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Brasil, 3 anos de recessão econômica por Janguiê Diniz

A maior recessão desde 1948 – quando começa a série histórica de registro. Esse é o retrato da economia brasileira, que recuou 3,6% em 2016 e fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) voltasse ao mesmo nível de 2010. A constatação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e estava dentro das expectativas dos analistas. O Brasil tem retração acumulada de 7,2% em apenas dois anos.

O ciclo de recessão no Brasil começou no segundo trimestre de 2014 e completou, em dezembro de 2016, onze trimestres – ou seja, quase 3 anos -, já tendo alcançado a mesma duração da crise do governo Collor. A queda não foi decorrente de apenas um setor, mas foi consequência de contração em todos os setores - primeira vez que isso aconteceu desde 1996.

Desde 2014, o setor industrial brasileiro registrava queda, entretanto, o setor de serviços continuava crescendo. O ano seguinte, 2015, foi registrado quedas nos setores de serviços e indústria. Já em 2016, a agropecuária teve queda. Esta última sob justificativa de que condições climáticas afetaram a produção de milho, cana e soja, responsáveis por 60% da produção agrícola brasileira.

Entre uma lista de 38 países que divulgaram seus resultados até o momento, o Brasil teve o pior desempenho, segundo o ranking da agência de classificação de risco brasileira Austin Rating. Depois do Brasil, aparecem Grécia e Noruega, que registraram crescimento de 0,3% e 0,6%, respectivamente.

Dizer que voltamos ao PIB registrado em 2010 é como apagar a história do desenvolvimento econômico que o Brasil viveu desde então. Preocupante, também, é o registro do PIB per capita, que caiu 11% desde 2014, em comparação ao crescimento de 0,9% da população ao ano. Isso significa dizer que a população empobreceu, reduzindo o consumo e isso impacta diretamente na economia.

Se o Brasil vai sair da crise? Os especialistas dizem que sim e complementam afirmando que o pior já passou. Entretanto, acredito que ainda há muitos pontos que atrapalham a recuperação de fôlego econômico, principalmente depois desta grave crise pela qual passam os produtores brasileiros de carne, já que o Brasil é o maior exportador do mundo. Os juros ainda estão muito altos, mesmo com o início de redução da taxa Selic; ainda há uma forte restrição ao crédito; e o nível do desemprego continua aumentando.

A crise brasileira é, sem dúvidas, resultado de anos de uma política econômica sem controle. O único fator que pode estimular a retomada consistente do desenvolvimento econômico é o investimento público. Entretanto, avaliando que o governo não tem recursos para investir, as parcerias e concessões público-privadas seriam parte da solução.

A queda da inflação e dos juros, a alta do preço das commodities e o crescimento da confiança dos consumidores e dos empresários vem reforçando que o Brasil pode e irá sair da crise, mas a passos curtos. A liberação do FGTS inativo também pode acelerar a retomada do crescimento. Além disso, as vendas de minério de ferro e petróleo cresceram nos dois primeiros meses do ano, levando a balança comercial brasileira a um patamar confortável. Já a indústria deve aquecer mais por uma necessidade de repor os estoques e o Brasil deve produzir em 2017 um total de 221 milhões de toneladas de grãos, a maior safra da história do país. E isso movimenta toda a cadeia produtiva.

Acompanhando todas as mudanças internas, ainda temos que ficar de olho nas movimentações externas. O presidente americano, Donald Trump, tem adotado políticas protecionistas que podem afetar o mercado de exportação brasileiro.

Porém, é preciso mais. A Lava Jato não pode parar e é preciso pensar em maturar as reformas previdenciária, política, tributária, trabalhista, etc. É preciso fazer o dever de casa internamente, para que a economia e, por consequência, o Brasil volte a ter bons índices de crescimento.

Postado em 29 de Março, às 14:55 por Redação Criativa 0 comentários

Dia da Água: como lidar com a falta do saneamento básico no Brasil?

Avançamos muito pouco no quesito de saneamento e isso é grave, pois são inúmeros os danos que esse cenário pode trazer à população. De acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgotos e, desse resultado, somente 42% dos esgotos são tratados. Diante desses números, é importante aproveitar o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, para debater a questão do saneamento básico.

Basta olhar para um dos grandes problemas da saúde pública no momento: a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e o consequente aumento desenfreado dos casos de dengue, chikungunya e vírus zika. Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito.

Uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), World Health Organization (WHO), de 2002, trata sobre a redução de riscos e promoção de uma vida saudável, o documento diz que efeitos adversos à saúde estão ligados à ingestão de água insegura associada à higiene inadequada e motivadas pela falta de acesso ao saneamento e gestão inadequada dos recursos e sistemas hídricos, sendo que a diarreia infecciosa é o maior fator de contribuição para carga de doenças associadas à agua, ao saneamento e à higiene. A diarreia infecciosa é responsável por cerca de 4 bilhões de casos a cada ano.

Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água.

Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afeta diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Já é de conhecimento que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.

Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções a base de cloro já são aplicadas a mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias.

Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução.

*Elias Oliveira é gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes, pertencente ao Grupo Sabará, empresa que oferece ao mercado soluções integradas para o tratamento de águas industriais e saneamento básico, garantindo há mais de  60 anos o fornecimento de produtos, equipamentos, assistência técnica e prestação de serviços para a desinfecção de águas em diversos processos industriais.

Postado em 22 de Março, às 06:51 por Redação Criativa 0 comentários

Serviços e refinanciamento da Dívida representam 62,3% do Total de Gastos do Governo Federal

Segundo dados coletados no site do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, (www.portaltransparencia.gov.br), relativo aos gastos diretos do Governo Federal em 2016 os mesmos totalizaram R$ 1,654 trilhões, deste total R$ 1,030 trilhões, ou seja, 62,3% foram gastos com Refinanciamento da Divida Interna, Serviços da Divida Interna (Juros e Amortização) e com Serviços da Divida Externa (Juros e Amortização).

Outro gasto significativo no valor de 136,471 bilhões é o do Programa Operações Especiais (Outros Encargos Especiais), para só ai aparecer os gastos com a Previdência de Inativos e Pensionistas da União com gastos em 2016 no valor de 75,662 bilhões que representa 4,6% do total de gastos do Governo Federal em 2016.

Postado em 16 de Março, às 15:56 por Redação Criativa 0 comentários

Qual o tamanho real da crise econômica em Amargosa?

Independente do que a grande mídia noticia sobre a grave crise econômica que atravessa o Brasil, seria grave falta de conhecimento generalizá-la e não entender que alguns municípios conseguem ter uma economia local sustentável. E que muitos deles vem atravessando o momento atual com resultados significativos. Em 2016, o município de Juazeiro gerou 1.774 novos empregos enquanto o município de Lauro de Freitas, no mesmo período, teve 14.100 desempregados.

No caso específico de Amargosa, que em 2016 bateu recorde com 555 novos desempregos, neste ano apresenta um dado novo com o aumento da arrecadação de impostos pelo Governo do Estado da Bahia em 2017. Segundo a Secretaria da Fazenda, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, quando comparado com o mesmo período em 2016, os comerciantes de Amargosa pagaram mais 36,6% dos impostos ICMS, IPVA, ITD e outras taxas, em relação ao ano anterior, enquanto em todo o Estado o aumento foi de apenas 2,6%.

A chegada da Fábrica de Sapatos Ferracini e a reabertura do Frigorífico (atualmente da JBS) devem equilibrar parte do desemprego de 735 trabalhadores dos últimos dois anos, mas é importante considerar que estas duas ações não são bastantes para fazer a economia de Amargosa retornar ao seu apogeu com relação a geração de emprego dos anos de 2008 a 2011.

Independente de saber que no ano de 2016 os programas Bolsa Família e o BPC – Beneficio de Prestação Continuada injetaram na economia de Amargosa aproximadamente R$ 27.800.000,00, precisamos ter os olhos voltados ao crescimento sustentável através da Agricultura, principalmente a familiar, da modernização do comércio, do fortalecimento da UFRB, da UAB e do CETEP, dos investimentos públicos da Prefeitura e mais ainda pela valorização na aquisição dos produtos locais.

Um exemplo simples com resultados expressivos na economia local diz respeito ao Laticínio Nova Vista, que produz uma grande variedade de queijos de excelente qualidade, que tanto absorveu a oferta da produção de leite local, como gerou novos empregos no município.

O que falta a população de Amargosa, então, é entender como funciona a “roda” da economia local e começar a consumir os produtos produzidos na cidade e valorizar o comércio local para fortalecê-lo, só assim novos empregos serão gerados e se melhorará a vida dos amargosenses.

Postado em 16 de Março, às 15:14 por Redação Criativa 0 comentários

Especialista dá dicas para saque de contas inativas

Teve início, na última sexta-feira (10), a liberação para saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. A ação do Governo Federal, por meio de Medida Provisória (MP 763/2016), busca injetar recursos financeiros na economia do país, contemplando trabalhadores que têm saldo em uma conta inativa até 31 de dezembro de 2015, seja por dispensa ou demissão por justa causa. A iniciativa permitirá que 30,2 milhões de pessoas tenham acesso a R$ 43,6 bilhões, até a data-limite de 31 de julho.

Uma grande preocupação dos brasileiros se deve ao fato de muitos empregadores não terem efetivado o recolhimento do FGTS. Segundo o Juiz do Trabalho e professor do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), especialista em Direito do Trabalho, Maurício Pereira Simões, o empregador é obrigado a depositar 8% do salário em uma conta do FGTS, em nome do funcionário. Em caso de não cumprimento da lei, são possíveis duas saídas: Entrar em contato com a empresa e solicitar o depósito imediato dos valores devidos, com acréscimo de juros e multa, ou acionar a Justiça do Trabalho, respeitando o prazo de dois anos da data da dispensa.

“Hoje, vale bastante a pena a efetuação do saque imediato, pois os rendimentos do FGTS estão abaixo de indicadores importantes como a taxa de inflação e a poupança”, alerta Simões. Ele frisa, ainda, a necessidade de atenção e acompanhamento das datas para saque, pois não será possível efetuá-lo após os prazos estabelecidos pelo governo. Mesmo pessoas que residem fora do país podem executar o saque, mediante ao comparecimento ao consulado brasileiro.

O especialista destaca, ainda, que a previsão de liberação de saque de contas inativas não é uma medida recente. Ela já estava contemplada na Lei do FGTS (nº 8.036/90), para casos específicos de pessoas que estão fora do mercado de trabalho há, no mínimo, três anos e outros como aposentadoria, doenças crônicas, financiamento imobiliário e falecimento de ente, após cumprimento dos requisitos necessários.

Outra dica do jurista refere-se à consulta do saldo de contas inativas. “É possível obter a informação no site oficial da Caixa Econômica Federal, mas é preciso atenção, pois, infelizmente, já foram criados diversos acessos falsos para coletar informações com o intuito de gerar prejuízos financeiros”, ressalta.

Outro problema frequente são casos de trabalhadores com mais de um cadastro no PIS. “Há dez, quinze anos, as pessoas tiravam uma nova carteira de trabalho e acabavam sendo cadastradas novamente pelo empregador. Vale verificar e regularizar na Caixa e evitar dificuldades na hora de sacar o recurso”, diz.

Postado em 14 de Março, às 07:56 por Redação Criativa 0 comentários

Declaração do Imposto de Renda 2017 segue até 28 abril

Não é por acaso que a imagem de um leão é associada ao Imposto de Renda. A “mordida do felino”, também conhecida pela expressão “cair na malha fina”, é temida pela grande maioria dos brasileiros que até 28 de abril terão que entregar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda 2017, referente aos ganhos de 2016.

“Para calcular quanto o trabalhador deve pagar de imposto, a Receita soma os rendimentos que ele teve e desconta uma parte de seus gastos, as chamadas ‘deduções’. O valor final é apresentado em uma tabela, que determina a porcentagem de imposto sobre a renda que ele deve pagar”, esclarece a contadora Sonildes Alves, diretora da W/asa Assessoria Contábil e Escritório Virtual, de Salvador.

Deve declarar o imposto quem recebeu um rendimento tributável anual maior do que R$ 28 mil, ou seja, pessoas que recebiam uma média de salário maior do que R$ 2 mil reais. Também devem declarar os que tiveram rendimentos não tributáveis acima de R$ 40 mil. Esses rendimentos são aqueles em que o lucro é líquido, ou seja, o contribuinte não precisa pagar nenhum imposto ao governo sobre esse dinheiro ganho. O microempreendedor individual (MEI) também deve declarar Imposto de Renda, caso se encaixe nas situações que obrigam o envio.

Antecipação – A diretora da W/ASA, Sonildes Alves, ressalta que quanto mais cedo declarar, com mais brevidade o contribuinte com direito a restituição será reembolsado. “Quando a declaração é feita no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, o contribuinte recebe mais cedo as restituições do Imposto de Renda”, afirma. Quem erra ou se esquece de informar algum dado na declaração pode fazer uma correção.

Idosos, portadores de doenças graves e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. Os valores normalmente começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes. “Caso a Receita veja que o contribuinte pagou menos imposto do que deveria, ele vai precisar pagar mais. O valor será informado no fim do preenchimento da declaração e o pagamento pode ser feito por DARF ou por débito automático”, informa a contadora.

Por que contratar um contador? Apesar dos avanços da Receita Federal no sentido de facilitar o processo para que o próprio contribuinte preencha sua declaração anual, este preenchimento costuma gerar diversas dúvidas, tanto sobre o que deve ser declarado, quanto sobre a forma correta de fazê-lo. As dúvidas são mais frequentes em casos de alienação ou aquisição de bens durante o ano, resgate de aplicações no mercado financeiro ou em fundos de previdência e movimentações financeiras no exterior, entre outras situações. Neste momento, a experiência de um bom contador é de muito valor, pois facilita e dá segurança ao processo.

Além disso, em decorrência do preenchimento incompleto ou errado da declaração, principalmente em situações mais complexas, como aquelas que envolvem diferentes fontes de renda, muitos dependentes ou aplicações financeiras, o contribuinte pode acabar caindo na “malha fina” apenas por falta de conhecimento e não necessariamente pela intenção de burlar o fisco. Neste caso também a segurança de uma assessoria contábil pode fazer a diferença.

Pode não ser tão simples escolher o modelo ideal de declaração, se o simples ou o completo, ou qual a melhor alternativa entre apresentar a declaração dos cônjuges e dependentes em conjunto ou separado. O impacto dessas escolhas no valor a pagar ou a ser restituído pelo fisco é grande e por isso “é melhor não arriscar. Contar com o auxílio de um contador para o Imposto de Renda em virtude do conhecimento desse profissional acerca das particularidades de cada situação aumenta a segurança do contribuinte”, explica Sonildes Alves.

A especialista, que preenche dezenas de declarações anualmente há cerca de 25 anos alerta que a não declaração de valores é considerada crime, punível com multa e detenção de até dois anos em regime fechado. Além disso, ressalta, a veracidade dos dados informados não é de responsabilidade do Contador. “Nós orientamos pessoas a respeito da forma correta de preencher a declaração, mas a veracidade das informações que nos são confiadas é responsabilidade do contribuinte”, conclui.

Postado em 13 de Março, às 14:54 por Redação Criativa 0 comentários

6 situações que proporcionam estabilidade aos trabalhadores

Em época de demissões crescentes, a estabilidade se torna uma preocupação muito grande para os trabalhadores, contudo, por mais que se busque se dedicar ao máximo ao trabalho, não há uma garantia sobre a manutenção dos empregos, a não ser em situações estabelecidas pela legislação trabalhista.

Assim, é importante entender quando o trabalhador adquire os direitos à estabilidade, em questões cotidianas. Contudo, é importante frisar que não foram consideradas situações que envolvem eleições sindicais e outras correlatas, sendo tratados apenas casos comuns a todos os trabalhadores de todos os tipos de empresas.

Estabilidade pré-aposentadoria - Quando o trabalhador está perto de aposentar, seja integral ou proporcional, desde que haja previsão nesse sentido nas normas coletivas da categoria, ele conquista “estabilidade pré-aposentadoria”, ou seja, no período fixado na norma (que costuma ser de 12 ou 24 meses anteriores à aposentadoria) ele não pode ser dispensado sem justa causa.

Estabilidade pré-dissídio - Muitas categorias asseguram estabilidade de 30 dias antes da data base da convenção coletiva a seus filiados. Com base na legislação que aponta que: “O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo FGTS". Portanto 30 dias antes da data base de dissídio, se algum funcionário for dispensado sem justa causa, caberá uma multa por estabilidade de dissídio. Devido a nova Lei do Aviso Prévio, que a cada 1 ano trabalhado acrescenta-se 3 dias por ano, a data de início da estabilidade será variável dependendo do tempo de trabalho do empregado na empresa.

Acidente de trabalho - O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 12 meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. A estabilidade para esse caso começa a partir do término do auxílio-doença concedido ao empregado que sofreu acidente de trabalho. Para ter direito à estabilidade de doze meses é necessário que o afastamento por motivo de acidente seja superior a quinze dias (se for menor não há direito ao beneficio, pois nesse caso os dias que ficou sem trabalhar serão pagos pelo empregador) e o empregado acidentado tem, obrigatoriamente, que dar entrada ao pedido de auxílio-doença junto ao INSS. Se ele simplesmente deixar de trabalhar por mais de quinze dias e não dar entrada no benefício não terá direito à estabilidade. Caso o empregado contraia alguma doença profissional e for comprovado que essa doença decorreu da atividade que desempenhava também terá direito ao benefício.

Gestação – é proibida a dispensa sem justa causa da trabalhadora gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Se o empregador dispensar sem ter conhecimento da gravidez, terá de reintegrar ao trabalho ou pagar a indenização decorrente da estabilidade em caso de demissão. E a gestante só pode voltar ao trabalho se a demissão ocorrer durante o período de estabilidade. Caso entre com uma ação trabalhista e a sentença do juiz se dê após o período de estabilidade, só será possível obter a indenização (pagamento de salários e demais direitos que receberia se estivesse trabalhando). Como são cinco meses de estabilidade, então teria direito a receber o valor do salário mais direitos multiplicados por cinco. A empregada que ficar grávida durante o contrato de experiência ou durante contrato determinado também terá direito a estabilidade.

Estabilidade por aborto involuntário - Se a gestante sofrer aborto, se tem entendido a estabilidade fica prejudicada. Tal entendimento se fundamenta no fato da Constituição garantir a proteção da maternidade e da infância através da estabilidade, em ocorrendo o aborto espontâneo a empregada gozo apenas de duas semanas de repouso.

Documento coletivo da categoria - O direito à estabilidade pode ser garantido em cláusula no documento coletivo da categoria, como criar garantia de emprego para outros casos (estabilidade para quem está para se aposentar, por exemplo) e ainda aumentar o prazo da estabilidade.

Gilberto de Jesus da Rocha Bento Júnior é advogado, contabilista e sócio da Bento Jr. Advogados. Especializado em direito tributário, direito empresarial, direito processual, empreendedorismo e direito constitucional.

Postado em 25 de Fevereiro, às 10:09 por Redação Criativa 0 comentários

Fuga de Capitais e Intelectos, por Fernando Pinho

Cansadas das mazelas sofridas desde o malfadado Plano Collor, muitas famílias à época começaram a planejar-se para viver em países com perspectiva de futuro mais promissor. Iniciaram o processo buscando obter cidadania norte-americana ou europeia. Em seguida, encaminharam os filhos, ainda pequenos, para estudarem em escolas de nível básico com currículos bilíngues, a fim de prepará-los para viver expatriados desde a tenra idade e criar pessoas com visão global do mundo dos negócios e de outros aspectos da vida em geral, de maneira que pudessem prosperar onde desejassem viver. Os chefes de família começaram a esforçar-se para rapidamente obter fluência nos idiomas estrangeiros mais utilizados, como o inglês, francês, alemão, espanhol e, mais recentemente, o mandarim. Após os filhos terem acabado os cursos básicos, enviaram-nos para fazer os cursos secundários no exterior, com vistas a lá continuarem para concluir os cursos superiores. Enquanto isso, muitos pais obtiveram qualificação acadêmica de alto nível (mestrados, doutorados etc), visando mais facilmente obterem vistos de trabalho nos países para onde iriam se mudar. Concomitantemente, com a ajuda de advogados especializados e consultores de bancos internacionais, inteiraram-se do modo de vida e legislação desses países. Aproveitando os momentos de euforia financeira no Brasil, quando o preço dos imóveis sobe de maneira exorbitante, venderam-nos, com o propósito de criar liquidez e aguardar os momentos mais adequados para comprar moedas fortes a preços baixos, visando enviar para o exterior.

Na atualidade, na convivência permanente com alunos que frequentam escolas de idiomas, visando aprender mais um ou simplesmente para manter a fluência em algum já dominado, é impressionante a constatação do número de famílias inteiras que estão preparando-se para ir definitivamente para um país desenvolvido, como: EUA França, Portugal, Reino Unido (apesar do Brexit), Espanha, Itália, Suíça, Bélgica e Luxemburgo. O pleno domínio de idiomas estrangeiros é sempre uma ferramenta muito importante em qualquer fase da vida, pois quem é poliglota tem um grau de mobilidade incomparável, em situações de risco político e econômico elevado, como no Brasil presente. Que o digam, também, as milhares de famílias da Venezuela e Argentina, que abandonaram às pressas suas pátrias, em direção a "portos seguros".

Também o Panamá tem recebido muitos expatriados, pois tem estrutura política estável, economia equilibrada, boa qualidade de vida e também por ser administrado sob a ótica capitalista, além de oferecer cidadania a residentes e regime fiscal muito diferenciado dos demais países vizinhos. Se nos movimentos imigratórios anteriores, as pessoas que deixavam o Brasil, tinham alguma esperança de voltar um dia, na atualidade, isso já não ocorre. Desfazem-se de todos os seus bens domésticos e muitas chegam a abdicar da cidadania brasileira, num movimento radical de cortar os laços definitivamente. Não querem esperar mais 30 ou 40 anos, se tudo der certo, para que o Brasil transforme-se ao menos num país de segundo mundo. É lamentável para um país que carece de tudo, que empresários, médicos, dentistas, advogados, psicólogos, economistas, professores universitários, cientistas, jornalistas e muitos outros profissionais de alto calibre intelectual tenham que deixar o país, para viver dignamente.

Postado em 24 de Fevereiro, às 10:08 por Redação Criativa 0 comentários

Tecnologias emergentes impactam setor de educação em 2017

Introduzir métodos para trabalhar as habilidades socioemocionais e desenvolver a capacidade cognitiva dos jovens nas escolas é um dos maiores desafios da educação no país, segundo o estudo “As Perspectivas Tecnológicas para o Ensino Fundamental e Médio Brasileiro”, do NMC Horizont Report, entidade que examina as tecnologias emergentes e seu potencial de impacto e de uso para o ensino, aprendizagem e investigação criativa em escolas. O levantamento mostra que as tecnologias emergentes têm potencial para impactar o ensino no Brasil até 2017 e se tornarem a maior tendência do mercado educacional.

As escolas perceberam as mudanças de perspectivas e, a cada dia mais, estudam a implantação de ambientes colaborativos e meios de aprendizagem interativos. Por meio de métodos que ensinam linguagens de programação e o desenvolvimento do pensamento computacional, o jovem aprende desde cedo a resolver problemas usando a tecnologia a seu favor, seja programando computadores, robôs, dispositivos eletrônicos e IoT (Internet of Things). 

Essa concepção, embora recente no Brasil, já é bastante difundida em países com os melhores índices na qualidade do ensino no mundo. A alfabetização computacional, integrada ao currículo escolar, tem trazido uma série de desdobramentos positivos em características fundamentais para o futuro profissional e na vida do aluno, tornando-os mais proativos, criativos, resilientes, autoconfiantes, entre outra série de características positivas. Na Finlândia, por exemplo, até a estrutura curricular foi alterada, integrando as disciplinas e conteúdos em projetos.

Junto a esse debate e boas práticas em nível mundial envolvendo os novos modelos de aprendizagem, no Brasil vem a reforma do ensino médio, que se tornou pauta com a Medida Provisória aprovada pela Câmara e encaminhada ao Senado. Além de instituir a necessidade do desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos estudantes, a MP estabelece uma meta de ampliação da carga horária para mil e quatrocentas horas anuais em todas as escolas do ensino médio. Atualmente, os jovens dedicam 800 horas aos estudos por ano. Ou seja, as escolas terão novos desafios e precisarão ser inovadoras na formatação e entrega do conteúdo. 

Por isso, está na mão das escolas direcionar os esforços em novas formas de se educar, assim como os pais, acompanhar essa evolução. Investir em novas formatos de aprendizado vai ao encontro do que precisamos para o aperfeiçoamento de nossas crianças e jovens, para que cresçam com as melhores ferramentas e possibilitem a melhora do ensino, na formação do caráter e o progresso de nosso país.

Postado em 08 de Fevereiro, às 10:04 por Redação Criativa 0 comentários

O carnaval só serve para vender cerveja

Parece uma afirmação pouco apurada: “há o turismo” dirão alguns, “ há os vendedores” dirão outros e é exatamente aí a certeza que o Carnaval é ruim para o varejo.

Pesquisa por amostragem feita pelo Instituto Solução Varejo/FDCLESP em cinco regiões do Estado em que a entidade possui Câmaras de Dirigentes Lojistas, contrapostas com índices de comércio consolidados no IBGE, dados demonstrativos do Banco Central, acrescidos dos dados consolidados com a geografia territorial- meio predominante da atividade da região e expectativa econômica do varejo - conclui a mesma intenção de queda que se aferiu no acumulado de 2016 (-5%) se manterá nas vendas do Carnaval do comércio. A pesquisa denuncia que as vendas no varejo tendem a ficar estáveis nas regiões do litoral e manter uma tendência de queda nas regiões do interior em que tradicionalmente não há incentivo público ao Carnaval.

Em cidades litorâneas o fluxo de turistas não anima o comerciante, segundo a pesquisa, o varejo local é invadido pelo comercio informal e a maioria das vendas durante as festas resume-se à alimentos, principalmente bebidas. Para o comércio de bens duráveis e lojas de rua, em três das regiões pesquisadas, o carnaval é sinônimo de aumento de custos e queda nas vendas. Também se aferiu que nesse período há uma inversão bastante grande dos hábitos de consumo, os horários de movimento se alteram e a maioria dos lojistas não acompanha a mudança, restando aos ambulantes e àqueles que possuem comércio sem ponto fixo a maior fatia do mercado.

Nas regiões mais industriais e metropolitanas o comércio local percebe a fuga do consumidor para outros destinos. Cidades turísticas possuem uma dinâmica de consumo à parte, mas os lojistas acreditam que haverá uma queda no ticket médio de consumo.

O pequeno comerciante perde dinheiro, o nano comerciante regular - àquele inscrito como microempreendedor individual - percebe um aumento brutal na concorrência com os ambulantes ilegais e assim vamos: pulando carnaval e aumentando o prejuízo.

Postado em 06 de Fevereiro, às 15:23 por Redação Criativa 0 comentários

Baiano traz dicas matadoras para deixar qualquer pessoa mais feliz

Sem motivos para ser feliz! Duas dicas matadoras para deixar qualquer pessoa ainda mais feliz, pelo baiano Miguel Augusto Mar.

Um simples sorriso pode fazer diferença no seu dia? Vejo muitas pessoas dizendo que não possuem motivos para sorrir. Quero aqui compartilhar com vc uma história de uma pequena criança, muito esperta, espontânea e feliz. Confiram o que ela te convida a fazer e como a PNL e o Coaching podem te ajudar a ter mais qualidade de vida.

Veja Abaixo:

Postado em 23 de Dezembro, às 22:20 por Redação Criativa 0 comentários

10 dicas para deixar a sua navegação na internet mais segura

O fim do ano é o período em que muitos brasileiros vão às compras, mas também é a época em que os bandidos cibernéticos preparam armadilhas para praticar crimes. A professora Michele Bazana, coordenadora do curso de Engenharia de Computação da Faculdade de Tecnologia Termomecanica – FTT, preparou algumas dicas de segurança na internet que podem evitar dores de cabeça nesta época do ano.

“Além das nossas preferências de conexão e lixos eletrônicos, o nosso computador armazena senhas de acesso à portais e bancos eletrônicos, dados como RG, CPF e endereço residencial e tantas outras informações pessoais, tornando a vida privada mais pública do que nunca”, alerta. Mas, segundo Bazana, nenhum sistema de proteção será eficiente o bastante se a conduta do usuário no ambiente virtual não for responsável.

Confira as dicas da coordenadora para se prevenir dos ataques virtuais:

1 Crie senhas com caracteres especiais. Sempre uma combinação de letras e números;

2 Utilize um antivírus e o atualize com frequência para diminuir a vulnerabilidade;

3 H​abilite o firewall – software que filtra o tráfego malicioso da internet impedindo que estranhos acessem sua máquina, como hackers e vírus;

4 Evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos que em sua maioria encobrem arquivos do tipo espião, cuja característica é vasculhar sua máquina;

5 Redes sociais: cuidado com as informações que compartilha e com as solicitações de amizade que aceita. Desconhecidos podem ter acesso a informações muito pessoais.

6 Ao acessar um site para fazer transações financeiras, verifique se o endereço contém o “S” após a sequência de letras “http” (ex: https://endereço). Se houver, significa que o site tem um protocolo de segurança.

7 Utilize bloqueios de segurança no aparelho móvel. Aqueles padrões de desbloqueio que você precisa ligar os pontos na tela são muito previsíveis. Na internet é possível encontrar inúmeras pesquisas que revelam os “desenhos” mais utilizados para bloqueio.

8 Um tipo de crime chamado de ransomware, uma forma de extorsão por meio de sequestro de dados, tem se tornado muito comum. O vírus é instalado no momento em que a vítima faz o download de um navegador e permite que o hacker roube todos os arquivos do computador. Após o roubo, o bandido entra em contato para pedir o resgate.

9 Evite o acesso a bancos em rede wi-fi pública ou abertas e, antes de se conectar a uma rede deste tipo, certifique-se que seu aparelho está configurado para usar uma conexão segura. É importante desabilitar a função de wi-fi automática.

10 Por fim, o endereço https://haveibeenpwned.com/ pode te ajudar a descobrir se a sua conta já foi exposta. Digite o seu e-mail e, dependendo do diagnóstico, troque a sua senha imediatamente.

Postado em 08 de Dezembro, às 10:31 por Redação Criativa 0 comentários

O mundo e Trump - Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU

Surpresa e apreensão. Essas são as duas palavras mais ouvidas quando o tema é o resultado das eleições americanas para presidente. Donald Trump venceu, não por número de votos, mas por número de delegados dos colegiados e provocou uma reação negativa por todo o mundo – bolsas de valores em baixa e o receio mundial que as promessas de campanha de Trump sejam cumpridas.

O tom do discurso da vitória de Donald Trump já não foi tão duro quanto suas propostas de campanha. Entretanto, ao assumir a Casa Branca em 2017, o presidente eleito pode reverter algumas das principais realizações de Barack Obama. Entre elas estão o fechamento do acordo nuclear com o Irã e a ampliação da política externa e do comércio internacional.

Para entendermos melhor o que pode acontecer nos próximos anos: o muro ao longo da fronteira entre EUA e México pode ser utópico de construir e os milhões de imigrantes sem documentos nos EUA podem não ser deportados imediatamente. Porém, os EUA têm o papel de promover maior integração comercial mundial e essa relação pode ser abalada com parceiros comerciais como a China através da imposição de tarifas punitivas de 45% sobre as mercadorias.

Outro ponto preocupante é que, em um de seus discursos, Donald Trump disse que o acordo entre Estados Unidos e Irã, para impedir que a república islâmica possua armas nucleares, seria, no mínimo, reestruturado. Trump já declarou que estava aberto a que o Japão e a Coreia do Sul desenvolvam arsenais nucleares visando conter a agressão da Coreia do Norte e reduzir os encargos dos EUA quanto à defesa dos dois países. Vale ressaltar que o EUA é, hoje, o maior detentor de armas nucleares no mundo.

O presidente eleito também é contra outros acordos internacionais que para ele são nocivos para os EUA. Citamos como exemplo a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), cujo tratado considera obsoleto e dispendioso, pois visa defender países cujos seus partidários “nunca ouviram falar”. O mesmo acontece com o acordo de Paris, que reza sobre programas e planos de combate ao aquecimento global. O povo americano também poderá sofrer com a política exibicionista de Trump. O presidente eleito já aderiu à promessa republicana de que as reformas da saúde lançadas pelo democrata Obama, o ObamaCare, devem ser desfeitas e substituídas.

Há três razões para o mundo estar receoso quando ao novo presidente americano: o temperamento errático de Trump; suas constantes mudanças de opinião com relação à política do Oriente Médio; e o mais importante, seus instintos isolacionistas. A vitória de Trump gerou alarme, choque e pavor. Trump se referiu ao presidente russo Vladimir Putin com admiração, e disse que a votação britânica de junho de 2016 pela saída da União Europeia foi “algo admirável”.

Infelizmente, resta ao mundo aguardar o que acontecerá nos próximos anos. Aguardar e torcer para que o senso e a tolerância estejam presentes no mandato do novo presidente americano.

Postado em 06 de Dezembro, às 16:29 por Redação Criativa 0 comentários

Tecnologia e o futuro do mercado de trabalho

Não é nenhuma novidade que, a cada dia, surgem novas tecnologias que mudam a vida das pessoas causando o que chamamos de "impactos sociais". Essas tecnologias repercutem nos processos, na qualificação da força e nas próprias condições de trabalho, além de influenciar na saúde do trabalhador e, consequentemente, nas políticas de ocupação, afetando diretamente a questão do emprego.

Se pensarmos nas consequências da tecnologia no mundo do trabalho e na sociedade, teremos um contrassenso: a tecnologia chega para promover a simplificação dos processos através das máquinas, porém, aumenta a complexidade das mesmas. Em contrapartida, temos uma redução do trabalho manual, mas que nem sempre resulta em um processo de capacitação do trabalhador para utilizar a tecnologia.

Mas, o que irá acontecer? A tecnologia vai acabar com o trabalho humano? Estudos recentes revelam que 47% dos empregos nos EUA são considerados sob ameaça de extinção por substituição tecnológica. Ao mesmo tempo, estima-se que 65% das crianças que hoje entram nas escolas, provavelmente irão trabalhar em funções que atualmente não existem, graças ao desenvolvimento da tecnologia.

Há um trecho de Martin Ford, em Rise of the Robots: Technology and the Threat of a Jobless Future, que diz: “Imagine uma economia completamente automatizada, onde quase ninguém terá um trabalho (ou rendimento) e em que as máquinas farão tudo. Muito antes de atingirmos esse ponto, os modelos de negócio concebidos para os mercados de massas já serão insustentáveis. De onde virá o consumo? E, se ainda existir uma economia de mercado, por que razão a produção deverá continuar se não existirem consumidores viáveis que possam adquirir o seu output?”.

A edição recente da revista Veja trouxe uma entrevista com Erik Brynjolfsson, diretor do Centro de Negócios Digitais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sobre este tema. Erik é enfático ao dizer que “A crescente substituição do trabalho humano pelas máquinas deverá fazer com que metade das ocupações que existem hoje desapareça no prazo de uma ou duas décadas”.

Pode-se dizer que a tecnologia vem transformando radicalmente a forma de trabalho humano, e por conta disso mister se faz nos adequarmos a esta nova realidade. Ela cria oportunidades econômicas que não tínhamos imaginado antes, cria novas funções e permite trabalhos remotos e espaços de co-working.

Todas as mudanças tecnológicas já ocorridas e que já estão impactando o trabalho humano representam apenas uma pequena parte do que iremos viver nos próximos 20 anos. Novas tecnologias, ambientes de trabalho conectados virtualmente e em vários lugares, sistemas inteligentes de gestão de energia, inteligência artificial, etc. Em um mundo cada vez mais conectado, em que há milhares de dados em circulação pelo uso dos smartphones e dos computadores, é preciso olhar para o futuro e se adaptar à evolução tecnológica. É preciso aprendizado contínuo.

O primeiro passo é readaptar a educação visando a profissionalização para esse novo mundo que se constrói, com novas carreiras. A capacidade humana ainda faz diferença e há questões que apenas a habilidade dos homens é capaz de resolver. O mais importante é como iremos nos preparar para utilizar esses recursos da melhor forma possível.

Postado em 28 de Novembro, às 11:27 por Joberth Bastos 0 comentários

Dia da Consciência Negra: para que isso?

Esperar o despertar dessa consciência por parte de uma grande maioria de indivíduos que sempre oprimiu não acredito ser a escolha mais inteligente. Essa data serve, no meu entender, como todos os dias do ano são necessários, para o NEGRO, ele mesmo, compreender que sua cor não o diminui em nada. Não define seu caráter, seu sucesso ou fracasso. A consciência deve nascer em todos os momentos/situação da vida de cada um. Esperar de outros mudanças que podem ser feitas por mim com luta/persistência/superação pode ser uma grande perda de tempo. Muita gente desta sociedade doente (a história não mente) viveu e vive achando muito boa a ideia: OPRESSOR e OPRIMIDO. A escolha é sua, negro, ficar como está ou romper com isso. Entendo que a você sobrou muito pouco, ou melhor, quase nada ou nada, mas parar, desistir de lutar será uma contribuição desleal às futuras gerações.

Postado em 20 de Novembro, às 23:18 por Redação Criativa 0 comentários

Mãe de quíntuplos denuncia médico que lhe aconselhou a “reduzir” sua gravidez

“Aos 28 anos, descobri que estava grávida de quíntuplos. Imediatamente, meu médico me aconselhou a fazer uma redução seletiva”, compartilhou Susan Thompson em uma postagem no Facebook.

A mãe de cinco desabafou após assistir a formatura dos seus filhos. Alguns deles poderiam não estar vivos se ela ouvisse o conselho dos médicos e especialistas que lhe acompanharam durante a gravidez.

“Quando eu recusei a ideia, meu médico me mandou para um especialista que me pediu repetidamente para considerar a redução da minha gravidez para trigêmeos ou até mesmo gêmeos. Isto durou vários meses. Meu marido e eu nunca admitimos a ideia, nem por um segundo. Deus nos deu essas crianças e nós íamos cuidar delas.”

Agora, 20 anos depois, ela não poderia estar mais feliz com sua decisão.

“Depois da formatura, três foram para o exército e dois estão tentando fazer carreira na medicina. São todos adultos responsáveis que amam a Deus e tentam fazer deste mundo um lugar melhor. Eu escolhi salvar a vida deles e hoje eles estão salvando as vidas de muitas pessoas.”

A postagem emocionou muitas pessoas, destacando a importância das escolhas na vida.

“Linda história, fico feliz por ter dado tudo certo. Ainda mais feliz por ter sido a escolha da autora. O mais importante a se lembrar é que isso é uma escolha pessoal e privada,” disse Laurie Mathisen.

Mas outros disseram que essa pode não ser a escolha certa para todos.

“A chance disso acontecer é uma em um milhão. O mais frequente é que nem todos os bebês sobrevivam. Você teve muita sorte. Mas eu acredito que não é bom para as mães assumirem esse tipo de risco,” sugeriu Melody Ann Mireles.

“Nós ouvimos falar de situações onde tudo acaba bem. Mas ninguém fala quando tudo dá errado. Em alguns casos, os bebês morrem ou nascem com deficiências. Ter cinco bebês saudáveis é difícil. Mais difícil ainda é ter 5 bebês possivelmente deficientes,” disse Teresa Norris.

Simone Olivero

Yahoo Canada Style

Postado em 05 de Novembro, às 16:09 por Redação Criativa 0 comentários

A criança de hoje precisa de amor e muita conversa

O nascimento de uma criança é sempre fonte de imensa felicidade para uma família. É a renovação da esperança. É a vida que se perpetua. E não há dúvida de que as crianças têm hoje mais oportunidades e mais condições de realizar seus sonhos do que tiveram as gerações passadas. Mas, se as oportunidades se multiplicam, também aumentam os desafios que acompanham cada nascimento.

O novo mundo de bem-estar e de oportunidades oferecido pela globalização e novas tecnologias também tornou mais tortuosos os caminhos para a formação de nossos pequenos, para a construção de seu caráter e absorção dos valores que conduzem à verdadeira felicidade. E aumentou enormemente a responsabilidade dos pais. Já não basta dar a vida, criar, alimentar e educar, como fizeram nossos pais no passado, acompanhando-nos nos primeiros anos de escola, no ingresso ao ensino superior e ao mercado de trabalho até o dia em que saímos de casa. De certa forma, havia caminhos predefinidos para escolher e seguir, dando mais segurança a cada passo, a cada degrau vencido. Hoje, a realidade é outra e os pais precisam se adequar aos novos tempos. Novos caminhos surgem a cada dia.

 

Muito antes de formarem seu senso crítico, muito antes de estarem preparadas para fazer escolhas, as crianças são diariamente bombardeadas por um mar de mensagens dispersas, mimos, modismos e novos aparelhos – num ambiente quase sempre tempestuoso, que as torna irritadiças e permanentemente insatisfeitas. Não há diversidade de brinquedos, roupas, alimentos, celulares e jogos eletrônicos que consiga satisfazê-las. O filme "Consuming Kids, a Comercialização da Infância" (2008) escancara essa realidade. Os pequenos estão influenciando o consumo das famílias e substituindo as brincadeiras de rua pelo computador e a TV, com consequências perigosas para sua saúde e formação.

 

É com esse permanente ‘quero mais’ que os pais têm de lidar, exigindo muita conversa, orientação e bons exemplos. Os ‘nãos’ têm de dar lugar à construção de uma amizade e a um diálogo transparente e franco em relação ao que cada lado considerar certo ou errado, como o controle ou não do acesso à internet e às redes sociais. Muitos acham que a criança não tem maturidade para estar na internet. Outros ponderam que não adianta proibir algo que lhes é facilitado pelo celular que carregam. A saída possível é orientar, construir e acompanhar.

 

O renomado autor japonês Ryuho Okawa tem um livro maravilhoso – Think BIG - O poder para criar o seu futuro (lançado em 2014 pela IRH Press do Brasil), – em que sinaliza a importância de se trabalhar o futuro da criança: “Se você deseja construir um futuro, precisa alimentar grandes sonhos em seu coração. Seus pensamentos determinam sua vida. Mas seus pensamentos precisam ser mais do que meras intenções. Cuide para que os pensamentos negativos não criem raízes. Tenha pensamentos afirmativos e positivos. Cuidado com as ideias que você planta em sua mente. Elas irão determinar o tom geral da sua vida.”

 

Uma dose redobrada de amor e compreensão se faz necessária por parte dos pais. Ryuho Okawa afirma que “o amor parece agir como uma forma de nutrição para a criança pequena. Quando o desejo de ser amada não é satisfeito, a criança reage, tornando-se provocadora e causando problemas aos outros”. Em uma palestra realizada no Japão, Okawa enfatizou que “a causa fundamental dos problemas da vida encontra-se na família, na infância, e muita gente chega à maturidade sem os ter superado. O modo de pensar e viver do indivíduo na infância é o ponto de partida, por isso tem um significado importantíssimo. Mas acontece que a família ideal, sem nenhum tipo de problema, simplesmente não existe. Toda família apresenta pontos positivos e negativos, toda família tem um ou outro tipo de problema”.

 

Proporcionar uma boa formação humana e espiritual às crianças é o grande desafio dos pais neste início do século 21. Que por meio do amor, do diálogo, da compreensão e busca de ajuda, se necessária, cada um descubra o melhor caminho para cumprir sua missão. É o que desejamos no Dia das Crianças.

Postado em 21 de Outubro, às 10:38 por Redação Criativa 0 comentários

Rio Grande do Sul, a Gotham City brasileira

Na semana passada, uma facção criminosa soltou um manifesto pedindo limites para a violência que toma conta do Rio Grande do Sul. A carta aberta, assinada por presos de dentro de três presídios diferentes do estado, mostra preocupação com o rumo que a disputa de grupos rivais por espaço está tomando. Este posicionamento da criminalidade - que parece mais saído de um filme - é a triste e preocupante realidade vivida pela população gaúcha.

A ausência do Estado é a oportunidade para o crime se instalar e disseminar a sensação de poder e de impunidade. Os governantes estão de mãos atadas devido a crise financeira que afeta a administração pública há décadas e que agora reflete na segurança.

Sem dinheiro para pagar servidores públicos e contratar efetivo e estrutura para as polícias do estado, a violência explode. Segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE), o Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul recuou 4,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, a Secretaria de Segurança Pública divulgou que os homicídios aumentaram 6% e os de latrocínios (roubo seguido de morte) cresceram 34% no primeiro semestre de 2016.

Esta escalada da criminalidade também cria sensação de abandono, que transforma o estado em ‘terra sem lei’ e, neste caso, cada um tem a sua própria justiça. Um suspeito de roubo ter a mão cortada pela população, como foi noticiado amplamente, é a demonstração clara de que os justiceiros também ganham força com a ausência do Estado. A barbárie é tanta que até o crime organizado pediu um ‘basta’ por meio de manifesto.

Este cenário lembra Gotham City, a cidade fictícia dos quadrinhos e filmes do Batman. Esqueça toda a parte surreal da ficção e vamos para a discussão tratada na história. No momento em que o governo não consegue conter mais a máfia local, surgem justiceiros, de todos os lados. Coringa ou Batman. Todos surgem da ausência do Estado, que não consegue manter a ordem. Eles fazem suas próprias leis, julgando criminosos ou vítimas da maneira que bem entendem. Mesmo com a vitória constante do Batman – protagonista da trama - o estado continua fraco e os grupos de criminosos mudam somente de nome. Vence a batalha, mas nunca a guerra.

Voltemos ao mundo real, pois nem nos quadrinhos os papéis foram tão invertidos como no Rio Grande do Sul, onde o estado assiste atônito, enquanto o crime organizado tenta frear a violência. A lei e as forças policiais existem para fazer com que a sociedade viva em paz, com cada cidadão respeitando a liberdade do outro. A legislação é um consenso e um padrão de convívio para a sociedade. Sem lei, sem limites. Se um acha que matar alguém por ser contrariado é o correto, quem dirá que não é? Quem impedirá?

Em curto prazo, o que poderia ser feito, foi. A Força Nacional foi chamada para aumentar as ações e impedir o avanço da criminalidade. Mas isso é apenas um paliativo e precisa vir acompanhado de planejamento. Assim como as finanças de uma casa, é preciso alinhar as contas, gastar menos do que entra. Não adianta aumentar taxas e impostos sem planejamento. É exatamente o que vem sendo feito nas últimas décadas e não surtiu efeito algum. A conta precisa fechar no fim do mês e é preciso economizar para ter como investir em infraestrutura e inteligência para polícia, fortalecer a legislação vigente e, especialmente educar a população. Quanto mais educação, mais oportunidades de emprego, mais instrução do certo ou errado e mais o Estado se fará presente.

Não existe um Batman que irá surgir e resolver o problema da criminalidade. A situação chegou ao que está hoje por muitos anos de má administração e não existe uma fórmula mágica que consertará tudo da noite para o dia. Nem em Gotham isso funcionou. É preciso muito trabalho para que no futuro não recebamos mais cartas improváveis que parecem mais saídas de um filme hollywoodiano.

Postado em 18 de Outubro, às 09:13 por Redação Criativa 0 comentários

Trabalho x lazer: como conciliar as duas coisas para ter sucesso na carreira?

Com o mercado cada vez mais competitivo, é comum as pessoas se sentirem obrigadas a trabalhar mais para manter o emprego ou conseguir a tão sonhada chance de crescimento na carreira. Contudo, quando entramos nesse fluxo de trabalho contínuo, por vezes, acabamos nos esquecendo dos nossos limites, o que pode ser considerado um erro bem grave.

Não é à toa que uma ideia sempre presente em biografias de pessoas de sucesso refere-se à importância do equilíbrio entre todas as áreas da vida, incluindo a espiritual, física, financeira, profissional, pessoal e emocional. Isso porque, mais do que trabalhar duro, para sermos bem sucedidos é imprescindível que tenhamos os melhores resultados. Uma tarefa que nem sempre está entre as mais fáceis.

Para gerar bons resultados é essencial combinar uma série de fatores como competência, planejamento, trabalho e inspiração. Sendo que essa última está intimamente correlacionada ao lazer. Pessoas tranqüilas e descansadas são mais “inspiradas” do que as pessoas nervosas e estressadas.

Prova disso é a experiência realizada pela empresa americana de marketing e propaganda SteelHouse. Ao perceber que muitos funcionários deixavam de tirar férias e, por isso, perdiam produtividade, a companhia passou a pagar um bônus de 2 mil dólares anualmente para cada colaborador viajar durante suas férias, que podem ser tiradas de uma só vez ou dividida em pequenas viagens. A estratégia não poderia dar mais certo, logo após retornarem, era perceptível como os funcionários se tornavam mais produtivos e propensos a entregar os melhores resultados.

É claro que, em algumas fases da vida, uma carga extra de trabalho pode ser necessária, quando, por exemplo, estamos próximos da conclusão de um projeto importante. Porém, é muito difícil manter um longo período de trabalho mais pesado, sem perder qualidade. Por outro lado, algumas pessoas também possuem um ritmo muito abaixo do necessário, como as que se impõem limites abaixo do esperado pelas empresas, o que, definitivamente, pode comprometer suas carreiras.

Se você parar alguns minutos para analisar as pessoas à sua volta, poderá perceber que as que mais produzem e com melhor qualidade são as que, ao mesmo tempo, além de trabalharem, praticam esportes, participam de eventos sociais, realizam trabalhos voluntários, entre outras atividades.

Muitos dizem que, se você quer que alguma coisa se realize, peça para alguém ocupado. Pessoas “ocupadas” estão em um ritmo forte de realização e já aprenderam a se organizar e a priorizar suas tarefas. Já as pessoas “com baixa ocupação” possuem mais dificuldade em receber uma nova tarefa. Sistematicamente, criam verdadeiros obstáculos a realização de tudo que lhes é solicitado.

Mas, lembre-se que é preciso ter tempo para tudo, inclusive para pensar e descansar. Para que você esteja sempre atento aos seus limites guarde a frase do parapsicólogo Frei Albino Aresi: “Deus perdoa sempre, o homem às vezes e a natureza nunca”. Sendo assim, fica a dica, equilíbrio nunca é demais!

Postado em 30 de Setembro, às 10:15 por Redação Criativa 0 comentários

A importância de sermos mais humanos e ‘menos’ máquinas

nspirado na reflexão do pensador polonês Zygmunt Bauman, de que nada é feito para durar, o escritor e professor de Literatura Marcelo Mourão apresenta uma crítica à sociedade atual em seu novo livro de poemas “Máquina Mundi”. Publicado pela Oficina Editores, a obra pretende mostrar que o mundo moderno é cheio de inquietações, angústias e dilemas, onde se pensa muito e se sente pouco.

Para o autor, o espirito do livro é falar da máquina do mundo e do mundo da máquina. “Falo também de outras máquinas que também têm seus problemas na atualidade: a máquina do sentimento, a do eu (ego freudiano), a máquina das interrogações (filosofia) e, claro, a máquina da poesia”.

Segundo Mourão seus versos abordam os limites da pós-modernidade e da virtualidade, onde a velocidade do deletar é mais rápida do que da compreensão. Com esse pensamento ele pretende fazer com que as pessoas pensem mais sobre a realidade contemporânea, “provocando” no leitor perplexidade, estranhamento, espantos, encantamento, doçura e também bom-humor.

- Desejo lançar um olhar para o mundo de hoje em que, como disse Charles Chaplin, na década de 40 do século passado, ‘mais do que de máquinas precisamos de mais humanidade’ - reforça.

Postado em 30 de Setembro, às 09:47 por Redação Criativa 0 comentários

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