi publicada a Lei no. 13.709 de 2018, mais conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passou a regulamentar o uso, proteção e transferência de dados pessoais, seja por meios digitais ou não. Inspirada em regulações europeias sobre esse mesmo assunto, a lei deve mudar a forma como são tratados os dados pessoais de consumidores pelas empresas – e o seu descumprimento resultará em sérias sanções aos infratores.

“A LGPD prevê que o tratamento de dados pessoais – nome, CPF, e-mail, telefone ou quaisquer outros dados que tornem a pessoa identificável - somente poderá ser realizado mediante o consentimento do titular em casos de cumprimento de obrigação legal ouquando necessário para a execução de contrato do qual seja parte o titular, além de outras hipóteses restritas previstas na lei”, esclarece a advogada do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica, Nari Lee Cerdeira.

“Entende-se por tratamento toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem à coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração”.

De acordo com a advogada, o consentimento do titular dos dados poderá ser fornecido às empresas por escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de sua vontade, cabendo ao controlador da informação o ônus de provar que recebeu tal consentimento. “No caso de dados de crianças, devem ser tratados mediante consentimento específico e em destaque, dado por pelo menos um dos pais ou responsável legal”, completa.

A empresa que descumprir a LGPD receberá desde uma advertência até a aplicação de multas de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50 milhões por infração.

A previsão de entrada em vigor da Lei é de dezoito meses após a sua publicação, ocorrida, como já mencionado, em 15 de agosto de 2018. “Apesar do prazo aparentemente extenso para as empresas se adaptarem, as regras criadas pela LGPD exigirão investimentos e treinamentos, portanto, é importante não deixar para a última hora”, aconselha Nari.
 
Sobre o escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica

O escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica está no mercado há quase 30 anos prestando consultoria jurídica empresarial. Atua nas áreas de Franquia (com expertise em relacionamento de redes); Direito Empresarial, Imobiliário e Societário; Tributário e Contencioso Cível; Contratos, Compliance e Varejo e Propriedade Intelectual.

Foi fundado por Melitha Novoa Prado, um dos nomes mais importantes do franchising no Brasil, e tem como sócios Felipe Frossard Romano e Thais Kurita. Juntos, eles coordenam uma equipe dinâmica, comprometida e capacitada para oferecer aos clientes as melhores soluções jurídicas para seus negócios. 

Postado em 05 de Setembro, às 09:32 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

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