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Jovens preferem se candidatar a outra vaga de estágio do que concorrer a uma vaga formal

Em tempos de crise, como o atual, o desemprego no mercado celetista pesa mais sobre a mão de obra mais nova da população brasileira. Diante de um cenário econômico desfavorável, o grupo amarga os piores efeitos da recessão.

Para se ter ideia, a redução de postos entre os jovens no Brasil atingiu, no fim de 2017, a maior taxa em 27 anos.

Segundo o estudo "Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017", realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa brasileira supera o dobro da média mundial, de 13,1%.

Entre mais de 190 países avaliados, apenas 36 têm uma situação pior que a nossa para os jovens.

Além dos cortes, eles ainda enfrentam aquele velho dilema: para entrar no mundo corporativo é preciso experiência prévia.

Mas como adquiri-la sem uma primeira chance? Por isso, aqueles que ainda frequentam as salas de aulas recorrem a outras alternativas, como o estágio.

Inclusive, segundo uma pesquisa especializada, a modalidade está tão atraente para os estudantes que vem ganhando o posto de primeira opção como porta de entrada no mercado de trabalho.

Segundo especialistas, além de fato de não exigir experiência, esses programas proporcionam a vivencia profissional que os jovens necessitam para o desenvolvimento da carreira.

Sobre o estudo

Segundo um levantamento feito pela Companhia de Estágios – consultoria e assessoria especializada em programas de estágio e trainee – quase 60% dos jovens estão em busca de uma oportunidade de estágio e apenas 4% procura, especificamente, por uma vaga CLT.

Entre aqueles que já atuam no programa, o cenário não é muito diferente: 39% almeja uma efetivação, enquanto 37% deseja ingressar em outro estágio. Somente 24% tem como prioridade encontrar uma colocação formal.

Mais de 90% dos jovens que esperam a efetivação estão satisfeitos com a vaga de estágio atual e desejam permanecer na empresa.

Já entre os que querem partir para o mercado celetista, esse índice cai para 64%.

Dentre os estagiários que pretendem procurar outra vaga no programa após a conclusão do contrato atual, o nível de satisfação com a vaga é equilibrado.

De acordo com Tiago Mavichian, diretor da recrutadora, isso pode acontecer por várias razões: “Pode ocorrer um descontentamento com a empresa na qual está atuando, ou o desejo de aprender mais sobre a profissão, visto que os contratos de estágio são relativamente curtos e, nem sempre, o estudante consegue aprender tanto quanto gostaria, ou, até mesmo, o intuito de conhecer outros campos de atuação” – explica o especialista.

Desenvolvimento de carreira e remuneração

35% dos estagiários que esperam ser efetivados alegam que a maior preocupação, no momento, é conseguir ser promovido no trabalho e impulsionar a carreira.

A remuneração oferecida pelos empregadores também pode contribuir para tal decisão: 58% desses jovens recebem bolsa auxílio acima de R$1.200.

Já para os estudantes que, embora satisfeitos com o estágio, querem procurar outra oportunidade, a prioridade é adquirir mais experiência antes de se candidatarem ao mercado formal. Aliás, essa é a maior preocupação do momento para 34% deles.

Cenário econômico nacional

Apesar de lenta, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou sinais de uma recuperação: entre janeiro e junho deste ano o país voltou a criar empregos e apresentou um saldo de 392.461 novos postos.

Mas essa melhora ainda passa longe do esperado, especialmente diante da grande procura. Para se ter ideia, no último dia 16 de julho, cerca de 6.000 pessoas compareceram a um mutirão realizado no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, que oferecia vagas com salário médio de 1.200 reais, valor, muitas vezes, menos atrativo quando comparado à outras modalidades, como a autônoma e, até mesmo, o estágio.

Além disso, o índice de medo do desemprego, medido desde 1996 pelo Ibope e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), chegou ao seu pico no final do primeiro semestre do ano. O indicador, que vai de 0 a 100, registrou 67,9 pontos.

Mercado saturado

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento do desemprego foi maior entre os jovens do que em outras faixas da população.

No primeiro semestre do ano, a taxa chegou a 28,1% na faixa etária de 18 a 24 anos e 43,6% entre 14 a 17 anos.

O estudo, que faz parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, mostra que, apesar do recuo no número de postos fechados, que caiu de 13,1% para 12,4% no trimestre encerrado em junho, o desemprego ainda atinge, no total, 13 milhões de brasileiros.

Além disso, o levantamento também registrou o maior índice de pessoas fora da força de trabalho (que não trabalham nem procuram) desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. 65,6 milhões de brasileiros integram o grupo, composto por donas de casa, aposentados, jovens, estudantes, e pessoas que deixaram de ter disponibilidade ou que desistiram de procurar um emprego formal.

Diante desse cenário negativo, os jovens buscam alternativas para não ficarem à margem do mercado, por isso, o estágio acaba se mostrando uma opção atraente a esse público, que geralmente cursa o ensino médio ou a graduação.

Programas de estágio  

Para Mavichian, essa situação não é exclusividade do Brasil: “Em países que contabilizam o valor das verbas rescisórias pelo tempo de serviço prestado à empresa, é comum que os cortes cheguem primeiro na mão de obra mais jovem, afinal essa demissão é mais barata do que a de um veterano.

Isso diminui o ônus patronal. E o mesmo ocorre com as contratações, pois os jovens têm pouca ou nenhuma experiência profissional, e, necessariamente, precisam ser treinados pelas empresas, o que gera custo. Por isso o empregador tende a descartar esse grupo do quadro de colaboradores”.

Já no estágio, o diretor da recrutadora explica que isso não é um impedimento.

O programa tem cunho educativo e visa ser o complemento prático de tudo o que é apreendido em sala de aula para proporcionar o desenvolvimento profissional do estudante. Portanto, a experiência prévia é um requisito dispensável, assegurado por lei.

Segundo Mavichian, as empresas que implementam o programa de estágio procuram, justamente, por um jovem em formação: “O principal intuito é treinar o estudante de acordo com a cultura da empresa, para que este se desenvolva profissionalmente e possa integrar o quadro efetivo no final do contrato.

Além disso, o estudante oferece um olhar em constante capacitação, que está antenado com as principais tendências do mercado na atualidade e, na maioria das vezes, isso é de grande valia para a organização.

Ou seja, é uma via de mão dupla, porque o estudante também adquire bagagem profissional e desenvolve sua carreira” – finaliza o especialista.

Postado em 13 de Agosto, às 15:20 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Estudar um desafio contínuo dos executivos

O mundo está cada dia mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. E, diante de tantas transformações, os executivos estão encontrando situações cada vez mais desafiadoras. Isso quer dizer que anos de estudo e experiência, muitas vezes, não tem sido suficiente para enfrentar os dilemas atuais.
 
Sendo assim, resta aos executivos incluírem os estudos e atualizações profissionais em suas rotinas. E, não estamos falando apenas de educação tradicional, como pós-graduação, MBA, mestrados e doutorados.
 
Por isso, participação em feiras, congressos, palestras e eventos tem sido de grande valia. Ter contato com pessoas e mercados diferentes em poucos dias ou horas é muito relevante para abrir a mente e ampliar os horizontes. Sair um pouco do dia a dia da empresa oxigena as ideias e pode tornar o executivo mais criativo. Outra opção são os grupos de networking, que permitem muita troca entre os membros.
 
Se a falta de tempo ou recursos financeiros não possibilitarem esse tipo de experiência, o executivo tem ainda uma infinidade de opções de cursos até gratuitos na internet. Hoje, só não aprende quem não quiser, pois há conhecimento farto e disponível a qualquer pessoa por meio da rede mundial de computadores.
 
Para aqueles que estão em busca de conhecimentos mais ligados à formação humana, os cursos de curta duração de coaching e programação neurolinguística tem sido uma boa opção. Atualmente, espera-se de um líder muito mais do que conhecimento técnico. O olhar humano, de gestor, precisa ser muito bem desenvolvido.
 
No entanto, cabe destacar a importância de teoria e prática andarem sempre juntas. De nada adianta um executivo com formação impecável e baixos níveis de experiência. Do mesmo modo, muita vivência sem capacitação técnica também limita o papel de um executivo.
 
O mais importante é que estudar faça parte da rotina do profissional. Ninguém mais pode se dar ao luxo de cumprir as suas funções apenas, sem acompanhar o que acontece no Brasil e no mundo. Todo executivo precisa tirar, pelo menos, algumas horas por semana, ou 30 minutos por dia, para se dedicar aos estudos. Há sempre bons livros, revistas técnicas e sites que podem ajudar nessa tarefa. Basta ter disciplina, foco e força de vontade.

Postado em 13 de Agosto, às 15:15 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Marcas e influenciadores digitais

Cada vez mais, marcas têm investido em conteúdo digital e marketing deinfluência para se comunicar com seus públicos de interesse em meios digitais. Para falar sobre esta tendência de mercado, grandes profissionais deste cenário estarão noPainel Atitude Digital. Pedro Alvim, Gerente de Conteúdo e Rede Sociais do Magazine Luiza, e Thais Mara, Diretora Criativa do YOUPIX, estarão no dia 18 de agosto, a partir das 18 horas, na Caixa Cultural de Salvador.

A dupla estará na mesa Comunicação Digital e Influência, mediada por Paula Paz, blogueira baiana e executiva de planejamento da agência Ideia 3. O objetivo é falar um pouco sobre o conteúdo digital produzido por marcas e a relação com influenciadores digitais, além das relações de consumo.

À frente da estratégia de conteúdo, rede sociais e influenciadores da Magazine Luiza desde 2013, Pedro Alvim é uma das dez pessoas mais influentes do mercadode conteúdo digital, segundo a lista do YOUPIX BUILDERS 2017. Reconhecido por fomentar esse ecossistema, buscando parcerias com grandes nomes da internet, liderou a transformação do canal da marca no Youtube, que se tornou o primeiro de uma varejista brasileira a chegar em 1 milhão de inscritos.

Formado em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas e atuando no mercado digital há mais de 10 anos, acumula também experiência em marketing digital, no atendimento de marcas como Petrobras, Máquina de Vendas, Mondaine, Fundação Dom Cabral e Direcional Engenharia.

Já Thais Mara, profissional pioneira no trabalho de marcas com criadores deconteúdo e influenciadores, trará para a mesa sua experiência como diretora criativa do YOUPIX – a principal aceleradora do mercado de creators no país. Cria da MTV, onde iniciou sua carreira como produtora, foi gerente de marketing de influência na agência Mutato, onde desenvolveu estratégias para marcas como Avon, Coca-Cola, Netflix, Ipanema e Samsung.

A mesa será mediada por Paula Paz. Atuando com pesquisa, mapeamento de tendências, branding e planejamento de comunicação estratégica, Paula é também professora em cursos de pós-graduação e pesquisadora no Grupo de Pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade (Gits – Universidade Federal da Bahia), tendo os Influenciadores Digitais como objeto de interesse. É ativista no Coletivo Minissaia e escreve sobre tendências e comportamento em seu blog Um que de todo dia. 

Painel Atitude Digital - Big Bata, Cidades Inteligentes, Redes Colaborativas, Representatividade, Comunicação Digital, Influência, Aprendizado, Robótica, Interações Sociais e Comunidades, serão os temas debatidos na primeira edição do Painel Atitude Digital.

O evento vai estabelecer conversas sobre comportamento e cultura em mesas e oficinas com a participação de nomes locais e nacionais de destaque, que têm contribuído para o estudo do ambiente digital, e suas evoluções.

Ao todo são cinco mesas e duas oficinas, que buscam apresentar conexões entre as mudanças no nosso olhar perante o mundo e as principais tendências da cultura digital.  

Incentivo à cultura - A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências. 

A CAIXA Cultural Salvador foi inaugurada em 1999, no prédio datado do século XVII, que já abrigou a antiga Casa de Orações dos Jesuítas e onde, ao longo da história, já trabalharam personalidades como Glauber Rocha, Caetano Veloso e Lina Bo Bardi. 

Após ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e restaurada pela CAIXA, a Casa hoje oferece ao público duas galerias de arte, um anfiteatro, um salão para espetáculos, uma sala para eventos e uma sala de oficinas, constituindo importante espaço de difusão cultural localizado no centro de Salvador (BA), com sala para eventos e uma sala de oficinas, constituindo importante espaço de difusão cultural localizado no centro de Salvador.

Postado em 13 de Agosto, às 10:45 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Brasil no longo prazo e o futuro da nação

O futuro de uma nação deve ser planejado de acordo com as demandas da sociedade para atender as mais diversas necessidades.

As nações desenvolvidas têm planejamentos detalhados - de curto, médio e longo prazos - capazes de induzir o crescimento do país e oferecer respostas para seus problemas.

Entretanto, elas também estão sempre atentas e promovem revisões e atualizações periódicas ou pontuais diante da ocorrência de imprevistos.

Nesse quesito, o Brasil caminha na contramão.

A cada governo, é lançada uma proposta para o país, esquecendo-se tudo o que foi anteriormente construído.

Por isso, precisamos de um planejamento nacional, elaborado por uma equipe multidisciplinar, capaz de oferecer soluções integradas atendendo às diversas áreas como infraestrutura, saúde, educação, entre outras, de acordo com as especificidades de cada região brasileira.

Um documento com metas realistas, que possam ser aferidas, e atender as perspectivas de 20 anos da nação, mesmo diante da atual dinâmica mundial, com aceleração das decisões e eventuais mudanças.

Se insistirmos no caminho atual, vamos repetir erros como os exemplos das obras para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, contratadas por meio do RDC (Regime Diferenciado de Contratação).

A modalidade dispensou os projetos básicos e executivos e o resultado disso todos os brasileiros já conhecem. Os estádios triplicaram de preço e muitas obras de infraestrutura sequer foram realizadas ou concluídas até hoje.

Os governantes precisam entender que todo o processo de contratação de engenharia consultiva demanda um tempo prévio, despendido com a elaboração dos termos referências, licitação e contratação da empresa vencedora.

Apenas o processo licitatório na modalidade técnica e preço – maneira mais equilibrada para a contratação de um empreendimento – usualmente consome de 4 a 6 meses a partir da publicação do edital.

E como não há planejamento, os gestores, na sua maioria, consideram um tempo excessivo e buscam soluções mirabolantes para acelerar a implantação dos empreendimentos.

O problema é que a falta de um projeto de engenharia completo e de qualidade adequada compromete a entrega e a qualidade do empreendimento e o maior prejudicado é o contribuinte, que vê bilhões de reais desperdiçados em obras paradas.

Para se ter uma ideia do prejuízo, um levantamento de 2017 da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que mais de 8.200 obras estavam paralisadas em centenas de cidades brasileiras.

Na lista constavam obras de pavimentação de ruas, praças, unidades de saúde, saneamento, entre outros empreendimentos num total de R$ 32 bilhões de investimentos.

Hoje, a atuação da maioria dos Tribunais de Contas é recomendar aos governos a opção pela licitação conforme estabelecido na lei 8666/93.

Mas o processo de judicialização que tem tomado o país não promoveu um entendimento adequado sobre o tema.

Assim, por conta da pressão dos órgãos de fiscalização, muitos gestores, com o objetivo de evitar problemas jurídicos futuros, preferem, no julgamento das propostas técnicas, igualar as notas técnicas, transformando um processo de técnica e preço em um processo de menor preço.

Se ele não for bem contratado vai afetar o desenvolvimento de uma obra e pode ficar muito distante da real necessidade pública.

Porém, as saídas adotadas livram os gestores públicos de penalizações e órgãos de fiscalização que sequer respondem por qualquer resultado que afetem sua decisão. Está na hora de mudar essa prática perniciosa.

Postado em 07 de Agosto, às 11:17 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Meu benefício foi negado, o que fazer?

A nossa Carta Magna, digo, a nossa Constituição de 1988 introduziu no rol dos Direitos Fundamentais o tema da Seguridade Social, visando amenizar os problemas sócias existentes em nosso país. Assim, cabe esclarecer, moderadamente o que é o BPC/ Benefício de Prestação Continuada.

O BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é um benefício oferecido no valor de um salário-mínimo mensal, a pessoa que possua 65 anos de idade ou mais, ou a pessoa com deficiência (de qualquer idade, que demostre não ter  meios para garantir a própria subsistência nem de tê-la sanada  por sua família).

Os critérios para se requerer o benefício acima citado são:

Comprovação da renda familiar inferior a ¼ do salário mínimo, ou seja aproximadamente R$ 238,50 (duzentos e trinta e oito reais e cinquenta centavos).

Confirmação da deficiência/ incapacidade para vida independente e para o trabalho, temporária ou permanente.
A renda mensal da família é formada pelo total dos rendimentos/valores adquiridos no mês por todos os membros da família, ou seja, que residem no mesmo teto. O BPC é um benefício de 1 salário mínimo, sem direito a 13º é pago diretamente ao beneficiário ou ao representante legal pelo  banco autorizado.

Caso haja a negação do benefício, a pessoa/requerente tem o direito de apresentar recurso à Junta de Recursos da Previdência Social, a contar do recebimento da carta que comunicou o indeferimento do pedido, ou seja, a decisão. A Ação para Concessão de Benefício Assistencial deverá ser proposta por Advogado/Defensor Público, perante a Justiça Federal.

A Doutora Alana Souza é Sócia Majoritária do Escritório Souza & Victor Advocacia e Assessoria Jurídica na cidade de Amargosa-Ba. É Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho Pela Escola Paulista de Direito. Cel. (75)988086825 E-mail: [email protected]

Postado em 06 de Agosto, às 21:39 por Ivanildo Bastos 0 comentários


Qual é a função do vereador?

Em tempos de eleição, não faltam promessas. No pleito pelos cargos públicos, sejam eles em esfera municipal, estadual ou federal, o apelo e a tentativa do convencimento por meio de promessas é um dos mecanismos mais usados pelos candidatos. E nessa busca pelo voto, pelo apoio, os candidatos podem se perder em meio às promessas de ações impraticáveis, seja pela complexidade do assunto, seja pela própria limitação das atribuições legais daquele cargo almejado. No entanto, no afã pela vitória, não apenas se fala demais, mas se promete absurdos, como se vê nas eleições para vereador a cada quatro anos. Nesse sentido, conhecer as atribuições e verdadeiras funções do cargo legislativo municipal é fundamental não apenas aos que almejam ocupar tais cargos, mas principalmente para os eleitores, os quais munidos de algumas noções facilmente poderão identificar falácias, mentiras e uma sorte de discursos eleitoreiros absolutamente descolados da realidade.

           Mas, o que faz o vereador? Enquanto agente político, ele faz parte do poder legislativo, sendo eleito por meio de eleições diretas e, dessa forma, escolhido pela população para ser seu representante. Esta noção de representante da sociedade está entre as noções mais caras dentre suas funções, pois as demandas sociais, os interesses da coletividade e dos grupos devem ser objeto de análise dos vereadores e de seus assessores na elaboração de projetos de leis, os quais devem ser submetidos ao voto da assembleia (câmara municipal). Dessa forma, são responsáveis pela elaboração, discussão e votação de leis para a municipalidade, propondo-se benfeitorias, obras e serviços para o bem-estar da vida da população em geral. Os vereadores, dentre outras funções, também são responsáveis pela fiscalização das ações tomadas pelo poder executivo, isto é, pelo prefeito, cabendo-lhes a responsabilidade de acompanhar a administração municipal, principalmente no tocante ao cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do erário, ou seja, do dinheiro público.

           Quanto à dinâmica das discussões e votações nas sessões, os vereadores organizam-se entre partidos que são considerados da base do governo (não apenas aquele do qual o prefeito faz parte, mas também outros que aderem ao modelo de governo da atual gestão) e os que são considerados de oposição. Vale dizer que o fato de um vereador ser da oposição não significa que ele sempre se posicionará contra as medidas propostas pelo prefeito ou pelos partidos de base. O contrário também é verdadeiro, uma vez que a base poderá não aprovar alguma medida do poder executivo. O que se espera, pelo menos em tese, é que o posicionamento dos parlamentares sempre seja pautado pelo interesse da coletividade (isto é, pela racionalidade na análise dos projetos), e não apenas em termos partidários, da disputa política.

           As características gerais do processo de eleição dos vereadores também devem ser compreendidas. Diferentemente dos candidatos ao cargo executivo de prefeito, os quais são considerados candidatos majoritários, os interessados nos cargos de vereador são candidatos proporcionais. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na eleição para os cargos proporcionais não são eleitos, necessariamente, os candidatos que conseguem obter a maioria dos votos. Depende-se de cálculos específicos, os quocientes eleitoral e partidário, conforme determina o Código Eleitoral brasileiro. O quociente eleitoral trata-se do resultado da divisão do número de votos válidos no pleito (todos os votos contabilizados excluídos brancos e nulos) pelo total de lugares a preencher em cada parlamento, isto é, em cada câmara municipal, no caso de vereadores. Após a realização do quociente eleitoral (número de votos por cadeira do legislativo), calcula-se o quociente partidário, o qual determinará a quantidade de candidatos que cada partido ou coligação terá na câmara. Para este cálculo, divide-se o número de votos que cada partido/coligação obteve pelo quociente eleitoral. Assim, como aponta o TSE, quanto mais votos as legendas conseguirem, maior será o número de cargos destinados a elas. Os cargos devem ser preenchidos pelos candidatos mais votados de partido ou coligação, até o número apontado pelo quociente partidário. Por isso, muitas vezes, estranha-se por que algum candidato com certa notoriedade ou visibilidade mais destacada (muito bem votado) não tenha conseguido se eleger, em detrimento de outro, menos conhecido e menos votado. A resposta poderia estar no fato de que o primeiro (embora mais votado) seria de um partido e coligação que não alcançou o quociente eleitoral, diferentemente do segundo que, por conta de sua coligação, foi “puxado” para dentro, sendo eleito.

            Ainda segundo o TSE, para as eleições do próximo dia 7 de outubro de 2012, registra-se que 449.756 candidatos disputam 57.434 vagas de vereadores disponíveis em todo o Brasil, o que significa que o número de interessados é de quase 8 (oito) vezes o de vagas. Infelizmente, o crescimento do número de candidaturas por todo o Brasil talvez seja um indicador de como muitas pessoas são atraídas à vida política menos por engajamento e conscientização que por interesses escusos e de promoção pessoal. Se por um lado faz parte da realidade brasileira um maior amadurecimento político da sociedade, o fortalecimento da democracia, bem como um processo eleitoral moderno copiado pelo mundo afora (quando pensamos nas urnas eletrônicas), pelo outro, ainda existem indivíduos que veem na política a possibilidade da ascensão econômica e do prestígio social, distanciando-se dos verdadeiros propósitos da vida pública.

           Obviamente, as generalizações são sempre equivocadas e por isso é certo ponderar que existem muitos candidatos sérios e comprometidos. No entanto, a história da política brasileira confirma a existência permanente de políticos de ocasião, oportunistas e de caráter duvidoso. Estes, na ânsia da realização de seu projeto pessoal de carreira política, acabam prometendo até mesmo fazer chover. Daí a necessidade do desenvolvimento de uma consciência política cada vez mais apurada e aguçada, pronta para descartar o voto nestes indivíduos e para confirmar o apoio aos que realmente desejam uma cidade melhor para todos. Por isso, votemos conscientes.

Postado em 02 de Agosto, às 10:28 por Magno Bastos 0 comentários

Relacionamentos à distância também funcionam!

Com uma infinidade de recursos tecnológicos – e uma gama de promoções nas passagens aéreas -, a distância, seja de cidade, estado ou país, deixou de ser um impedimento para um romance que, sim, pode dar certo. É claro que poder sair para jantar no meio da semana, pegar um cineminha e dormir de conchinha é ótimo, mas a falta de proximidade física também pode, inclusive, ser algo extremamente estimulante e fazer com que a paixão emerja com mais força.

Com uma dinâmica própria, os amores à distância assustam muita gente e alguns desistem mesmo antes de tentar. Podem estar perdendo a oportunidade de encontrar o amor da sua vida ou de viver uma experiência inesquecível.

As redes de relacionamento facilitaram o encontro de pessoas que moram em lugares diferentes, seja para uma amizade ou para algo mais sério. O casal Gabriela M., 26 anos, e Fernando S., 48, se encontrou no Meu Patrocínio – plataforma que aproxima Sugar Babies, jovens bonitas e ambiciosas, de Sugar Daddies,homens bem-sucedidos em busca de relacionamentos transparentes, com acordos pré-estabelecidos.

Fernando, carioca, atualmente mora nos EUA e Gabriela em Florianópolis.

Há quatro meses, o casal vem mantendo um contato exclusivamente virtual. Os compromissos profissionais dele ainda não permitiram que os dois se encontrassem. Mas, para compensar, programaram um primeiro encontro em grande estilo. No início de agosto, partem para uma viagem de duas semanas pela Europa e a Grécia foi definida como ponto de encontro. No mínimo, excitante!

Hoje casados, Marcelo H., 52, de Porto Alegre e Maíra B., 25, de Curitiba, também tinham algumas centenas de quilômetros entre eles. Usuários do Meu Patrocínio, no início, preferiram manter a relação desta forma por insegurança e, aos poucos, foram se conhecendo melhor.

Após de três meses de muitas mensagens, telefonemas e skype, decidiram arriscar um encontro. Depois de 60 dias, Maíra já estava desembarcando com sua mudança no aeroporto Salgado Filho. Casaram-se em 2017 e comemoram a chegada do primeiro filho. Sem as redes de relacionamento, dificilmente teriam se encontrado.

Passando por um problema de saúde que o obrigou a ficar um tempo recluso, João Carlos, 55, paulista, diretor executivo, aproveitou o tempo livre para procurar uma “baby” que atendesse aos seus critérios de seleção. Acabou encontrando Janaína, 28, catarinense. Durante o tempo de sua recuperação, João contou com o apoio e carinho dela em telefonemas e facetime. Agora, passados dois meses, estão planejando uma viagem especial para, finalmente, ficarem cara a cara.

Histórias como essas mostram que a distância não é impedimento quando surge o sentimento e a atração. Planejar como será o primeiro encontro, alimentar as expectativas, dando asas à imaginação, torna tudo mais estimulante. Manter a comunicação de forma aberta e honesta, com o compartilhamento de incertezas e receios, e estabelecer uma cumplicidade já é um bom começo.

É importante estar presente e não se deixar esquecer, mas sempre conciliando horários e utilizando todos os canais disponíveis. O casal deve planejar e estabelecer um tempo para estar juntos, mesmo que seja um planejamento em longo prazo.

Enquanto o esperado encontro não acontece, priorize a carreira, os cursos, os amigos, mantenha os seus interesses. Ter uma vida ativa e independente é um forte atrativo para o outro. E, se ambos estiverem dispostos e envolvidos, não será um oceano ou algumas horas de voo que irão atrapalhar uma relação destinada ao sucesso.

Sobre o Meu Patrocínio

O Meu Patrocínio, primeiro e maior site de relacionamento para Sugar Babies e Sugar Daddies do Brasil, foi criado em 2015 e é hoje a rede social mais exclusiva e seleta do país.

Bastante comum nos Estados Unidos e alguns países da Europa, o estilo de vida Sugar reúne homens ricos e bem-sucedidos a mulheres jovens e atraentes para relacionamentos verdadeiros, sempre com transparência, acordos pré-estabelecidos, expectativas alinhadas e benefícios mútuos.

Hoje, em sua base de dados, o site conta com mais de 500 mil cadastrados entre homens e mulheres.

Postado em 24 de Julho, às 09:37 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Sobre sonhos, tenho algo a dizer

Mais cedo andei pensando no tanto de voltas que minha vida deu, para que eu compreendesse que eu queria, e por tanto querer, “merecia”, a graduação que faço hoje. 

Na adolescência eu não me julgava boa para a medicina. Não me achava inteligente o bastante. Eu não me validava em absolutamente nada. Uma auto estima abalada por alguns episódios desagradáveis em minha trajetória escolar. 

Naquela época eu não sabia que inteligência não pode, nem deve ser mensurada, muito menos de modo comparativo. E o mais importante, eu não fazia idéia que para escolher a profissão a seguir, não era necessário QI, e sim determinação e sonho. 
Isso nunca faltara, nem nos meus piores dias.

Descobri mais tarde, já na faculdade, na minha primeira graduação. Nela recuperei a capacidade de acreditar em mim mesma. Perceber que eu era boa em algo, para um coração desconfiado de si, foi o maior dos presentes. 

E quando eu falo que sou boa não significa que eu tiro as melhores notas ou que eu não enfrento dificuldades. Elas, aliás nunca faltaram nesse caminho, e as vezes parecem mesmo intransponíveis. 

Mas significa que eu vejo cada dia mais sentido no que faço, me sinto preenchida por uma noção de pertencimento surreal, faço meu melhor, sinto vontade de fazê-lo sempre. E isso compensa os dias difíceis (que não são raros).

O motivo pelo qual eu resolvi falar disso aqui, é para te dizer que se você sonha com algo, vale a pena realizá-lo. Por mais difícil e impossível que possa parecer. Se o sonho nasceu em seu coração, é porque ele pertence a você. E nada, depois que você crê, pode impedi-lo de se tornar real. 

Postado em 18 de Julho, às 11:26 por Redação 1 comentários

Alimentação Escolar um problema a ser enfrentado pelos municípios

Em épocas de crise, as discussões sobre falta de recursos começam aflorar, quando na verdade eles deveriam estar pautadas no dia a dia, fazendo parte de uma gestão participativa, onde a sociedade tivesse o real conhecimento das dificuldades da administração pública, tanto das suas receitas, como nas despesas.

Em épocas de crise, as discussões sobre falta de recursos começam aflorar, quando na verdade eles deveriam estar pautadas no dia a dia, fazendo parte de uma gestão participativa, onde a sociedade tivesse o real conhecimento das dificuldades da administração pública, tanto das suas receitas, como nas despesas.

Alguns programas, principalmente Federais, são um verdadeiro “faz de contas”, onde as responsabilidades e exigências são transferidas para os municípios e os recursos repassados não são suficientes para mantê-los atendendo as finalidades a que foram criados.

Um bom exemplo é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que deve atender todos os alunos da rede municipal de ensino, pois segundo o FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, atualmente, o valor repassado pela União a estados e municípios (por dia letivo e para cada aluno) é definido de acordo com a etapa e modalidade de ensino, assim distribuídos: Creches: R$ 1,07; Pré-escola: R$ 0,5; Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,64; Ensino fundamental e médio: R$ 0,36; Educação de jovens e adultos: R$ 0,32; Ensino integral: R$ 1,07; Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral: R$ 2,00; Alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado no contra turno: R$ 0,53. Usando como referência o valor repassado para o Ensino Fundamental, onde se encontra a maioria dos alunos matriculados, principalmente nos pequenos municípios, o valor é de 0,36 por aluno/dia.

Além dos baixos valores repassados, ainda encontramos outros problemas que devem ser enfrentados para qualificar a alimentação escolar e garantir uma melhor aplicação dos parcos recursos, como por exemplo:
- O Ministério obriga os municípios a manterem uma Nutricionista especificamente para o atendimento ao PNAE, mas a grande maioria dos profissionais tem a sua formação voltada para a Saúde. A falta de conhecimento prático dificulta a oferta de um cardápio mais qualificado e diversificado;

- O percentual mínimo de 30% do valor repassado deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar (Lei nº 11.947/2009), mas encontramos sérias barreiras na falta de profissionalismo, qualificação e formação dos produtores para produzir e oferecer uma quantidade variada de itens que facilitem a confecção dos cardápios com preços compatíveis com os recursos repassados e que garanta a aplicação da Lei.

Para começar a enfrentar estes problemas, além do controle social no combate aos desvios, se faz necessário que os gestores busquem soluções, entre elas:

a) Abrir uma discussão com as Escolas e Universidades que oferecem o curso de Nutrição, para direcionar uma parte do aprendizado especificamente para a área da alimentação escolar;

b) Capacitar e apoiar os agricultores familiares na busca da diversidade da produção que atenda as necessidades do programa e como sugestão o apoio à criação de Sistemas Agroflorestais, alternativa que se mostra eficiente para atender esta demanda;

c) Criar centrais de produção de alimentação escolar para diminuir os custos per capita;d) Incentivar consórcios para compra coletiva dos produtos da alimentação escolar, reduzindo consideravelmente os custos por conta do volume nas compras;

e) Enfrentar os cartéis de empresas que se unem, contratando “ditos” profissionais que combinam preços, encarecendo os custos dos produtos para os municípios; entre outros.

A oferta de uma merenda de qualidade já se mostrou eficiente na melhoria da evasão escolar, no nível de aprendizado dos alunos e na economia para as pessoas de baixa renda, por este motivo se faz necessário uma atenção especial para este programa.

Postado em 17 de Julho, às 14:50 por Magno Bastos 0 comentários

Escola inclusiva ainda falta muito, mas estamos evoluindo, por Aline Ferreira

Uma análise do cenário educacional atual nos revela os avanços e as diversidades que permeiam a sociedade. Quando buscamos olhar de forma abrangente, constatamos que não lidar com as diferenças é não perceber a diversidade que nos cerca.

Neste cenário, levamos em consideração a relação social e o fundamental papel das escolas no favorecimento e na sustentação da formação integral do indivíduo.

A escola tem grande importância em realizar e conduzir um trabalho que abra espaço para a efetiva formação, considerando que todos os alunos têm características, talentos e interesses únicos. Mas, além de tudo, cada um deles tem uma trajetória de vida singular, com diferentes condições sociais, emocionais, físicas e intelectuais.

Apesar dos avanços, ao mencionar os alunos com deficiência e sua integração no ambiente escolar, ainda encontramos obstáculos relacionados a aspectos práticos.

Ainda há um longo caminho a se percorrer para desconstruir alguns paradigmas e empecilhos que dificultam o processo de inclusão.

De acordo com dados do Censo Escolar da Educação Básica, de 2017, podemos constatar um aumento significativo da inclusão de alunos com deficiência no sistema de ensino.

Esses dados, quando analisados em relação ao ano anterior (2016), mostram um salto de 76 mil matrículas na educação básica, em escolas públicas e privadas de todo o país. 

No Ensino Fundamental, por exemplo, somente 29,8% das escolas têm recursos e dependências adequadas a alunos com deficiência, assim como banheiros adaptados, rampas de acesso, materiais de apoio especializados, além de salas de aula e espaços de convivência pensados para atendê-los.

Este cenário é bem negativo, mesmo sendo a inclusão prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº 93394, de 20 de dezembro de 1996.

O artigo 58 da LDB assegura o direito da criança com deficiência a estudar na rede regular de ensino, assim como o direito ao apoio de um serviço especializado para atender suas necessidades; ao considerar que a escola deve ser o lugar onde as crianças desenvolvem e ressignificam competências cognitivas, a partir das quais transformará seu universo e construirá seu processo de formação acadêmica e, consequentemente, de cidadão autônomo.

A escola tem uma função estratégica nesse pertencimento da criança na sociedade e no mundo.

É no espaço escolar que ela tem a possibilidade de se relacionar socialmente, bem como despertar várias percepções de aprendizagem.

Ao considerar a importância da escola no processo de inclusão, não podemos deixar de considerar os professores como constituintes e mediadores da articulação desse modelo educacional inclusivo, que é também social e político.

A legislação brasileira prevê que todos os cursos de formação de professores, do magistério à licenciatura, devem capacitá-los para receber, em sala de aula, alunos com e sem deficiência.

Mas será que, no cenário atual, os professores estão realmente preparados para garantir, na prática, o direito dessas pessoas? Nesta premissa, cabe ao sistema educacional constituir-se de uma rede de apoio às escolas e aos professores por meio de cursos de capacitação e atualização de qualificação pedagógica ; a fim de dar subsídios que viabilizem uma educação inclusiva efetiva.

Em muitos municípios do interior de São Paulo, esse movimento de reciclagem, de capacitação pedagógica e de um novo olhar dos professores para essas questões já é uma realidade.

A Planneta Educação, empresa de São José dos Campos que atua em parceria com secretarias municipais de educação, vem promovendo formações recorrentes e gratuitas aos professores e gestores sobre educação inclusiva, em todas as modalidades de ensino.

São palestras e cursos com conteúdos e temas ricos que abordam a inclusão nos mais diferentes aspectos, desde a utilização de ferramentas lúdicas e artísticas para abordagem de conteúdos, até meios para que a escola trabalhe em conjunto com a sociedade, com o intuito de se criar um espaço mais receptivo e menos desigual para os alunos com deficiência.

A escola inclusiva deve refletir o que na verdade é direito de todos os cidadãos, ao abrir possibilidades, permitir a participação e estar conectada com a realidade.

Se considerarmos essas vertentes e esses princípios, podemos ressaltar que aos poucos vamos caminhando para construir um país mais igual para todos, principalmente na escola. 

Postado em 14 de Julho, às 10:40 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Como unir a tradição das festas juninas às práticas pedagógicas incluídas na nova BNCC

Vamo começa o arraiá, meu povo! Os meses de inverno trazem consigo os festejos que exaltam as comidas típicas, a simplicidade do povo, a fogueira que aquece o corpo e as danças que lembram nossa tradição rural.

E, para promover uma festa bonita e animada, as escolas se organizam com muita dedicação, recebendo os familiares dos alunos em um ambiente com decoração colorida, danças impecáveis, corpo docente, funcionários e alunos caracterizados como “caipiras” e, é claro, muita vivacidade e alegria próprias das festas de escola.

A temática, no entanto, pode ir muito além da festa, contribuindo para uma formação integral do aluno, dando maior significado à comemoração e aproveitando a festividade como prática pedagógica.

Para muitos alunos, a comemoração é sinônimo de fechamento do semestre; para outros, é uma oportunidade de se divertir com a presença da família na escola.

Mas qual é o real sentido da festa junina/julina? Em que contexto surgiu? É preciso dar sentido a essas festas, oferecendo ao aluno conhecimentos sobre suas origens; suas características; ensinando nas aulas de história e geografia de onde veio a tradição, onde a festividade é mais popular, incluindo no aprendizado temas como imigração e a influência indígena nas comidas típicas.

Muitos alunos esperam as comemorações nas unidades escolares com o intuito de poderem colaborar de maneira significativa.

Assim, quando o professor de arte propuser a confecção da decoração e os alunos se propuserem também a fazer peças de teatro e danças, estarão ativamente envolvidos no projeto.

Os alunos podem aprender também sobre as influências artísticas de uma determinada época ou região, obtendo informações sobre cultura e sociedade.

E como trabalhar a Matemática na festa junina/julina? E a Língua Portuguesa? Muitos professores se deparam com os desafios de aliar o conteúdo proposto em currículo com a comemoração.

Para tanto, é bem possível aliar o conteúdo trabalhando as proporções das receitas típicas juninas, ou a necessidade da organização de quitutes suficientes para atender a todos os convidados ou ainda explorando a linguagem rural, realizando pesquisas sobre a cultura popular e a influência na linguagem informal, elaborando cartazes e outros meios de divulgação, compartilhando com os alunos o gênero textual adequado.

Enfim, existem muitas possibilidades de explorar a festa junina/julina para torná-las parte do aprendizado e não meramente uma comemoração da escola.

Normalmente os familiares participam da festa junina e fazem questão de caracterizar a criança para a comemoração. É tempo de tirar muitas fotos com a família, que irão para álbuns e postagens nas redes sociais.

E é nesse momento que a escola pode se aproximar da família, criando momentos em que familiares e alunos podem, juntos, aproveitar o festejo.

Com as crianças menores, a escola pode promover a confecção de chapéus e aventais juntos aos alunos e familiares. Já com os alunos maiores, a escola pode promover a leitura de músicas típicas, realizando jogos de investigação sobre autor/cantores/trechos da música e época em que a música foi lançada.

Além disso, a escola pode obter a participação ativa da família na confecção dos quitutes da festa, na fotografia dos alunos, nas prendas oferecidas, entre tantas outras atividades, tornando mais próximo o relacionamento entre família e escola, fazendo com que se sintam inseridos e ativos na vida escolar de seus filhos.

Introduzir as competências na BNCC no projeto “festa junina”

Se conseguirmos obter a participação ativa do aluno, podemos ainda aliar o aprendizado à nova Base Nacional Comum Curricular, explorando itens como:

*Uso de recursos tecnológicos – pode ser criado um blog com as receitas típicas da festa junina/julina;

*Investigação acerca da cultura, sociedade e aspectos históricos – a influência das culturas europeia e brasileira na festa junina/julina;

*Explorar a diversidade cultural, deixando de lado a caricatura do homem da roça e promovendo o conhecimento sobre experiências e saberes; além da contribuição social e econômica do trabalhador rural – abordar assuntos como agricultura familiar e aspectos da zona rural;

*Promover as manifestações artísticas, valorizando a diversidade de indivíduos e grupos sociais, enaltecendo saberes e cultura, sem preconceitos – oferecer aos alunos a possibilidade de escutar as músicas das festas juninas, entendendo a linguagem, a narração de histórias próprias das músicas, além de propiciar o conhecimento de outras culturas;

*Elaborar um projeto com as receitas culinárias das festas juninas, fazendo os alunos investigarem receitas, ingredientes e sabores típicos da comemoração – investigar as comidas de cada região, com pesquisa na escola sobre qual comida típica é a preferida dos alunos.

Como se vê, existem várias possibilidades.

Festa junina/julina vai muito além da pipoca, maçã do amor e quadrilha; vai muito além da bandeirinha, das pintinhas no rosto e do bigode nos meninos; vai muito além da música animada, dos vestidos coloridos, das camisas listradas. Festa junina/julina é aprendizado, é cultura, é espaço de saber e confraternização das famílias.

(*) Gisele Vitório é consultora educacional e formadora internacional da Aprendizagem Cooperativa na Planneta Educação, empresa do grupo Vitae Brasil. Já atuou como professora técnica, expositora e facilitadora de aprendizagem em oficinas sobre Metodologias Ativas e Gestão de Sala de Aula em simpósios e eventos internacionais de educação.

Postado em 05 de Julho, às 10:54 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

PNE e os riscos da contramão do retrocesso

Até 2024, o Brasil precisa ver seus índices educacionais saltarem em proporções desafiadoras se quiser atingir as metas por ele mesmo estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, naquele momento, motivados pelo incremento recente nas políticas públicas do setor educacional, vislumbrávamos um horizonte promissor.

Quando, lá em 2014, o governo se propôs a elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% já sabíamos que não seria uma missão simples.

A expectativa era de que, finalmente, a educação ganhasse status prioritário na agenda e no orçamento governamentais. Antes, o já velho discurso de que sem educação não há desenvolvimento não havia sido capaz de garantir, efetivamente, a atenção necessária à pauta. Agora, acreditava-se, as coisas seriam diferentes.
 
No entanto, o que se viu nos anos imediatamente seguintes foi um verdadeiro balde de água fria. Medidas como a interrupção drástica da expansão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), política pública estratégica de acesso à educação superior, em nada contribuem para o crescimento dos índices de escolaridade da população brasileira. Pelo contrário, podem comprometer a manutenção de indicadores duramente conquistados nas últimas décadas.
 
Para se ter ideia do quanto estamos distantes de um contexto favorável ao alcance das metas do PNE, análise da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), em parceria com a Educa Insights, constatou que entre 2014 e 2016 a taxa bruta de matrículas na educação superior cresceu apenas 1% (de 33% para 34%) e a líquida 2% (de 16% para 18%). Por conta desse desempenho inicial, a projeção feita pelo estudo é de que, para atingir as metas do PNE relacionadas à educação superior, o país precisa apresentar crescimentos anuais de 4,8% nas matrículas totais para alcançar a taxa bruta e de 8,1% nas matrículas de pessoas com idades entre 18 e 24 anos para atingir o alvo estabelecido para a taxa líquida.
 
Acontece que, em geral, atingir metas demanda mais do que boa vontade, demanda investimento. Nesse sentido, medidas duras como o congelamento de gastos públicos por vinte anos, como ocorreu no final de 2016, representam um contrassenso às demandas e necessidades brasileiras, especialmente quando repercutem em políticas sociais. Hoje, o que o país precisa é colocar mais de 3,6 milhões de novos estudantes em instituições de educação superior (conquista que ainda nos deixaria muito distantes de um cenário de escolarização ideal).
 
Ao que parece, caminhamos a passos largos no sentido oposto ao que deveríamos trilhar para construir o país vislumbrado no Plano Nacional de Educação. Aos defensores de que a política educacional brasileira precisa focar em outros elementos que não metas, é importante lembrar que, especialmente quando falamos em educação, metas vão muito além de números frios. Aqui, elas também significam mais conhecimento, dignidade e perspectivas de melhores condições de vida para milhões de pessoas que ainda não possuem acesso a todos os níveis educacionais no país.
 
E se é verdade que contra números não há argumentos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2017, recentemente divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dá o veredito final: pessoas sem instrução possuem rendimento médio de R$ 842 ao passo em que o ensino fundamental completo eleva esse valor para R$ 1409. Já a educação superior completo triplica o rendimento médio do cidadão em relação àquele que só estudou até o ensino médio.
 
Por tudo isso é que ou fazemos um ajuste urgente e estratégico de rota, de modo a retornarmos ao voo originalmente planejado, ou entraremos em uma contramão perigosa que nos levará de volta a terras longínquas para as quais não gostaríamos e jamais imaginamos retornar.

Postado em 21 de Junho, às 12:00 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O combate diário ao trabalho infantil

Em Caruaru (PE), o projeto Fazendo Direito: Uma Proposta de Enfrentamento ao Trabalho Infantil atua com 3.000 crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos. No Ceará, o Juventude Viva atende 380 jovens entre 12 e 16 anos no município de Morrinhos e o Arte e Cultura em Harmonia, de Jijoca do Jericoacoara, outras 300 crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos.

Em Espírito Santo do Pinhal, a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, o Estação de Conhecimentos recebe 120 meninos e meninas de 6 a 16 anos.

Em comum, essas iniciativas têm como ação diária o combate ao trabalho infantil. No Brasil, 1,8 milhão de indivíduos entre 5 a 17 anos trabalham, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, de 2016.

Desse total, 54,4%, ou 998 mil, enquadram-se em trabalho infantil: ocupação de qualquer natureza abaixo da idade mínima permitida, entre 5 e 13 anos, ou trabalho na idade permitida, mas sem carteira assinada, de 14 e 17 anos.

O relatório Medir o Progresso na Luta contra o Trabalho Infantil, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela que há 168 milhões de crianças nessa faixa etária trabalhando no mundo, o que equivale a 11% da população nesse intervalo de idade.

Os projetos desenvolvidos nos quatro municípios brasileiros são exemplos de ações que procuram identificar espaços de incidência de trabalho infantil, prevenir e enfrentar tal prática, mas principalmente oferecer às crianças e suas famílias alternativas à essa realidade, em especial apoiando-as na permanência na escola, na melhoria do desempenho escolar e no desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.

O trabalho infantil reproduz o ciclo de pobreza da família, na medida em que tira a criança da escola, prejudica sua aprendizagem e a torna vulnerável sob diversos aspectos, como saúde, exposição à violência, assédios, esforços físicos incompatíveis com a idade e acidentes.

“Os meninos e meninas submetidas à essa situação são privadas de uma infância plena, do direito de brincar, essenciais ao seu desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.

Esses aspectos impactam diretamente na construção de uma vida saudável”, destaca a gerente de Fomento do Itaú Social, Camila Feldberg.

Apoio aos projetos – Diversas fundações e instituições de investimento social privado mantêm instrumentos de apoio financeiro a projetos que contribuam para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

O Itaú Social lançou edital para destinação de recursos aos Fundos da Infância e Adolescência.

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) de todo o país, gestores dos Fundos, podem inscrever propostas até o dia 3 de agosto no site http://editalfia.prosas.com.br. O anúncio dos projetos selecionados está previsto para dezembro.

O Edital Fundos da Infância e da Adolescência é elaborado conforme as orientações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e selecionará propostas voltadas ao atendimento e acolhimento direto; elaboração de diagnóstico, sistema de monitoramento e avaliação de políticas públicas; capacitação e formação profissional; campanhas educativas; e mobilização social e articulação para a defesa dos direitos.

“Os Conselhos devem selecionar e inscrever a proposta que considerem prioritária para atender às necessidades identificadas no município e garantir os direitos das crianças e adolescentes”, explica Camila.

Os valores disponibilizados para o edital são provenientes da destinação de 1% do imposto de renda devido das empresas do Conglomerado Itaú Unibanco Holding S.A.

Postado em 15 de Junho, às 16:40 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Mais educação para menos corrupção – Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direitor

A corrupção é, de longe, uma das piores “doenças” que afetam a sociedade. Assim como um câncer, pode se espalhar por diversos setores de qualquer país. Por vezes, seus efeitos não são sentidos imediatamente, mas é certo que os custos chegam no longo prazo, com reflexos sobre o fornecimento e a qualidade de serviços públicos essenciais.

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes indicam que o dinheiro gasto anualmente com corrupção no mundo poderia alimentar oitenta vezes a população faminta. Propinas e roubos aumentam em 40% o custo de projetos para oferecer água potável e saneamento em todo o mundo – porque sim, até em áreas como essas, tão sensíveis, há quem consiga roubar.

É certo que a corrupção sempre existiu, afetando negativamente as políticas públicas e o crescimento econômico do país. O que varia são as consequências – para o corrupto e para a sociedade em que ele vive. Pesquisa divulgada em abril de 2018, intitulada “Retratos da Sociedade Brasileira - Educação Básica”, mostrou que a população vê uma relação direta entre a baixa qualidade do sistema educacional nacional com a corrupção. Segundo o estudo, 60% dos brasileiros apontam o baixo nível educacional como causa da corrupção. Essa visão é mais forte na faixa etária jovem, dos 16 aos 24 anos – nesse grupo, 70% dos entrevistados fez a correlação entre falta de educação e corrupção.

Já segundo análise de 2017 da ONG Transparência Internacional sobre o Índice de Percepção da Corrupção, que classifica os países com base em quão corrupto seu setor público é percebido, o Brasil ficou no 96º lugar dos 180 países avaliados, empatado com países como Colômbia e Zâmbia. A pontuação indica o nível de percepção da corrupção em uma escala de 0 a 100, em que quanto mais baixo o número, mais o país é percebido como corrupto. O Brasil recebeu nota 37 no ranking, que teve Nova Zelândia, Dinamarca e Finlândia como os menos corruptos.

Há uma clara relação entre desigualdade e corrupção. Nas sociedades mais desiguais, é possível notar um nível maior de corrupção; enquanto que as nações mais igualitárias sofrem menos com esse mal. A Finlândia, por exemplo, possui alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem-estar social, liberdade econômica, prosperidade, acesso à saúde pública, paz, democracia e liberdade de imprensa do mundo. As cidades do país também estão entre as mais habitáveis do mundo, figurando entre as mais limpas, seguras e organizadas.

Voltando à corrupção, agora focando no setor de educação, ela é capaz de limitar a acumulação de capital humano e, a longo prazo, afetar todo o desenvolvimento da sociedade. O único meio conhecidamente efetivo de vencer defeitos e falhas humanas é a educação. Educar com vistas ao respeito; para que nos encaremos com igualdade, fraternidade e solidariedade. E tem que ser um processo contínuo. O resultado só virá com décadas de trabalho e esforço coletivo em prol da mudança de nossa situação atual, que não é nada animadora.

Quando algo afeta a educação de uma nação, tudo pode ser posto em cheque. Só o conhecimento nos liberta a pensar e poder gerar um debate sadio para alcançar formas de avançar. 

É indispensável que haja investimentos sociais para mudar a realidade educacional atual do país. Para termos, de verdade, um País sério, a educação tem que ser prioridade, pois ela é a mola propulsora da cidadania. É um valor inestimável, que engrandece o homem, como ser empreendedor da economia, como ser beneficiário e benfeitor da sociedade.

É por todos esses fatores que não se pode dissociar a educação da corrupção. Uma é inversamente proporcional à outra. O Índice de Percepção de Corrupção Mundial é claro ao mostrar que os países com menores índices de educação e igualdade tendem a ter maiores taxas de corrupção. Além disso, tudo o que é construído culturalmente e não é da condição humana, como a corrupção, pode ser desconstruído. Essa é uma das missões mais importantes da educação.

Postado em 14 de Junho, às 08:46 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

O agro não é pop

O slogan “Agro é tech, agro é pop, agro é tudo” sem dúvida é a marca da belíssima campanha de marketing “Agro: a Indústria-Riqueza do Brasil” promovida pela Rede Globo em rede nacional.

O objetivo da campanha é conectar o consumidor com o produtor rural e desmistificar alguns mitos em torno do agronegócio.

A afirmativa integral da mensagem, entretanto, é questionável.

O agronegócio realmente é “tech”, com tecnologia de ponta empregada em diversos elos da cadeia produtiva, desde o desenvolvimento de cultivares até a comercialização do produto final.

E a modernização é crescente.

O agronegócio também é “tudo”, indo muito além de “simplesmente” alimentos. Basta assistir aos episódios da campanha para constatar a modernização das cadeias produtivas e pluralidade de produtos e subprodutos provenientes da produção.

Agora, se tem uma coisa que o agronegócio não é, é “pop”. “Pop”, segundo o dicionário, vem de “popular”, trazendo uma conotação informal de “descolado”, “na moda” e muitos outros termos que remetem a algo legal. Uma expressão vinculada ao mundo dos famosos.

Definitivamente, o agro não é “pop”.

Longe disso, preconceito e desconfiança, esses sim são termos carregados pelo nosso setor – pelo menos em um primeiro momento – para grande parte da população.

E não me restrinjo apenas ao Brasil, me refiro ao mundo.

E não é para menos.

Informações sem fundamento, incompletas, norteadas por ideologismos, algumas, inclusive, cerceadas por interesses terceiros, são as que mais atingem a população e, evidentemente, geram dúvidas e indignação.

E as celebridades, já que estamos tratando do universo “pop”, têm boa responsabilidade nessa história, dado seu potencial de capilaridade e inspiração alheia.

Na era digital, atingir e influenciar milhões de seguidores é tarefa fácil para alguns.

Talvez o exemplo mais recente que temos concerne sobre o Projeto de Lei 6299/2002, apelidada carinhosamente de “Lei dos Agrotóxicos” ou “PL do Veneno”.

Um dos objetivos da proposta é agilizar o processo de registro – hoje leva entre 8 e 10 anos – de novos produtos, estes mais modernos e que irão substituir as formulações atuais.

Com isso vai junto o fato/indignação de que os agricultores brasileiros utilizam defensivos em desuso no exterior.

Nestes outros países, o registro é bem mais ágil – Estados Unidos e Austrália levam menos de 3 anos – por isso o descompasso da permissão quanto a utilização das formulações.]

Mas não é isso que prega o post “diga não à PL do veneno”, ilustrado com uma caveira preenchida por alimentos e compartilhado no Instagram por celebridades como: Gisele Bundchen (+14,6), Mateus Solano (+1,7), Paola Carosella (+1,4), Leticia Spiller (+2,3), Luana Piovani (+2,1) e muitos outros.

O número entre parênteses refere-se aos milhões de seguidores de cada famoso. Analisando os textos anexados às postagens, dentre tantos argumentos sem fundamento ou respaldo técnico/científico, uma mensagem é comum:

que a principal proposta da nova lei é liberar novos produtos e, consequentemente, aumentar o uso de agrotóxicos, resultando “em mais veneno na nossa comida”.

Pelo contrário, a liberação de novas formulações visa, sobretudo, reduzir a quantidade de defensivos utilizados, afinal os novos produtos são mais eficientes.

Em tempos de conectividade, alguns questionamentos ficam: qual informação viraliza e chega ao conhecimento dos consumidores? A dos famosos (com um conhecimento técnico profundo, diga-se de passagem) ou de indivíduos como eu (+5,3), Nicholas Vital (+1) e outros poucos do meio que se manifestam a respeito? O número entre parênteses refere-se aos nossos seguidores no Linkedin (não temos Instagram) e estão na casa do mil.

Aliás, você conhece algum famoso que se engaja e faz campanha pelos produtores rurais ou pelo agronegócio? Não me refiro a uma marca, ou produto específico, mas sim ao conceito da atividade.

Agora na Copa do Mundo de 2018, você conseguiria imaginar um jogador da seleção brasileira com a camisa de baixo do uniforme (a ser retirado ao final do jogo para não levar cartão amarelo) com uma mensagem como “#agro” ou “#somostodosprodutoresrurais” estampada?

Sem dúvidas, o agro não é “pop”. E nem precisamos ser.

Utilizando um gancho do Mauricio Nogueira em artigo do Valor Econômico (26/02/2018): “O agro não precisa ser “pop”, o agro precisa ser o que é, sem que tenha que destinar tempo e recursos para se defender de ataques construídos por grupos de interesse”.

Não precisamos de pessoas, jogador de futebol, famosos, celebridades, o que for, que joguem a favor.

O que precisamos é de indivíduos que não joguem contra sem estar munido de informações técnicas.

Precisamos de ciência, imparcialidade. Apenas ideologia e modismo não basta.

Nesse contexto, o que fica evidente é a necessidade de melhorar a comunicação do agronegócio.

Fazemos muito bem o que fazemos, mas nos comunicamos muito mal.

A belíssima campanha da indústria-riqueza do Brasil foi um marco para o marketing do setor.

Mas talvez a maior preocupação esteja na continuidade e capilaridade das ações.

Precisamos reforçar de forma ininterrupta a pujança e imagem de uma atividade que tanto contribui para o país, em diversos elos.

Como colocado pelo emblemático Nizan Guanaes em uma palestra que tive oportunidade de assistir: “Marketing é igual corrida.

Não adianta falar que vai correr e correr uma vez por ano. Chega até a ser perigoso. A atividade deve ser sistemática para que colham bons frutos”.
 

Postado em 07 de Junho, às 10:51 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

Ética na vida – Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito

Você sabe o que é ética? E moral? Ética vem do grego ethos, que significa “conduta”, “modo de ser”. Já moral vem do latim moralis e quer dizer “costume”. Daí, entende-se que a ética tem viés mais individual, enquanto a moral é coletiva. De forma prática, quando se refere ao comportamento de alguns profissionais em suas funções, estamos falando de ética: a ética médica, ética empresarial, etc. Dois exemplos: “João teve uma atitude antiética ao furar a fila do banco”. “No Brasil, é imoral ter mais de uma esposa, enquanto em alguns países como a Nigéria é moralmente aceito”. Percebe a diferença?

Ao falar em ética, é comum pensar na ética profissional, política, mas, na verdade, a ética faz parte do cotidiano. É uma característica de toda ação humana. Nossa ética faz parte de quem somos. Tem mais a ver com o indivíduo do que com a sociedade. É fazer o certo, não para “aparecer” ou mostrar-se bom, mas agir de forma correta até quando ninguém está vendo. Quantas vezes não nos pegamos agindo de forma que, em outras situações, nós mesmos reprimiríamos? Por exemplo, furar uma fila, “colar” em uma prova, perceber um erro em uma conta de bar e não avisar ao garçom. São atitudes antiéticas, que vão contra os princípios morais da sociedade.

A ética não se resume apenas a comportamentos pessoais. No mundo dos negócios, os princípios éticos da empresa devem estar bem claros para os colaboradores, de forma que todos estejam focados em um mesmo objetivo. É preciso ressaltar que ética e transparência precisam andar juntas. Se determinada empresa não trabalha com ética, coerência e transparência, a probabilidade de o ambiente interno para os colaboradores ser ruim é muito alta. 

Vê-se, nesse tipo de empresa, uma alta rotatividade de colaboradores, pessoas estressadas e resultados falhos. Empresas que prezam pela ética e transparência são percebidas como positivas pela sociedade e tendem a se firmar no mercado. No caso inverso, as empresas perdem em competitividade e ficam suscetíveis a riscos de imagem e reputação.

A ética, como diz Adolfo Sanchez Vázquez, é a “teoria ou a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. Fica a reflexão: se agir com consciência moral e ética é tão positivo, por que ainda há tantas pessoas que não seguem esses valores? Uma publicação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas coloca três pontos sobre o tema. Uma primeira causa pode ser a qualidade do aprendizado. 

 A segunda razão pode ser a imaturidade do raciocínio moral, que pode reduzir valores éticos a comportamentos visando apenas a obediência, para evitar punições. Um terceiro motivo seria o desconhecimento dos outros, determinado por baixo grau de empatia, e o desconhecimento de si, alimentado por autoimagem irreal e autoestima exageradamente alta ou baixa.

No Brasil, a corrupção é o principal exemplo da falta de ética e transparência. É a negação radical da ética, porque destrói as raízes das instituições criadas para garantir direitos. Neste caso, há inúmeras consequências para a construção da sociedade e a principal delas é a destruição da meritocracia. Para evitar tal efeito, além da justiça, é preciso exigir punição, dentro dos padrões previstos na constituição. 

 A educação tem um papel determinante neste contexto, visto que é de sua responsabilidade informar comportamentos éticos e morais para formar futuros cidadãos. Deixo para você um pensamento do psiquiatra e empresário Roberto Shinyashiki: “Seja ético: a vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos”.

Postado em 04 de Junho, às 09:49 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

São João não é só festa, é investimento, turismo e geração de emprego e renda

Segundo o Ministério do Turismo, somente no ano passado, o Turismo foi responsável por 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com aporte de US$ 152,2 bilhões na economia brasileira. As viagens de brasileiros dentro do próprio país foram consideradas como uma "mola propulsora do turismo brasileiro", segundo o ministério. Esse volume representa 93,5% do PIB gerado pelo setor, enquanto as viagens internacionais contribuem com 6,5%.

O Relatório do Fórum Econômico Mundial, de 2017, mostra que dentre 136 países, o Brasil é considerado o número um no quesito diversidade de recursos naturais, além de se destacar como 8º classificado no item recursos culturais.

Importante desmistificar, neste sentido, o São João da Bahia e especificamente de Amargosa só como uma grande festa. Estima-se que o investimento direto anual da Prefeitura para realização do São João, gira entre R$ 1,5 a R$ 1,8 e que movimenta a economia do município por conta dos festejos juninos em mais de R$ 13,0 milhões. Para utilizarmos como parâmetro da força da festa na economia local, em 2017 , segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, entre os impostos ICMS, IPVA e Taxas estaduais, o Governo da Bahia arrecadou no município o montante de R$ 7,9 milhões.

Outro ponto que a ser destacado é a grande quantidade de casas alugadas no período dos festejos juninos, bem como os empregos temporários, que distribuem renda para uma parcela significativa da população. Lembramos que em 2017, o município de Amargosa com apenas 38.259 habitantes (dos IBGE 2017), se destacou ficando entre os 25 municípios baianos que mais geraram emprego, segundo o CAGED-MT.

Aprendemos em 2008 que para o enfretamento das crises econômicas é importante estimular o consumo e fazer investimentos com retorno garantido. Os festejos juninos já se consolidaram como um importante instrumento de melhoria da renda e, consequentemente, da qualidade de vida da população.

Não esquecendo que o São João é a maior festa popular do Bahia, já que acontece praticamente em todos os 417 municípios baianos, além do seu histórico de agregar as famílias, principalmente no interior do Estado.

VIVA SÃO JOÃO!!

Val de Rita

Postado em 30 de Maio, às 16:18 por Redação Criativa 0 comentários

Jejum intermitente funciona, mas estudo alerta para consequências

 
A idealização de um corpo perfeito tem impulsionado muitas pessoas a, cada vez mais, buscarem incessantemente estratégias de emagrecimento para manter o corpo em forma, seja da maneira mais simples, como a reeducação alimentar aliada à prática de exercícios físicos ou até mesmo as mais radicais, como a restrição alimentar por longos períodos, a exemplo do jejum intermitente.

De acordo com um estudo divulgado pela Associação Brasileira de Nutrição, realizado no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), e divulgado na revista Endocrinology, as dietas que alternam ciclos de jejum prolongado e de alimentação livre são capazes de prevenir o ganho excessivo de peso, mas também podem causar alterações metabólicas indesejáveis nos adeptos – como a desregulação dos mecanismos cerebrais de controle do apetite, resultando em hiperfagia (aumento anormal do apetite ou ingestão excessiva de alimentos).

“Essas dietas podem favorecer a perda de peso de forma muito eficiente, contudo existem algumas condições para serem obedecidas e tornar o processo bem sucedido, como o equilíbrio metabólico, a oferta adequada de alguns nutrientes-chave, a capacidade oxidativa (“queima”) do paciente otimizada através do exercício, e o perfil hormonal”, explica Gabriel Medrado, nutricionista da Rede Alpha Fitness.

O que torna o método de emagrecimento por dieta hipocalórica (diminuição na ingestão de calorias), exercício físico e reeducação alimentar, o mais recomendado entre os profissionais de nutrição, por ser o que tem mais dados comprovados cientificamente dos efeitos positivos.

“O número de pessoas que buscam estratégias de emagrecimento milagrosas só tem crescido, principalmente aquelas que apresentam resultados rápidos ao indivíduo, não dando a real importância aos riscos dessas práticas, tanto a curto quanto longo prazo. Portanto, é recomendado que a realização de qualquer estratégia nutricional deva ser orientada por um profissional”, explica o especialista.

Além de ser imprescindível a orientação de um profissional que leve em conta os hábitos e a rotina de cada indivíduo, é bom lembrar, também, que esse tipo de dieta só tem efeitos positivos se os alimentos consumidos durante as "janelas de alimentação" tiverem alta qualidade nutricional e forem calculadas para esse objetivo.

Postado em 28 de Maio, às 16:07 por Cristóvão Guimarães 0 comentários

A expressividade de um manifesto que ganhou o mundo

Mais de 500.000 caminhoneiros envolvidos, sem contabilizar os motoristas de veículos pequenos e demais integrantes da população.

Mobilização em mais de 270 rodovias federais e outras centenas de estaduais. A ação causou impactos nos setores de combustíveis, alimentação e diversos outros.

Até o momento são seis dias de mobilizações pacíficas e um suposto acordo do Governo Federal, fracassado.

Os manifestantes cobram a redução do alto valor cobrado no litro dos combustíveis, reajuste dos valores cobrados nos pedágios, diminuição da carga tributária, PIS/PASEP e Confins, a isenção da Cide, dentre outros.

Um movimento que ganhou o país, do Oiapoque ao Chuí e que não pode ser partidarizado. Não deve ser, sob nenhuma égide, ser considerado de esquerda ou de direita, nem muito menos dos que não se definem como tal. Nenhum grupo político pode sair no lucro, pois tal movimento é o resultado de anos de políticas equivocadas e de gestões que sempre estiveram à serviço de elite, em menor ou maior proporção.

O movimento é do povo e ganha também o mundo, sendo destaque nos principais sites de notícias internacionais.

Com críticas contra e a favor. Sem adentrar aos diversos interesses que sustentam a manutenção e o desejo do término do movimento, um fator determinante é a força do povo. O poder é do povo e deve ser exercido em favor do povo.

Ouça o áudio
Postado em 26 de Maio, às 09:06 por Magno Bastos 0 comentários

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A Força da Comunicação na Internet! 16/08/2018 16:48